segunda-feira, 15 de junho de 2026

O sagrado feminino no cinema

Conversa com o Gemini:

https://ibandce.com.br/raizes-do-sagrado-feminino-mostra-papel-feminino-nas-religioes/

A Carla deve ter esquecido as religiões do Paganismo Moderno e as religiões de matriz africana.

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O Grande Ponto Cego: Onde Estão o Paganismo e as Matrizes Africanas?

Embora o documentário seja um passo fundamental para desestruturar as hierarquias de poder disfarçadas de dogmas divinos, é impossível não notar ausências gritantes. Ao focar suas lentes quase exclusivamente nas religiões abraâmicas e nas grandes tradições orientais, Carla Camurati deixou de fora o Paganismo Moderno e as religiões de matriz africana.

Falar de "Sagrado Feminino" ignorando essas tradições é contar uma história pela metade. Enquanto o filme busca encontrar rachaduras libertadoras dentro de estruturas que historicamente subjugaram as mulheres, o Paganismo e as religiões de matriz africana já nascem com o feminino em posições de centralidade, liderança e poder absoluto.

No Paganismo Moderno, a Deusa é celebrada em sua total autonomia, resgatando a soberania do corpo, da sexualidade e a conexão direta com a Terra.

Nas religiões de matriz africana, as Ialorixás (mães de santo) são lideranças comunitárias e espirituais máximas, e a força das Orixás femininas — como Iemanjá, Oxum, Iansã e Nanã — governa aspectos vitais da natureza e da existência, longe da lógica de submissão do patriarcado.

Para nós, o feminino nunca foi um apêndice a ser emancipado de um deus masculino majoritário; ele é a própria fonte do culto primitivo, da resistência e da ancestralidade. Deixar essas espiritualidades de fora reforça um apagamento histórico e perde a oportunidade de mostrar caminhos religiosos onde as mulheres nunca precisaram pedir licença para serem sagradas.

Criado com Gemini, do Google.

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