sábado, 17 de outubro de 2009

Religião popular venezuelana

Foi publicado no G1: "Seguidores de deusa indígena se encontram na Venezuela. Adeptos de María Lionza fizeram evento anual no monte Sorte". Apenas isso, mais nada, para noticiar uma legítima expressão de crença popular, resultado da mescla (sincretismo) de diversas crenças, como é comum na América Latina.
Para saber mais dessa festa popular, desse folclore, eu recorro ao sagrado oráculo virtual, o Google, onde encontro notícias de los hermanos:
Milhares de devotos se consagraram à luz de velas em umas montanhas remotas que são o centro de peregrinação anual para venerar uma Deusa indígena mística venezuelana conhecida como María Lionza.
Muitos fumam tabaco nos rituais de purificação, enquanto que outros fecham os olhos, deitados de boca para cima, rodeado de velas e em cima de elaborados desenhos pintados no solo com um pó branco.
Os rituais se iniciaram na semana passada e se prolongaram até depois da meia-noite de 12 de Outubro, nas montanhas de Sorte, localizada a uns 290 km a ocidente de Caracas e próxima da cidade de Chivacoa.
Alguns repetiam a palavra "fuerza" dançando em cima de brasas ardentes em uma cerimônia em honra à Deusa da madrugada de segunda.
O culto a María Lionza, cujas referências datam de há mais de 500 anos, é uma mescla de indigenismo, espiritismo, afroamericanismo e catolicismo. Os crentes frequentemente pedem uma cura espiritual ou proteção contra bruxaria, ou trazem oferendas à Deusa em agradecimento pela cura de alguma enfermidade.
A Venezuela é predominantemente católica. A hierarquia da Igreja Católica desaprova esse culto, mas há tempos que abandonou seus intentos para suprimi-lo.
No ano de 1953 o ditador Marcos Pérez Jiménez, que era devoto da Deusa, ordenou instalá-la [sua estátua-NB] sobre um pedestal no meio da avenida que atravessa a cidade de leste a oeste. Este lugar é considerado pelos seus devotos como o centro energético da cidade.
O ditador, que promoveu ativamente o estabelecimento de santos patronos em toda a Venezuela, esperava legitimar seu governo com a imagem da Deusa.
Os seguidores de María Lionza regularmente deixam oferensdas de flores, licores, moedas ou frutos nos santuários em honra à Deusa ou de outros santos populares.

Copiado do El Nuevo Herald.
O culto a María Lionza se remonta ao século XV, antes da chegada dos Espanhóis à Venezuela. Para estes, os indigenas que habitavam o território que é atualmente o Estado de Yaracuy, veneravam à Yara, Deusa da natureza e do amor. A tradição popular a descreve como uma mulher formosa de olhos verdes,largas sombrancelhas, quadris amplos e cabelo liso adornado por três flores abertas. Segundo a lenda, Yara era uma princesa indígena que foi raptada por uma enorme anaconda [boitatá?] que se apaixonou por ela. Quando os espíritos da montanha se interaram d ocorrido, decidiram castigar à serpente, fazendo com que inchasse até que explodisse e morresse. Logo nomearam a Yara senhora das lagoas, rios e cascatas, mãe protetora da natureza e rainha do amor.
Copiado de Venezuela Esotérica.

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