segunda-feira, 24 de agosto de 2009

A cruzada das mulheres

No século 19, o maior desafio moral era a escravidão. No século 20, foi o totalitarismo, neste século, é a brutalidade infringida nas mulheres. Ainda assim, se a injustiça que as mulheres sofrem em países mais pobres são de grande importância, em um sentido econômico e geopolítico a oportunidade que elas representam é ainda maior. Em um grande pedaço do mundo, as meninas não são educadas e as mulheres são marginalizadas e não é um acidente que nestes mesmos países são desproporcionalmente envolvidas na pobreza e dilaceradas pelo fundamentalismo e caos.
Existe um crescente reconhecimento entre todos que focar nas mulheres e meninas é a maneira mais eficiente de combater a pobreza mundial e o extremismo. Este é o motivo pelo qual a ajuda estrangeira tem crescido em direção às mulheres. O mundo está acordando para uma verdade poderosa: as mulheres e as meninas não são o problema; elas são a solução.
Tradicionalmente, o status das mulheres era visto como um assunto suave - digno mas marginal. Em circunstâncias normais, as mulheres vivem mais que os homens e então há mais fêmeas do que machos no mundo. Assim mesmo em lugares onde meninas tem um profunda diferença de status, elas somem. As meninas somem parcialmente porque elas não tem o mesmo atendimento médico e comida que os meninos.
As estatísticas mundiais sobre o abuso de meninas são inúmeros. Parece que mais meninas e mulheres estão sumidas do planeta, precisamente porque elas são fêmeas, do que homens foram mortos nos campos de batalha em todas as guerras do século 20. O número de vítimas desse generocídio rotineiro excede o número de pessoas que foram mortas em todos os genocídio do século 20.
A frase discriminação de gênero pode evocar pensamentos sobre pagamento desigual, baixo financiamento em times de esporte ou assédio sexual do chefe. No mundo em desenvolvimento, milhões de mulheres e meninas estão escravizadas. A International Labor Organization estima que existem 12,3 milhões de pessoas envolvidas em trabalho forçado de todo o tipo, incluindo servidão sexual. Meninas e mulheres são trancadas em bordéis e agredidas se resistirem, alimentadas apenas o suficiente para se manterem vivas e muitas vezes sedadas com drogas.
Hoje, enquanto a discriminação e a desigualdade e o assédio persistem, a cultura tem sido transformada.
No recente ano de 1990, as Nações Unidas e o Banco Mundial começaram a proclamar o potencial recurso que as mulheres e as meninas representam. Outra razão para educar e dotar as mulheres é que quanto maior for o envolvimento feminino na sociedade e a economia surge para enfraquecer o extremismo e o terrorismo. Agora está emergindo que a dominação masculina da sociedade é também um fator de risco; pode ser que quando as mulheres são marginalizadas as nações assumem uma cultura cheia de testosterona de um campo militar.
Existem muitas metáforas para o papel da ajuda estrangeira. Para nós, a ajuda é um tipo de lubrificante. Algumas gotas na máquina do desenvolvimento mundial para que as engrenagens possam se mover livremente por conta própria.
Autor: Nicholas Kristof
Fonte: New York Times

Um comentário:

Nana Odara disse...

tô passando...
tô blogando...
tô beijando...