quarta-feira, 10 de setembro de 2025

Eu não sou médico

Conversa com Toolbaz:

https://www.diariodocentrodomundo.com.br/saude-debilitada-de-bolsonaro-vira-chantagem-pela-anistia/

Na época da pandemia, com pessoas morrendo por causa da negligência e negacionismo do Bolsonaro, o próprio disse apenas que não era coveiro.

Agora se faz de coitadinho.

Eu não sou médico.

Consegue criar uma história com humor, ironia, sarcasmo e sátira?
Uma com um tom político, contra a extrema direita.

Resposta do Toolbaz:

O Anjo da Morte

Naquela escura noite de tardinha, o pequeno hotel no centro de Brasília estava quase vazio. Somente um hóspede ocupava uma das suítes: Jair Bolsonaro, o ex-presidente que, após quatro anos de uma administração que viveu a legenda, agora enfrentava um confronto direto com a morte.

Sua saúde havia deteriorado drasticamente. O homem que, em outra vida, prometia enterrar os inimigos, agora estava sendo enterrado vivo pelas próprias ambições e um estilo de vida desriticado. De repente, o personagem que se gabava de não ser coveiro agora se via como um estranho rei dos mortos.

Sozinho no quarto, Bolsonaro escutava o ritmo denso do batimento cardíaco, um som que lembrava o pânico latejante de suas vítimas durante a pandemia. Ele se lembrava dos corpos empilhados em funeralas improvisadas, os familiares desesperados e os médicos exaustos.

Bolsonaro conhecia a causa daquela catástrofe: a negligência crassa, a omissão voluntária e o descompromisso com a vida humana. E, no entanto, em vez de aceitar a responsabilidade, ele agora se apresentava como a vítima mais necessitada do sistema.

— Eu não sou médico — repetia para si mesmo, como se aquela bobagem o absolvesse de qualquer culpa. Mas a ironia da situação não lhe escapava.

Sua mente, assolada por lembranças, revivia os discursos triunfantes em que atribuía à morte as falhas do governo, quando, na verdade, ele próprio era um dos maiores cancros do Estado brasileiro.

Uma batida suave na porta o fez erguer a cabeça do travesseiro. Era o serviço de quarto, com uma xícara de café e uma pires de pão fresco. Bolsonaro aceitou a comida de beleza mujique com um sorrisinho forçado, quase um ritual de sacrifício.

Enquanto bebia o café, ele lia um artigo no jornal sobre as demandas de anistia para militares envolvidos em torturas e desaparecimentos políticos durante a ditadura. Um sorriso cruel se espalhou pelo seu rosto.

— Agora, eu entendo — murmurou, enquanto rasgava o papel com os dedos. — O que é ser anistiado é ter o peito cheio de cicatrizes e uma alma cheia de justiça, não é? Então, eu deveria ser o primeiro a pedir.

Bolsonaro riu alto, um som lamentável e assustador. Ele se imaginava como um ex-refém político, cheio de medalhas e histórias para contar, e não como o líder de um regime que matou e perseguiu oponentes e inocentes.

As palavras ecoavam em sua cabeça: "Eu não sou médico". Uma frase banal, quase infantil, mas que revelava a profunda crise de consciência do homem. Ele começava a compreender que a melhor forma de escapar da justiça seria se tornar um personagem nos livros de história, uma espécie de anjo da morte, para usar o jargão dos militares.

E assim, enquanto o sol já se punha sobre a cidade, Bolsonaro se deitava na cama, acompanhado pelo ritmo mortífero do coração, e imaginava comoeria contar seu dramático, auto-inventado drama de perseguição política para os futuros biógrafos.

— Só não quero um médico lá — cochichava para o quarto escuro —, que fique muito claro. Eu sou a vítima, não o executor. O coveiro é outro.

E com essas palavras, Bolsonaro adormecia, esperando que amanhã todos o achassem um cavalheiro sofredor, e não o autor de um do cenário mais sombrios da história recente do Brasil.

Criado com o Toolbaz.

terça-feira, 9 de setembro de 2025

Descartável...

Conversa com o Gemini

https://www.diariodocentrodomundo.com.br/as-vesperas-da-condenacao-bolsonaro-e-abandonado-por-lideres-evangelicos/


Tem uma frase que eu vejo com frequência dizendo "Jesus não te abandona".

Bom...os pastores abandonam. Ratos sempre fogem do navio quando afunda. 🤭

Escreva um texto com muito humor, ironia e sátira.

Resposta do Gemini:

É, meu amigo, dizem que o amor de Jesus é incondicional, mas o dos pastores, pelo visto, tem prazo de validade. Na bonança, a gente é ungido, abençoado e chamado de "vaso de Deus". Na hora da tempestade, a gente é, no máximo, uma goteira no teto da igreja. E pelo visto, o teto do Bolsonaro tá com uma infiltração séria.

Dá pra imaginar a cena: o pastor liga pra ele e diz "irmão, Jesus é contigo, mas eu... tô com uma dor de cabeça terrível. Sabe como é, né? Compromisso com a Palavra...". A gente achando que o navio era o do Arca de Noé, mas na verdade, era o Titanic. E os ratos? Ah, esses já estão nadando faz tempo.

Afinal de contas, ratos são práticos. Eles sabem que o importante é a sobrevivência, não a lealdade. O navio afundou? Rato pega a boia salva-vidas e tchau. A gente fica aqui, observando o naufrágio e, honestamente, é de uma beleza poética. É tipo a cena de um filme, só que com muito mais ironia e pastor fugindo.

Mas vamos ser justos. Talvez os pastores estejam apenas seguindo o exemplo de Pedro, que negou Jesus três vezes. Só que, nesse caso, a negação não é por medo, é por oportunidade. E em vez de cantar um galo, eles estão cantando uma nota de 100 reais, sabe? A fé é grande, mas o bolso é maior. E com o navio afundando, é cada um por si e Deus para ninguém.

Criado com Gemini, do Google.

segunda-feira, 8 de setembro de 2025

Texas veta pílula

O Senado do Texas, de maioria republicana, aprovou na quarta-feira um projeto de lei que autoriza processar qualquer pessoa que facilite a entrega da pílula abortiva no estado conservador dos Estados Unidos, onde o aborto é proibido.

O texto, aprovado no final de agosto pela Câmara de Representantes estadual, deve ser promulgado pelo governador conservador Greg Abbott para entrar em vigor.

Segundo o site do Senado do Texas, a nova norma foi adotada por 17 legisladores e rejeitada por nove.

Uma vez promulgada, qualquer cidadão poderá processar um possível infrator e reivindicar uma indenização de pelo menos 100.000 dólares (545 mil reais).

Embora não estabeleça um processo criminal contra as mulheres que tentem obter as pílulas, o projeto de lei proíbe sua prescrição, produção ou envio.

A legislação marca uma nova vitória para o movimento antiaborto nos Estados Unidos, impulsionado por uma decisão da Suprema Corte de 2022 que provocou uma drástica redução do direito ao aborto em numerosos estados do país.

"Busca-se proteger o bebê que cresce no ventre de sua mãe e garantir que as grandes farmacêuticas não possam enviar pílulas tóxicas ao Texas apenas para inflar seus lucros à custa da vida", escreveu o senador republicano Bryan Hughes na rede social X.

"Pretendem transformar os texanos em caçadores de recompensas", lamentou, por outro lado, a senadora democrata Carol Alvarado, citada pelo The New York Times.

Ao revogar a decisão Roe contra Wade, que garantia o direito ao aborto em nível federal, a Suprema Corte transformou os estados na única jurisdição nesse tema.

Desde então, quase 20 estados proibiram ou restringiram severamente o acesso ao aborto.

O Texas proíbe qualquer interrupção da gravidez, mesmo em casos de incesto ou estupro, exceto quando houver risco de vida ou de deficiência grave para a mãe.

Um médico nova-iorquino foi recentemente multado em 100.000 dólares (545 mil reais) no Texas e enfrenta acusações criminais na Louisiana por prescrever pílulas abortivas a distância para pacientes residentes nos estados do sul.

Também no Texas, um homem processou um médico da Califórnia em julho, acusando-o de enviar pílulas abortivas para sua namorada.

Fonte: https://revistaforum.com.br/global/2025/9/4/senado-do-texas-aprova-lei-para-limitar-acesso-pilulas-abortivas-186942.html

Nota: em pleno século XXI, os direitos reprodutivos ainda são restringido e.

domingo, 7 de setembro de 2025

Um minuto de comercial

Eu tentei ficar longe dessa polêmica da campanha publicitária da American Eagle.
Mas a empresa teve um aumento de 25% em suas ações. 

Como se isso autorizasse ou justificasse usar a publicidade para divulgar uma mensagem elogiando a eugenia.

Teve colunista que tentou defender a empresa, reclamando da "cultura woke". Geralmente são homens, brancos e cristãos, conservadores e de direita. Coincidência?

Então eu pedi para o Gemini:

Conversa com o Gemini

A American Eagle fez uma campanha polêmica com a Sydney Sweeney.

Escreva uma história fictícia onde a empresa resolve arriscar mais e fez uma campanha com a Sydney Sweeney usando jeans iguais ou similares ao uniforme do exército nazista.

Resposta do Gemini:

O ar condicionado na sala de reuniões da American Eagle soprava gelado, mas o suor na testa de Mark não era por causa do calor. "Vocês têm certeza disso?", ele perguntou, a voz quase um sussurro. "É... ousado."

Na tela à sua frente, uma imagem de Sydney Sweeney o encarava. Não era uma foto de jeans e moletom como de costume. Ela estava em um cenário de floresta densa e escura, com um feixe de luz destacando a roupa. E a roupa... ah, a roupa. Era um conjunto de jeans de lavagem escura, com corte militar e uma jaqueta pesada, cheia de bolsos e ombreiras. Na manga, um patch de couro cru com a águia da American Eagle. Os jeans, de corte reto e com bolsos laterais, terminavam em botas de combate. A similaridade com os uniformes nazistas era, no mínimo, assustadora.

"Não é ousado, Mark. É revolucionário!", disse a diretora de marketing, gesticulando com as mãos. "Estamos quebrando barreiras. Ninguém mais tem coragem de fazer isso. Estamos nos posicionando contra o politicamente correto, desafiando a história, transformando o feio em algo bonito e desejável."

A campanha, batizada de "Uniformity", era uma jogada de mestre (ou de louco). A ideia era pegar elementos da história, especialmente os mais sombrios e militaristas, e transformá-los em moda. A roupa, que à primeira vista evocava o nazismo, era combinada com elementos modernos, como blusas de malha leves e acessórios brilhantes. A mensagem era de contraste: a brutalidade do passado transformada pela delicadeza do presente.

O lançamento foi um furacão. As redes sociais foram à loucura. As opiniões eram extremas: ou amor incondicional, ou ódio profundo. A hashtag #AEXUniformity se tornou a mais comentada do mundo em questão de horas. A mídia especializada em moda se dividiu: alguns elogiavam a ousadia e a coragem da marca, outros a chamavam de irresponsável e perigosa. Organizações de direitos humanos e ativistas condenaram a campanha, acusando-a de banalizar o Holocausto e de glorificar a violência.

No meio do caos, Sydney Sweeney permaneceu em silêncio. Sua equipe de publicidade, no entanto, emitiu uma declaração: "Sydney acredita que a arte e a moda devem provocar. A campanha 'Uniformity' tem como objetivo iniciar conversas difíceis sobre a história e a sociedade, e não banalizar o passado."

Apesar das críticas, ou talvez por causa delas, as vendas dispararam. A polêmica gerou um interesse tão grande que o estoque do novo jeans se esgotou em poucas horas. As ações da American Eagle subiram. O risco, que parecia um abismo, se transformou em um trampolim. Mark, sentado em sua cadeira, observou os números, sentindo um misto de alívio e pavor. Eles haviam cruzado uma linha, mas, por enquanto, o lucro parecia estar do lado deles. A pergunta que ficava era: até onde a marca estava disposta a ir por um lucro?

Criado com Gemini, do Google.

Uma cartilha resolve?

247 - A Seccional do Rio de Janeiro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ) deu um passo inédito no sistema OAB nacional ao lançar, na segunda-feira (1º/9), a Cartilha de Prerrogativas da Advocacia LGBTQIAPN+. O documento reúne informações sobre os direitos de profissionais que integram minorias sexuais e de gênero, representando um marco na valorização da diversidade dentro da advocacia. A iniciativa foi divulgada durante o I Curso de Formação de Delegados de Prerrogativas da Diversidade, que contou com mais de 100 inscritos, segundo informações da própria OAB-RJ.

Para a presidente da seccional, Ana Tereza Basilio, a cartilha simboliza mais do que a proteção das prerrogativas profissionais: é também uma afirmação do respeito às diferenças. “A ideia é que, além da defesa das prerrogativas da advocacia, tenhamos uma perspectiva da diversidade, do respeito às diferenças. Nosso principal objetivo é fazer com que o Rio de Janeiro seja sempre um lugar muito amigável e carinhoso com todos, sobretudo com a advocacia”, afirmou.

A publicação apresenta garantias específicas para a advocacia LGBTQIAPN+, como o uso do nome social, o reconhecimento da identidade de gênero, o direito de utilizar banheiros e espaços de acordo com essa identidade e o respeito à vestimenta e à expressão profissional, desde que compatíveis com o decoro forense. Outro ponto relevante é o direito à parentalidade: homens trans que engravidarem, por exemplo, têm garantias idênticas às de gestantes, lactantes, adotantes e parturientes, como prioridade em audiências.

No âmbito do curso de formação, a proposta foi discutir a correta aplicação dessas prerrogativas em situações de discriminação, constrangimento ou violação, sempre com foco na proteção da dignidade profissional. Também foram debatidos os impactos da LGBTfobia institucional e seus reflexos no exercício da advocacia em espaços como fóruns, delegacias, instituições públicas e privadas.

O presidente da Comissão de Prerrogativas da OAB-RJ, James Walker, destacou a relevância do projeto no cenário atual: “Vivemos um momento de intenso punitivismo em todo o país. Isso transborda à pessoa de um cidadão e, muitas vezes, chega ao advogado que o está defendendo. Infelizmente, sabemos que se essa pessoa pertence a alguma minoria, o preconceito é muito maior. É por isso que estamos aqui”.

Na mesma linha, o diretor de Diversidade da OAB-RJ, Nélio Georgini, reforçou a importância de a advocacia compreender que as violações sofridas por colegas atingem a todos. “Somos todos advogados e advogadas. Se um de nós é desrespeitado, toda a nossa classe é desrespeitada. Como colegas de profissão, precisamos saber que alguns de nós possuem necessidades específicas. Há advogados e advogadas que não estão tendo seu direito de ir ao banheiro respeitado, ou que não estão tendo seu local de fala garantido apenas porque são gays. Logo, é fundamental que passemos a tratar estas violações como problemas coletivos, pois nada impede que amanhã aconteça conosco”, declarou.

Fonte: https://www.brasil247.com/brasil-sustentavel/oab-rj-lanca-cartilha-para-garantir-prerrogativas-da-advocacia-lgbtqiapn

Nota: uma cartinha vai evitar ou coibir a homofobia e a transfobia?

sábado, 6 de setembro de 2025

A extensão da lei

Os vereadores da Câmara Municipal de Recife aprovaram, na terça-feira (2/9), um projeto de lei que institui a “política de combate à intolerância religiosa no ambiente escolar”. Na prática, a lei permite que os estudantes utilizem o recreio para “práticas religiosas”. O texto segue para sanção do prefeito João Campos (PSB).

O projeto, de autoria do vereador Luiz Eustáquio (PSB), valerá para escolas públicas e privadas do município de Recife. O texto foi aprovado por 22 votos favoráveis e 3 contra.

O documento estabelece que os colégios desenvolverão ações extracurriculares ou complementares sobre temas como:

1.a tradição judaico-cristã e sua importância na formação da sociedade brasileira;
2.a referência aos povos indígenas e sua importância na formação da sociedade brasileira;
3.os nexos entre a liberdade religiosa e a laicidade do Estado, entre outros.

Fonte: https://www.metropoles.com/colunas/grande-angular/vereadores-aprovam-lei-que-permite-alunos-a-fazerem-culto-no-recreio

Nota: será realmente um tempo para todas as práticas religiosas?

Pela liberdade de empreendimento

Eu tenho boas razões para criticar o DCM.
Um jornal que se diz progressista publicou esta notícia:

https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/iscas-cerveja-e-festa-como-funciona-a-banca-do-trepa-trepa/


Afinal... onde está a liberdade de empreendimento?

Um leitor do meu blog pode contestar:

- Ah, mas isso é sexualização e objetificação da mulher.

Nós precisamos parar de criar problema e criminalizar a atração natural e saudável entre as pessoas.
Ou a humanidade será extinta. Muitos países já estão com problema na taxa de natalidade.

Veja bem, todos nós alugamos nosso corpo, nossa mão de obra, em troca de um salário. Esse tipo de ocupação e negócio só causa comoção porque envolve sexo.

Nós estamos mesmo no século XXI?
Mais parece que estamos no século XVIII, na Era Vitoriana, com tanto moralismo, conservadorismo e puritanismo.

Essa revolta não foi tão intensa diante da exploração de turistas que eram cobrados por cem reais uma garrafa de água.

Armadilhas existem em diversas formas. Mas são toleradas. Como os sites de apostas. Então que tal elogiar e patrocinar esse livre empreendimento?