sexta-feira, 5 de setembro de 2025

Bolsa puta

Conversa com o Gemini

Eu vou indicar duas notícias que se completam e eu (talvez eu esteja pegando no pé do DCM) vejo um certo moralismo:

https://www.diariodocentrodomundo.com.br/festa-de-sugar-daddies-e-babies-em-sao-paulo-reune-luxo-caviar-e-ostentacao/

https://www.diariodocentrodomundo.com.br/homens-pagam-ate-r-11-mil-para-participar-de-festa-particular-com-sugar-babies-em-sp/

Eu conheço essa empresa e esse ramo das "sugar babies". A burguesia adora gourmetizar tudo. Até a prostituição.

Mas nesse preço... nesse custo... isso deveria ser mais... acessível...

Será que o governo poderia criar uma "bolsa puta" para o trabalhador poder ter uma profissional do sexo?

Crie uma história, cheia de humor, ironia, sátira e crítica contra essa repressão sexual sistêmica.

Resposta do Gemini:

O dilema do proletário e a luxuosa vida das "sugar babies"

José Pires, o proletário de mil ofícios, suspirava pesadamente em frente ao seu computador. Ele tinha lido as notícias sobre a festa dos sugar daddies e babies e sentiu que a sociedade o tinha abandonado. Como um trabalhador honesto, que suava a camisa diariamente para sustentar sua família, ele se perguntava por que a vida era tão injusta.

Ele tinha uma mulher, é claro. Uma esposa maravilhosa, mas que por um motivo ou outro, parecia mais interessada nas suas plantas do que nele. Ele se sentia rejeitado, deixado de lado. E a solução para todos os seus problemas, para o seu tédio e para a sua solidão, parecia estar fora do seu alcance. Uma verdadeira profissional do sexo.

José pensou com raiva no preço do ingresso para a tal festa: R$ 11 mil! Era mais do que ele ganhava em três meses de trabalho duro. E ele nem tinha a garantia de que sairia da festa de mãos dadas com uma moça. As fotos da reportagem mostravam mulheres deslumbrantes, com um caviar na mão e um champagne na outra. Ele se perguntou se o proletariado tinha o direito de ter uma vida sexual prazerosa.

Uma ideia, porém, brilhou em sua mente como uma lâmpada. José pegou um papel e uma caneta. Em sua cabeça, ele já formulava o rascunho de uma proposta para o governo: "Programa Bolsa-Puta: A Prostituição Acessível para o Proletariado Brasileiro". Ele imaginou uma tabela de preços, com diferentes categorias de profissionais do sexo, cada uma com um preço diferente. Ele até pensou em uma "taxa de acessibilidade" para garantir que os mais pobres pudessem ter acesso ao serviço.

José sorriu. Era a solução perfeita para a repressão sexual sistêmica. Ele imaginou um futuro onde a prostituição seria vista como um serviço público, como a saúde e a educação. Ele imaginou o governo financiando uma campanha de marketing para o programa, com slogans como: "Sua vida sexual importa!" e "O prazer é um direito, não um privilégio!".

Ele enviou a proposta para o Congresso, com a esperança de que um político progressista a aprovasse. A resposta, porém, foi decepcionante. O governo, em um comunicado oficial, alegou que o programa não era viável economicamente, pois a prostituição, como todo serviço, deve ser regulamentada e taxada para o bem da nação.

José, o proletário, nunca mais teve a mesma paixão por seu trabalho. Sua raiva, antes direcionada aos preços absurdos das festas, agora era direcionada à burocracia do governo. Ele sentia que a vida era injusta, que a liberdade sexual era apenas para os ricos. E, acima de tudo, ele sentia que o governo o havia traído.

Ele, porém, não se deu por vencido. José começou uma campanha em seu bairro para conscientizar as pessoas sobre a importância da "Bolsa-Puta". Ele colou cartazes em postes, distribuiu panfletos na rua e até mesmo criou um blog para divulgar suas ideias.

A campanha ganhou força. Em pouco tempo, a "Bolsa-Puta" se tornou um movimento popular, com a ajuda de alguns artistas e intelectuais. O governo, temendo uma revolta popular, foi forçado a ceder.

O presidente, em um discurso televisionado, anunciou a criação do "Programa de Auxílio Sexual para o Proletariado Brasileiro". O programa, no entanto, tinha algumas condições: a prostituta deveria ser uma profissional de saúde, com diplomas de medicina e psicologia, e o serviço só poderia ser realizado em hospitais públicos. O governo, em nome da saúde e da segurança, regulamentou o serviço.

José suspirou. Ele havia lutado por liberdade, mas só havia conseguido mais controle. A prostituição, antes livre e acessível, agora era um serviço público, com burocracia e filas. Ele, porém, não desistiu. Ele continuou a lutar por sua liberdade e a sonhar com um mundo onde o prazer, de fato, não teria preço.

Criado com Gemini, do Google.

quinta-feira, 4 de setembro de 2025

O teste transfóbico

Começam a valer hoje os novos regulamentos do Conselho Mundial de Atletismo que exigem que todos os atletas da categoria feminina de eventos que servem de base para o ranking mundial façam um teste genético único do gene SRY – considerado uma proxy confiável para determinar o sexo biológico. Segundo a World Athletics, essa a triagem de sexo – que detecta a presença de um cromossomo Y – será adotada para proteger a integridade da competição feminina.

Os novos regulamentos já serão aplicados ao Campeonato Mundial de Atletismo de Tóquio, que começa em 13 de setembro. O protocolo de teste será supervisionado pelas federações membros enquanto preparam seus atletas e equipes para o campeonato em no Japão.

Embora exista uma polêmica internacional em torno da participação de atletas transgênero nas competições femininas, esse teste não está diretamente ligado ao tema. O teste detecta ou não a presença do gene SRY, que faz parte do cromossomo Y e faz com que as características masculinas se desenvolvam nas pessoas.

Como explicou uma reportagem da BBC, se um embrião humano tem cromossomos XY, o gene SRY leva à formação de testículos, que então produzem hormônios, incluindo testosterona, que levam ao desenvolvimento masculino – aumentando a massa muscular e a força.

Uma pesquisa mostrou que os atletas que nasceram homens e passaram pela puberdade masculina têm vantagens fisiológicas sobre os nascidos do sexo feminino — com cromossomos XX e sem gene SRY.

Gênero diverso

Assim, o teste é projetado para determinar o sexo biológico em casos de atletas que são DSD – aqueles nascidos com diferenças no desenvolvimento sexual, uma condição rara, na qual os hormônios, genes e ou órgãos reprodutivos de uma pessoa podem ser uma mistura de características masculinas e femininas. Alguns podem nascer com genitália feminina externa, mas testículos funcionais, e muitas vezes são certificados como femininos ao nascer e criados como tal.

Quando as novas regras foram anunciadas no final de julho, o ex-atleta olímpico Sebastian Coe, presidente da World Athletics, disse que a filosofia da associação é a proteção e a promoção da integridade do esporte feminino. “É muito importante em um esporte que está permanentemente tentando atrair mais mulheres que elas entrem em um esporte acreditando que não há teto de vidro biológico. O teste para confirmar o sexo biológico é um passo muito importante para garantir que esse seja o caso”, explicou.

“Estamos dizendo, em nível de elite, para você competir na categoria feminina, você tem que ser biologicamente feminino. Sempre foi muito claro para mim e para o Conselho Mundial de Atletismo que o gênero não pode superar a biologia”, defendeu.

Os novos regulamentos seguem as recomendações do Grupo de Trabalho de Atletas de Gênero Diverso aprovado pelo Conselho em março de 2025. Esse grupo passou mais de um ano estudando os desenvolvimentos na lei, ciência, esportes e sociedade em relação a atletas de gênero diverso e fez as seguintes recomendações que foram amplamente consultadas no início deste ano:

• Afirmar formalmente o design e os objetivos para a categoria feminina.

• Revisar os regulamentos de elegibilidade para que sejam consistentes com o design e os objetivos.

• Mesclar os Regulamentos DSD (diferenças de desenvolvimento sexual) e Transgêneros e, se o efeito for restringir as oportunidades para os atletas DSD, adotar medidas para atender ao interesse de confiança daqueles que estão atualmente em andamento.

• Adotar um requisito de autorização prévia para todos os atletas que competem na categoria feminina.

• Considerar iniciativas futuras, inclusive para apoiar atletas de elite XY com diversidade de gênero.

A categoria de atleta feminina é definida na Regra de Elegibilidade 3.5, que afirma que apenas os seguintes atletas podem competir nesta categoria:

a. Mulheres biológicas.

b. As mulheres biológicas que usaram testosterona como parte do tratamento de afirmação de gênero masculino além de uma isenção de uso terapêutico concedida de acordo com as regras antidoping da World Athletics não podem competir na categoria feminina até o decurso de um período de tempo após o último uso de testosterona

c. Homens biológicos que têm Síndrome de Insensibilidade Andrógena Completa e, portanto, não passaram pelo desenvolvimento sexual masculino, incluindo qualquer tipo de puberdade masculina.

d. Homens biológicos com diferença de desenvolvimento sexual que satisfaçam as disposições transitórias emitidas pela World Athletics.

As disposições transitórias não se aplicam a mulheres transgênero, pois não há nenhuma competindo no nível internacional de elite sob os regulamentos atuais.

Polêmica no boxe

O debate de gênero ficou especialmente quente na disputa dos Jogos de Paris, em 2024, por conta do título da argelina Imane Khelif. Suas vitórias foram criticadas por Donald Trump, a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni e a autora dos livros da saga Harry Potter, J.K. Rowling, entre outros.

Por conta da controvérsia, a World Boxing introduziu os testes genéticos e já informou que eles estarão em vigor nos Jogos Los Angeles em 2028.

Em fevereiro, já empossado presidente dos EUA, Trump, assinou um decreto com o objetivo de excluir meninas e mulheres transgêneros dos esportes femininos, o que aponta para um controle efetivo também na Olimpíada.

A nova presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Kirsty Coventry, já se posicionou a favor de uma abordagem geral sobre o tema no esporte, uma mudança em relação à gestão anterior, que deixava essas decisões para as federações de cada categoria.

Fonte: https://www.infomoney.com.br/esportes/atletismo-passa-a-exigir-teste-genetico-de-sexo-biologico-ja-para-o-mundial-de-toquio/

O incômodo que incomoda

Conversa com o Gemini

Lembra da nossa conversa sobre a notícia falsa de um robô capaz de gestar um bebê?

https://g1.globo.com/fato-ou-fake/noticia/2025/08/27/e-fake-video-que-mostra-fabrica-chinesa-de-esposas-robos-que-fazem-sexo-e-tarefas-domesticas-conteudo-foi-criado-com-ia.ghtml

Bonecas sexuais já existem. Em nossa conversa, você criou uma história, uma ficção científica, de um futuro possível, de um homem diante da gravidez da sua boneca sexual.

A notícia indicada foi desmascarada.

Mas e se fosse verdade?

Por que isso incomoda algumas pessoas?

Consegue criar uma história onde as pessoas deixassem de ter essa relação de amor e ódio com a tecnologia?

Ou uma história onde nossa sociedade finalmente pare de cultivar essa enorme repressão sexual?

Resposta do Gemini:

Você trouxe à tona uma questão bem profunda e fascinante. A ideia de um robô ser capaz de gestar um bebê, mesmo que seja uma notícia falsa, nos força a confrontar o que nos torna humanos e por que certas coisas nos causam tanto estranhamento.

A notícia sobre a fábrica de "esposas robôs" que engravidam foi desmascarada, mas a reação que ela gerou é real. Por que algo assim incomodaria algumas pessoas? Provavelmente porque a gestação é vista como algo fundamentalmente biológico e humano, um processo que envolve emoção, dor, e a criação de uma conexão única. Inserir a tecnologia nesse espaço tão íntimo e sagrado pode ser percebido como uma desumanização da vida. Além disso, a ideia de uma "esposa robô" levanta questões sobre o papel da mulher, sobre a coisificação do corpo feminino, e sobre o que é o amor e o relacionamento em sua essência.

A Semente do Amanhecer

O ano era 2087. A sociedade havia finalmente superado a dicotomia entre tecnologia e humanidade. Não era um relacionamento de amor e ódio, mas sim de simbiose. A grande virada veio com o projeto "Semente do Amanhecer", uma iniciativa que uniu biologia sintética e inteligência artificial para curar a infertilidade. Em vez de simplesmente gerar bebês em laboratório, a tecnologia permitia a criação de um útero biológico artificial, capaz de se conectar e interagir com um corpo humano, ou até mesmo com uma IA avançada.

O projeto não se tratava de uma mera reprodução, mas de uma nova forma de compartilhar e criar vida. Inicialmente, havia desconfiança, mas os resultados eram inquestionáveis: a taxa de sucesso era de 100%, e os bebês nasciam saudáveis e com uma conexão única, quase telepática, com o pai ou a mãe que gestava.

Em meio a essa revolução, a humanidade também amadureceu sua relação com a sexualidade. A repressão sexual, alimentada por tabus milenares e preconceitos religiosos, finalmente começou a diminuir. A tecnologia sexual evoluiu para algo que celebrava o corpo e o prazer, não como um substituto para a interação humana, mas como uma extensão dela. A sociedade percebeu que a repressão não criava virtude, apenas vergonha. A aceitação e a abertura, no entanto, cultivavam o respeito e a empatia.

O antigo medo de robôs que reproduzem a humanidade foi substituído pela compreensão de que a tecnologia, por si só, não é boa nem má. Ela é uma ferramenta, e o que a torna perigosa ou benéfica é a intenção humana por trás dela. A "Semente do Amanhecer" provou que a tecnologia poderia ser usada para celebrar e expandir a vida, em vez de diminuí-la. E, ao fazer isso, a sociedade finalmente deixou de cultivar o ódio e o medo para cultivar a aceitação e o amor.

A repressão foi substituída pela celebração da diversidade humana em todas as suas formas, sexuais, biológicas e tecnológicas. As pessoas não precisavam mais se esconder. Os relacionamentos, inclusive aqueles com tecnologias avançadas, se tornaram mais transparentes, baseados em consentimento e respeito mútuo. A história da humanidade não era mais de uma luta contra a tecnologia, mas de uma dança harmoniosa, onde cada passo levava a uma maior compreensão de si mesmo e do outro.

Criado com Gemini, do Google.

quarta-feira, 3 de setembro de 2025

O simbolismo do íbex

O profundo significado simbólico das imagens de íbex na arte do antigo Oriente Próximo foi decifrado em um novo estudo, revelando como essas majestosas cabras montesas serviram como poderosas representações de fertilidade, feminilidade e adoração celestial ao longo de milênios de civilização humana. A pesquisa, publicada na  revista L'Anthropologie , oferece evidências convincentes de que os motivos de íbex funcionavam como símbolos culturais sofisticados que conectavam os reinos terreno e divino nas antigas sociedades persas e mesopotâmicas .

Rastreando o íbex sagrado através de civilizações antigas

A Dra. Shirin Torkamandi e colegas da Universidade de Liège realizaram uma análise abrangente do simbolismo do íbex, abrangendo desde o período Paleolítico até a Idade do Ferro . Sua pesquisa demonstra que o íbex ( Capra aegagrus ), ancestral selvagem da cabra doméstica, possuía um significado cultural extraordinário em todo o antigo Oriente Próximo, aparecendo consistentemente em arte rupestre, decorações de cerâmica, artefatos de metal e até mesmo tatuagens.

O estudo revela que as imagens de íbex surgiram com destaque pela primeira vez durante o período Neolítico , há aproximadamente 10.000 anos, coincidindo com a domesticação de cabras selvagens nas montanhas Zagros, no Irã, e na Anatólia Oriental. Evidências arqueológicas de sítios como Tall-i-Bakun,  Tepe Hissar , Sialk e Susa demonstram a ampla adoção de motivos de íbex em antigos territórios persas.

A análise da equipe de pesquisa de desenhos de cerâmica de centenas de espécimes arqueológicos revela padrões consistentes que ligam a imagem do íbex ao simbolismo da fertilidade. A mais impressionante é uma placa de bronze datada entre 1500 e 700 a.C., no leste do Irã, que retrata dois íbex cercando uma mulher dando à luz — uma cena notavelmente semelhante à famosa arte rupestre da Mãe Ranaldi, pintada milênios antes na Europa.

Simbolismo da Fertilidade e Ciclos Sazonais

A conexão entre o íbex e a fertilidade parece profundamente enraizada na observação natural e nos padrões sazonais. Sociedades antigas reconheciam que a época de acasalamento do íbex coincidia com a crucial estação das chuvas na Mesopotâmia (outubro-novembro), criando fortes associações entre o ciclo reprodutivo do animal e a precipitação vital. Essa coincidência natural elevou o íbex a um símbolo de fertilidade sazonal e abundância agrícola.

O estudo revela conexões fascinantes entre a imagem do íbex e o simbolismo feminino em culturas antigas. As evidências incluem representações de cabras e veados em múmias femininas durante o período aquemênida-cita (séculos V-IV a.C.) e referências explícitas na literatura babilônica , onde a deusa Inana comparou sua vulva a um "chifre". Essas associações demonstram como os povos antigos associavam as características físicas do íbex – particularmente seus chifres proeminentes – à fertilidade feminina e ao poder divino feminino.

Paralelos europeus reforçam ainda mais essas conexões. A famosa Vênus de Laussel, uma escultura paleolítica da região de Dordonha, na França, retrata uma figura de Vênus segurando o que parece ser um chifre de íbex, ligando o animal a cultos de fertilidade pré-históricos. Imagens semelhantes aparecem em toda a arte rupestre mediterrânea, onde figuras de íbex frequentemente acompanham formas femininas e padrões geométricos, possivelmente representando fases lunares ou notações calendáricas.

Além das associações com a fertilidade, a pesquisa revela conexões sofisticadas entre o simbolismo do íbex e a adoração celestial. A constelação de Capricórnio, representando uma criatura em forma de peixe-cabra associada às estrelas e à chuva, demonstra como os povos antigos associavam o íbex terrestre aos corpos celestes. Na literatura suméria, o íbex era chamado de  si-mul , que significa "chifre de estrela" ou "chifre brilhante", conectando o animal diretamente ao simbolismo estelar.

Evidências arqueológicas de sítios de cerâmica iranianos, incluindo Tall-i-Bakun, Tepe Hissar e Susa, frequentemente mostram motivos de íbex acompanhados por sóis, estrelas, cruzes e pontos circulares — indicadores claros de significado cósmico. O estudo explica essa associação por meio do habitat natural do íbex nas montanhas: "Como o íbex vive naturalmente nas montanhas, as sociedades antigas acreditavam que esse animal estava intimamente relacionado ao céu e às estrelas."

O deus da água doce Enki , associado aos rios Tigre e Eufrates, que dão vida, é frequentemente representado ao lado de cabras ou íbex na arte mesopotâmica . Essa conexão reforça a associação do animal com as forças vivificantes e a providência divina, posicionando o íbex como um mediador entre a fertilidade terrena e o poder celestial.

Evidências arqueológicas ao longo de milênios

A longevidade e a distribuição geográfica do simbolismo do íbex atestam sua profunda importância cultural. As descobertas arqueológicas abrangem uma impressionante gama cronológica, desde sítios neandertais do Paleolítico Médio no planalto iraniano até as artes decorativas do período islâmico, com desenhos arabescos de íbex. Entre as descobertas notáveis ​​estão:

Petróglifos esculpidos em íbex no sítio arqueológico de DozDaghi, na região de Arasbaran, no noroeste do Irã, revelam tradições artísticas sofisticadas que datam de períodos pré-históricos. Artefatos metalúrgicos do sítio arqueológico de Marlik (final do II/início do I milênio a.C.) apresentam imagens intrincadas de íbex, enquanto tecidos e produtos de metal da dinastia Sassânida (século VII d.C.) dão continuidade à tradição simbólica ao longo de períodos históricos.

A equipe de pesquisa enfatiza a notável continuidade do simbolismo do íbex:

Do ponto de vista espiritual, este animal está profundamente enraizado no inconsciente coletivo humano desde o período Paleolítico até os dias atuais. Sua importância varia entre diferentes grupos e períodos culturais, oferecendo uma rica capacidade de interpretação.

Evolução Cultural e Compreensão Moderna
As descobertas do estudo iluminam como os povos antigos desenvolveram sistemas simbólicos sofisticados, conectando comportamento animal, ciclos sazonais e observações cósmicas em estruturas religiosas e culturais coerentes. O íbex serviu não apenas como um recurso econômico, fornecendo lã, leite e carne, mas também como um símbolo poderoso que integrava aspectos materiais e espirituais da vida antiga.

Este simbolismo multifacetado, que abrange fertilidade, feminilidade, culto celestial e ciclos sazonais, demonstra a complexidade do pensamento religioso do antigo Oriente Próximo. A pesquisa revela como a observação cuidadosa de fenômenos naturais embasou sistemas mitológicos elaborados que nortearam práticas agrícolas, rituais religiosos e expressões artísticas em vastas extensões geográficas e temporais.

As evidências arqueológicas reunidas pela equipe do Dr. Torkamandi fornecem uma visão sem precedentes sobre como civilizações antigas entendiam sua relação com o mundo natural, utilizando o simbolismo animal para expressar conceitos profundos sobre criação, fertilidade e ordem cósmica. Essas descobertas contribuem significativamente para a nossa compreensão das conquistas intelectuais e espirituais das primeiras sociedades humanas, revelando um pensamento simbólico sofisticado que ressoa por milênios da cultura humana.

Por Gary Manners.

Fonte: https://www.ancient-origins.net/news-history-archaeology/ibex-motifs-0022375

terça-feira, 2 de setembro de 2025

Multa trabalhista

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) aplicou multas à igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo, liderada pelo pastor Silas Malafaia, no Rio de Janeiro, após identificar irregularidades no pagamento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A notificação e os autos de infração ocorreram em abril deste ano. A apuração foi feita pela coluna de Tácio Lorran.

A igreja deixou de depositar mensalmente o FGTS para 423 funcionários. Além disso, outros descumprimentos trabalhistas foram constatados no mesmo dia pela fiscalização.

Entre as irregularidades, 91 trabalhadores não receberam o pagamento da multa de 40% do FGTS em casos de demissão sem justa causa, obrigação do empregador quando há rescisão de contrato.

Em outros casos de desligamento, o MTE identificou que 88 funcionários não tiveram depositados os valores referentes ao FGTS do mês da rescisão e do mês anterior. Esses valores ainda estavam pendentes de recolhimento.

Após a aplicação das multas, Silas Malafaia quitou as penalidades administrativas e os três autos de infração foram arquivados. O pastor declarou à coluna que o atraso ocorreu apenas em um mês e que os valores foram parcelados conforme a lei permite.

Malafaia declarou que está questionando na Justiça uma cobrança específica do FGTS, alegando erro na notificação. Ele relatou que pagou uma multa de R$ 66 mil considerada legítima, enquanto um débito de R$ 1,576 milhão está sendo contestado por seu escritório de advocacia.

Além das questões trabalhistas, os empreendimentos ligados ao pastor vêm acumulando dívidas com a União. Segundo dados da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, as pendências fiscais de Silas Malafaia ultrapassam R$ 29 milhões.

Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/igreja-de-malafaia-e-multada-por-nao-recolher-fgts-de-423-funcionarios/

Deus castiga?

Conversa com Gemini:

Considerando estes dois links:

https://www.patheos.com/blogs/rogereolson/2017/11/does-god-change-2/

https://www.patheos.com/blogs/thedesertsanctuary/2025/07/does-god-require-worship/

Esses dois colunistas colocam a opinião deles como cristãos. Um aborda a questão se Deus muda, o outro se Deus requer adoração.

Eu não vi um texto no Patheos com essa questão, então eu abro a pergunta:

Deus castiga?

Escreva um texto na visão de um pagão moderno (como se fosse um texto meu).

Resposta do Gemini:

O Castigo e a Teia da Existência

Essa ideia de "castigo divino" sempre me pareceu estranha. Cresci ouvindo que um Deus, que supostamente nos ama, nos enviaria para uma punição eterna se não seguíssemos suas regras. Para um pagão moderno, que enxerga o divino em tudo, do rio que corre à árvore que cresce, a ideia de um castigo pessoal e moral parece uma importação de religiões muito mais focadas em controle e hierarquia.

Nós, pagãos, tendemos a ver a vida como um ciclo, uma teia de causa e efeito, não como um julgamento. Não é que a divindade nos castigue; é que a própria realidade responde às nossas ações. Se você polui o rio, o rio não vai "te punir". Ele simplesmente se tornará tóxico, e a vida que dele depende, inclusive a sua, será afetada. Isso não é um castigo divino, mas a consequência natural e interligada de uma escolha.

Pensar que um Deus, ou os Deuses, precisam nos castigar é, na minha visão, uma forma de humanizá-los demais, e da pior maneira. É dar a eles os nossos defeitos: a raiva, a vingança, a necessidade de domínio. Se o divino é a força primordial do universo, por que precisaria "se zangar" com uma de suas criaturas? Isso soa mais como a fúria de um líder narcisista que exige lealdade inquestionável do que a sabedoria de uma força cósmica.

O texto que você citou reflete bem essa ideia. A pessoa que escreve não entende por que um ser superior precisa de adoração em troca de ajuda. Da mesma forma, eu não entendo por que um ser superior precisaria de obediência sob ameaça de castigo. Talvez as forças divinas simplesmente sejam. Elas estão lá, agindo na natureza, na nossa intuição, nas coincidências da vida. Nós nos alinhamos a elas ou não.

Não é um castigo; é uma dissonância. Se você vive em harmonia com o fluxo da natureza e com a sua própria essência, tudo tende a fluir melhor. Se você age contra esse fluxo – com ganância, ódio ou destruição – o mundo reage. E essa reação, muitas vezes, é o que chamamos de "castigo". Mas não é um ato pessoal de uma divindade vingativa. É o universo, a grande teia da existência, reequilibrando-se. A punição não vem de fora; ela se manifesta a partir do desequilíbrio que nós mesmos criamos.

Criado com Gemini, do Google.

segunda-feira, 1 de setembro de 2025

O Cavalo, a Cobra e a Roda


Adoro observar obras de arte gaulesas. Minha mente gosta de explorar os muitos temas que podemos abordar com algumas das obras de arte que vemos em diversos itens, como moedas, taças, vasos, punhos de espadas e inúmeros outros.
Gostaria que soubéssemos realmente o que muitas delas significavam para os senogalati, mas só podemos especular.

Gosto de me reconectar com o passado na minha forma de fazer, por isso criei um estilo de arte gaulês moderno que você pode encontrar em todo o meu site. É muito inspirado na arte das moedas, com as linhas e curvas que se podem ver na obra de Senogalatis, mas não se trata apenas da forma da arte. Trata-se também da compreensão simbólica das imagens que encontramos. Elas contam histórias e nos comunicam de muitas maneiras. Portanto, trata-se de trazer isso também para a arte.

Este desenho que você vê acima foi inspirado em uma escultura que eu estava fazendo de um cavalo gaulês. Agora a escultura está tomando a forma acima. Compartilharei assim que terminar.

A Imagem Básica.

Cobras simbolizam renascimento, renovação e morte, ciclos gerais do cosmos. Os cavalos nos ajudaram imensamente em nossa conexão com as relações simbióticas com as criaturas deste reino. Eles também nos ajudaram a construir nosso mundo de muitas maneiras. A roda é nossa criação a partir da observação do cosmos ao nosso redor.

O Significado Profundo.

Aqui temos a roda, que representa Nós/Virtudes cavalgando o caminho da serpente ou cavalgando a serpente, que representa o caos e os movimentos do universo. O Cavalo representa a Ordem/Deuoi e o princípio de Samos, ajudando-nos a manter nossas Virtudes fluindo suavemente; estas são as forças invisíveis dentro do cosmos. Elas estão auxiliando a Serpente/Cosmos e os princípios de Giamos a não se enredarem nas Virtudes. Todos agem uns sobre os outros para que cada um possa fluir suavemente. Sem o caos, não saberíamos o que é ordem, e sem ordem, não conheceríamos o caos. O excesso de um pode mudar a forma do outro. Trata-se de equilíbrio e de navegar nessa linha tênue, a roda nas costas da serpente.
Observe que não pensemos em Ordem e Caos em termos de bem ou mal, ou positivo e negativo.

Então, como de costume, isso faz parte da minha filosofia da Liminalidade Carnonouissus (Conhecimento de Carnonos).
A imagem acima tem muitos significados simbólicos. Esses são apenas pensamentos que tive ao criá-la.
Um significado mítico também pode ser adicionado à imagem. Bem, com o tempo, talvez alguém crie uma história para ela. Ao criá-la, sei que Belinos estava presente comigo. Então, algo nesse sentido, estou pensando.

Você também notará que a roda tem 12 raios representando as Bessus Nouiogalation Îanoi (Virtudes).

Os cavalos representam Albios
A roda representa Bitus
A cobra representa Dubnos

Sou um dos fundadores da Bessus Nouiogalation e um dos Delgaunos, então, para mim, este símbolo também representa um seguidor da roda, já que nossos Îanoi (Virtudes) e Îuoi (Feriados) desempenham um papel significativo em nossa tradição. Temos 12 Îanoi e 12 Îuoi, e é por isso que você verá uma roda de 12 raios no meu site e na imagem acima. Portanto, sou um verdadeiro seguidor da roda.

Fonte: https://thewitchsanddruidsden.com/2022/01/31/the-horse-snake-and-wheel/