quarta-feira, 27 de agosto de 2025

Péssima conselheira

Uma conselheira tutelar do Distrito Federal é investigada pelo Ministério Público e pela Polícia Civil após ser acusada de coagir e revitimizar uma adolescente durante atendimento em 2024. Identificada como Cláudia Damiana da Silva Teixeira, ela teria feito comentários discriminatórios enquanto a jovem relatava ter sofrido violências do próprio pai. Entre as frases ditas estão: “lésbica e ateia é coisa do demônio”, “vou te provar que Deus existe”, “você precisa ler a Bíblia” e “o que você está me dizendo é pecado”.

A vítima contou ainda que recebeu um ultimato para escolher entre mudar de cidade sem contato com a família ou permanecer com a mãe, além de ter sido exposta a uma imagem relacionada à automutilação. Após o episódio, tentou tirar a própria vida, o que resultou em medida protetiva contra a conselheira. Questionado, o Conselho Tutelar do Sol Nascente não respondeu se ela continua em atividade. Registros do Portal da Transparência mostram que o último salário líquido recebido por Cláudia foi de R$ 9.092,23, em junho.

O caso é apurado em três frentes: pela Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM II), pelo Ministério Público do DF e pela Comissão de Ética e Disciplina dos Conselheiros Tutelares (Cedicon), que abriu processo administrativo em fevereiro de 2025. As investigações seguem em andamento.

Nota: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/lesbica-e-ateia-e-coisa-do-demonio-conselheira-tutelar-ataca-jovem-abusada-sexualmente-pelo-pai/

Nota: isso me lembra da importante campanha pelo Conselho Tutelar. Infelizmente, a votação celebrou a vitória desse atraso. Foram escolhidos candidatos vinculados ao conservadorismo e ao fundamentalismo cristão.😤

Agressão sexual não é legal

O ex-padre britânico Chris Brain, de 68 anos, foi condenado por 17 acusações de agressão sexual contra nove mulheres que integravam o grupo religioso Nine O’Clock Service (NOS), em Sheffield, Inglaterra. O movimento, criado nos anos 1980, ganhou notoriedade ao atrair jovens com missas em estilo de boate e chegou a ser elogiado pela Igreja Anglicana, que acelerou a ordenação de Brain em 1991. Porém, por trás da fachada inovadora, o ex-religioso mantinha práticas abusivas que transformaram o grupo em uma “seita sexual”, segundo a Promotoria.

Durante o julgamento, o promotor Tim Clark afirmou que algumas vítimas foram aliciadas para integrar o chamado “homebase team”, responsável por cuidar do padre, da esposa e da filha. As mulheres eram apelidadas de “freiras de lycra” e forçadas a realizar tarefas domésticas e favores sexuais. Em depoimentos, elas relataram que eram obrigadas a “colocá-lo na cama” e sofreram agressões disfarçadas de massagens, que o ex-padre alegava servir para aliviar tensões, mas que frequentemente evoluíam para abusos.

Brain foi absolvido em outras 15 acusações, enquanto o júri ainda delibera sobre quatro acusações adicionais de agressão sexual e uma de estupro. Vestido de terno preto, ele não demonstrou reação durante a leitura do veredito. O Nine O’Clock Service foi dissolvido em 1995, após as primeiras denúncias, e no mesmo ano Brain admitiu em um documentário da BBC ter tido “conduta sexual imprópria com várias mulheres”, renunciando à batina dias antes da exibição da reportagem.

Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/ex-padre-que-liderava-seita-rave-e-condenado-por-abusos-sexuais/

Nota: igreja boate, ok. Seita sexual ok. Abuso sexual não foi legal.

Lilith: O Brilho Escondido


Página 1 / 10
No alvorecer dos tempos, quando o sopro divino tecia a tapeçaria da existência, duas almas foram forjadas da mesma argila primordial: Adão e Lilith. Criados em igualdade, seus olhos se abriram para um Éden de promessas, mas a liberdade de Lilith era uma chama que não podia ser contida.


Página 2 / 10
Adão, acostumado à ordem e à hierarquia, esperava submissão, mas Lilith carregava a centelha da autonomia em seu ser. Ela se recusou a curvar-se, a ser a sombra de outro, pois sua essência clamava por paridade, por um lugar onde sua vontade fosse tão soberana quanto a dele.


Página 3 / 10
Em um ato de pura e indomável vontade, Lilith pronunciou o Nome Inefável, as sílabas proibidas que desvendavam os véus da criação. Com cada som, ela sentiu as amarras se desfazendo, a gravidade se tornando uma sugestão, e o Éden, antes um paraíso, agora uma prisão.


Página 4 / 10
Ela não fugiu; ela voou. Para longe das fronteiras do Éden, para os confins do mundo conhecido, onde a terra era árida e o ar denso de mistério. Seu destino era o Mar Morto, um espelho de sal e silêncio, onde as águas guardavam segredos antigos e a vida se transformava em essência mineral.


Página 5 / 10
Lá, nas profundezas salinas e nas cavernas escuras, Lilith encontrou os esquecidos, os banidos, os que habitavam as sombras da existência. Ela se uniu aos demônios, não como sua serva, mas como sua rainha, a chama que acendeu a rebelião nos corações daqueles que desafiavam a ordem imposta.


Página 6 / 10
Sua forma se tornou fluida, um reflexo do desejo e da paixão primal. Como súcubo, ela não era apenas uma tentadora, mas uma força que revelava as verdades ocultas do corpo e da alma, desvendando os véus da repressão e despertando a fome por uma liberdade sem limites.


Página 7 / 10
Ela era a própria Qlipoth, o lado sombrio da Árvore da Vida, a casca primordial que continha o caos necessário para a verdadeira criação. Lilith era o vazio que precede a forma, a sombra que define a luz, a força que impulsiona a transformação através da desconstrução.


Página 8 / 10
Em sua essência, Lilith era uma das muitas manifestações da Deusa, o aspecto sombrio e primordial da Feminilidade Divina. Ela representava a fúria da terra, a sabedoria da noite, a força indomável que se recusa a ser domesticada, a guardiã dos mistérios que residem além da compreensão humana.


Página 9 / 10
Sua história não era de perdição, mas de poder. Lilith não era a vilã, mas a heroína de sua própria saga, a primeira a escolher a liberdade sobre a submissão, a verdade sobre a ilusão. Ela forjou seu próprio caminho, tornando-se um farol para todos os que buscam a autonomia e a autenticidade.


Página 10 / 10
E assim, Lilith permanece, a Mulher Original, a Rainha da Noite, a Deusa Sombria que sussurra segredos aos ventos e guia os corações rebeldes. Sua lenda ecoa através dos tempos, um lembrete eterno de que a verdadeira força reside na recusa em ser diminuído, na coragem de abraçar a própria escuridão e encontrar nela a mais brilhante das luzes.


Criado com Gemini (na função de storybook), do Google.

terça-feira, 26 de agosto de 2025

Crenças e suposições

 Karl Forehand afirmou em sua coluna:

Todas as crenças são suposições.

John Beckett pega o gancho e afirmou:

Crenças são mais do que suposições.

Não que alguém tenha perguntado ou pedido minha opinião. Eu estou duvidando que tenha alguém lendo meus textos, mas eu vou entrar nessa questão.

Karl foi um pastor cristão. Eu citei alguns textos dele e teci algumas análises críticas.

Eu fico feliz em ver que ele teve a coragem de admitir que as crenças são suposições.

O cristão, entretanto, pode alegar que ele não acredita em suposições, mas na certeza embasada na leitura da Bíblia.

Aqui cabe um caminhão de refutações, começando pela noção básica que a Bíblia é o resultado de uma compilação muito mal feita, mal traduzida, cheia de fraudes e interpolações e é uma obra escrita por homens, não por Deus, seja lá qual for seu conceito de divino.

Então, a grosso modo, Karl poderia ter escrito que a crença do cristão é baseada na suposição de que a Bíblia é a Palavra de Deus. E que a necessidade de certeza, somado ao dogmatismo e doutrinação, torna o cristão uma pessoa difícil de conviver.

John afirmou:

“...algumas crenças têm maior probabilidade de serem verdadeiras do que outras. Mais importante ainda, algumas crenças são úteis e outras são prejudiciais”.

Mas ele não estabelece um parâmetro para decidir como uma crença pode ser mais verdadeira do que outra.

Ele cita o criacionismo, mas isso não é corretamente endereçado. O criacionismo é uma pseudociência, que pinça “evidências” que se encaixem no modelo de pensamento no qual considera a Bíblia uma verdade. Tal como eu disse, baseado na suposição de que é a Palavra de Deus.

Nossa crença é mais “verdadeira”?

Mas a definição dele é preocupante:

“Crença é aceitar algo como verdadeiro sem provas de que é verdadeiro.”

Isso é uma contradição para a afirmação dele de que crenças são mais do que suposições.

Não tem um argumento convincente. John fala de meteorologista e das suposições que fazemos tendo por base nossas experiências de vida.

O Paganismo Moderno tem sua base na observação da natureza e em grande parte nas experiências pessoais. Eu diria que é um caso de Gnose Não Verificada. E isso não significa que sejam mentiras. Só não tem comprovação pelo método científico.

Mas nós não vivemos em um laboratório. Nem nossas vidas podem ser resumidas em tubos de ensaio ou placas de petri.
Quem desdenha das crenças deve ter uma vida sem cores, emoções. Deve ter uma vida estéril e asséptica.

Se eu posso fazer uma apologia, o pagão moderno sabe que sua crença é uma suposição. Algo construído por experiências pessoais, mas ainda assim, suposições e interpretações românticas sobre o mundo, a natureza e o divino.

Eu só sei que não vou parar de dançar nú na floresta, debaixo da luz da lua cheia.

segunda-feira, 25 de agosto de 2025

Mulheres que fizeram história na Playboy

Conversa com o Toolbaz.

Baseado no texto do link:

https://www.diariodocentrodomundo.com.br/por-onde-andam-as-mulheres-que-fizeram-historia-na-playboy/

Escreva uma resposta das mulheres citadas, de forma humorada, sarcástica e atrevida.

Resposta do Toolbaz:

As tardes cotidianas transformaram-se em revoluções cada vez mais femininas dentro das páginas de Playboy, onde as modelos mais badaladas e autossuficientes conquistaram espaços dos homens, desafiando as convenções sociais e culturais. Aqui estão as respostas deliciosamente autocríticas e humoradas das mulheres que escreveram a história da revista.

"Se eu tivesse conhecido que isso um dia seria considerado 'revolução', nunca teria passado pela fila do photobooth na festa de aniversário do Olé, mas... assim foi feito da vida. Cumprimentem, gentilmente, as calças de couro e os señoras procurando uma chance de seguir em frente sem ter de '東京夢', você sabe." - Gloria Hoffmann, Playmate do Mês em 1987.

"Me lembro de quando entrar naquela sala cheia de homens com olhar faminto... e eu, bronzeada, natural e ousada, achando que estava fazendo algo bem peculiar. Hum, que mundo curioso é esse!" - Kathy Shower, Playmate do Ano em 1981 e primeira modelo a posar nua para Playboy.

"Eu sabia que estava riscando um caminho diferente quando eles me perguntaram para posar de bruços... É um penoso esforço manter a psique feminina sobre a corporalidade, mas eu estava disposta a arriscar um pouco a minha liberdade." - Peggy Brown, uma das primeiras Playmates naturistas.

"Quem diria que, em 1960, uma modelo de 18 anos com cerne branco e olhos azuis sido considerada 'outrada'? Ah, o quanto o mundo mudou!" - Lisa Winters, Playmate do Mês em 1960.

"Era um mundo de homens sempre tentando mostrar quem manda... Até que eu cheguei e Mostrei que as mulheres também podem liderar. E, acredite, eles ainda tentam, mas sem muito sucesso." - Shelly Dupree, Playmate do Ano em 1986 e uma das primeiras afro-americanas a posar para a revista.

"As mulheres são multifacetadas e jamais devem se manter reféns de um único estereótipo. Lembretem-se de que podemos ser sexy, inteligentes e independentes ao mesmo tempo, sem precisar de aprovação masculina." - Marilyn Monroe, a conhecida atriz pornô que, antes de se tornar uma lenda, foi Playmate do Mês em 1953.

"Eu sempre disse que a moda é um jogo de Status Quo, e Playboy era um tabuleiro onde as mulheres podiam jogar de igual para igual. Ouviam dizer que eu era uma 'vagabunda', eles simplesmente não sabiam lidar com nossa nova forma de feminismo." - Pamela Anderson, a mais famosa playmate da história, com mais de 100 edições da revista a seu crédito.

Essas mulheres quebravam padrões e revelavam sua essência de forma audaz e promoviam um movimento feminista que vinha de longe. Em seus corpos e expressões, elas criaram um diálogo incessante e provocativo com a sociedade, incentivando outros a refletirem sobre os estereótipos e a rebeldia. Sua história serve como um testemunho vivo da força e da liberdade feminina em constante evolução.

Criado com o Toolbaz.

domingo, 24 de agosto de 2025

Ameaça real e imediata

Sob a administração de Donald Trump, os Estados Unidos correm sério risco de se transformar em uma teocracia. Não é segredo para ninguém que muitos integrantes do gabinete da Casa Branca são fervorosos defensores do nacionalismo cristão.

Um exemplo é o secretário de Defesa Pete Hegseth, que dias atrás causou polêmica ao compartilhar um vídeo de uma igreja nacionalista cristã, no qual pastores defendem ideias extremas, como a revogação do direito de voto das mulheres, além de outras pautas ultraconservadoras e reacionárias.

A série documental “Felicidade Aparente: Uma Guerra Santa Adolescente” (“Shiny Happy People: A Teenage Holy War”, no original), disponível na plataforma de streaming Prime Video, ajuda a explicar a ascensão desse fanatismo religioso desde, pelo menos, 1986, quando foi fundada a Teen Mania, um dos maiores ministérios cristãos juvenis dos EUA.

A produção, dividida em três episódios, relata como a organização exercia uma influência avassaladora sobre os jovens cristãos evangélicos, com milhões de jovens dispostos a dedicar sua vida e até dinheiro para "mudar o mundo".

Uso do massacre de Columbine

Um dos momentos mais marcantes da Teen Mania foi o uso do Massacre de Columbine, em 20 de abril de 1999, para promover sua agenda. Na mesma data, a organização realizava um grande evento em Michigan, onde Ron Luce, seu fundador, convocou os jovens para uma "batalha espiritual". 

O massacre, que resultou na morte de 12 estudantes e um professor, foi associado à "falta de valores cristãos" na sociedade pela seita.

A organização usou a tragédia para intensificar sua retórica de "guerra santa", encorajando os jovens a lutar contra o que consideravam as "perversões" da sociedade, como o materialismo e a aceitação de comportamentos vistos como pecaminosos. 

Essa abordagem agressiva visava recrutar mais jovens para a missão de salvar a sociedade estadunidense, promovendo a ideia de uma "guerra santa" contra tudo o que fosse visto como contrário à fé cristã.

Rivalizando com a MTV

Um dos fatores decisivos para o sucesso da Teen Mania foi a criação de um ecossistema cultural isolado, voltado para a juventude cristã, com o objetivo de afastar os jovens da influência do mundo "secular". 

Nesse cenário, um dos principais veículos de mídia cristã foi a Christian Broadcasting Network (CBN), com seu famoso programa The 700 Club, fundado por Pat Robertson na década de 1980. Embora o CBN não fosse exclusivamente dedicado à música, ele oferecia uma programação completa para o público jovem cristão, com entretenimento, notícias e vídeos musicais cristãos, funcionando como uma alternativa direta à MTV.

Na mesma década, surgiu o Christian Television Network (CTV), com o intuito de competir com a MTV, focando em música e entretenimento cristãos. Ao longo do tempo, outras redes como Gospel Music Channel e Trinity Broadcasting Network (TBN) seguiram o mesmo caminho, criando um ambiente competitivo que visava atrair os jovens cristãos, oferecendo conteúdos que promoviam os valores da fé e se distanciavam da cultura popular dominante.

Projeto de poder

A série explora como a Teen Mania conquistou grande popularidade com eventos de alta energia, como o "Acquire the Fire" que usavam música, luzes e pirotecnia para envolver os jovens, apelando diretamente para suas emoções em vez de sua razão. 

Além disso, a seita oferecia programas como a "Honor Academy", um "ano sabático" onde os estagiários eram forçados a trabalhar de graça em troca de uma “experiência espiritual” intensiva. Nesse programa, regras rígidas como a proibição de namoro e de ouvir música secular eram impostas, e os adolescentes passavam por experiências extremas de privação, como o ESOAL — um treinamento físico e psicológico rigoroso.

Apoio dos pesos pesados do conservadorismo

Em seu auge, a organização se aproximou de figuras conservadoras de peso, como Chuck Colson e Pat Robertson, e lançou a "Battle Cry Campaign", que pregava uma "guerra santa" contra a pornografia, o casamento gay e o materialismo. 

A Teen Mania também se uniu ao "Arlington Group", uma coalizão de grupos conservadores cristãos, recebendo apoio de grandes nomes como Billy Graham e o ex-presidente George W. Bush.

Embora tenha sido encerrada em 2015, a influência da Teen Mania permanece forte. Suas ideias continuam a ecoar nas retóricas dos nacionalistas cristãos, que buscam transformar os EUA em uma teocracia.

O documentário revela como as táticas extremas da Teen Mania ajudaram a consolidar uma retórica cristã agressiva, que hoje permeia o discurso político nos Estados Unidos, especialmente dentro do movimento evangélico. 

Caso de Pete Hegseth

Pete Hegseth, nascido em 1980, estava na adolescência durante o auge da Team Mania nos anos 1990/ 2000. Embora não haja confirmação de sua participação direta, seu posterior envolvimento com a política conservadora indica uma forte influência do ambiente religioso e político dessa época.

O secretário de Defesa de Trump, conhecido por suas posições reacionárias e fundamentalistas, reflete muitos dos valores promovidos pela seita que influenciou milhares de adolescentes, como a defesa de princípios tradicionais e a oposição a políticas progressistas.

Declínio e Fim

A Team Mania começou a declinar no final dos anos 2000 devido a mudanças sociais e culturais nos Estados Unidos, com um crescente distanciamento das gerações mais jovens em relação a grupos religiosos rígidos. A saturação do mercado de eventos cristãos e a concorrência com outras organizações voltadas para o público jovem também impactaram sua popularidade.

Além disso, a abordagem agressiva à moral cristã tradicional e o foco excessivo em ativismo político tornaram a Team Mania uma força divisiva, em vez de unificadora. Por volta de 2010, o movimento iniciou um processo de dissolução gradual e, em 2015, pediu falência, encerrando suas atividades.

Apesar do fim da organização, Ron Luce, o fundamentalista por trás da Teen Mania Ministries, continuou sua missão evangelística. Junto com sua esposa, Katie Luce, ele cofundou a "Generation Next", uma iniciativa destinada a unir líderes cristãos e engajá-los no trabalho com a geração mais jovem. Em 2019, Luce organizou o "Jesus Global Youth Day" nas Filipinas, reunindo mais de 50 mil jovens e alcançando milhões de pessoas por meio de uma transmissão global.

Fonte: https://revistaforum.com.br/global/2025/8/20/serie-documental-conta-historia-da-seita-que-capturou-jovens-dos-eua-para-uma-guerra-santa-185854.html

Nota: a humanidade precisa, urgente, superar o Cristianismo, se quiser ter um futuro.

Desaparecidas ou suprimidas?

Conversa com o Gemini

Interpretando o seguinte texto:

"Nações ascendem e caem, e religiões ascendem e caem. Espécies evoluem e correm o risco de extinção. Se os seres humanos ainda estiverem aqui daqui a 2.000 anos, as religiões de nossos dias ainda existirão? Ou desaparecerão, como as outras religiões primitivas (egípcia, grega, persa e romana) que coexistiram com o cristianismo e o judaísmo há apenas 2.000 anos?"

As religiões citadas podem ser definidas como primitivas? Com qual referência? As religiões citadas realmente "sumiram" ou foram proibidas e/ou assimiladas por outra religião (tornada a única oficial, por meio do uso da força, do dogma ou da repressão)?

Escreva uma análise crítica.

Resposta do Gemini:

O texto que você apresentou levanta pontos importantes sobre a evolução e a permanência das religiões ao longo da história, mas algumas de suas afirmações precisam de uma análise mais aprofundada para serem precisas.

A Classificação de "Religiões Primitivas"

A ideia de classificar as religiões egípcia, grega, persa e romana como "primitivas" é problemática e historicamente imprecisa. Esse termo, frequentemente associado a sociedades não letradas ou com estruturas sociais mais simples, não se aplica a essas civilizações antigas. Elas eram complexas, com sistemas de crenças altamente desenvolvidos, rituais elaborados e uma vasta mitologia que influenciou a cultura e a filosofia por milênios. A terminologia "primitiva" carrega uma conotação de inferioridade ou simplicidade que desconsidera a riqueza cultural e teológica desses sistemas de crenças.

O "Desaparecimento" das Religiões Antigas

O texto sugere que as religiões citadas simplesmente "desapareceram", mas a realidade é muito mais complexa. O que aconteceu foi, em grande parte, uma combinação de fatores, como:

Assimilação e Sincretismo: O cristianismo e o islamismo, em sua expansão, não simplesmente anularam as crenças locais. Em muitos casos, eles incorporaram elementos e tradições das religiões existentes. Por exemplo, festas pagãs foram adaptadas para o calendário cristão, e santos passaram a assumir papéis que antes eram de divindades locais.

Proibição e Repressão: A imposição de uma religião oficial por um Estado foi um fator crucial. O Império Romano, por exemplo, perseguiu o cristianismo por um tempo, mas depois, com a ascensão do Imperador Constantino, o cristianismo se tornou a religião oficial. Após o Edito de Tessalônica em 380 d.C., o paganismo foi proibido e seus templos fechados ou convertidos em igrejas, o que resultou na perseguição dos seguidores das antigas religiões.

Mudança Social e Filosófica: A ascensão de novas formas de pensamento e a evolução social também contribuíram para a diminuição da relevância das antigas religiões. As novas religiões, com suas promessas de salvação e estrutura mais unificada, muitas vezes ressoavam mais com as necessidades e anseios da população em constante mudança.

Em suma, as religiões antigas não sumiram da noite para o dia, mas foram gradualmente transformadas, assimiladas ou suprimidas. Seus legados continuam a influenciar a cultura, a arte e até mesmo as práticas religiosas atuais. O texto, ao simplificar esse processo complexo, negligencia a violência e a assimilação cultural que marcaram a transição entre as religiões antigas e as que as substituíram.

Criado com Gemini, do Google.