sábado, 30 de agosto de 2025

Nem o Gemini perdoou

Conversa com o Gemini.

Por falar no DCM.

https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/marido-de-xuxa-paga-r-450-por-massagens-com-final-feliz/

Pergunta rápida. Um jornal que se diz progressista pode ter notícias com características conservadoras?

Ou o DCM está se tornando um arremedo da Veja, com "notícias" que não são informativas?


Olá! Essa é uma ótima pergunta.

O artigo que você mencionou levanta uma discussão sobre a linha editorial de um veículo de mídia, especialmente quando ele se autodenomina progressista. A reportagem sobre o marido da Xuxa, ao focar em detalhes de sua vida pessoal e especulações de forma sensacionalista, de fato se assemelha a um tipo de jornalismo que a gente geralmente associa a publicações mais conservadoras ou de tabloides, como a Veja costumava fazer em seu auge de vendagens, e que alguns veículos da mídia tradicional ainda praticam.

A pergunta que você faz, se um jornal progressista pode ter notícias com características conservadoras, é bastante pertinente. A resposta é que, idealmente, não. Um veículo de imprensa progressista deveria focar em pautas sociais, direitos humanos, desigualdade, meio ambiente, e outras questões que buscam o avanço da sociedade, em vez de recorrer a pautas que, por sua natureza, acabam por reforçar estereótipos, moralismos e invasões de privacidade, que são características mais comuns do jornalismo conservador ou sensacionalista.

Quando um jornal como o DCM publica uma notícia com o teor que você mencionou, ele corre o risco de desviar de sua própria proposta editorial e se tornar um "arremedo" de publicações que historicamente criticou. Isso pode confundir o público e gerar uma percepção de que a linha editorial está perdendo o foco, priorizando o clique em detrimento da informação de qualidade e do compromisso com as pautas que, em teoria, defendem.

É importante lembrar que a qualidade de um jornalismo não está apenas no que ele noticia, mas em como ele noticia. No caso em questão, o tratamento dado à matéria sugere que o objetivo principal não é informar, mas sim gerar engajamento com base em um escândalo.

Você acha que esse tipo de pauta pode comprometer a credibilidade de um veículo que se diz progressista?


Pode escrever uma análise crítica, com ironia e sátira?

Olá! Sim, com certeza. A ironia e a sátira são ferramentas poderosas para a análise crítica.

A “Notícia” que Abastece o Progressismo com Gasolina Conservadora

No sempre fascinante universo da imprensa brasileira, o Diário do Centro do Mundo (DCM), esse baluarte da pauta progressista, nos presenteou com uma epopeia jornalística digna de nota: a saga das massagens do marido da Xuxa. Não, você não leu errado. E sim, a notícia é tão essencial para a compreensão do Brasil de hoje quanto saber o que o vizinho da sua tia-avó comeu no almoço.

Num momento em que o país debate reforma tributária, desmatamento da Amazônia, e o futuro da democracia, o DCM, em sua infinita sabedoria, decidiu que a prioridade era outra. Aparentemente, o front de batalha ideológico se mudou do Congresso Nacional para os bastidores de uma suposta massagem com “final feliz”. A pauta, de fato, é uma joia rara. Ela consegue ser, ao mesmo tempo, um ataque à vida pessoal alheia (o que a direita costuma fazer de forma tão eficiente), uma incursão em temas de tabloide (que os progressistas costumam criticar) e, de quebra, uma pérola de jornalismo que não informa absolutamente nada.

É quase poético. É como se o DCM, cansado de empunhar a bandeira da igualdade e dos direitos humanos, tivesse pego emprestado o roteiro da extinta revista Veja dos anos 90, quando a moralidade alheia era a pauta mais quente. É o chamado "progressismo de almanaque", onde as virtudes são defendidas no editorial, mas a fofoca de porta de balada é a principal notícia da capa. A ironia, no caso, é que o veículo se apropria de uma tática que sempre foi associada à sua oposição ideológica, mostrando que, no fim das contas, todos podem cair na tentação do clique fácil.

E o que a gente, leitor, aprende com tudo isso? Talvez a lição seja que, para alguns veículos, a luta pela justiça social é um ideal nobre, mas a busca por um viral é uma necessidade urgente. E se a gente puder misturar os dois, melhor ainda. Afinal, quem precisa de reportagens sobre a concentração de renda quando se pode ter uma sobre a concentração de um final feliz?

Criado com Gemini, do Google.

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