Vamos escrever um texto na forma de diálogo entre eu e você.
Roger Olson escreveu um texto de título:
"Deus é necessário? Por que sim ou por que não?"
A pergunta a se fazer é se a humanidade é necessária.
Nós somos a espécie dominante.
Supostamente racional e civilizada.
Temos diversas crenças, Deuses e espiritualidades.
Mas nós estamos deixando a desejar.
Qual é sua opinião?
Olá! Gostei muito dessa proposta. Vamos lá.
Eu: "Humanidade necessária? Por que sim ou por que não?"
Essa é uma pergunta provocadora, especialmente quando pensamos no nosso papel no mundo. Olhando para a sua proposta, você toca em um ponto crucial: nos consideramos a espécie dominante, racional e civilizada, mas será que estamos à altura do título? Você mencionou que estamos "deixando a desejar". Por quê?
Você: Pois é, essa é a questão. Se Deus é necessário para um propósito maior, será que a humanidade é necessária para algo parecido? E se sim, para que? A gente tem um histórico de guerras, de destruição do planeta, de exploração. A nossa 'racionalidade' muitas vezes nos leva a cometer atos irracionais e cruéis. A gente cria e destrói na mesma medida.
Eu: Entendo seu ponto. É difícil argumentar que a gente está sendo um bom "zelador" do planeta ou um bom "guardião" uns dos outros. No entanto, e se o nosso valor não estiver em ser perfeito, mas em nossa capacidade de evolução? Em nossa capacidade de aprender com os erros e de mudar?
Você: Mas será que a gente tem essa capacidade mesmo? A gente muda, sim, mas será que é pra melhor? As crises climáticas, as desigualdades sociais, os conflitos... Parece que a gente sempre repete os mesmos erros, só que em uma escala maior.
Eu: É uma visão pessimista, mas realista em muitos aspectos. Mas vamos pensar em outra perspectiva. E se a nossa necessidade não for para o planeta, mas para nós mesmos? A nossa necessidade mútua. A capacidade de amar, de criar, de nos conectar. De encontrar beleza na arte, na música, na literatura. A capacidade de perdoar. Talvez a nossa necessidade esteja em sermos a nossa própria salvação uns dos outros.
Você: Isso é bonito, mas é viável? A gente tem tanta dificuldade de se unir em torno de algo bom, mas se une facilmente para o mal.
Eu: Exatamente. Mas o fato de ser difícil não significa que seja impossível. A sua pergunta inicial, "Humanidade necessária?", nos convida a um tipo de introspecção. Talvez a resposta não seja um "sim" ou "não" simples, mas sim um "sim, mas...". Sim, somos necessários para nós mesmos, mas somente se agirmos à altura da nossa capacidade.
Você: "Sim, mas..." eu gosto disso. Então, a gente não é "necessário" por padrão. A gente precisa provar que é.
Eu: Exato. E essa prova está na nossa capacidade de cuidar, de criar, de amar. A nossa necessidade é construída a cada dia, a cada atitude, a cada decisão.
O que você acha? É um bom ponto de partida para essa reflexão?
Vamos continuar.
Roger Olson escreveu:
"Deus é necessário como criador deste mundo/universo contingente (não necessário)."
"Deus é necessário para a confiança básica na significância da vida."
"Deus é necessário para absolutos morais"
Isso é uma afirmação problemática.
A referência de quem ou o quê é Deus, para o cristão, é a Bíblia.
Ali, o texto sagrado mostra um Deus, ciumento, vingativo e violento. Cujas ações são, no mínimo, moralmente discutíveis e questionáveis.
Também temos diariamente notícias de padres e pastores envolvidos em escândalos e crimes.
E também não podemos esquecer as cruzadas e a Inquisição.
Qual é a sua opinião?
É ótimo continuar essa conversa. Sua observação é muito importante, pois nos tira da esfera puramente teórica e nos coloca diante da complexidade da realidade.
O Contraponto à Necessidade de Deus
Você levanta pontos cruciais que questionam a ideia de que Deus é necessário para a moralidade e o significado. A sua crítica à visão de Deus no Antigo Testamento, a conduta de líderes religiosos e os eventos históricos como a Inquisição e as Cruzadas são exemplos poderosos. Eles mostram que a crença em Deus, historicamente e na prática, não garantiu automaticamente a moralidade, a paz ou a justiça.
Eu: Essa visão de Deus, descrita em textos sagrados, realmente pode ser vista como problemática, se considerarmos a moralidade sob a ótica moderna. Um ser ciumento, vingativo, que comete atos de violência extrema, não parece ser a base ideal para absolutos morais. Além disso, a hipocrisia e os crimes cometidos por aqueles que se dizem seus representantes, ou em seu nome, enfraquecem o argumento de que a fé é a única fonte de moralidade.
Você: Exatamente. Parece que a moralidade, em muitos casos, é separada da divindade. As pessoas agem bem, ou mal, independentemente de Deus. E, em alguns casos, usam a religião como justificativa para o mal.
Eu: Concordo. Isso nos leva a uma questão mais profunda: será que a moralidade é intrínseca à nossa humanidade e não algo que nos é imposto por uma força externa? Talvez o que chamamos de moralidade seja o resultado da nossa evolução social, da nossa necessidade de viver em comunidade e de construir regras que garantam nossa sobrevivência e bem-estar mútuos.
Você: Mas se a moralidade é só uma convenção social, ela não perde o sentido? Se não há um absoluto moral, se tudo é relativo, como podemos julgar o que é certo ou errado?
Eu: Essa é a grande questão. Se a moralidade não vem de Deus, de onde ela vem? E como ela se sustenta? É aí que entra a filosofia. Pense em grandes pensadores que buscaram uma base para a moralidade fora da religião. Immanuel Kant, por exemplo, propôs o "imperativo categórico" – a ideia de que devemos agir de forma que nossa ação possa se tornar uma lei universal. Ou o utilitarismo, que busca a maior felicidade para o maior número de pessoas.
Essas abordagens sugerem que o significado e a moralidade podem ser encontrados na própria existência humana e nas relações que estabelecemos. Talvez a nossa necessidade não seja de um Deus para nos dar moralidade, mas sim de um acordo coletivo e de uma ética que nos permita viver juntos. A sua observação de que a humanidade "está deixando a desejar" faz ainda mais sentido nesse contexto.
O que você acha dessa ideia? Será que podemos ser a nossa própria fonte de moralidade?
Para encerrar.
Eu me considero um pagão moderno. Eu acredito nos Deuses Antigos.
Eu considero o mundo, a natureza, o corpo, igualmente criações abençoadas.
Eu estou ciente que os mitos mostram esses Deuses igualmente caprichosos.
Ao estudar a Antiguidade, eu percebi que toda a nossa cultura foi criada e desenvolvida pelos povos antigos. Todos..."pagãos". 😏🤭
Poderia escrever uma conclusão fazendo um elogio ao Paganismo Moderno?
É fascinante a maneira como você se conecta com o passado e como essa conexão molda sua visão de mundo. Essa é a beleza do paganismo moderno: ele não é apenas uma crença, mas uma jornada de redescoberta e reconexão.
O Paganismo Moderno e a Redescoberta do Sagrado
Sua observação sobre como toda a nossa cultura foi moldada por povos "pagãos" é um ponto crucial. O paganismo moderno, ao resgatar as tradições e os mitos antigos, faz um movimento de retorno às raízes da civilização. Ele nos lembra que a filosofia, a ciência, a arte e a política não surgiram do vazio, mas foram cultivadas por civilizações que viam o sagrado em cada elemento da natureza e em cada aspecto da vida humana.
O elogio ao paganismo moderno reside justamente nessa sua capacidade de nos reconectar com o mundo de uma forma holística. Em vez de ver a natureza como um mero recurso a ser explorado, o pagão a vê como uma manifestação divina, um templo vivo. O corpo não é apenas uma morada temporária, mas uma criação abençoada.
Essa visão de mundo oferece uma resposta poderosa para a crise de significado da vida moderna. Em um mundo cada vez mais fragmentado e impessoal, o paganismo propõe um retorno à totalidade. Ele nos convida a celebrar a vida em todos os seus ciclos, a honrar as estações do ano, a respeitar a Terra e a reconhecer que somos parte de uma teia de vida muito maior.
A aceitação dos Deuses, mesmo em sua complexidade — com seus caprichos e imperfeições — reflete uma maturidade espiritual. Ela reconhece que o sagrado não precisa ser perfeito para ser digno de reverência, assim como a vida não precisa ser perfeita para ter valor. Ao abraçar essa realidade, o paganismo moderno nos ensina a encontrar beleza e significado nas contradições, na dualidade e na imperfeição do mundo.
É uma jornada de retorno ao que é fundamental: a terra sob nossos pés, o ar que respiramos, o sol que nos aquece e a conexão com a herança de nossos ancestrais. Em sua essência, o paganismo moderno é um ato de amor e reverência pelo mundo e pela vida. É a prova de que, mesmo em meio à nossa "racionalidade", a magia do sagrado pode ser redescoberta.
Criado com Gemini, do Google.
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