terça-feira, 26 de maio de 2026

Dieta não nutritiva

Conversa com o Gemini:

https://extra.globo.com/blogs/page-not-found/post/2026/05/dieta-biblica-ganha-forca-entre-defensores-da-alimentacao-saudavel.ghtml


A dieta pode ser saudável, a leitura usada, nem tanto.


Escreva um texto humorado e sarcástico.


A Dieta do Éden: Como emagrecer com o aval dos profetas (e o desespero dos nutricionistas)

Se você achava que a dieta da USP, a cetogênica ou a do tipo sanguíneo eram o ápice da criatividade humana para fechar a boca, parabéns: você subestimou o poder do marketing espiritual. A nova onda do momento no TikTok e no Instagram é a Dieta Bíblica. Isso mesmo. Agora, para perder aqueles três quilos localizados que insistem em habitar o seu abdômen, você não precisa de um personal trainer de 200 reais a hora; você precisa de exegese textual.

A premissa, defendida por influenciadores que claramente têm muito tempo livre e acesso Wi-Fi na Galileia, é simples: se não estava no cardápio de Moisés, não deve entrar no seu prato. Esqueça o whey protein, o crossfit e a barrinha de cereal com gosto de papelão. O negócio agora é pão rústico, lentilha, peixe do Mar da Galileia e leite direto da vaca — de preferência não pasteurizado, porque aparentemente as bactérias modernas são uma invenção secular para testar a nossa imunidade.

A leitura nutricional que essa galera faz das Escrituras é de uma sofisticação hermenêutica invejável. Eles pegam Levítico, Deuteronômio e os Evangelhos e transformam o Livro Sagrado em um e-book de lifestyle com receitas de smoothies pré-treino. É a teologia da prosperidade aplicada ao percentual de gordura corporal.

Mas vamos ser honestos: como toda boa leitura seletiva, os defensores da "alimentação profética" convenientemente pulam as partes mais complexas do manual. É muito fácil vender um guia digital de receitas focado em mel silvestre e figos frescos. Quero ver o influenciador raiz postar os stories aplicando o jejum de Daniel à risca por semanas, ou pior, seguir a receita detalhada em Ezequiel 4:9-12 para fazer aquele pãozinho exótico assado sobre... bem, digamos que o combustível tradicional ali não era carvão ecológico. Essa parte não rende clique, não combina com a estética clean do Instagram e certamente não passa pelo controle de qualidade da Anvisa.

Aí entram os nutricionistas e médicos — esses seres céticos e sem visão espiritual —, arrancando os cabelos e alertando sobre os riscos de restrições severas, carências de nutrientes e os perigos de se passar trinta dias à base de água e oração no deserto urbano do cenário atual. Coitados. Eles não entendem que a perda de massa muscular e a tontura às três da tarde não são sintomas de desnutrição, são purificação da alma. Se o corpo fraquejar, é porque falta fé (ou glicose, mas quem liga?).

No fim das contas, a "dieta bíblica" prova que o ser humano é capaz de gourmetizar absolutamente qualquer coisa, inclusive o sagrado. Resta saber quando vai sair a linha de suplementos "Maná Fit" sabor baunilha ou o colágeno hidrolisado "Arca de Noé". Até lá, se você decidir aderir à nova moda para alcançar o "corpo do milagre", lembre-se: o pecado original começou justamente com uma fruta no meio do Éden. Pelo visto, contar calorias e cortar carboidratos é uma provação antiga.

Criado com Gemini, do Google.

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