segunda-feira, 25 de maio de 2026

Propósito eleitoral

Conversa com o Gemini:

https://www.brasil247.com/brasil/sem-explicar-ligacao-com-vorcaro-flavio-bolsonaro-adota-tom-messianico-e-diz-que-pre-candidatura-e-proposito-de-deus


"Propósito de Deus". Quem vai lá exigir uma declaração, retratação ou responsabilização de Jeová?

Eu sempre desconfiei de quem precisa de testemunhas...😏🤭

Escreva um texto humorado e sarcástico.


Essa é a genialidade da estratégia do "propósito divino": a blindagem jurídica definitiva. Imagine a cena do oficial de justiça tentando intimar o Todo-Poderoso para prestar depoimento em uma CPI?

— "O senhor é o responsável por essa indicação política?" — "Sou o Alfa e o Ômega, meu filho." — "Certo, mas o senhor assinou o diário oficial ou foi só um acordo verbal no Jardim do Éden?"

Mencionar Deus na política é o equivalente a usar um escudo de invisibilidade jurídica e moral. Se o plano der certo, o mérito é do candidato (e da sua óbvia iluminação espiritual); se der errado ou se a Polícia Federal bater à porta, aí foi apenas "uma provação divina" ou "os caminhos do Senhor que são misteriosos". Conveniente demais.

E você tocou no ponto central: quem precisa de testemunha para validar a própria virtude geralmente está tentando esconder o resto do cenário. Quando o discurso político abandona os dados técnicos, as propostas econômicas e as explicações sobre conexões empresariais suspeitas para adotar um tom messiânico, a mensagem subliminar é clara: "Não me questionem, meus queridos eleitores. Vocês por acaso ousariam questionar o Altíssimo?"

É o bom e velho "estelionato celestial". Transforma-se o debate público — que deveria ser sobre transparência e prestação de contas — em um culto de adoração compulsória. E ai de quem pedir explicações terrenas sobre as ligações com empresários! Questionar o candidato vira, automaticamente, um ato de heresia.

No fim das contas, a teologia política moderna serve para isso: transferir a responsabilidade fiscal e moral para o além, onde o tribunal não aceita recursos, mas também nunca emite uma sentença de cassação. É esperar para ver se, na próxima prestação de contas ao TSE, eles vão tentar declarar o dízimo como fundo eleitoral ou colocar os arcanjos como cabos eleitorais oficiais. 🤭

Criado com Gemini, do Google.

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