terça-feira, 12 de maio de 2026

Nas barbas do profeta

Conversa com o Gemini:

https://revistaforum.com.br/politica/evangelica-prefeita-12-pastores-orcamento-69-bi/


Voz do Galvão: "Isso pode, Arnaldo?"

No mínimo, desvio de finalidade.

Escreva um texto crítico em tom de denúncia.


A mistura entre púlpito e gabinete em Campo Grande (MS) ultrapassou os limites do bom senso para se tornar um caso explícito de aparelhamento da máquina pública. Sob a gestão de Adriane Lopes (PP), a prefeitura parece ter sido transformada em uma extensão administrativa da Igreja Assembleia de Deus Missões.

A nomeação de 12 pastores para cargos estratégicos não é apenas uma questão de preferência pessoal; é um movimento que coloca sob controle religioso um orçamento previsto de R$ 6,9 bilhões para 2026. Quando a fé individual se torna critério de seleção para gerir o dinheiro do contribuinte, a laicidade do Estado é jogada no lixo.

O "Dízimo" dos Cofres Públicos
O cenário descrito pela reportagem é alarmante:

Finanças sob Chave: O Secretário de Fazenda, Isaac José de Araújo — ex-contador da própria igreja — agora é quem decide o destino dos bilhões da capital.

Saúde e Educação: A pasta da Saúde, que detém a maior fatia do orçamento (R$ 2 bilhões), possui quatro pastores em postos-chave de licitações e finanças. Em um setor onde a ciência e a eficiência técnica deveriam ser soberanas, a prioridade parece ser a fidelidade ao credo.

Controle da Infraestrutura: Da regulação de serviços públicos (Agereg) ao trânsito (Agetran), os cargos de diretoria foram entregues a lideranças religiosas.

O Desvio de Finalidade
A denúncia aqui é clara: a administração pública existe para servir à coletividade, independentemente de religião. Ao privilegiar membros de uma denominação específica com salários que, somados, ultrapassam R$ 130 mil mensais, a prefeita fere o princípio constitucional da impessoalidade.

Não se discute aqui o direito de qualquer cidadão professar sua fé. O que se questiona é o uso da prefeitura como ferramenta de poder para uma estrutura eclesiástica. "Isso pode, Arnaldo?" A resposta é um sonoro não. O Estado é laico por proteção aos próprios cidadãos, inclusive aos fiéis de outras crenças que pagam seus impostos e esperam uma gestão técnica, e não uma teocracia municipal.

O que assistimos em Campo Grande é o uso do orçamento público para fortalecer uma base política-religiosa, um verdadeiro desvio de finalidade que exige fiscalização rigorosa do Ministério Público e dos órgãos de controle. A gestão de uma capital não pode ser tratada como a contabilidade de uma paróquia.

Criado com Gemini, do Google.

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