quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Life Giver and Life Taker



https://www.patheos.com/blogs/essenceofthealtar/2026/10/the-lord-and-giver-of-life/

Existe, em nosso ritual, uma linha que descreve nosso Doce Senhor como o Doador da Vida. Também nós celebramos Ele como o Ceifador da Vida. Mas o peculiar é o autor falando de "cultura da morte". Estranho. Porque os ícones cristãos são sempre de santos torturados, esquartejados, decapitados...🤭😏

Escreva uma crônica, em tom de humor e sarcasmo, enaltecendo os aspectos do nosso Doce Senhor, enquanto Doador e Ceifador (Life Giver and Life Taker).


# O Doce Senhor: Doador e Ceifador da Vida — ou a inconveniência de não escolher apenas metade da natureza

Existe uma peculiaridade bastante curiosa em determinadas discussões religiosas: algumas pessoas parecem acreditar que a vida é uma coisa maravilhosa, mas a morte é uma espécie de defeito de fabricação do universo. Uma falha administrativa que deveria ter sido corrigida antes da inauguração do Jardim do Éden.

Felizmente, nosso Doce Senhor não parece compartilhar dessa preocupação burocrática.

Nós o celebramos como **Doador da Vida e Ceifador da Vida** (*Life Giver and Life Taker*). E não existe contradição nisso. Pelo contrário: existe uma compreensão muito mais abrangente da existência.

O Doce Senhor é aquele que preside aos ciclos da natureza. Aquele que contempla a semente germinando, a árvore crescendo, os frutos amadurecendo e as folhas caindo. É aquele que acompanha o nascimento, a juventude, a maturidade, a velhice e, finalmente, a morte.

Ele não precisa fingir que o outono é uma conspiração contra a primavera.

A vida floresce, mas também termina. E a morte, por mais inconveniente que seja para quem gostaria de permanecer eternamente jovem, faz parte da própria existência.

Nosso Senhor não é apenas o anfitrião da festa de nascimento. Também conhece a saída de emergência.

**O Doador da Vida**

Como Doador da Vida, nosso Doce Senhor representa fertilidade, criação, crescimento, prazer, abundância e renovação.

É a força que impulsiona a natureza a florescer. É o princípio vital que transforma uma semente em árvore e uma árvore em floresta. É a celebração dos corpos, dos sentidos, da sexualidade, do amor e de todas as experiências que tornam a existência digna de ser vivida.

E aqui temos outra pequena inconveniência para determinados moralistas: a vida não precisa ser reduzida à reprodução.

A alegria de viver não depende de produzir descendentes. O amor não precisa apresentar certidão de casamento. O prazer não precisa solicitar autorização a uma comissão de costumes.

Existir também é celebrar. E nosso Doce Senhor não parece particularmente interessado em transformar a experiência humana numa interminável reunião de condomínio.

**O Ceifador da Vida**

Mas existe outro aspecto igualmente importante: o Ceifador.

Sim, nosso Senhor também representa a morte. E não precisamos esconder esse aspecto debaixo do tapete para tornar nossa espiritualidade mais apresentável aos olhos alheios.

O Ceifador não é uma negação da vida. É o reconhecimento de seus limites.

Ele nos lembra que nada permanece eternamente igual. As estações mudam, os corpos envelhecem, as folhas caem e as antigas formas dão lugar às novas.

A morte não precisa ser romantizada, tampouco precisa ser tratada como uma entidade moralmente perversa. Ela é uma realidade da existência.

E, convenhamos, existe uma ironia considerável em acusar uma tradição pagã de cultivar uma cultura da morte simplesmente porque ela reconhece a presença da morte nos ciclos naturais.

Afinal, não fomos nós que inventamos os esqueletos, os túmulos ou os cemitérios. A natureza já trabalhava com esse departamento muito antes de qualquer instituição religiosa estabelecer seu departamento de comunicação.

**A inconveniência dos símbolos**

É particularmente divertido observar como algumas pessoas conseguem encontrar mensagens de esperança em representações de santos decapitados, esfolados, atravessados por flechas ou crucificados, mas ficam profundamente incomodadas quando pagãos celebram um Deus associado à morte e à renovação.

Aparentemente, o problema não é a morte.

O problema é quem está falando dela.

Quando a morte aparece numa narrativa cristã, temos martírio, sacrifício, redenção e vitória espiritual. Quando aparece numa narrativa pagã, aparentemente precisamos convocar uma investigação sobre a influência de forças malignas.

Que curioso!

Talvez devêssemos propor uma pequena trégua iconográfica. Cada tradição religiosa poderia cuidar de seus próprios símbolos sem precisar transformar a espiritualidade alheia numa ameaça à civilização.

**Vida, morte e renovação**

Nosso Doce Senhor não precisa escolher entre ser o Doador e o Ceifador. Essas duas dimensões se complementam.

Celebramos a vida sem negar a morte. Celebramos a morte sem desprezar a vida. Reconhecemos a beleza da criação e a inevitabilidade da transformação.

E isso também significa rejeitar a ideia de que a existência humana precisa obedecer a um único modelo de felicidade, amor, sexualidade, família ou espiritualidade.

A vida é muito mais diversa do que determinados discursos moralistas gostariam de admitir.

Portanto, quando pronunciamos *Life Giver and Life Taker*, não estamos fazendo uma declaração de amor à destruição. Estamos reconhecendo a totalidade dos ciclos da existência.

Nosso Doce Senhor dá a vida, acompanha seu florescimento e também representa seu encerramento.

Ele é o Senhor da primavera e do outono. Do nascimento e da passagem. Da abundância e da transformação.

E, se alguém ainda considerar isso uma cultura da morte, talvez seja interessante recomendar um passeio por uma floresta durante o outono.

Só não se esqueça de avisar que as árvores estão participando de um ritual pagão involuntário.

**Vida longa ao Doce Senhor! E que o Ceifador nunca precise pedir desculpas por fazer seu trabalho.**

Criado com ChatGPT.

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