domingo, 1 de novembro de 2026

Medida preventiva

https://www.diariodocentrodomundo.com.br/sonegacao-de-onibus-na-eleicao-ameaca-mandato-de-ricardo-nunes-saiba-mais/. 

Só uma dica. Eu peço à PF que não fique esperando. Ou o prefeito pode ir procurar asilo, junto com o Dudu Bananinha e o Flávio Vorcaro Kopenhagen Bolsonaro. 🤭😏 Escreva uma crônica em tom de humor e sarcasmo.

A PF, o ônibus e a excursão dos patriotas à procura de asilo

Existe uma peculiaridade fascinante na política brasileira: certas notícias parecem ter sido escritas por um roteirista de comédia que tomou café demais, perdeu o juízo e decidiu transformar o noticiário policial numa agência de turismo para políticos em apuros.

A bola da vez é o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, diante de uma reportagem do Diário do Centro do Mundo sobre uma suposta irregularidade envolvendo ônibus nas eleições e seus possíveis reflexos sobre o mandato municipal.

E aqui cabe uma pequena sugestão à Polícia Federal: que tal não esperar o último capítulo para começar a ler o roteiro? Naturalmente, com investigação, provas, respeito ao devido processo legal e aquela chatice democrática chamada presunção de inocência. Afinal, apurar não é condenar — embora alguns personagens da política nacional pareçam confundir as duas coisas conforme a conveniência do momento.

Mas convenhamos: se a história ganhar novos capítulos, o setor de turismo político poderá experimentar um crescimento extraordinário.

Enquanto isso, Eduardo Bolsonaro — o Dudu Bananinha, para os íntimos da alcunha — e Flávio Bolsonaro, que ganhou na sua crônica o simpático apelido de Flávio Vorcaro Kopenhagen, parecem personagens de uma modalidade inédita de competição internacional: a Olimpíada do Refúgio Preventivo.

A regra é simples: quanto maior o barulho político em casa, maior o interesse por horizontes estrangeiros. O patriotismo, que até ontem era vendido em embalagens tamanho família, começa a apresentar uma curiosa preferência por aeroportos internacionais.

É o famoso amor à pátria, desde que a pátria não faça perguntas inconvenientes.

E agora imagine o cenário: Ricardo Nunes, Eduardo Bolsonaro e Flávio Bolsonaro reunidos numa sala de embarque, cada um segurando uma mala, um discurso sobre perseguição política e uma expressão facial de quem acaba de descobrir que o Estado de Direito não é um aplicativo que se desinstala quando deixa de ser conveniente.

— Destino? — pergunta o funcionário da companhia aérea.

— Um país onde não nos persigam por nossas convicções!

— Certo. E a documentação?

Silêncio constrangedor.

— Temos vídeos nas redes sociais.

— Isso não substitui o passaporte, senhor.

A Polícia Federal, por sua vez, não precisa organizar uma caçada cinematográfica nem distribuir passagens de ida para lugar nenhum. Precisa fazer seu trabalho: investigar o que lhe compete, reunir provas, cumprir as determinações legais e encaminhar os resultados às autoridades responsáveis. Sem espetáculo, sem perseguição política e sem a indulgência seletiva que transforma aliados em vítimas e adversários em suspeitos permanentes.

No caso de Ricardo Nunes, há um dado que merece atenção: segundo informações da SPTrans divulgadas pela imprensa, foram realizadas 58,6% das partidas de ônibus previstas para o segundo turno, em 25 de outubro. A Câmara Municipal instalou uma comissão para analisar o pedido de impeachment, que envolve também acusações de pressão eleitoral sobre servidores. A prefeitura, por sua vez, alegou dificuldades para mobilizar a frota após receber a notificação judicial com pouca antecedência e afirmou ter multado empresas de ônibus. A apuração ainda precisa determinar responsabilidades.

E é justamente aí que mora a ironia: numa cidade em que milhões de pessoas dependem do transporte público, ônibus não são peças decorativas para compor fotografias de campanha. São instrumentos de mobilidade, de acesso ao trabalho e, em dia de eleição, de exercício da cidadania.

O eleitor não deveria precisar de um doutorado em logística municipal para descobrir se haverá transporte suficiente para chegar à urna.

Portanto, fica a sugestão: se houver indícios de irregularidades, que as autoridades não cochilem sobre os autos. Que investiguem, esclareçam e responsabilizem quem efetivamente tiver cometido ilícitos. E que ninguém confunda o cargo público com um seguro contra consequências.

Quanto ao asilo político, convém lembrar que ele não é um serviço de proteção VIP para políticos que estejam desconfortáveis com investigações. Exige fundamentos jurídicos próprios, e não apenas uma narrativa dramática acompanhada de uma bandeira nacional ao fundo.

Porque fugir das perguntas não é respondê-las. E gritar perseguição não é apresentar defesa.

No fim das contas, talvez a grande inovação da política brasileira seja transformar qualquer crise numa excursão internacional em potencial.

Só falta criar o pacote turístico oficial:

Patriotas em Apuros — sete dias de discursos inflamados, conexões internacionais e saudades seletivas da pátria.

Café da manhã incluído. Prestação de contas, não.

E a passagem de volta? Ah, essa dependerá dos desdobramentos da investigação.

🤭😏


Criado com ChatGPT.

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