terça-feira, 10 de junho de 2008

Asherah, a Consorte de Yahveh

Asherah, consorte e amada de Yahveh. Seus pilares ou postes sagrados uma vez estiveram ao lado do altar de Yahveh. Moisés e Aarão carregaram um destes 'postes' de Asherah como um bastão sagrado de poder. Uma vez, as crianças de Israel foram dramaticamente curadas simplesmente olhando para o bastão com serpentes suspensas nele. Este símbolo, as serpentes e o bastão, tornou-se o símbolo universal de médicos e curandeiros. Asherah era igualmente bem conhecida no Oriente Médio como a Deusa da Cura.
Então ela foi removida do Velho Testamento por volta do século 500 ou 400 AC. Suas sacerdotisas e sacerdotes, reconhecidos pelas bandagens que usavam, adoravam em montes como Sião, Monte das Oliveiras, Megido e incontáveis outros. Filhas de Sião, um termo encontrado diversas vezes no Velho Testamento, era talvez um termo para uma sacerdotisa de Asherah. Mais tarde significaria 'Cidade de Deus', ou Jerusalem. Quando a adoração oficial estatal começou a se tornar cada vez mais patriarcal e o governo se tornou hostil contra todas as formas de adoração a Asherah, um tempo de conflito e massacre que durou um século começou. Aqueles que ainda se mantinham em sua adoração pagaram o preço com suas vidas nas mãos do rei Josias e outros fanáticos. Mas Ela não pôde ser tirada dos corações e das almas de seu povo.[Esoteric Theological Seminary]
A bíblia dá a impressão que todos os antigos Judeus compartilhavam um sistema de crenças em comum, com apenas um grupo ocasional saindo fora do grupo. Mas a evidência mostra uma imagem diferente. Seria estranho se a religião hebraico-judaica, que floresceu por séculos em uma região de intensivos cultos a Deusas, permanecessem imunes a eles. Os arqueologistas descobriram colônias hebraicas aonde a Deusa Asherah e Astarte-Anath eram rotineiramente adoradas. E de fato, nós encontramos que, por 3 mil anos, os Hebreus adoraram divindades femininas que foram posteriormente erradicadas apenas pela extrema opressão do sacerdócio patriarcal.
E existe também o caso dos Querubins que ficam no topo da Arca da Aliança no Santo dos Santos. Fabricado para o rei Salomão e o rei Acab por artesãos Fenícios, uma placa de marfim mostra duas femeas aladas se encarando. E uma placa mostra os membros masculinos e femininos dos Querubim abraçados em uma posição explicitamente sexual que embaraçaram mais tarde os historiadores Judeus e mesmo os pagãos ficaram chocados quando viram pela primeira vez.
Esse culto da Deusa feminina, ainda que reprimido, permaneceu como uma parte da crença do povo Judeu. As Deusas responderam à necessidade de uma mãe, amante, rainha, intercessora e, mesmo hoje, enigmaticamente permanecem na invocação tradicional do Sabbath Hebraico.[Raphael Patai]
Nota: No dia 08/06/2008 o site da Globo noticiou sobre as descobertas arqueológicas sobre a existência desse culto a Asherah entre os Israelitas. Quem sabe mais descobertas poderão acabar com todo o fanatismo, o fundamentalismo e a intolerância das religiões monoteístas?

2 comentários:

Qelimath disse...

Lembra quando comentei sobre isto no uso da Kaballah pela Alexandrina em um dos muitos ataques do babão xiita? Mas vê... aos poucos o pessoal vai despertando, e falar asneiras sem conhecimento de causa, negar que as pessoas possam encontrar coisas por aí é dar tiros nos pés, não acha?

Márcia Regina disse...

as moças na sinagoga comemorando a festa da rainha Ester,pode ser um resquício dissodo culto a Ashera(temmuita judia com o nome Ashira) e Ester lembra muito Astarte Aster por fim Ester. O judaísmo é completamente sincrético .O culto a Ashera consorte de Yavé está decerta forma ocultado no judaísmo sob o disfarçe dasfestasdarainha ester.