Eu denuncio tal distorção. O que se torna estranho ao templo natural, se afastando de seu próximo e não se consumindo com sua companheira, torna-se estranho ao templo divino.
Homem, diz o outro, o que propões é promiscuidade, egoísmo, materialismo. Como há de apresentar tua conta sem caridade, piedade, castidade?
Ora, digo eu, uma vez que temos um principio ideal e perfeito, a todos é dado as condições necessárias e suficientes. Parte da miséria é opção do miserável.
Digo mais: em nada estaria sendo piedoso, se furtar inclusive este direito que o miserável escolheu, além do que o foi tirado pelo sistema social, do qual sou parte.
Afirmo também: da mesma forma que o comércio se faz perdido, a poupança nada economiza. O que se busca neste além, senão as delícias que nos privamos agora?
*Todas as imagens foram feitas com Gemini*
*Da obra Nisf el Alf, "Meio Milhar", de minha autoria, com o pseudônimo Houssin Olnaum*





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