domingo, 20 de setembro de 2026

Progressistas de vitrine

Conversa com o Gemini.
https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/iraniana-condenada-morte-protestos-isfahan/

E ainda tem jornal dito progressista e de esquerda que fica defendendo o Irã. 🤦

Escreva um texto crítico em tom de humor e sarcasmo.


É realmente fascinante a ginástica mental de certa militância "progressista" que acorda cedo para defender os direitos humanos no Ocidente, mas logo depois do almoço veste o gibão da "geopolítica antiamericana" para aplaudir um regime que condena uma jovem de 21 anos à morte por ter ousado reclamar do custo de vida.

O roteiro é sempre de um refinamento impecável:

Uma jovem protesta em Isfahan.

O regime teocrático — conhecido por sua imensa delicadeza e apreço pelas liberdades individuais — saca do bolso a indefectível e superdemocrática acusação de "guerra contra Deus" (moharebeh). Afinal, o que é mais humilde e pé no chão do que um tribunal de toga e turbante se declarar o próprio procurador-geral do Criador do Universo?

Para garantir que o devido processo legal seja respeitado no mais alto padrão, o advogado só vê a cor dos autos no primeiro dia do julgamento e a confissão vem recheada daquela velha e confiável mãozinha da tortura na prisão.

E a irmã gêmea pega "apenas" 36 anos de cadeia. Uma pechincha! Um verdadeiro ato de clemência teocrática!

Aí a gente abre certos portais ditos "de esquerda" para ver a cobertura e o enredo é digno de Oscar: "Vejam bem, não podemos ceder ao imperialismo! O regime dos aiatolás na verdade é um bastião da resistência anti-hegemônica!"

Ah, sim, claro. Nada grita mais "emancipação dos trabalhadores e justiça social" do que enforcar jovem de 21 anos e trancar a irmã gêmea no calabouço para proteger a integridade moral da Guarda Revolucionária. Se isso é ser progressista, o conceito de progresso precisa urgentemente passar por um reboot.

É a famosa Teoria do Inimigo do Meu Inimigo: se o governo do Irã não gosta de Washington, então enforcar dissidentes e soterrar os direitos das mulheres vira meramente uma "particularidade cultural da resistência multipolar". É uma coerência impecável: defende-se a liberdade sexual, a igualdade de gênero e o estado laico na Paulista ou em Paris, mas se o cenário for Teerã, mandar mulher pro paredão por protestar vira "soberania nacional contra o Grande Satã".

A hipocrisia é tão grande que devia pagar imposto de renda. Mas não se preocupe: no final do dia, a nota oficial sobre "respeito às tradições locais" sai no capricho. Afinal, para a teocracia, a vida é curta — e para quem protesta em Isfahan, graças ao empenho do tribunal de Deus, mais curta ainda.

Criado com Gemini, do Google.

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