terça-feira, 22 de setembro de 2026

Trilema

Conversa com o Gemini.
https://revistaforum.com.br/politica/gleisi-hoffmann-voto-feminino/

Essa notícia deveria ser enviada à candidata a deputada que se define como antifeminista. 🤭😏

Escreva uma crônica em tom de humor e sarcasmo. 


O Trilema da Candidata Antifeminista.

Ah, a política contemporânea — essa fábrica inesgotável de contradições poéticas e comédias involuntárias!

Eis a cena: a deputada Gleisi Hoffmann decide acionar o TSE contra uma horda de influenciadores e saudosistas do Século XIX que propõem, com toda a gravidade do mundo, o fim do voto feminino. A ideia dessa turma iluminada é substituir o sufrágio das mulheres pelo bendito “voto familiar” — um conceito revolucionário no qual, presumivelmente, o varão da casa decide o destino da nação enquanto a esposa sorri pacificamente ao fundo, preparando um bolo de fubá.

Agora, paremos um segundo para contemplar o curto-circuito existencial da candidata a deputada que se declara abertamente antifeminista.

Imagine o drama metafísico dessa senhora ao ler essa notícia no grupo de WhatsApp da campanha!

Se a Justiça acatar o pedido de Gleisi: a candidata garante o direito sagrado de continuar concorrendo ao cargo, de ter sua foto na urna e de discursar no comício. Porém, a vitória foi conquistada pela atuação da oposição e embasada numa lei de combate à violência política de gênero — a própria encarnação do "coitadismo feminista" que ela jurou combater. Como agradecer por um direito mantido pela arqui-inimiga ideológica sem perder a pose de mártir da tradição?

Se o pleito dos influenciadores vingar: a candidata ganha o debate ideológico, prova que lugar de mulher não é na política... e, num passe de mágica, perde o próprio registro de candidatura! O panfleto com o slogan "Vote na Mulher que Odeia o Voto Feminino" vira rascunho de lista de compras, e ela precisa imediatamente cancelar a encomenda dos santinhos para ir preparar o almoço do marido — que agora votará por dois.

É o puro suprassumo do paradoxo do devotamento ideológico: a pessoa pede o microfone com veemência para discursar apaixonadamente contra o direito de usar o microfone. É a militância do suicídio político em nome da virtude; a pré-candidata que faz campanha para que o seu próprio voto seja devidamente rasgado.

Se essa notícia chegar ao feed dessa figura, o ideal seria enviá-la acompanhada de uma caixinha de chá de camomila e um pequeno questionário de múltipla escolha:

"Excelentíssima candidata, caso vençam os seus aliados que desejam revogar o seu direito de votar (e de ser votada): o seu marido já decidiu em quem você gostaria que ele votasse para a sua própria vaga?"

Afinal, na grande feira de vaidades do eleitoralismo moderno, nada supera a ironia de ver alguém pedir ansiosamente o seu voto... enquanto torce para que a Justiça Eleitoral proíba você — e ela mesma — de pisar na zona eleitoral.

Criado com Gemini, do Google.

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