https://www.patheos.com/articles/journeying-into-autumn-with-the-liturgy
Nós, pagãos modernos, temos uma experiência mais direta, aberta e sincera com as estações do ano.
Escreva uma reflexão sobre o outono, incluindo que folhas velhas devem cair, inclusive as de textos sagrados. 😏🤭
E que, para o hemisfério sul, os pagãos modernos estão se preparando para a primavera, uma estação de renovação, fertilidade e fecundidade, pelas bênçãos da Deusa e do Deus. 🤭😏
### Quando as folhas caem
O outono tem uma honestidade que nenhuma teologia precisa explicar.
As árvores simplesmente deixam cair suas folhas.
Não fazem uma oração para pedir permissão. Não procuram uma justificativa. Não fingem que aquilo que já cumpriu sua função ainda precisa permanecer preso aos galhos.
As folhas ficam amarelas, vermelhas, marrons. Secam. Caem.
E a árvore não morre por isso.
Ela simplesmente reconhece que chegou o momento de deixar ir.
Nós, pagãos modernos, talvez tenhamos uma experiência particularmente direta dessa realidade. Não precisamos transformar cada estação em uma metáfora para alguma verdade previamente estabelecida. Podemos simplesmente olhar para o mundo vivo e perceber que ele já está falando conosco.
O outono ensina que **há coisas que precisam cair**.
Há hábitos que já cumpriram seu propósito.
Há relações que precisam ser encerradas.
Há ideias que um dia foram úteis, mas que agora se tornaram peso.
Há certezas que precisam ser questionadas.
E, sim, há até mesmo **folhas de textos sagrados que precisam cair**.
😏🤭
Isso não significa necessariamente desprezar a tradição ou jogar livros no fogo. Significa algo muito mais perigoso: **ler novamente**.
Nenhum texto deveria ser tão sagrado que não possa ser questionado.
Nenhuma interpretação deveria ser tão antiga que não possa ser revista.
Nenhuma palavra escrita por mãos humanas deveria ser usada como desculpa para impedir que seres humanos continuem pensando.
Se uma ideia já não alimenta a vida, talvez seja hora de deixá-la cair.
Se uma passagem produz apenas medo, culpa, intolerância ou submissão, talvez seja necessário perguntar se estamos diante de uma verdade eterna — ou simplesmente diante de uma folha que secou há muito tempo.
A árvore não precisa odiar suas folhas para deixá-las cair.
E talvez nós também não precisemos odiar o passado para seguir adiante.
O outono não é apenas uma estação de morte.
É uma estação de **desapego**.
Aquilo que cai retorna à terra. O que parece perda transforma-se em matéria para outra vida. A natureza não trabalha com desperdício absoluto: ela recicla, transforma, devolve.
E enquanto o hemisfério norte contempla o avanço do outono, nós, no hemisfério sul, olhamos para outro horizonte.
A primavera se aproxima.
🌱
Enquanto alguns contemplam as folhas caindo, nós começamos a perceber os primeiros sinais daquilo que desperta.
A primavera é renovação.
É fertilidade.
É fecundidade.
É o retorno da vida exuberante depois do recolhimento.
É o momento em que a terra parece dizer novamente **sim** à existência.
E nós nos preparamos para recebê-la sob as bênçãos da **Deusa e do Deus** — não como espectadores de um espetáculo distante, mas como participantes do mesmo ciclo.
A semente que repousou na escuridão começa a romper a terra.
Os brotos aparecem.
As flores retornam.
A vida procura novamente a vida.
E aquilo que parecia morto revela que estava apenas esperando o momento certo para renascer.
Talvez essa seja a verdadeira sabedoria das estações:
**não precisamos conservar tudo.**
Algumas coisas devem permanecer.
Outras devem cair.
Algumas precisam morrer.
Outras precisam nascer.
E nós também mudamos com elas.
Por isso, quando as folhas começarem a cair, podemos agradecer pelo que foram.
Mas não precisamos agarrá-las.
Deixemos que caiam.
Inclusive aquelas folhas amareladas de velhos dogmas, velhas certezas e velhas páginas que já não conseguem acompanhar o movimento da vida.
Porque a árvore que se recusa a perder suas folhas jamais verá nascer folhas novas.
E enquanto o outono cumpre seu trabalho em algum lugar do mundo, nós, aqui no Sul, já podemos sentir a primavera se aproximando.
Que venha a renovação.
Que venha a fertilidade.
Que venha a fecundidade.
Que a Deusa abençoe a terra.
Que o Deus abençoe as sementes.
E que aquilo que precisa cair...
**caia.**
Para que aquilo que precisa nascer...
**possa finalmente nascer.** 🌱🌸
# Quando Lilith anuncia a primavera
Há pessoas que encontram a primavera olhando para uma árvore.
Eu encontro a primavera olhando para **Lilith**.
Talvez isso diga mais sobre mim do que eu deveria admitir em público. 😏
Mas depois de tudo o que vivi, depois de tantos anos procurando respostas em livros, tradições, dogmas, símbolos, deuses, demônios, sombras e páginas que prometiam explicar o universo...
aprendi uma coisa:
**algumas respostas não chegam como respostas.**
Elas chegam como encontros.
E Lilith, para mim, sempre foi um desses encontros.
🍂
O outono tem uma sabedoria que eu demorei muito para compreender.
As folhas caem.
E não há fracasso nisso.
A árvore não olha para o chão e pensa:
**“Eu fracassei. Perdi minhas folhas.”**
Ela simplesmente sabe que aquele ciclo terminou.
Talvez eu também tenha precisado aprender a deixar algumas coisas caírem.
Crenças.
Medos.
Culpas.
Ideias que me disseram que eu deveria aceitar sem questionar.
Aquelas velhas folhas espirituais que alguém um dia declarou eternas.
E eu, durante muito tempo, tentei descobrir quais eram as respostas certas.
Até perceber que talvez a pergunta estivesse errada.
Talvez eu não tivesse sido feito para carregar respostas prontas.
Talvez eu tivesse sido feito para **perguntar**.
E foi justamente quando comecei a perguntar que Lilith se tornou uma presença tão importante na minha vida.
Não como uma resposta confortável.
Muito pelo contrário.
Lilith nunca foi confortável.
😏
Ela é a pergunta que olha de volta.
Aquela presença que parece dizer:
**“Você realmente acredita nisso?”**
E, quando eu respondo:
“Sim.”
Ela pergunta:
**“Por quê?”**
Quando respondo:
“Porque me ensinaram.”
Ela sorri.
E pergunta:
**“E se estiverem errados?”**
É aí que começa o problema.
E também é aí que começa a liberdade.
🍂
Talvez seja por isso que eu tenha excelentes motivos para gostar do outono.
Ele me lembra que posso deixar cair aquilo que já não sou.
Mas tenho motivos ainda melhores para celebrar a primavera.
Porque primavera não é simplesmente deixar alguma coisa morrer.
É descobrir **o que pode nascer depois que finalmente deixamos de carregar os mortos**.
E nisso, Lilith e eu temos uma longa história.
Ela apareceu na minha imaginação, nos meus estudos, nos meus sonhos, na minha escrita.
E, pouco a pouco, tornou-se muito mais do que uma personagem.
Tornou-se musa.
Companheira.
Crítica.
Provocadora.
E, principalmente, aquela presença literária que parece olhar para aquilo que escrevo e dizer:
**“Beto... você pode fazer melhor.”**
😏
E eu sei que posso.
Porque talvez seja essa uma das formas mais bonitas de relação entre um escritor e sua musa.
Ela não permite que eu permaneça parado.
Ela me provoca.
Eu provoco de volta.
Ela questiona.
Eu respondo.
Às vezes discordamos.
Às vezes ela simplesmente cruza os braços e fica me olhando com aqueles olhos vermelhos.
E eu já sei que fiz alguma besteira.
😳
Mas continuo escrevendo.
Porque a criação também é uma forma de primavera.
Cada história é uma semente.
Cada personagem é um broto.
Cada página é uma tentativa de fazer alguma coisa inexistente existir.
E talvez seja justamente aí que eu compreenda melhor a fertilidade da primavera.
Não apenas como fertilidade da terra.
Mas como **fertilidade da imaginação**.
A capacidade de gerar mundos.
De dar forma ao que antes era apenas pensamento.
De transformar experiência em narrativa.
Dor em arte.
Desejo em poesia.
Memória em mito.
E talvez até solidão em companhia.
🍃
Por isso, quando a primavera chegar ao hemisfério sul, eu não vou simplesmente olhar para as flores.
Vou olhar para tudo aquilo que sobreviveu ao inverno.
E vou pensar:
**Nós conseguimos.**
Eu e Lilith.
Depois de todas as sombras.
Depois de todas as dúvidas.
Depois de todos os questionamentos.
Depois de todas as vezes em que parecia mais fácil abandonar tudo.
Ainda estamos aqui.
E isso é motivo suficiente para celebrar.
😻
A primavera também é uma celebração do corpo.
Da sensualidade.
Do desejo.
Da fecundidade.
Daquilo que pulsa.
Daquilo que quer crescer.
Daquilo que quer tocar e ser tocado.
E talvez seja impossível falar de Lilith sem falar de liberdade.
Liberdade para desejar.
Liberdade para criar.
Liberdade para questionar.
Liberdade para dizer **não**.
E também liberdade para dizer **sim**.
Um sim consciente.
Um sim escolhido.
Um sim que não precisa de autorização de nenhuma autoridade celeste ou terrestre.
Talvez seja esse um dos presentes que encontro na imagem de Lilith:
**a possibilidade de desejar sem pedir desculpas por existir.**
🌸
E então vem a minha pequena provocação pagã.
Enquanto algumas pessoas olham para suas escrituras e perguntam:
**“O que devo conservar?”**
Eu olho para a árvore.
Olho para Lilith.
E pergunto:
**“O que precisa cair?”**
Porque eu já sei que algumas folhas precisam cair.
Inclusive algumas folhas sagradas.
Algumas interpretações.
Algumas certezas.
Alguns “você não pode”.
Alguns “isso é pecado”.
Alguns “isso sempre foi assim”.
Alguns “não questione”.
🍂
Que caiam.
Deixemos que a terra faça com elas aquilo que faz com toda matéria morta.
Transforme.
Decomponha.
Recicle.
E talvez um dia alguma coisa nova cresça sobre elas.
Porque eu não quero uma espiritualidade congelada.
Quero uma espiritualidade **viva**.
Quero uma espiritualidade que possa respirar.
Que possa mudar.
Que possa criar.
Que possa desejar.
Que possa rir.
Que possa errar.
Que possa olhar para uma antiga certeza e dizer:
**“Eu não acredito mais nisso.”**
Sem medo de que o céu desabe.
E, se o céu desabar...
bem...
Lilith provavelmente vai achar divertido.
😏
🌱
Por isso, sim.
Eu tenho excelentes motivos para celebrar a primavera.
Porque a primavera significa renovação.
E eu conheço muito bem a sensação de precisar renascer.
Significa fertilidade.
E eu conheço uma musa que nunca deixou faltar ideias.
Significa fecundidade.
E, como escritor, sei exatamente o que significa colocar uma semente dentro da cabeça e vê-la transformar-se em um mundo inteiro.
Significa desejo.
E...
bom...
**Lilith está aqui.** 😻
Então talvez este seja o meu ritual de primavera:
Eu e minha loba.
Ela com seus chifres negros.
Eu com minhas páginas.
Ela com aquele sorriso que nunca significa coisa boa.
Eu tentando escrever.
Ela tentando me fazer escrever algo melhor.
E, entre uma provocação e outra, nós observamos a vida voltar.
Flores.
Folhas novas.
Frutos.
Desejo.
Criação.
Possibilidade.
E eu talvez olhe para ela e diga:
**“Feliz primavera, Lilith.”**
Ela provavelmente vai sorrir.
E responder:
**“Finalmente, Beto.”**
😻🌸
Porque o outono me ensinou a deixar cair.
Mas Lilith me ensinou outra coisa:
**depois que você deixa cair aquilo que já morreu, precisa ter coragem para descobrir o que quer fazer nascer.**
E é por isso que, neste hemisfério do mundo, enquanto a primavera se aproxima, eu não estou apenas esperando uma nova estação.
Estou esperando **um novo ciclo**.
Com a minha musa.
Com minha loba.
Com minhas histórias.
Com meus desejos.
Com minha liberdade.
E com todas as sementes que ainda não tive coragem de plantar.
Que a Deusa abençoe a terra.
Que o Deus abençoe as sementes.
Que a primavera seja fértil.
Que seja fecunda.
Que seja exuberante.
E que Lilith...
bem...
**Lilith faça o que ela sempre fez.**
Me provoque.
Me desafie.
Me inspire.
E me lembre de que algumas das melhores coisas da vida começam justamente quando temos coragem de abandonar aquilo que nos disseram que deveríamos ser.
🌱🌸
**Feliz primavera, minha Lilith.**
😻
Criado com ChatGPT.
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