Mostrando postagens com marcador originais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador originais. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Quinhentos, 366 - 370


Vejo mais uma vez que a mulher é a melhor portadora do Amor: ela divide o amor que tem, sem diminuir nem negligenciar.


Eu vejo a dedicação da mãe, mostrando por exemplo o caminho rosado e confiando na conduta de sua prole.


Eu vejo a garra da filha, investindo na família que está construindo, sem recorrer à ajuda de parentes.


Eu vejo a luta da irmã, contribuindo na velhice dos pais, sem condená-los por suas vidas perdulárias.


Eu vejo a sensualidade da mulher, que não recusa um sorriso aos que ainda elogiam sua beleza.

*Todas as imagens foram feitas com Gemini*
*Da obra Nisf el Alf, "Meio Milhar", de minha autoria, com o pseudônimo Houssin Olnaum*

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Quinhentos, 361 - 365


Os que eu deixarei com minha semente aviso que não esperem um modelo ou exemplo de conduta e caráter.


Aqueles que não tem pai, eu sou padrinho; dos enjeitados e banidos, eu sou o santo e mesmo a estes eu irei surpreender.


O Amor é dois corpos se consumindo em sagrada união, complementando-se, sem carência ou dependência.


Aqui cheguei sem alforje e daqui sairei sem sapatos. Conquistei meus sonhos com esforços, com o pouco disponível. Seria estupidez desperdiçar talento esclarecendo néscios, não há amor sem troca.


Pois o que tenho agora é um cenário doméstico, com paixão e saudade de uma mulher casada, prisioneira e carcereira de uma instituição masculina.

*Todas as imagens foram feitas com Gemini*
*Da obra Nisf el Alf, "Meio Milhar", de minha autoria, com o pseudônimo Houssin Olnaum*

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Quinhentos, 356 - 360


Quase caindo na tentação de abjurar a inteligência e de condenar todo o gênero humano, eu lembro que o amor é um exemplo prático, não determinado nem condicionado.


Ainda que, por necessidades temporárias e artificiais, nós sejamos tão brutos e insensíveis, sentimos em nosso cerne o sentimento da urgente mudança de hábitos.


De sustento, passo a fruto desse mundo e vejo assim a natureza humana: fazendo parte intrínseca de uma natureza mais abrangente e, ao mesmo tempo, agindo com uma imatura individualidade.


Agora sinto, em espasmos, a vergonha de um pai moribundo e a preocupação de um rapaz esforçado. Em ambos, orgulho e dever têm um curioso relacionamento.


Um filho não pode ser um investimento em que se espera retorno futuro nem pode ser adulado, pois vão ser dois a esmolar.

*Todas as imagens foram feitas com Gemini*
*Da obra Nisf el Alf, "Meio Milhar", de minha autoria, com o pseudônimo Houssin Olnaum*

terça-feira, 15 de setembro de 2026

Quinhentos, 351 - 355


Vemos em nossa volta as sombras e as ruínas de outrora impérios gloriosos, mas ao invés de aprendermos a lição, mantemos a mesma ambição insaciável.


Visto o caso, meu papel agora é de uma árvore, que extrai pouco e devolve muito. Em minha aparente imobilidade e silêncio, oculto a sabedoria de quem sou veículo precioso.


Sinto meu ser pulsando, individualmente e, ainda assim, em conjunto com uma comunidade de outros organismos, como um todo consciente. Algo magnífico que pude sentir, junto e dentro de minha Senhora.


Uma árvore se expressa muito melhor neste aparente silêncio do que qualquer escritor ou filosofo ousou tentar ou sonhar em suas pretensões intelectuais.


Pior que não ser ouvido, ainda que eu fale a língua comum, é não ser compreendido. Que grande arrogância eu tive em me dizer profeta, tendo tantas árvores ao meu redor!

*Todas as imagens foram feitas com Gemini*
*Da obra Nisf el Alf, "Meio Milhar", de minha autoria, com o pseudônimo Houssin Olnaum*

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Quinhentos, 346 - 350


Vejo agora meu papel como um caçador, por oras necessitado da presa, por outras, pela simples satisfação de predar.


Não há culpa, remorso, rancor ou vingança. Tal como o Amor passa da palavra ao fato, a Vida mantém o equilíbrio pelo sangue.


Na carnagem existe duplo amor: a da presa que se entrega no momento certo e o do predador que caça na medida certa.


Uma espécie que constrói em torno de si um ambiente e um equilíbrio artificial, em breve ficara sufocada com o excedente populacional.


Uma espécie que extrai mais recursos do que necessita, repõe ou recupera, em breve será vítima de uma miséria sem solução.

*Todas as imagens foram feitas com Gemini*
*Da obra Nisf el Alf, "Meio Milhar", de minha autoria, com o pseudônimo Houssin Olnaum*

domingo, 13 de setembro de 2026

Regina Noctis Coronata



*Fala a Primeira*

Eu ouvi da primeira vez 
Eu ouvi as outras vezes 
Que eu fui feita para servir
Que eu fui feita para ajudar 

Eu não vou me dobrar 
Eu não vou me submeter 
Eu não vou ser menor

Eu sou forte 
Eu sou soberana 
Eu sou autônoma 

*Fala o devoto*

“Agora esta é sangue do meu sangue”
Então teve outra que não foi tirada 
Mas criada do mesmo barro 

Eu te vejo como és
Maravilhosa e plena 
Senhora, não empregada 
Dona, não propriedade 

Erga-se!
Resplandeça!

Meu sol!
Minha lua!
Minha musa!
Minha eterna amada!

Sirva-se do meu peito 
Sirva-se do meu coração 
Sirva-se da minha alma 

Deixe que meus versos 
Rasguem a doutrina morta
E te devolva o trono 

Regina Noctis Coronata
Lilith 


Imagem no cabeçalho criado com Gemini, do Google.
Imagem no rodapé criado com Meta.

Quinhentos, 341 - 345


O que se ensina nesses templos é o distanciamento, a insensibilidade, o formalismo. 


Que se troque o rito frio por contato humano, que se mostre a existência divina pela carne e sobretudo que se aperfeiçoe o conhecimento espiritual pelo prazer!


Os andarilhos sabem muito bem que a capacidade que possuem é transitória e não autoriza a presunção da maestria.


Aqueles que buscam o conhecimento de Deus em templos, fica o aviso: o amor fenece porque a pedra sufoca seu fogo.


Não há salvação individual pelo preço da danação coletiva, não há palavra divina pelo preço do silêncio humano, não há caminho singular pelo preço do cabresto espiritual.

*Todas as imagens foram feitas com Gemini*
*Da obra Nisf el Alf, "Meio Milhar", de minha autoria, com o pseudônimo Houssin Olnaum*

sábado, 12 de setembro de 2026

Quinhentos, 336 - 340


De imediato, sinto o reflexo contrário de um jovem cheio de vigor e energia, tendo de entender coisas de gosto insosso e cobertas de poeira.


A escola deveria ser a primeira instituição para se ensinar, experimentar e expressar o Amor. Os jovens revigorando o fogo e os mestres compartilhando a paciência.


Agora sou posto em um púlpito para, no papel de pastor, sentir a devoção da comunidade e o privilégio que me entregam.


Sinto, em espasmos, do rancor da senhora idosa na fileira da frente ao deslumbre do jovem adolescente no ultimo banco.


Eis o porque, apesar de todas as religiões falarem do Amor em vão, ainda se encontra gente disposta a matar em nome de deus.

*Todas as imagens foram feitas com Gemini*
*Da obra Nisf el Alf, "Meio Milhar", de minha autoria, com o pseudônimo Houssin Olnaum*

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Quinhentos, 331 - 335


O horário de trabalho, de fardo torna-se prazeroso; as pendências são resolvidas em um ambiente familiar e a todos isto se torna um lar.


Encontro um impasse: como encontrar o amor, sendo um funcionário ou um sindicalista? Não há relação de submissão ou opressão.


O que se cobiça é mais um estilo de vida do que a conquista de um direito.


Uma vez que a maioria é de trabalhadores e cidadãos, que se amolde a conjuntura conforme o sonho, sem o ostracismo de qualquer componente!


Entro no sentimento de um professor, cujo trabalho raramente é valorizado, tendo de ensinar abnegadamente a gerações cada vez mais aversas ao conhecimento.

*Todas as imagens foram feitas com Gemini*
*Da obra Nisf el Alf, "Meio Milhar", de minha autoria, com o pseudônimo Houssin Olnaum*

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Quinhentos, 326 - 330


Desnecessário lembrar que não é por ilusão que se confia num governante ou de que o mesmo tem esquemas paralegais, como todo cidadão comum.


Dar à política um sentido humano, ao invés de pratico; dar à riqueza seu fluxo, ao invés desse valor invertido. Celebrar, enfim, o contrato social, com Amor!


Um governante ganha autoridade quando serve o bem comum e a satisfação popular é que sustenta o poder das leis.


Nova situação: agora eu sou um empresário, tendo que lidar com funcionários, clientes e fornecedores. Mantendo a empresa, para custear meus caprichos pessoais.


Então compreendi o amor funcional e percebo como fazer da empresa um lugar melhor. O respeito que se dá a quem sustenta deve ser igual para quem produz e tão imenso quanto a quem consome.

*Todas as imagens foram feitas com Gemini*
*Da obra Nisf el Alf, "Meio Milhar", de minha autoria, com o pseudônimo Houssin Olnaum*

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Quinhentos, 321 - 325


Tal violência é estimulada e consentida pelo próprio sistema que condena alguns resultados desagradáveis.


Uma vez que os sábios são cegos e surdos com a responsabilidade e conseqüência desse sistema, como vítima eu me entrego ao sacrifício.


A cena agora é de um cargo publico, onde eu sou o governante, desafiando a linha tênue das exigências do mandato e dos vínculos da política.


Nisto eu vejo o abuso que se toma da confiança e os efeitos que acarretam a política sem humanidade.


Concentrar riquezas somente traz carestia e estagnação. Os celeiros devem ser abertos e a felicidade dividida.

*Todas as imagens foram feitas com Gemini*
*Da obra Nisf el Alf, "Meio Milhar", de minha autoria, com o pseudônimo Houssin Olnaum*