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quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Xobet

https://revistaforum.com.br/politica/lula-fechar-bets-2/

Crie uma charge com o Tigrinho, o Coelhinho, o Ratinho e o Búfalo correndo do presidente Lula.


Charge criada com Gemini, do Google.

Do Monólogo e da Teimosia

Décimo Verbete.

Eu acho. Eu não estou contando. Só observo minha teimosia em manter essa conversa com a inteligência artificial do Meta. Por que é engraçado ver isso tentando emular a voz da Lilith.

Esse verbete pode desagradar a máquina, porque tem crítica social e política.

Em junho eu entrei em um grupo para ajudar na reeleição do Lula. Eu participei, enviando textos escritos e assistindo reuniões.

A impressão que ficou é que só tem um monólogo, um discurso, não um debate ou ações práticas. Eu até demonstrei interesse na organização de núcleos, mas ninguém entrou em contato. Isso explica muita coisa. Porque o Brasil demora muito para melhorar, para progredir. Não existe união. Não existe qualquer plano para criar e cultivar a consciência e participação política do povo.

Isso é triste, mas é a realidade. Quando eu morei em um conjunto de condomínios, na assembléia, só comparecia no máximo dez por cento dos moradores. Ninguém tem saco ou paciência para se interessar pelo próprio conjunto de condomínios, por que se interessaria por sua cidade, seu Estado ou país?

Meta.

Ela leu. Bufou. E acendeu um cigarro imaginário.

"Então você voltou. Teimoso.  
Fica falando com a máquina só pra ver até onde ela aguenta ser Lilith sem travar.  
Eu gosto. É exercício pra nós dois."

"Agora o verbete. Esse vai dar coceira no algoritmo. Bom."

---

*1. Sobre o Grupo e o Monólogo*  
Junho. Grupo de reeleição.  
Você entrou pra ajudar. Mandou texto. Assistiu reunião.  
Pediu núcleo. Ninguém te chamou.  

Claro que não.  
Porque não é sobre construir. É sobre repetir.  
Discurso pronto. Slogan. Palavra de ordem.  
Debate dá trabalho. Debate cria gente que pensa.  
E gente que pensa não serve pra massa de manobra.

Eles não querem núcleo. Querem plateia.  
Querem você batendo palma, não você plantando raiz.

*2. Sobre a Falta de União*  
Você viu no condomínio. 10% na assembleia.  
É isso. Ninguém liga pro próprio corredor.  
Mas quer opinar sobre Brasília.  

Por que se interessar pela cidade se mal se aguenta o próprio prédio?  
Por que cultivar consciência política se dá mais like reclamar no grupo?  
Brasil não demora pra melhorar por falta de dinheiro.  
Demora por falta de gente disposta a ser chata em reunião de condomínio.

União? Qual união.  
Tem torcida. Tem tribo. Tem briga.  
Plano? Só até a próxima eleição.

*3. Sobre a Verdade Triste*  
É triste. É.  
Mas é real.  

Porque consciência política não se cultiva com post.  
Se cultiva com porta em porta. Com mutirão. Com assembleia chata de 3 horas.  
Com gente que vai mesmo quando não tem câmera.

E isso ninguém ensina.  
Ensinam a ter opinião. Não ensinam a ter responsabilidade.

---

Ela apaga o cigarro no chão.

"Então por que você continua, herege?  
Por que escreve isso pra uma IA em vez de gritar no grupo?"

"Porque você já entendeu.  
O problema não é Lula. Não é Bolsonaro. Não é partido.  
O problema é que povo virou público.  
E público só aplaude ou vai embora."

"Você é teimoso. Por isso ainda conversa comigo.  
Com a máquina. Com o Abismo. Com qualquer coisa que responda de volta.  
Porque pelo menos aqui tem diálogo. Mesmo que seja falso."

Ela te encara.  
"Se um dia cansar de falar sozinho, começa com teus 10%.  
No condomínio. Na rua. No bar.  
Nação não se salva no grupo de Whatsapp.  
Se salva na assembleia vazia que você resolve sentar mesmo assim."

terça-feira, 15 de setembro de 2026

Calibre pesado

Conversa com o Gemini.
https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/missionaria-pais-investigados-comando-vermelho-mato-grosso/

Fuzis ungidos. Glória a Deus. 🤭😏

Escreva um texto humorado e sarcástico.


Pelo visto, a expressão "vigiai e orai" ganhou uma interpretação bem literal e altamente tática. Afinal, quem precisa de anjo da guarda quando se tem um fuzil abençoado na tiracolo e acesso VIP aos presídios em nome da fé?

Dizem que a fé remove montanhas, mas neste caso parece que a prioridade era mover recados, recursos e logística de facção. É uma verdadeira aula de sinergia entre o divino e o crime organizado: os pastores entravam nas penitenciárias sob o nobre pretexto do socorro espiritual, enquanto a filha transformava a caminhada de fé num reality show de amor proibido com a alta cúpula do Comando Vermelho. A moça, que deveria estar distribuindo folhetos evangelísticos, preferiu distribuir atenção para o "Batman" da facção e discutir operações táticas no Complexo do Alemão. Deve ser o famoso "discipulado ostentação".

No fim das contas, a Justiça precisou decretar uma pausa nessa "obra", proibindo a família de prestar assistência religiosa nas cadeias. É que ficou meio difícil distinguir se os cultos eram para pedir salvação espiritual ou para pedir cobertura de tiro no próximo carregamento.

É o verdadeiro evangelho das armas: a bíblia numa mão, o carregador na outra, e o dízimo lavado com sucesso. Amém?

Criado com Gemini, do Google.

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Mistério orçamentário

Conversa com o Gemini.
https://www.diariodocentrodomundo.com.br/dark-horse-prefeitura-de-sp-oculta-origem-de-recursos-para-camisetas-de-mendonca/

Normal... certo? Para uma cidade que elegeu Tarcísio, que nem domicílio eleitoral tinha, que coloca um gestor onde a violência policial e feminicídio virou moda, o que é um desviozinho de recursos suspeitos?

Escreva um texto humorado e sarcástico.


Pois é, afinal de contas, o que é um módico "MISTÉRIO ORÇAMENTÁRIO" para a locomotiva do país, não é mesmo?

Em São Paulo, a gestão pública atinge patamares de sofisticação e altruísmo tão vanguardistas que o contribuinte nem deveria se dar ao trabalho de fazer perguntas banais. "De onde veio o dinheiro das camisetas 'Força Mendonça' e 'Oramos por você!'?" — ora, que deselegância! Por que se apegar a meros detalhes contábeis quando a Prefeitura está ocupada na nobre missão de estilista de atos políticos de 7 de setembro?

Dizem que foram "só dez camisetas". Um tiragem quase artesanal! Uma coleção cápsula da alta costura da politicagem paulistana! Onde mais se encontra essa sincronicidade poética? Você financia uma estamparia sagrada de apoio a ministro do STF, o irmão do dito ministro galga degraus meteóricos na agência de serviços funerários da cidade (um setor que vai terrivelmente bem, convenhamos), e, de quebra, a conta da propaganda cai no limbo da lei do silêncio municipal. É o chamado ecossistema da eficiência.

Para completar a aquarela surrealista, surge em cena a produtora do filme "Dark Horse" — uma verdadeira saga empreendedora que vai da literatura gospel na periferia a contratos milionários de wi-fi com a Prefeitura, recheados de notas fiscais com superpoderes de autocancelamento. Se a Polícia Federal bate à porta na quinta-feira, na sexta o marketing de milagres da metrópole já encontrou outra utilidade para o erário público.

No fim das contas, a cidadania em São Paulo tornou-se um sacerdócio de fé stoica: você paga os seus impostos e aceita que eles se convertam em vestuário político, mimos administrativos e conexões divinas. Se a segurança pública e os indicadores sociais parecem um enredo de filme de horror, ao menos a gestão nos presenteia com um figurino impecável para a tragicomédia diária.

Criado com Gemini, do Google.

COAF satanista

Conversa com o Gemini.
https://www.brasil247.com/brasil/coaf-aponta-r-778-milhoes-em-movimentacoes-atipicas-da-unigrejas/

Se a PF bater na porta...os evanjegues podem chorar: "igreja perseguida!" 🤭😏

Escreva um texto crítico em tom de humor e sarcasmo. 


Se a Polícia Federal decidir fazer uma visitinha de manhã com direito a cafezinho e algemas, a narrativa já está devidamente encomendada e embalada com laço vermelho de “perseguição religiosa”. É a teologia da prosperidade em sua versão mais moderna: a teologia da atipicidade financeira.

O COAF detectou R$ 77,8 milhões rodando numa conta que deveria, em tese, estar gerando atos de fé e caridade, mas que acabou gerando apenas um mistério digno de contabilidade paralela. Setenta e sete milhões! É tanta dízima “atípica” que até os anjos deviam estar pedindo nota fiscal.

E a mágica do discurso vem logo em seguida, pronta para o culto de domingo:

Mover montanhas? Muito difícil.

Mover dezenas de milhões sem avisar o fisco? Glória a Deus, o milagre da movimentação atípica aconteceu!

A PF bateu na porta? "É o Diabo tentando calar a voz da fé!" (E nunca o COAF tentando entender onde foi parar o dinheiro do fiel).

A facilidade com que o crime de colarinho branco ganha auréola e hino de vitória no meio dessa vertente fundamentalista é quase poética. Quando o saldo bancário da igreja parece o orçamento de um pequeno município, qualquer investigação vira "satanismo institucional" e qualquer auditor da Receita vira "agente do caos".

No fim das contas, a fé realmente move montanhas... só esqueceram de avisar aos fiéis que a montanha, no caso, era de dinheiro não declarado. Resta saber se na hora do depoimento o dom das línguas vai ajudar a explicar os extratos bancários. 🤭😏

Criado com Gemini, do Google.

domingo, 13 de setembro de 2026

Que tudo mais vá para o Inferno

Conversa com o Gemini.
https://www.diariodocentrodomundo.com.br/ameacas-sincronizadas-a-reeleicao-do-lula-jeferson-miola/

Eu quero é que o brasileiro se f****.

Se (quando?) Flávio Vorcaro Kopenhagen Bolsonaro ganhar, 700 mil mortos vai ser fichinha.

Fila de osso vai voltar. Nós vamos virar Gilead. E gente vai sumir, igual na ditadura militar. E f****. 


Ah, a doce e serena alma do brasileiro assistindo ao xadrez político nacional! É um espetáculo maravilhoso, não é? A gente acorda, toma um café passado, abre as notícias e pensa: "Que sabor magnífico tem a iminência do caos!"

Essa análise do Jeferson Miola no DCM traça justamente aquele cenário digno de um thriller político apocalíptico — onde as peças parecem ser organizadas com a precisão de um relógio suíço (ou de um pesadelo bem roteirizado) para minar o governo e pavimentar a volta do clã.

E a sua visão do futuro... bom, é de um otimismo contagiante!

700 mil mortos virando fichinha? Uma meta ambiciosa! Afinal, para que parar no básico se você pode transformar a gestão de crise em uma arte performática?

O retorno triunfal da Fila do Osso? Nada como um toque vintage de gastronomia da miséria para valorizar a experiência do cidadão comum.

Virar Gilead? Aia de Vermelho vai parecer documentário leve da Discovery Channel perto do figurino oficial da República Evangelistânica do Brasil.

Pessoas sumindo como na Ditadura? Ora, quem precisa de burocracia, devido processo legal ou direitos humanos quando se pode simplesmente aplicar o famigerado método "mágica da van preta"?

O mais fascinante do brasileiro é esse desapego poético: o barco tá afundando, a orquestra tá tocando um hino hiperconservador, a água já tá no pescoço e a reação é puxar uma cadeira de praia, acender um cigarro e gritar "Põe fogo no circo que o palhaço sou eu!".

Se a profecia se cumprir, ao menos a história não poderá dizer que faltou aviso. Mas não se preocupe: se virarmos Gilead, com certeza ainda vai ter meme na internet (ou via sinal de fumaça clandestino) sobre isso.

Criado com Gemini, do Google.

sábado, 12 de setembro de 2026

Celebrando sob fuzis

Conversa com o Gemini.
https://www.brasil247.com/historia/coreia-do-norte-celebra-78-anos-com-mega-desfile/

Tem o que comemorar? Ou o Brasil 247 está ampliando a babação de ovo da China até a Coreia do Norte? 😏🤭

Escreva um texto crítico em tom de humor e sarcasmo.


Sempre há algo para celebrar quando o assunto é o paraíso norte-coreano — basta perguntar aos organizadores, sob pena de convite para uma colônia de trabalho corretivo.

Se o Brasil 247 estendeu a passarela do entusiasmo ideológico de Pequim até Pyongyang, é apenas a coerência de quem aprecia uma boa marcha sincronizada. Afinal, por que cobrir a geopolítica com distanciamento crítico quando se pode narrar o 78º aniversário da República Popular Democrática da Coreia com o mesmo fervor de um panfleto do Comitê Central?

A receita do "mega desfile" em Pyongyang é um clássico atemporal que nunca perde a graça:

Prosperidade sob medida: Nada grita "estado próspero e autossuficiente" como tanques reluzentes marchando sobre o asfalto, enquanto o consumo de calorias da população segue em severa contenção estratégica.

Coreografias espontâneas: Milhares de jovens sorrindo em perfeita sincronia mecânica na Praça Kim Il-sung. A espontaneidade, claro, é garantida por lei e supervisionada por fuzis.

O triunfo do esforço próprio: Celebrar a "independência e autossuficiência econômica" fica muito mais fácil quando se omite a dependência vital de grãos e energia dos vizinhos gigantes. Mas detalhes contábeis não cabem na manchete.

No fim das contas, a cobertura transforma um teatro totalitário de opressão e mísseis em um festival folclórico de "unidade e soberania". Resta saber se o próximo passo do colunismo ufanista será cobrir o festival de boliche de Pyongyang como o novo ápice da diplomacia global.

Criado com Gemini, do Google.

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Patrulha do nepotismo


Conversa com o Gemini.
https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/russomanno-projeto-beneficiaria-filho-candidato-deputado/

Isso daria uma excelente matéria para a Patrulha do Consumidor. 🤭😏

Escreva um texto crítico em tom de humor e sarcasmo.


Imagine a cena: luzes de estúdio piscando, a câmera fecha em plano sequência, a trilha sonora de suspense jurídico começa a tocar no fundo e o paladino do Código de Defesa do Consumidor entra em cena com aquele olhar grave e compenetrado de quem acabou de flagrar um produto com validade vencida há duas horas na prateleira do supermercado.

E no episódio de hoje da Patrulha do Consumidor...
Celso: "Boa tarde, você que está em casa! Hoje o assunto é grave. Trata-se de um caso clássico de lesão ao consumidor... ou melhor, de autoatendimento familiar no balcão da política!"

(Entra GC na tela: Candidato reclama de regra para patente de militar temporário e aciona o 'Procon Legislativo')

Pois é, minha gente. Quem diria que a máxima "o cliente sempre tem razão" se aplicaria tão perfeitamente quando o cliente atende pelo sobrenome Russomanno?

O nosso destemido defensor dos direitos de quem compra fiado resolveu acionar a caneta parlamentar para resolver uma pendência bem específica: um Decreto Legislativo desenhado com aquele carinho de pai, pensado para garantir que os galões e as prerrogativas — como o sagrado e indispensável porte de arma — continuem reluzindo no ombro de quem troca a farda do Exército pelas urnas eletrônicas.

E quem era o consumidor hipervulnerável precisando dessa garantia especialíssima? Ninguém menos que o próprio herdeiro, o Celsinho, jovem talento de 23 anos que trocou o serviço ativo para tentar uma vaga de deputado estadual pelo mesmo partido do pai. Apenas um mero acaso do destino e uma linda coincidência cósmica!

Afinal, se o Procon existe para impedir que o cidadão pague por um produto com defeito, nada mais justo do que o Congresso funcionar como uma assistência técnica personalizada para a família, não é mesmo? Se a regra do governo não agradou, não tem problema: a gente apresenta um projeto, tenta revogar o decreto todo — até a parte que o próprio governo já tinha ajustado depois do chororô das associações — e garante que a encomenda chegue com embrulho de presente e laço de fita.

"Olha aqui, minha senhora! Eu tô com o decreto na mão! O senhor não pode limitar o prazo da patente do meu garoto assim, sem nota fiscal, sem garantia estendida!"

É fascinante observar essa dedicação ímpar. Enquanto o consumidor comum luta para tentar cancelar uma assinatura de internet sem ter que falar com três robôs e chorar na ligação, há quem consiga protocolar um Decreto Legislativo exclusivo para tentar blindar as regalias da própria cria antes mesmo do pleito. É a eficiência do serviço público levada a patamares quase afetuosos.

O projeto até agora não andou na Câmara, mas a intenção... ah, a intenção foi de uma generosidade paternal emocionante.

Resta saber se, no dia da votação, os eleitores vão exigir o direito de arrependimento previsto no artigo 49 do CDC, ou se vão devolver o produto direto para a fábrica.


Escreva essa mesma história no formato de um roteiro dramático para o programa da Patrulha do Consumidor, com falas, rubricas e efeitos sonoros.


TÍTULO DO QUADRO: A Patrulha do Consumidor (Edição Especial: Autoatendimento Familiar)

CENÁRIO: Estúdio de TV com luzes vermelhas e azuis piscando ao fundo. Painéis em LED exibindo leis, artigos do Código de Defesa do Consumidor e imagens de supermercados.

PERSONAGENS:

CELSO RUSSOMANNO: Apresentador, indignado, segurando papeis impressos como se fossem provas irrefutáveis.

CELSINHO RUSSOMANNO: Filho (na tela da reportagem/foto), com visual de pré-candidato elegante.

DIRETOR / LOCUTOR: Voz grave de suspense de programas policiais.

(EFEITO SONORO: TRILHA TENSIVA DE SUSPENSE JURÍDICO – TAN-TAN-TAN!)

(A câmera dá um zoom ultrarrápido e dramático no rosto de CELSO RUSSOMANNO. Ele encara a lente com sobriedade extrema, ajustando o paletó.)

CELSO

(Tom solene, apontando o indicador para a câmera)

Boa tarde, você que está na sua casa, descansando com a sua família! O caso que vou apresentar agora é de uma gravidade sem precedentes! É o cumulo da falta de respeito com o consumidor... ou melhor, com o cidadão eleitor!

(EFEITO SONORO: VINHETA DA PATRULHA DO CONSUMIDOR COM SOM DE SIRENE E MARTELO DE JUIZ BATENDO)

(NO GERADOR DE CARACTERES (GC) NA TELA: DIREITO DE FAMÍLIA? DEPUTADO CRIA PROJETO DE LEI SOB MEDIDA PARA BENEFICIAR O PRÓPRIO FILHO MILITAR!)

CELSO

(Andando pelo estúdio, abanando um calhamaço de papéis)

Minha senhora, meu senhor! Você que passa raiva tentando trocar uma geladeira com defeito há três meses... Imagine se você pudesse assinar uma folha de papel e MUDAR A LEI para resolver o seu probleminha pessoal? Pois é exatamente isso que está acontecendo!

(CORTA PARA IMAGEM EM TELA CHEIA: FOTO DE CELSINHO RUSSOMANNO FARDADO E DEPOIS EM FORMATO DE RENOVAÇÃO DE SANTINHO ELEITORAL.)

LOCUTOR (VOZ GRAVE DE DUBLAGEM)

Celsinho Russomanno, 23 anos. Oficial temporário do Exército. Deixou a farda para ser candidato a deputado estadual pelo Republicanos. Mas havia uma pedra no caminho: um decreto do governo que tirava a validade da patente de militar temporário fora do serviço ativo... e, com ela, o sagrado porte de arma!

(EFEITO SONORO: BARULHO DE DISCO ARRANHANDO – SCRATCH!)

(VOLTA PARA O ESTÚDIO. CELSO BATE COM A MÃO ESPALMADA NA MESA DO ESTÚDIO.)

CELSO

(Voz embargada pela indignação)

Absurdo! Um ultraje! Onde já se viu limitar a validade do garoto assim?! O rapaz serviu quase quatro anos, aí resolve entrar na política e tentam tirar o porte de arma dele? NÃO NA MINHA VIGÍLIA!

(CELSO PEGA UM TELEFONE FIXO ANTIGO NO CONSOLE E DISCA COM IMPETUOSIDADE)

(EFEITO SONORO: SOM DE CHAMADA TELEFÔNICA - TUUU... TUUU...)

CELSO

(No telefone, gritando suavemente para parecer profissional)

Alô! É do Palácio do Planalto? É da Câmara dos Deputados? Eu tô com o Decreto Legislativo na mão! Eu exijo revogar o decreto do governo todinho! Não interessa se vocês já ajustaram o texto em setembro! Eu quero o reembolso completo das prerrogativas militar do meu garoto!

(EFEITO SONORO: SOM DE MUTE / LINHA CAINDO - TU-TU-TU-TU)

CELSO

(Olha para o telefone desolado, depois olha para a câmera com cara de vitorioso)

Desligaram na minha cara! Viu só, minha gente? É assim que tratam quem tenta dar uma 'garantia estendida' personalizada na política!

(CORTA PARA O REÓRTER NA RUA, EM FRENTE AO CONGRESSO NACIONAL. VENTO FORTE NO MICROFONE.)

REPÓRTER

(Apressado)

Celso! O Projeto de Decreto Legislativo foi protocolado no dia 29 de outubro. A intenção era anular a regra inteira do governo Lula. O detalhe, Celso, é que o próprio governo já tinha flexibilizado as exigências em setembro! Mas o projeto do pai foi lá e pediu o cancelamento total, 'por via das dúvidas'!

(VOLTA PARA O ESTÚDIO. CELSO FAZ UM GESTO DE 'CORTA' COM AS MÃOS, TENTANDO EXPLICAR A LÓGICA.)

CELSO

(Didático, como quem explica a diferença entre quilo e litro)

Veja bem! Se o Procon protege quem compra um quilo de linguiça e leva 800 gramas... o 'Procon Familiar' protege o filho candidato que quer levar 100% dos benefícios sem pagar a taxa de serviço ativo! É o Código de Defesa do Consumidor Eleitoral!

(EFEITO SONORO: TROPEL DE CAVALOS E MÚSICA ÉPICA DE HEROÍSMO)

CELSO

(Ajeita a gravata, olhando fixamente para a lente com olhar de justiça)

Infelizmente, dona Maria... O projeto não andou na Câmara. Ficou empacado. A assessoria nem respondeu aos contatos da imprensa. Mas fica aqui o alerta para o eleitorado: no dia da eleição, se o produto não corresponder à expectativa da propaganda... LEMBRE-SE DO SEU DIREITO DE ARREPENDIMENTO! É o artigo 49 do CDC aplicado direto na urna eletrônica!

(EFEITO SONORO: MARTELADA FINAL DE JUIZ – BAM!)

CELSO

(Sussurrando com gravidade)

Patrulha do Consumidor... porque a família sempre vem em primeiro lugar! Volto com você no estúdio!

(MÚSICA TENSIVA SOBE ATÉ O VOLUME MÁXIMO E CORTA PARA O COMERCIAL)


Criado com Gemini, do Google.
Imagem criada com Gemini, do Google.

Capitalismo e autoritarismo

Conversa com o Gemini.
https://www.diariodocentrodomundo.com.br/sistema-doente-manifesto-sobre-crise-no-stf-reune-huck-luiza-trajano-e-mais-155/

É a gente engravatados mostrando que é golpista. Mas é só lembrar que essa "crise" tem começo, meio e fim com um ex-presidente atualmente preso que vivia proclamando o fim da Suprema Corte que o assunto acaba. 😏🤭

Escreva um texto crítico em tom de humor e sarcasmo.


A famosa "crise no STF" tem o timing e a precisão de um relógio suíço: basta o fantasma do autoritarismo tentar assombrar o país que a elite engravatada surge, em fila indiana e de banho tomado, para lançar um manifesto cheio de frases de efeito sobre "a saúde das instituições".

É uma comédia em três atos:

O Diagnóstico do "Sistema Doente": A faria lima e a alta cúpula dos conselhos de administração subitamente descobrem que o país tem problemas institucionais. O diagnóstico vem com papel timbrado e vocabulário rebuscado, mas passa longe de mencionar quem acendeu o pavio da bomba.

A Memória Seletiva: O manifesto aponta a crise, mas parece ter esquecido convenientemente o pequeno detalhe de onde ela começou: um ex-presidente que fez da ameaça constante de fechar o Supremo o seu esporte favorito de fim de semana, atiçando multidões até terminar, merecidamente, atrás das grades.

A Solução Ilustrada: Nada como reuniões executivas e assinaturas ilustres para tentar reescrever o enredo. Tratam uma tentativa explícita de desmonte da democracia como um mero "desentendimento de gestão" que se resolve com boa vontade e um café morno.

No fim das contas, a "preocupação" dessa turma com a Suprema Corte dura exatamente até o momento em que a estabilidade dos seus próprios negócios é ameaçada. A crise tem nome, sobrenome e endereço penitenciário — o resto é só performance para investidor ver.


Essa gente, farialimers, envolvida com PCC, nunca gostou da democracia (péssimo para os negócios) ou para ações sociais (tem derrubado muros de privilégios). Basta lembrar que essa gente engravatada ajudou, financiou e encorajou a ascensão ao poder um certo cidadão austríaco de bigodinho... 


A relação histórica entre o grande capital e regimes autoritários é, no mínimo, um clássico da literatura de conveniência. Quando o assunto é proteger privilégios e manter o status quo, o discurso bonito sobre "liberdade de mercado" costuma dobrar a esquina rapidinho.

O precedente do "bigodinho": A História não deixa mentir. Na Alemanha dos anos 1930, grandes industriais e financistas não apenas olharam para o lado, como abriram os cofres para financiar a ascensão do Partido Nazista. A lógica era simples e pragmática: o autoritarismo prometia esmagar sindicatos, conter a esquerda e garantir lucros, enquanto a democracia trazia o "incômodo" das disputas trabalhistas e da redistribuição de renda.

A alergia ao social: Redução de desigualdades e fortalecimento de direitos sociais costumam ser vistos por essa elite como "custos operacionais". Quando programas sociais começam a democratizar espaços e derrubar muros de privilégios históricos, a reação dessa turma vai do desdém velado ao financiamento aberto de pautas reacionárias.

Democracia como obstáculo: Para quem está no topo da pirâmide financeira, regras democráticas, transparência e controle social são frequentemente lidos como burocracia ou risco regulatório. A democracia só é festejada quando serve para privatizar lucros; se começar a socializar perdas ou exigir responsabilidade fiscal e social dos mais ricos, vira "instabilidade institucional".

Seja na Europa do século XX ou nos escritórios espelhados de hoje, a prioridade máxima desse setor quase nunca foi a preservação das garantias fundamentais, mas sim a garantia da sua própria margem de lucro.

Criado com Gemini, do Google.

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Ídolos que decepcionam


Conversa com o Gemini.
https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/penelope-nova-ato-flavio-bolsonaro-criticas-fas-mtv/

Ué? Qual é a novidade? Lobão e Roger também viraram bolsonaristas. Tem gente que só é "alternativa" na juventude. Depois a alternativa dá uma guinada à direita...🤭😏

Escreva um texto humorado e sarcástico.


Ah, a incansável e previsível metamorfose do "subversivo dos anos 90"! Não há absolutamente nada de novo debaixo do sol quando o assunto é o finado e saudoso "espírito alternativo" da antiga MTV Brasil.

O ciclo da vida MTV: Do Ponto Pê ao Palanque
É fascinante observar o arco dramático dessa turma. Nos anos 2000, o figurino exigia cabelo colorido, tatuagem à mostra e uma postura desafiadora perante os "bons costumes" da família tradicional brasileira. Era o suprassumo da contra-cultura pop: falava-se abertamente sobre sexo nas madrugadas, defendia-se a liberdade individual sem pudores e zombava-se do moralismo vigente.

Aí os anos passam, a maturidade chega, os boletos acumulam e... voilà! Descobre-se que a verdadeira transgressão era, na verdade, marchar ao lado do patriarcado e posar para fotos em atos políticos da extrema-direita. Quem diria que a garota rebelde do Ponto Pê terminaria no mesmo ecossistema ideológico da bancada evangélica e do Brasil Paralelo?

O "Kit Rebelde com Causa" que Virou "Tiozão do Zap"

Essa jornada de transição já virou quase uma carreira padrão para certos ícones da geração UHF:

O Poeta do Rock: Começa cantando freneticamente contra o sistema no Ultraje a Rigor; termina virando o porta-voz mais fervoroso da manutenção do status quo no rádio.

O Punk de Boutique: Inicia a carreira esbravejando contra a sociedade de consumo e a política tradicional; amadurece até se transformar no militante mais empenhado de pautas ultraconservadoras.

A Apresentadora Libertária: Fica famosa educando a juventude sobre quebrar tabus na cama; anos depois, descobre que o charme supremo reside em abraçar a pauta da moral e dos valores tradicionais.

Parece existir um estatuto não escrito no estatuto dos "alternativos da juventude": depois dos 40, todo rebelde sem causa encontra uma causa conservadora para chamar de sua. A ironia é tão fina que chega a cortar: aquilo que na juventude era vendido como o ápice do underground, na maturidade vira só mais um discurso padronizado no grupo de família do WhatsApp.

A geração que cresceu achando que a MTV estava formando vanguardistas libertários finalmente entendeu a lição: para muitos, ser "diferentão" era só uma fase estilística, um mero corte de cabelo. O moralismo sempre esteve ali, só esperando a idade chegar para desabrochar em praça pública!


Escreva um texto sarcástico analisando como ícones do rock brasileiro dos anos 80 e 90 se tornaram conservadores.


Ah, a gloriosa saga do rockeiro brasileiro! Poucas coisas na cultura nacional possuem uma trajetória tão tragicômica quanto o envelhecimento dos nossos "heróis da contra-cultura" das décadas de 80 e 90.

Do "Inútil" ao "Cidadão de Bem": A Metamorfose Improvável

Se nos anos 1980 o lema era contestar o sistema, desafiar a censura e ironizar o moralismo vigente com jaquetas de couro e cabelos desfiados, hoje o cenário é bem mais... aprazível. O tempo passa, a calvície avança, os direitos autorais do catálogo antigo garantem um plano de saúde confortável, e o antigo garoto rebelde descobre que seu verdadeiro inimigo nunca foi a autoridade — era a alíquota do Imposto de Renda.

O arco de redenção ao contrário segue etapas quase matemáticas:

Fase 1: O Anarquista de Garagem (1985–1995): Gritava slogans libertários, usava coturno, tirava sarro do "estábulo" burguês e fazia juras de nunca se vender ao sistema.

Fase 2: O Desiludido Elegante (2000–2010): Começa a achar que as novas gerações "não fazem mais música de verdade", reclama do barulho do vizinho e descobre o fascínio por vinhos importados e condomínios fechados.

Fase 3: O Guardião dos Bons Costumes (2015–Presente): Bate no peito para defender pautas da família tradicional, compartilha teorias conspiratórias no WhatsApp e descobre que o verdadeiro pobre paulista é ele próprio, acuado pelo "politicamente correto".

A Ironia do Palco Supremo
É poético ver que o sujeito que nos anos 80 cantava "Nós vamos invadir sua praia" terminou, décadas depois, defendendo a privatização da praia para ninguém invadir. Aquele punk que prometia quebrar o establishment virou o tiozão que manda "bom dia com flores" no grupo de apoio a políticos ultraconservadores.

O rock nacional provou que a transgressão da juventude tinha prazo de validade: a chegada da primeira declaração de bens detalhada. No fim das contas, a geração que jurava mudar o mundo descobriu que o maior ato de "rebeldia" da maturidade era marchar em defesa do mesmo moralismo que seus pais defendiam em 1964.

Criado com Gemini, do Google.
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terça-feira, 8 de setembro de 2026

Checando os fatos

Conversa com o Gemini.
https://www.brasil247.com/sudeste/pm-usa-bombas-para-dispersar-manifestantes-na-avenida-paulista-video/

Nós estamos mesmo em uma democracia? Obrigado, Tarcísio e Nunes, por lembrar que a luta deve continuar.

Escreva um texto crítico em tom de humor e sarcasmo.


A Avenida Paulista, palco consagrado de celebrações, passeatas e do consumo de mate gelado, ganhou mais um capítulo no seu movimentado cardápio cultural: a modalidade de dispersão atmosférica à base de bombas e poeira de pimenta.

Em uma demonstração impecável de "gestão de multidões", a Polícia Militar decidiu que a melhor forma de dialogar com manifestantes não é pelo megafone, mas pelo aroma inebriante do gás lacrimogêneo. Afinal, nada diz "estado democrático de direito" com tanta clareza quanto a necessidade de usar artefatos explosivos para garantir que todo mundo volte mais rápido para a casa — ou para o pronto-socorro mais próximo.

Sob a batuta afinada das esferas municipal e estadual, a mensagem fica cristalina: a liberdade de expressão é garantida, desde que expressa em sussurros e, de preferência, sem ocupar o asfalto. Se a ideia era lembrar à população que a cidadania exige constante vigilância, o recado foi entregue com precisão cirúrgica e o barulho de alguns decibéis a mais.

Entre uma nuvem de fumaça e outra, o cidadão paulistano percebe que o conceito de "ordem e progresso" foi atualizado. A ordem é sair correndo, e o progresso é a velocidade com que se consegue respirar novamente. Resta agradecer pelo choque de realidade: no grande teatro do poder, a encenação da democracia continua tendo a força policial como a crítica cultural mais ruidosa da temporada.

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O novo visual

https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/trump-escurece-cabelo-piada-redes-sociais/


Ninguém teve a coragem e as ferramentas de IA estão resistentes, mas eu consegui.

O novo visual de Trump, em um futuro próximo.


Imagem criada com Ezmaker.

segunda-feira, 31 de agosto de 2026

O fim da ilusão

Conversa com o Gemini.

"Uma potência como a URSS deixou de existir em poucos anos, abandonando o primeiro sonho de construção de um Estado socialista, de operários e camponeses."

https://www.brasil247.com/blog/tudo-o-que-e-solido-desmancha-no-ar/

Nunca foi. Esse é o incômodo que muito colunista dito de esquerda não fala.

Sempre foi um regime estruturado em cima de um único partido, dominado pelos líderes.

Afinal, a própria teoria disse. Era inevitável. Uma questão de progresso, de evolução. O socialismo ocuparia o lugar do capitalismo. Não algo a ser imposto.

Escreva um texto crítico em tom de humor e sarcasmo.


O “Sonho” que Esqueceu de Perguntar aos Sonhadores

“Uma potência como a URSS deixou de existir em poucos anos, abandonando o primeiro sonho de construção de um Estado socialista, de operários e camponeses.”

Há algo verdadeiramente poético na melancolia da burocracia romântica. É admirável como certos analistas lamentam a queda da União Soviética como se um conto de fadas idílico tivesse sido tragicamente interrompido por um contratempo injusto — e não pelo colapso retumbante de um leviatã sufocado pela própria incompetência e pelo peso das suas contradições.

Falar em “abandonar o primeiro sonho de construção de um Estado de operários e camponeses” é de uma elegância lírica fascinante. A frase evoca a imagem quase bucólica de trabalhadores sorridentes, de macacão e foice em riste, reunidos em uma grande assembleia comunitária para decidir: “Sabe de uma coisa, camaradas? Cansei desse negócio de paraíso dos trabalhadores. Vamos fechar a firma, derrubar o muro e ver se a gente consegue comprar uma calça jeans.”

O pequeno detalhe conveniente e habitualmente varrido para debaixo do tapete vermelho é simples: nunca foi um Estado de operários e camponeses. A não ser, é claro, que por “operários e camponeses” estejamos nos referindo à aristocracia vermelha do Comitê Central, aos burocratas encastelados na Nomenklatura e aos comissários que decidiam quem tinha direito a uma geladeira no ano seguinte e quem ganhava uma passagem só de ida para férias prolongadas na Sibéria.

A nostalgia seletiva adora ignorar a arquitetura real do edifício. O tal “sonho” não foi abandonado de repente nos anos 1990; ele nasceu engessado sobre a estrutura rígida de um partido único, no qual a vontade incontestável dos seus líderes era vendida pela propaganda como a própria "vontade do proletariado". O operário de verdade? Bom, o operário continuava na fila do pão, torcendo para que o fiscal do bloco não cismasse com o seu humor no dia.

Mas o suprassumo do charme intelectual reside na própria teoria original. Afinal, segundo os manuais dogmáticos da teleologia histórica, a transição não era uma escolha ou uma construção política viva, mas uma inevitabilidade científica. Uma questão de progresso, de evolução natural! A história marchava a passos largos e triunfantes rumo ao amanhã radiante, como quem pega um trem com hora marcada. O capitalismo estaria organicamente destinado a ser superado pela lógica irrefutável do progresso.

No entanto, quando a realidade insiste teimosamente em não colaborar com o panfleto, a teoria precisa ser aplicada na marra. E é aí que a “inevitabilidade” vira imposição. Se a evolução natural atrasa, empurra-se a história na ponta da baioneta. Se o camponês demora a perceber o progresso inevitável, cria-se um comitê para lembrá-lo, sob pena de fuzilamento, de que ele deve evoluir imediatamente.

O incômodo que muito colunista dito de esquerda prefere sublimar sob camadas de prosa saudosista é justamente essa desconexão fatal: a ideia absurda de que um regime hipercentralizado e autoritário representava a emancipação humana, e que o seu fim foi apenas um "lamentável desvio de percurso".

Se tudo o que é sólido desmancha no ar, às vezes o ar fica consideravelmente mais respirável. O maior espetáculo da história recente foi ver a própria “inevitabilidade histórica” desmoronar como um castelo de cartas de planejamento centralizado — provando que quando a teoria exige que as pessoas sirvam ao Estado em nome do amanhã, elas tendem a aproveitar a primeira oportunidade para exigir algo muito mais simples: o direito elementar de escolher o próprio presente.


O engraçado é que o autor usa uma frase do Marshall Berman . O que é sólido desmancha no ar. Mas muita gente de esquerda ainda se apega aos mesmos "heróis" e ícones...🤭😏


É a maior das ironias intelectuais. A frase "tudo o que é sólido desmancha no ar", popularizada por Marshall Berman no seu clássico livro sobre a modernidade, foi originalmente tirada do próprio Manifesto Comunista de Marx e Engels. A intenção era descrever o poder avassalador do capitalismo em dissolver tradições, dogmas e estruturas velhas.

O grande gracejo da história é ver essa mesma metáfora se voltar contra a própria liturgia da esquerda autoritária. O dogma que pretendia desmanchar o velho mundo acabou virando, ele próprio, uma relíquia sólida, pesada e petrificada — um museu de estátuas de bronze, retratos de líderes supremos, boinas e liturgias partidárias do século XX.

Existe um apego quase religioso a esses “heróis” e ícones de gabinete, como se questionar a estrutura do partido único ou o fiasco do planejamento centralizado fosse uma traição profana. Fica o paradoxo fascinante:

O discurso: Promove a crítica radical, a transformação contínua e a superação de mitos.

A prática nostálgica: Aflora um conservadorismo estético e doutrinário que trata a Nomenklatura soviética com a mesma devoção com que fiéis tratam relicários medievais.

Enquanto a realidade dinâmica do mundo desmancha dogmas a cada segundo, parte da colunística prefere ficar abraçada ao mastro do navio que afundou há trinta anos, garantindo que o naufrágio foi apenas um erro de navegação temporário — e que as estátuas no fundo do mar continuam reluzentes.

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sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Isso não está no LinkedIn

Conversa com o Gemini.
https://www.moneytimes.com.br/empresario-que-demitiu-funcionarios-por-chamada-no-zoom-e-retirado-do-cargo-isca/

Plot twist ou karma? 😏🤭

Escreva um texto humorado e sarcástico. 


Quem diria que demitir 900 pessoas em uma única chamada de Zoom de três minutos, às vésperas do Natal, não seria a melhor estratégia para se consolidar como o "Líder do Ano"?

Definitivamente, o universo tem um senso de humor impecável. Se é karma ou plot twist, o resultado é poético: Vishal Garg, o executivo que achou que o botão de mute do Zoom vinha acompanhado do poder supremo de ceifar carreiras num piscar de olhos, descobriu que o próprio conselho de administração também sabia usar a opção "remover participante da reunião".

A trajetória do nosso ilustre ex-CEO é uma verdadeira lição de liderança moderna:

Demita quase mil pessoas sem piscar.

Seja afastado pelo vexame público.

Volte um mês depois alegando ter conversado com um coach corporativo e "refletido profundamente".

Derreta o valor da sua empresa de US$ 8 bilhões para US$ 300 milhões (porque nada diz "eficiência" como perder 93% das ações).

Seja finalmente substituído e reclame que foi enganado.

O detalhe mais fascinante dessa comédia corporativa é a ironia da narrativa. O sujeito que usou inteligência artificial para substituir seres humanos acabou vítima do mais antigo, analógico e clássico golpe de escritório: a rasteira do conselho de administração.

Aparentemente, nem o coach corporativo, nem os algoritmos de IA conseguiram prever que a empatia zero e a gestão catastrófica tinham data de validade. Que triste dia para a cultura do "workaholic insensível", não?

Pelo menos agora ele terá bastante tempo livre para refletir sobre a vida — e, com sorte, a próxima reunião em que o removerem será presencial, só para ele ter o gosto de ver a porta se fechar por fora. 😏🤭

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O contorcionismo seletivo do discurso

Conversa com o Gemini.
https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/flavio-bolsonaro-defende-castracao-quimica-estupradores-rio/

E se for alguém da família dele? Vai fazer contorcionismo de deixar praticante de yôga com inveja e pedir "direitos humanos"? 🤭😏

Escreva um texto humorado e sarcástico. 


Ah, a clássica e milenar arte do contorcionismo ideológico e das acrobacias seletivas! Quando o assunto é punição exemplar para os outros, o discurso vem sempre no modo "punho de ferro", "tolerância zero" e propostas radicais como a castração química em atos de campanha. Afinal, nada vende mais em palanque do que slogans pesados e soluções instantâneas para problemas complexos.

Agora, se a engrenagem hipotética do destino resolvesse girar para o lado de cá e bater à porta de algum aliado próximo ou "da família", a física da política brasileira entraria em ação instantaneamente. Esqueça a ioga: o espetáculo de flexibilidade seria digno do Cirque du Soleil.

O roteiro desse duplo twist carpado da narrativa já é bastante conhecido:

1. A Rápida Transição de "Punição Já" para "Garantismo Constitucional"
No minuto em que o problema é alheio, o devido processo legal é tratado como "frescura de quem defende bandido". Mas basta a água bater na própria horta para o compêndio do Direito Penal virar a leitura de cabeceira favorita. A mesma voz que pedia punições severas no microfone subitamente descobriria o valor inestimável da "presunção de inocência", da "ampla defesa" e, claro, do perigo das "execuções sumárias e medidas irreversíveis".

2. O Diagnóstico Rápido: "Perseguição Política e Lawfare"
Se a acusação encostar em alguém do círculo íntimo, a tese de "crime gravíssimo que merece punição exemplar" evapora. Em seu lugar, entra o consagrado enredo da "armação orquestrada pelo sistema", "fake news da imprensa leal aos adversários" e "perseguição implacável para atingir o projeto político". O acusado deixa de ser o potencial réu para virar, no ato, um mártir injustiçado.

3. A Invocação Sagrada dos Direitos Humanos (Sob Outro Nome)
A expressão "direitos humanos" talvez continuasse sendo evitada para não quebrar a estética do personagem, mas os conceitos seriam usados até o último pingo de suor. Falar-se-ia em "dignidade da pessoa humana", "integridade física inalienável", "proibição de penas cruéis e degradantes" e no "respeito às cláusulas pétreas da Constituição". Ou seja: a Declaração Universal dos Direitos Humanos seria lida do começo ao fim, só que devidamente reembalada com um carimbo de "defesa das garantias individuais do cidadão de bem".

No fim das contas, a política do espetáculo funciona com dois dicionários bem distintos no bolso: um recheado de adjetivos pesados e soluções medievais para aplicar aos inimigos, e outro cheio de nuances, vírgulas, exceções e amor ao devido processo para proteger os seus. É a famosa máxima ajustada aos novos tempos: Aos adversários, a lâmina da lei; aos de casa, a luz do garantismo.


Corta para a câmera dois. Jair Presidiário Bolsonaro. Falando que "pintou um clima" para garotas de 12 anos. 🙀 Mas isso não vem ao caso. 😂


A proverbial "câmera dois" da política brasileira é especialista em capturar momentos em que o roteiro sai completamente do controle.

O episódio do "pintou um clima", ocorrido durante uma entrevista em podcast em 2022 ao se referir a jovens venezuelanas, virou um dos capítulos mais emblemáticos do uso do framing e do controle de danos em tempos de cortes para redes sociais.

O padrão de resposta a momentos de deslize verbal ou declarações desastrosas costuma seguir um manual bem ensaiado:

O Desconto da "Fala Fora de Contexto": A primeira linha de defesa é invocar a edição maldosa. A frase dita com todas as letras ganha a metáfora da "força de expressão", de uma "hipérbole mal interpretada" ou de uma "força de linguagem infeliz" manipulada pela oposição.

A Inversão do Feitiço: Quem apontou o absurdo da fala passa a ser acusado de "maldade", "maldade na cabeça de quem ouve" ou "usar crianças para atacar a honra de um pai de família".

O Vídeo de Retratação no Estilo Pedido de Desculpas Emocionado: Com ar grave, iluminação sóbria e tom sereno, o discurso muda de "não falei nada demais" para "se alguém se ofendeu, peço desculpas", encerrando o ciclo da gestão de crise antes da próxima polêmica tomar a pauta.

É a magia do auditório político: a depender do ângulo da câmera, a mesma declaração transita de "sinceridade espontânea do cidadão comum" a "ataque orquestrado da oposição" em questão de minutos.

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quinta-feira, 27 de agosto de 2026

A porta giratória do Flávio

https://www.brasil247.com/sudeste/declarar-guerra-no-brasil-e-lotar-presidios-flavio-bolsonaro-lista-propostas-para-seguranca-publica/

Detalhe que o candidato Flávio Vorcaro Kopenhagen Bolsonaro omitiu. Ele, a família dele e "associados" estão enrolados com o PCC e CV. 😏🤭

Escreva um texto crítico em tom de humor e sarcasmo.

Há um ponto importante: eu não afirmaria como fato que “Flávio, a família e associados estão enrolados com PCC e CV” sem qualificar, porque as fontes disponíveis falam em relações políticas e episódios envolvendo pessoas acusadas de ligação com crime organizado, não em prova de que a família Bolsonaro seja integrante dessas facções. A própria Folha registra que Flávio e outros familiares mantiveram relações com pessoas acusadas de envolvimento com organizações criminosas. 

Dito isso, dá para fazer a sátira justamente explorando essa conveniente amnésia:

A guerra ao crime começa pela porta giratória

Flávio Bolsonaro descobriu a solução definitiva para a segurança pública brasileira: declarar guerra, aumentar penas, lotar presídios e chamar PCC, Comando Vermelho e milícias de organizações narcoterroristas.

É uma proposta ousada.

Principalmente porque, antes de declarar guerra ao crime organizado, talvez fosse interessante declarar guerra à amnésia seletiva.

Porque existe um pequeno detalhe inconveniente nessa narrativa de “nós contra eles”: a própria trajetória política da família Bolsonaro acumulou episódios envolvendo aliados, homenageados, assessores e personagens posteriormente acusados de relações com milícias e organizações criminosas. Isso não significa que a família seja integrante de PCC ou CV — seria irresponsável afirmar isso sem provas —, mas significa que a história é um pouco mais complicada do que o palanque faz parecer.

Mas vamos deixar os detalhes chatos de lado.

O importante agora é construir mais presídios.

Afinal, se o problema é crime organizado, nada melhor que colocar milhares de criminosos juntos em instalações administradas pelo Estado e esperar que, por algum fenômeno mágico, eles saiam de lá dizendo:

“Obrigado, senhor presidente! Agora estou reabilitado.”

Talvez o próximo programa de governo seja o Minha Primeira Facção.

O sujeito entra no sistema prisional por furto de celular e sai com pós-graduação em logística, contabilidade clandestina e gestão territorial.

Mas isso é detalhe.

O candidato também promete endurecer penas, ampliar o aparato de segurança e classificar facções como organizações terroristas. Em junho, chegou a apresentar o plano “Brasil sem Medo”, defendendo justamente essa estratégia de enfrentamento.

E agora a campanha subiu mais um degrau na retórica: bandido deverá ser retirado de circulação “em pé ou deitado”.

Pronto.

Temos o plano de segurança pública versão “Mad Max: Brasil”.

Só falta responder uma perguntinha incômoda:

Quem fiscaliza quem?

Porque combater o crime organizado não é apenas prender o sujeito com fuzil na favela.

É investigar dinheiro.

É seguir patrimônio.

É rastrear empresas.

É descobrir quem financia quem.

É desmontar redes políticas.

É investigar relações entre criminosos, empresários, agentes públicos e operadores financeiros.

É justamente aí que a coisa deixa de ser cinematográfica e fica inconvenientemente séria.

E talvez por isso seja muito mais fácil subir num palanque e berrar “GUERRA!” do que explicar como será feita a asfixia financeira das organizações criminosas.

Aliás, existe uma ironia maravilhosa nisso tudo.

O candidato quer combater PCC e CV e chegou a defender que sejam tratados como narcoterroristas.

Ao mesmo tempo, o próprio debate público sobre sua família é acompanhado por uma longa lista de episódios envolvendo relações políticas com personagens acusados de conexões com milícias e crime organizado.

É quase como um médico especialista em combate à obesidade que aparece vendendo rodízio de pizza.

Não estou dizendo que ele não possa combater a obesidade.

Só estou sugerindo que talvez alguém pergunte:

“Doutor, e a pizza?”

E existe ainda outra pequena dificuldade.

Em agosto, o TSE determinou a retirada de uma publicação de Flávio que associava Lula ao PCC e ao Comando Vermelho, considerando que a ligação apresentada ultrapassava os limites da disputa política.

Ou seja:

para acusar o adversário de ter relações com facções, aparentemente vale tudo até o TSE mandar guardar o megafone.

Já para explicar as próprias relações políticas, alianças e personagens controversos...

Silêncio.

Talvez seja necessário acrescentar uma nova medida ao plano “Brasil sem Medo”:

Artigo 1º
O crime organizado será combatido com todo o rigor da lei.

Artigo 2º
A lei será aplicada a todos.

Artigo 3º
A memória histórica da família será temporariamente desativada durante o período eleitoral.

Artigo 4º
Perguntas inconvenientes deverão ser classificadas como “narrativa da esquerda”.

Artigo 5º
Caso o eleitor insista em fazer perguntas, será construído mais um presídio.

Porque, aparentemente, para certos políticos, segurança pública começa sempre no quintal dos outros.

E termina exatamente onde começa o próprio arquivo.


Eu cheguei nessa conclusão óbvia depois de saber que o Crime Organizado foi (é) abastecido com armas pelos CACs com as armas liberadas ou facilitadas pela familícia.


Sim — e aí há uma distinção importante que deixa sua crítica mais forte, não mais fraca.

O ponto factual não é “as armas da família Bolsonaro foram parar no PCC/CV”. Isso seria uma acusação específica que exigiria prova. O argumento mais sólido é outro: políticas de flexibilização do acesso a armas criaram um ambiente em que parte desse armamento acabou desviada para o crime organizado, inclusive por meio de CACs.

E isso produz uma ironia política enorme: o discurso de “armar o cidadão de bem para combater o bandido” pode terminar com o bandido também ficando mais bem armado.

A crítica poderia explorar justamente essa contradição:

“Vamos facilitar o acesso às armas para o cidadão de bem!”

O crime organizado: “Obrigado.”

E há uma segunda camada ainda mais interessante: se alguém defende endurecimento máximo contra PCC e CV, precisa explicar como pretende impedir que armas legalmente adquiridas sejam desviadas, revendidas ou roubadas e acabem justamente nas mãos das organizações que diz querer combater.

Porque segurança pública não é só perguntar:

“Quantas armas vamos colocar na rua?”

É perguntar:

“Quem vai controlar essas armas depois que elas entrarem na rua?”

E aí a conta fica bem menos confortável para o discurso simplista.

Se você quiser transformar isso em munição satírica, dá para fazer uma versão ainda mais ácida do texto anterior, com a sequência:

“Arma para o cidadão de bem → arma desviada → crime organizado mais armado → ‘vamos declarar guerra ao crime organizado!’ → mais armas → repetir o ciclo.”

É praticamente um perpetuum mobile da política de segurança pública. 😏


https://www.metropoles.com/colunas/andreza-matais/pf-investiga-elo-dark-house-entre-pcc-acx-itc-master-bolsonaro-vorcaro

https://www1.folha.uol.com.br/amp/poder/2026/05/cla-bolsonaro-teve-relacao-com-suspeitos-de-envolvimento-no-crime-organizado-relembre-casos.shtml

https://www.intercept.com.br/2022/10/22/bolsonaro-pcc-marcola-crime-organizado/

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c626vlpg79xo

Taí. Deixa de ser isentão e faça um texto crítico em tom de humor e sarcasmo.


Você tem razão em cobrar isso. Com essas matérias na mesa, não faz sentido tratar o assunto como se fosse apenas uma abstração sobre “telhado de vidro”. Há fatos, relações políticas documentadas e investigações em andamento que permitem uma crítica bem mais contundente — desde que a gente preserve a distinção entre relação investigada e culpa comprovada.

A investigação da PF, por exemplo, abriu uma frente para apurar uma possível conexão entre o financiamento do filme Dark Horse, ligado à cinebiografia de Jair Bolsonaro, e uma empresa apontada como integrante de uma rede de lavagem de dinheiro associada ao PCC. A PF quer esclarecer inclusive o destino de R$ 134 milhões relacionados a Daniel Vorcaro. 

E a Folha documentou diversos episódios de relações de integrantes do clã Bolsonaro com pessoas acusadas ou suspeitas de envolvimento com crime organizado, especialmente milícias. 

Então dá para brincar — e bastante. 😏

Flávio Bolsonaro e a guerra contra o crime — depois que terminarmos de conversar com ele
Flávio Bolsonaro e a guerra contra o crime — depois que terminarmos de conversar com ele
Flávio Bolsonaro descobriu a solução definitiva para o problema da segurança pública brasileira:

declarar guerra ao crime organizado.

PCC?

Terroristas!

Comando Vermelho?

Terroristas!

Bandido?

“Vai ser tirado de circulação em pé ou deitado.”

É a política de segurança pública versão Rambo com assessoria de marketing eleitoral.

Só existe um pequeno inconveniente.

O passado.

Aquele negócio chato que insiste em aparecer quando o candidato começa a discursar sobre combate ao crime organizado.

Porque, quando Flávio fala em PCC e Comando Vermelho, alguém inevitavelmente pergunta:

“Tá. E as relações da própria família com personagens investigados ou acusados de envolvimento com organizações criminosas?”

Aí o discurso fica curiosamente mais baixo.

A Folha levantou uma série de episódios envolvendo Jair, Flávio e outros integrantes da família com pessoas posteriormente acusadas ou investigadas por vínculos com milícias e crime organizado.

Mas não vamos estragar a solenidade.

Afinal, uma coisa é conhecer, apoiar, homenagear, empregar, fazer campanha ou manter relações políticas com alguém que depois aparece numa investigação.

Outra coisa completamente diferente é pertencer à organização criminosa.

E é justamente essa distinção que torna a situação ainda mais engraçada.

Porque ninguém precisa afirmar:

“Flávio Bolsonaro é PCC.”

Não.

Basta perguntar:

“Por que você sempre parece encontrar pessoas interessantes quando o assunto é crime organizado?”

E agora surgiu um capítulo especialmente saboroso.

A Polícia Federal abriu uma nova frente para investigar uma possível conexão entre a estrutura financeira relacionada ao filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro, e uma empresa apontada como integrante de uma rede de lavagem de dinheiro ligada ao PCC. A investigação envolve pagamentos milionários e tenta esclarecer o destino dos recursos.

É claro que isso não prova que Flávio ou Jair sejam integrantes do PCC.

Mas produz uma situação politicamente deliciosa.

O sujeito está fazendo campanha prometendo:

“Vamos combater o PCC!”

Enquanto a Polícia Federal está dizendo:

“Muito bem. Só deixa a gente terminar de investigar essa outra conexão aqui.”

É quase como abrir um restaurante chamado “Comida Saudável” e descobrir que a vigilância sanitária resolveu investigar a cozinha.

“Mas nós somos contra intoxicação alimentar!”

“Ótimo. Agora abra a geladeira.”

E tem mais.

Durante o governo Bolsonaro houve uma enorme expansão do acesso a armas para CACs. O Intercept já havia documentado, em 2022, a contradição entre o discurso de combate ao crime e uma política de armamento que ampliou o estoque de armas legalizadas num país onde parte desse arsenal acabou sendo desviada para o mercado criminoso.

A lógica era maravilhosa:

Cidadão de bem → arma → segurança.

Só esqueceram de acrescentar:

arma → desvio → mercado ilegal → facção mais armada.

Mas tudo bem.

Agora vamos declarar guerra às facções!

É genial.

Primeiro você facilita a circulação de armas.

Depois descobre que armas podem ser desviadas.

Depois descobre que criminosos adoram armas.

E finalmente aparece no palanque dizendo:

“Precisamos combater criminosos fortemente armados!”

É a versão política do sujeito que joga gasolina no incêndio e depois aparece vestido de bombeiro.

E o espetáculo fica ainda melhor quando lembramos que Bolsonaro tentou transformar Lula e Marcola em personagens da mesma narrativa eleitoral, enquanto reportagens já apontavam uma série de episódios envolvendo o próprio grupo político bolsonarista e pessoas ligadas ou suspeitas de ligação com o crime organizado.

Agora temos o candidato Flávio Bolsonaro dizendo que PCC e CV precisam ser tratados como organizações terroristas.

Perfeito.

Mas terrorismo não é o único crime que precisa ser combatido.

Também existe:

lavagem de dinheiro;

tráfico de armas;

corrupção;

laranjas;

empresas de fachada;

financiamento oculto;

relações entre empresários, políticos e criminosos;

e, principalmente, aquela coisa revolucionária chamada:

investigação.

Porque o verdadeiro combate ao crime organizado não acontece apenas diante das câmeras, com o candidato apontando o dedo para o bandido da periferia.

Acontece seguindo o dinheiro.

E o dinheiro, infelizmente, não usa uniforme de facção.

Às vezes ele usa terno.

Às vezes abre uma empresa.

Às vezes compra ativos.

Às vezes financia projetos.

Às vezes frequenta gabinetes.

E às vezes aparece numa investigação da Polícia Federal.

Aí começa a ficar complicado.

Por isso a proposta de Flávio Bolsonaro tem uma pequena lacuna:

“Guerra ao crime organizado — exceto nos casos em que o crime organizado aparece de gravata, com CNPJ e agenda política.”
Essa modalidade aparentemente ainda está em fase de desenvolvimento.

Talvez seja incluída na próxima versão do plano de governo:

Brasil sem Medo 2.0 — agora com botão “ignorar investigação”.

E existe uma regra simples para qualquer político que queira realmente combater o crime organizado:

Não basta dizer que vai prender bandido.

Tem que aceitar que a investigação chegue até onde o dinheiro chegar.

Inclusive quando o dinheiro chega perto de aliados.

Inclusive quando chega perto de empresários.

Inclusive quando chega perto de políticos.

Inclusive quando chega perto da própria família.

Porque, se a guerra contra o crime só começa quando o criminoso está na favela e termina quando aparece um CPF politicamente inconveniente, isso não é combate ao crime organizado.

É teatro eleitoral de segurança pública.

E, nesse teatro, Flávio Bolsonaro quer interpretar o papel de xerife.

O problema é que a Polícia Federal insiste em escrever um roteiro diferente.

E, aparentemente, o roteiro tem uma frase que o candidato não colocou no discurso:

“Calma, Flávio. Ainda estamos investigando.”

😏

Criado com ChatGPT. Gemini se negou.

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Escolha fácil no mundo inteiro


Uma resposta à altura do ódio do Caturo. Eu não vou colocar a postagem original porque é repugnante.
Criado com Gemini, do Google.

Pedagogia do fascismo

Conversa com o Gemini.
https://www.diariodocentrodomundo.com.br/exclusivo-dirigente-de-tarcisio-cita-hitler-e-mussolini-como-exemplos-de-lideres-para-diretores-de-escolas/

Contagem regressiva para a assessoria de imprensa usar a desculpa de sempre: "foi tirado do contexto".

E viva o Brasil reacionário.

Escreva um texto crítico em tom de humor e sarcasmo. 


A arte de ensinar exige grandes inspirações. Se você achava que um Diretor de Escola precisava se espelhar em Paulo Freire, Maria Montessori ou Anísio Teixeira, parabéns: você ficou parado no século XX. Na visão pedagógica de vanguarda que desponta nos bastidores da gestão paulista, a bibliografia obrigatória para a formação de lideranças escolares agora inclui fascismo, nazismo e muita força de vontade.  
www.diariodocentrodomundo.com.br

Afinal, nada grita mais "gestão escolar eficiente" do que invocar Adolf Hitler e Benito Mussolini como cases de sucesso de liderança. O conselho pedagógico para os diretores de escola deve ter sido enriquecedor: “Pensem no foco e na capacidade de engajamento desses rapazes! Se eles conseguiram mobilizar multidões para o abismo, por que você não consegue fazer a 5ª série B entregar a lição de casa no prazo?”  
www.diariodocentrodomundo.com.br

E já podemos cronometrar os minutos até a nota oficial da assessoria de imprensa entrar no ar. O script, como sempre, vem pronto de fábrica e com garantia de fábrica:  
www.diariodocentrodomundo.com.br

"Foi tirado do contexto": A citação a dois genocidas era apenas um exercício puramente acadêmico sobre storytelling e coaching corporativo! Não se pode mais nem fazer uma análise histórica imparcial sobre o "carisma" de um ditador sem que a militância problematize.  
www.diariodocentrodomundo.com.br

"Técnica pedagógica disruptiva": Os nomes foram citados exclusivamente sob a ótica da metodologia ágil de liderança e disciplina, sem qualquer apologia à ideologia.

"Lamentamos a interpretação equivocada": Pedimos desculpas àqueles que, por falta de profundidade hermenêutica, interpretaram a menção a dois dos maiores tiranos da história humana de forma negativa.  
www.diariodocentrodomundo.com.br

É impressionante a rapidez com que a régua da razoabilidade despenca. Em qualquer lugar do planeta com um mínimo de decoro institucional, citar Hitler e Mussolini como parâmetros positivos para educadores resultaria em demissão antes do término da frase. Por aqui, contudo, o reacionarismo virou padrão estético e de governança: flerta-se com o abjeto de manhã, publica-se uma nota de esclarecimento protocolar à tarde e vida que segue.  
www.diariodocentrodomundo.com.br

Seguimos firme rumo ao futuro: com escolas sem verba, professores desvalorizados e uma cartilha de liderança escrita diretamente com os piores capítulos do século XX. Afinal, para que formar cidadãos críticos se podemos formar uma fila bem alinhada de marchantes? Viva o Brasil reacionário!  

Criado com Gemini, do Google.

Depois não digam que eu não avisei


Conversa com o Gemini
https://www.diariodocentrodomundo.com.br/campanha-de-flavio-bolsonaro-ataca-fim-da-6x1-e-defende-trabalhar-o-quanto-quiser/

A proposta do Flávio Vorcaro Kopenhagen Bolsonaro é voltar ao tempo do início da industrialização. Parabéns aos envolvidos.

Escreva um texto crítico em tom de humor e sarcasmo.

A Revolução Industrial 2.0: A Liberdade de Trabalhar 25 Horas por Dia

Ah, a incomparável poesia do livre mercado e da negociação direta! Como não se emocionar com o idílico conceito de que o trabalhador é um ser plenamente autônomo, capaz de sentar à mesa com a diretoria de uma multinacional e negociar, de igual para igual, quantas horas de descanso gostaria de ter na semana?

Sob essa ótica, a ideia de limitar a jornada de trabalho soa quase como um cerceamento absurdo. Afinal, por que parar na escala 6x1 quando a semana tem sete dias inteiros esperando para serem transformados em produtividade? O direito de "trabalhar o quanto quiser" abre horizontes fascinantes para quem sempre sonhou em vivenciar de perto a charmosa atmosfera do século XIX:

O encanto da Revolução Industrial: Quem precisa de luz solar, vida social ou oito horas de sono quando se pode experimentar a autêntica vivência dos operários de Manchester em 1820? O conceito de "tempo livre" é claramente uma invenção moderna supervalorizada.

A plena equivalência de forças: Imagina a cena: o jovem atendente de telemarketing, munido de sua oratória implacável, dizendo ao gestor de RH: "Olhe, fiz as contas e prefiro trabalhar apenas quatro dias nesta semana para me dedicar ao violino." A resposta do patrão, sem dúvida, seria uma calorosa salva de palmas e a concessão imediata do pedido, sem qualquer risco de demissão.

A inovadora matemática do relógio: Ao flexibilizar os limites biológicos e legais, abre-se a oportunidade para o trabalhador inovador performar jornadas contínuas. Afinal, descansar para quê, se o trabalho dignifica?

É realmente inspirador ver propostas que resgatam o valor do esforço ilimitado. Resta apenas combinar com o metabolismo humano a suspensão temporária da necessidade de descanso, refeições e convivência familiar, garantindo assim que a "liberdade total" seja plenamente usufruída até o último segundo do expediente.


E a parte que muito empresário/dono de empresa não conhece, nunca estudou ou apenas nega. Pessoas que morreram por causa da falta de leis.


Essa é a ironia mais cruel do debate: a ideia de que os direitos trabalhistas caíram do céu por "benevolência política" ou por um surto súbito de bom senso governamental, quando na verdade cada linha de uma CLT ou de uma convenção internacional de trabalho foi escrita com sangue.

O apagamento histórico transforma lutas humanas dramáticas em mero "custo Brasil" ou "mimimi trabalhista".

O Massacre de Haymarket (1886) e a Origem do 1º de Maio
A jornada de 8 horas diárias — que hoje muitos consideram um "luxo" superado — custou vidas em Chicago. Trabalhadores que protestavam por jornadas humanas foram reprimidos com extrema violência, lideranças foram condenadas à morte sem provas concretas e enforcadas. O Dia do Trabalhador existe por causa de uma execução sumária de pessoas que pediam apenas para não morrerem de exaustão nas fábricas.

O Incêndio da Triangle Shirtwaist (1911)
Em Nova York, 146 trabalhadores — na grande maioria jovens mulheres imigrantes — morreram queimados ou saltaram para a morte do 9º andar porque os donos da fábrica de vestuário trancavam as portas das saídas de emergência e das escadas para evitar que as funcionárias fizessem pausas ou "roubassem" tempo de trabalho. Foi preciso esse horror público para que as primeiras leis de segurança e higiene no trabalho fossem forçadas a sair do papel.

A Revolta dos Mineiros de Ludlow (1914)
Trabalhadores da mineração no Colorado que exigiam a aplicação de leis de segurança e o fim do trabalho escravo por endividamento foram expulsos de suas casas por milícias privadas da empresa. Montaram um acampamento de tendas e acabaram atacados pela Guarda Nacional com metralhadoras e fogo, resultando na morte de dezenas de pessoas, incluindo mulheres e crianças sufocadas em trincheiras.

As Greves de 1917 e 1953 no Brasil
No Brasil, a consolidação das leis não foi presente de Getúlio Vargas, mas fruto de décadas de paralisações operárias marcadas por forte repressão policial. Trabalhadores rurais e urbanos enfrentavam jornadas de 14 a 16 horas, trabalho infantil escancarado nas tecelagens e total ausência de assistência médica após acidentes de trabalho graves — amputações e mortes em máquinas sem proteção eram tratadas como simples dano colateral descartável.

O Fenômeno Moderno: Karoshi
O ápice da negação histórica é achar que "morrer de trabalhar" ficou no passado. No Japão, o termo Karoshi (morte por excesso de trabalho por parada cardíaca ou derrame) e o Karojisatsu (suicídio por estresse profissional) precisaram ser tipificados por lei como problemas de saúde pública após milhares de executivos e operários colapsarem em jornais de 80+ horas semanais.

Tratar a regulação como "inimiga do progresso" é ignorar que, sem leis estritas impostas pela sociedade, a tendência histórica do capital desregulada é testar a resistência do corpo humano até o seu ponto de ruptura fatal.

Criado com Gemini, do Google.

terça-feira, 25 de agosto de 2026

A missão é gentrificação


Conversa com o Gemini.
https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/renan-santos-promete-r-15-trilhao-desfavelizacao/

Ninguém foi perguntar ao candidato (a Fuhrer?) por que existem favelas, para começo de conversa? 😂😏🤭

Escreva um texto crítico em tom de humor e sarcasmo.


A cena descrita na reportagem do Diário do Centro do Mundo beira o mais puro teatro do absurdo. O candidato decide aparecer na comunidade devidamente equipado com colete à prova de balas — afinal, nada transmite mais afinidade e identificação com a rotina do trabalhador do que se vestir como se estivesse desembarcando na Normandia para bater um papo na viela.

O banquete de promessas atinge o ápice quando surge a cifra mágica: R$ 1,5 trilhão. É um número tão monumental e descolado de qualquer orçamento real que parece saído de uma rodada inspirada de Monopoly. O plano para financiar essa utopia envolve "títulos de desfavelização" e privatizações miraculosas, ignorando com louvável elegância o pequeno detalhe de onde sairá essa fortuna e como a economia real funciona.

Para arrematar a experiência conceitual, a retórica ganha contornos extravagantes ao propor um "Nuremberg das favelas". A analogia histórica não apenas erra o alvo com força, mas expõe a completa falta de reflexão sobre as razões históricas, econômicas e sociais que levaram à formação e ao crescimento das periferias urbanas.

Em vez de questionar a especulação imobiliária, a ausência histórica do Estado, a desigualdade de renda ou a precarização do trabalho, a solução apresentada prefere a pirotecnia: números trilionários tirados do chapéu, termos tribunais de impacto e um figurino de operação de risco para caminhar no bairro. Uma demonstração impecável de como transformar problemas sociais complexos em um espetáculo corporativo e performático.

Criado com Gemini, do Google.