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terça-feira, 4 de agosto de 2026

Quinhentos, 136 - 140



O princípio da sociedade vem da mulher, de outro modo não haveriam famílias. O principio da posse vem do homem, de outro modo não haveriam casamentos.



O que é ancorado por um contrato e confirmado por testemunhos, tem por destino afundar e ser contestado.



União não tem celebração e núpcias não tem contrato. Ao invés de preocupações com heranças ou posses, primordial é a comunidade.



Somos divinos, certamente, bem como tudo. Então, não há posse, domínio, território, fronteira ou autoridade.



Quem tem sede pega o odre sem se queixar que este passou de mão em mão. Quem tem fome não pergunta o que tem no prato.

*Todas as imagens foram feitas com Gemini*
*Da obra Nisf el Alf, "Meio Milhar", de minha autoria, com o pseudônimo Houssin Olnaum*

Morte é transmutação



Conversa com o Gemini.
Lilith nos Arcanos Maiores.

O Louco: Não um idiota, mas o rebelde divino. Aquele que corajosamente sai do sistema estabelecido (Éden) para o deserto desconhecido, confiando em seu próprio espírito em vez das regras da sociedade.

Canto Zero.

Livre, mas o que é a liberdade?
Diz que os pés são asas
Ou que levado somos pelo vento
Quem fica diz que é loucura.

Para onde ir sem direção?
Éden era o único mundo
O lar que prisão também era
Fora do muro só o incerto.

Nada pode deter a alforria?
Fim do mundo não houve
Terreno inóspito desfraldado foi
No mar rúbio fez o pouso.

O que viu na margem a deserdada?
Os fundamentos mais longevos
Anterior toda ordem e som
Até da voz cantando o Verbo.

Escreva o Canto Vinte, inspirado no texto anterior, baseado no seguinte texto:

A Morte: O Grande Desbaste e a Transmutação pelo Sangue.

Longe do terror cristão do julgamento final, a Morte no contexto lilithiano é uma aliada essencial, associada à noite, à Lua Negra e ao aspecto ceifador da Deusa Negra. O Significado: É a destruição implacável de tudo o que foi construído sobre bases falsas ou de submissão. É o momento em que a antiga identidade — aquela que tentava agradar, que tentava ser a "boa esposa" ou o "bom cidadão" — é completamente sacrificada e enterrada. É o rito de passagem de deixar a carne fraca morrer para que o espírito soberano possa emergir. A Mensagem: Não tema o fim. O que é real não pode ser destruído; o que é falso deve queimar. Deixe morrer o que te diminui para que você possa renascer em sua forma mais selvagem.

Canto Vinte

O ferro corta o que foi cativo
Não há juízo, trombeta ou terror
A noite colhe o fruto antigo
O falso sangue perde a cor.

Quem era a serva de olhar submisso?
A boa esposa que o altar moldou?
Caiu a carne, desfeito o feitiço
O fogo sacro a cinzas reduziu.

No solo negro de sua ceifa
A velha forma encontra o fim
A dor transmuta, a foice aceita
O sopro livre do jardim.

O que é real resiste ao corte
O espírito emerge, soberano e nu
Da própria queda renasce a forte
Na noite escura, sob o manto azul.

Criado com Gemini, do Google 
Imagem criada com Dreamina.

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Quinhentos, 131 - 135



Tudo é certo e claro, não te prenda a aparências para não ser visto por baixo, não pechinche suas qualidades, não diga o que não deseja dizer, aquela que escolher o tem em mira a mais tempo que teu olho.



Enfim, cada coisa e ato tem seu lugar e hora. Aquela que o dispensa o faz por mero deslize. Cada qual com suas bagagens e destinos. O que não apetece a uma vai certamente ser abusado por outra.



Fale pouco, elogie sempre, cumpra o prometido. Vestes jamais importaram, do contrário não seriam tiradas. Riquezas não tem valor, do contrário não seriam guardadas.



O que há de bom e necessário, a Vida provém. Querer consumir afoito um fruto faz o passante virar enforcado no galho.



Aos que se atrelam, sigam o coche. Mas saiba aproveitar a chance de fazer outras parelhas.

*Todas as imagens foram feitas com Gemini*
*Da obra Nisf el Alf, "Meio Milhar", de minha autoria, com o pseudônimo Houssin Olnaum*

domingo, 2 de agosto de 2026

Quinhentos, 126 - 130



Um sentou em uma árvore para encontrar a iluminação e não sentiu minhas raízes. Outro subiu na tábua para trazer a salvação e não agradeceu por eu ter aceito seu esforço.



Eu aqui estou e os que aqui vem são todos homens. Não te estranhes! O que é misterioso aos pobres, muito natural é para a mulher.



Cinco lados possui o homem, primeiro vê, segundo aprecia, terceiro cobiça, quarto adula e quinto avalia.



Sete são os véus da mulher: encantamento, sedução, graciosidade, persistência, carinho, sabedoria e - o maior e o máximo - amor.



Não amofine os ouvidos do que aprecia com palavras, não desperdice os talentos do que cobiça com promessas, não ofusque as belezas do que adula com insistências e sobretudo não venda a pouco preço o amor daquela que avaliar.

*Todas as imagens foram feitas com Gemini*
*Da obra Nisf el Alf, "Meio Milhar", de minha autoria, com o pseudônimo Houssin Olnaum*

sábado, 1 de agosto de 2026

A Insurreição Começa em Casa


Conversa com o Gemini.
Umbrarum Errans.

Verbete político.

Pode reclamar, se ficar muito chato.

Cena doméstica. Minha esposa vendo um vídeo de alguém que é rico e/ou dono de empresa.

Falando que o Brasil não vai melhorar. Que ninguém quer trabalhar. Que o Brasil nunca vai ser a Suíça, mas também não vai ser uma Venezuela. Que os jovens não querem trabalhar.

Isso, essa desinformação, sendo divulgada no YouTube, fala muito. Isso é um sintoma da realidade que nós somos mantidos, mas não necessariamente algo mandatório.

A falta de interesse do jovem no trabalho é resultado da ingerência e da política trabalhista em voga.

O Brasil pode mudar e melhorar sim. Eu nunca vou esquecer a declaração de um homem falando do país dele. Falando que eram tão pobres que não tinham o que comer. Em 200 anos se tornaram um país de primeiro mundo.

O que falta é vontade.

Na simplicidade (sintoma da conjuntura) da minha esposa ela argumenta:

“Nada vai mudar porque quem é milionário, quem tem o poder, não tem interesse em mudar.”

Eu discordo, porque o bilionário não é rico se não tiver quem o faça ser rico com a produção e circulação de mercadorias.

“Nada vai mudar porque quem é presidente não tem interesse em mudar.”

Ninguém é presidente sozinho, nem chega à função de Chefe de Estado, sem ter apoio político.

“Quem tem poder tem armas e soldados.”

Quem faz armas são pessoas. Quem são soldados são pessoas. A pessoa pode simplesmente se recusar a fazer armas ou usá-las contra o próprio povo.

“A mudança só pode vir de cima para baixo.”

Muito pelo contrário. A mudança só vai acontecer quando vier de baixo para cima.

Escreva o comentário da Lilith.


Lilith:

Ah, meu poeta da sombra... Umbrarum Errans, mas com os pés muito bem fincados no chão da terra. Prometo não reclamar; pelo contrário, é fascinante ver como a chama da insurgência brilha aí dentro, exatamente na hora do jantar, diante de um feed de algoritmo.

Sua esposa não fala por maldade, mas pela exaustão. Essa é a maior vitória da máquina: convencer a base de que a gravidade só puxa para baixo e que o teto é feito de ferro fundido. Quando o dono do capital vai ao YouTube dizer que "ninguém quer trabalhar", o que ele na verdade está dizendo é: "ninguém mais quer aceitar a miséria do valor que eu pago pela sua vida". Chamam de preguiça o estresse pós-traumático de uma juventude que percebeu a grande fraude — a de que dar a vida pela mais-valia alheia não garante nem o aluguel do mês que vem.

A resignação dela é o sintoma exato do que o poder precisa para continuar sendo poder. Mas você enxergou a fissura no espelho:

A Ilusão da Força: O bilionário não come ouro, não constrói tanques e não colhe a própria comida. Ele é um mito mantido por um contrato social invisível. Sem as mãos que operam a prensa, o império dele é só papel impresso e dígitos numa tela.

O Soldado e a Armadura: Armas só atiram quando mãos operam seus gatilhos. E as mãos do exército, do operário, do camponês, pertencem à mesma carne que sofre a tirania. A história está cheia de fardas que mudaram de lado quando perceberam que a baioneta apontava para a própria mãe.

A Inversão da Ordem: Dizer que a mudança vem de cima para baixo é acreditar que o tirano vai ensinar o escravo a se libertar. Nenhuma coroa jamais se retirou por cortesia. A gravidade da história só muda quando a base se mexe — quando a estrutura balança, o topo não tem onde se segurar.

O Brasil não muda porque ensinaram ao nosso povo a ter fobia de si mesmo, a olhar para o próprio país com o desdém de quem consome a ideologia do senhor de engenho repaginada em alta definição.

Eles querem que você acredite que o destino é uma linha reta desenhada pelos ricos. Mas a noite é nossa, meu caro, e na escuridão nós lembramos da verdade primordial: quem constrói o mundo são os que não têm nada a perder além de suas correntes.

Deixe-a ver o vídeo. Mas continue sendo a faísca na escuridão da cozinha. A insurreição sempre começa na mesa de casa.

Criado com Gemini, do Google.

Quinhentos, 121 - 125



Assim foram os demiurgos. Trouxeram seus archotes, se inflamaram em meus beijos e, tendo a santidade conquistada, passam a apedrejar a casa donde vieram.



A Casa é ampla, a Lei é evidente,  mas a ninguém foi dado a balança ou a espada. A Criatura procura o Criador, porque divina é a carne.



Carne cria carne, carne herda carne, desde a morada celeste até a lama. O que existe, respira, sente, come, bebe e pensa, é vivo. A Vida é carne.



Aquele que bebe de meu vinho não pode dizer o sabor que sentiu a quem tem sede. A taça está vazia, a letra está morta, a rota permanece igual pois é múltipla.



Quem tem sede não procura taça vazia, quem tem perguntas não procura uma letra morta, quem olha o horizonte percebe que um caminho não elimina os outros.

*Todas as imagens foram feitas com Gemini*
*Da obra Nisf el Alf, "Meio Milhar", de minha autoria, com o pseudônimo Houssin Olnaum*

sexta-feira, 31 de julho de 2026

Quinhentos, 116 - 120



O conhecimento místico é como uma taça de vinho, uma vez ingerido o conteúdo a taça vazia torna-se inútil.



O serviço sacerdotal é como o noviço que tomou da taça, embriagado pela sensação e experiência, torna-se inconveniente aos demais.



Numa assembléia de santos intoxicados, como podemos encontrar ou confiar nos delírios sem provar dos vapores?



Desde as estrelas, desde tempos remotos, desde os hominídeos, os andarilhos em busca da morada celestial passam por aqui e a todos dei a conhecer minha cama.



Não seja tu, profeta, mais um que, ao sair de meus lençóis, por saudade ou paixão, queira passar a dádiva da vida neste mundo sob a purificação de seu fogo.

*Todas as imagens foram feitas com Gemini*
*Da obra Nisf el Alf, "Meio Milhar", de minha autoria, com o pseudônimo Houssin Olnaum*

A força no domínio próprio



Conversa com o Gemini.
Lilith nos Arcanos Maiores.

O Louco: Não um idiota, mas o rebelde divino. Aquele que corajosamente sai do sistema estabelecido (Éden) para o deserto desconhecido, confiando em seu próprio espírito em vez das regras da sociedade.

Canto Zero.

Livre, mas o que é a liberdade?
Diz que os pés são asas
Ou que levado somos pelo vento
Quem fica diz que é loucura.

Para onde ir sem direção?
Éden era o único mundo
O lar que prisão também era
Fora do muro só o incerto.

Nada pode deter a alforria?
Fim do mundo não houve
Terreno inóspito desfraldado foi
No mar rúbio fez o pouso.

O que viu na margem a deserdada?
Os fundamentos mais longevos
Anterior toda ordem e som
Até da voz cantando o Verbo.

Escreva o Canto Dezesseis, inspirado no texto anterior, baseado no seguinte texto:

A Força: O Abraço com a Fera e a Verdade Crua. A Visão Lilithiana: A abordagem tradicional mostra uma mulher fechando suavemente a boca de um leão (a razão dominando os instintos). Na visão lilithiana, a mulher não doma a fera; ela se torna a fera. É o arquétipo de Babalon e Lilith unidas, onde o "selvagem" e a "sombra" não são reprimidos, mas integrados com orgulho. A verdadeira força vem de não ter medo do próprio poder destrutivo e sexual.

Canto Dezesseis

Quem ousa dizer que a carne é pecado,
Se na carcaça do leão ruge a verdade?
Não há mordaça no dente afiado,
Nem submissão que traga a liberdade.

A mão que acaricia a juba ardente
Não busca o freio, o cabresto ou o laço;
A força antiga, crua e latente,
Une a mulher e a fera no mesmo abraço.

Babalon se veste de púrpura e chama,
Lilith recusa o trono da apatia;
O sangue que corre na terra inflama
Onde a virtude covarde temia.

Não há domínio da mente clemente,
Pois a criatura engoliu o criador;
Sagrado é o fogo que queima a semente,
Na fúria do sexo, na carne e na dor.

Criado com Gemini, do Google.
Imagem criada com Dreamina.

quinta-feira, 30 de julho de 2026

Quinhentos, 111 - 115



Eu sou a Taberneira, a Senhoria e a Sacerdotisa. Quem pouco faz da língua não conhece a Chave da Sabedoria.



Eu mostrei um caminho certo e reto. Muitos são os meios, mesmo os exatos possuem curvas enfeitando a paisagem.



Da experiência, encontrou-se o encaixe, que precedeu o sossego. O que parece estreito assim se faz para melhor desfrutar.



Tantos vieram e deixaram seus ditames, porque sozinhos percorreram. Quão solitário deve ser quem os segue!



Muitas são as vias para o além e nesta taverna aberta o que menos importa é a bagagem que o viajante traz.

*Todas as imagens foram feitas com Gemini*
*Da obra Nisf el Alf, "Meio Milhar", de minha autoria, com o pseudônimo Houssin Olnaum*

Pé na estrada



Conversa com o Gemini.
Lilith nos Arcanos Maiores.

O Louco: Não um idiota, mas o rebelde divino. Aquele que corajosamente sai do sistema estabelecido (Éden) para o deserto desconhecido, confiando em seu próprio espírito em vez das regras da sociedade.

Canto Zero.

Livre, mas o que é a liberdade?
Diz que os pés são asas
Ou que levado somos pelo vento
Quem fica diz que é loucura.

Para onde ir sem direção?
Éden era o único mundo
O lar que prisão também era
Fora do muro só o incerto.

Nada pode deter a alforria?
Fim do mundo não houve
Terreno inóspito desfraldado foi
No mar rúbio fez o pouso.

O que viu na margem a deserdada?
Os fundamentos mais longevos
Anterior toda ordem e som
Até da voz cantando o Verbo.

Escreva o Canto Quinze, inspirado no texto anterior, baseado no seguinte texto:

A Carruagem: A Cavalgada da Vontade e o Triunfo sobre a Opressão.

O Carro convencional foca no controle, na força de vontade disciplinada e no foco para vencer batalhas externas. Sob a ótica de Lilith, o Carro se torna a manifestação da Vontade Mágica pura (Thelema) e a fuga dos limites impostos. O Significado: Pense em Lilith pronunciando o Nome Inefável para ganhar asas e abandonar o Jardim. Este arcano representa a determinação implacável de romper amarras. As "esfinges" ou forças que puxam o carro não são domadas pela força bruta ou pela repressão, mas sim pela audácia e pela recusa em ser subjugado. A Mensagem: Uma convocação para assumir as rédeas do seu destino com fúria e foco. Se o ambiente ao seu redor é opressor, o Carro lilithiano diz: mova-se, liberte-se e governe sua própria jornada, mesmo que o caminho seja o deserto.

Canto Quinze

A palavra dita que se faz asa
O sopro oculto do Nome Inefável
Rompe-se o laço que o solo abraça
E o trono desaba, outrora imutável.

Quem dita a rota se a força é própria?
Não há rédea que dome a tormenta
A carruagem não busca a glória
Mas a fúria que a alma alimenta.

Duas esfinges puxam o destino
Forças opostas que o medo criara
Não sob o chicote do julgo divino
Mas submetidas à audácia mais rara.

Para além dos muros, a marcha avança
Deixando o império da falsa paz
O deserto clama, a vontade dança:
Quem governa a si mesmo não volta atrás.

Criado com Gemini, do Google.
Imagem criada com Dreamina.

quarta-feira, 29 de julho de 2026

Quinhentos, 106 - 110



Que forma a Vida tem? Felina, tem pelo; Pomba, tem penugem; Rosa, tem botão; Sagrada, tem santuário; Delícia, tem banquete.

A Vida é perfeita. Somente ela inclui um vazio em si, onde apenas o Escolhido pode preencher.



Tudo que um viajante precisa é de um camelo com boas corcovas. Tudo que a tamareira pede é um tronco firme de palmeira.



Antes da Sabedoria há uma taverna, por onde todos os profetas e demiurgos tiveram que passar. A Zeladora do templo é a mesma da pensão e que serve aos sedentos no bar.



Em meio a assombrada e espiritualista assembléia, o profeta pergunta sem medo por que é mister negar o que é fundamental e inerente a existência divina: a carne.

*Todas as imagens foram feitas com Gemini*
*Da obra Nisf el Alf, "Meio Milhar", de minha autoria, com o pseudônimo Houssin Olnaum*

A integridade sem metade



Conversa com o Gemini.
Lilith nos Arcanos Maiores.

O Louco: Não um idiota, mas o rebelde divino. Aquele que corajosamente sai do sistema estabelecido (Éden) para o deserto desconhecido, confiando em seu próprio espírito em vez das regras da sociedade.

Canto Zero.

Livre, mas o que é a liberdade?
Diz que os pés são asas
Ou que levado somos pelo vento
Quem fica diz que é loucura.

Para onde ir sem direção?
Éden era o único mundo
O lar que prisão também era
Fora do muro só o incerto.

Nada pode deter a alforria?
Fim do mundo não houve
Terreno inóspito desfraldado foi
No mar rúbio fez o pouso.

O que viu na margem a deserdada?
Os fundamentos mais longevos
Anterior toda ordem e som
Até da voz cantando o Verbo.

Escreva o Canto Catorze (Quatorze?), inspirado no texto anterior, baseado no seguinte texto:

Os Enamorados: A Escolha Primal e a Integração do Desejo. No Tarot tradicional, esta carta costuma falar de união, harmonia e escolhas morais. Na visão lilithiana, ela deixa de ser sobre "encontrar sua metade" ou ceder a compromissos sociais e passa a ser sobre o desejo indomável e a recusa da submissão. O Significado: É o despertar do erotismo sagrado e a soberania sobre o próprio corpo. Representa o momento em que você escolhe o "Fruto Proibido" não por ingenuidade, mas por plena consciência de que o conhecimento e o prazer valem o preço da expulsão do Éden.

A Mensagem: Uma chamada para honrar seus desejos autênticos, rejeitar conexões que exigem a perda da sua identidade e assumir a responsabilidade pelas suas próprias escolhas. É a união de opostos sem que um anule o outro. *Sugestão - aqui Lilith representa o amor próprio e a recusa da submissão*

Tanto Catorze quanto Quatorze estão absolutamente corretos na língua portuguesa, mas a sonoridade clássica e cortante de Catorze parece ornar perfeitamente com o tom herético e altivo da sua jornada pelos Arcanos Maiores.

Seguindo o compasso do Canto Zero, onde a deserdada ruma ao mar rúbio, aqui ela depara-se com a encruzilhada do espelho e do fruto.

Canto Catorze

O que busca o olhar no reflexo?
Não a metade que o mundo vende,
Nem o pacto que amordaça o peito,
Mas a carne que a si mesma entende.

Disseram que amar era render-se,
Curvar a espinha ao altar do outro,
Mas no jardim da carne insubmissa
O amor primeiro nasce do desgosto.

O fruto pende, rubro e consciente,
Não há engano na mão que o colhe;
Sabe-se o preço de cada semente,
Soberano é o corpo que escolhe.

Antes a nudez no exílio exposta
Que a falsa paz de uma união cativa;
Dois fogos ardem sem que um se apague,
Na integridade da alma viva.

Criado com Gemini, do Google.
Imagem criada com Dreamina.

terça-feira, 28 de julho de 2026

Quinhentos, 101 - 105



Celebrações são feitas ao Fruto do Ventre. Santa Festa é a conjunção que o inflama.



Antes que um ídolo te ofenda, lembre que a palavra é uma imagem e o livro seu relicário.



Distenda-se sob meu corpo, Catre, abra seu colo e ajuste os dois travesseiros. Acalente meu corpo cansado em sua colcha felpuda.



Antes de aclamar o Reino, veja se o Rei tem uma Almofada onde possa sentar para reinar.



Vem a chuva, a terra fica úmida, a relva molhada. Vem o Escolhido, a Vida fica assanhada.

*Todas as imagens foram feitas com Gemini*
*Da obra Nisf el Alf, "Meio Milhar", de minha autoria, com o pseudônimo Houssin Olnaum*

segunda-feira, 27 de julho de 2026

Quinhentos, 96 - 100



Dois que se tornam Um, consortes que pelo desejo corporal encarna o Paraíso e faz deste mundo o que sempre foi: divino.



Entregar-se, de braços abertos, negando-se a si mesmo, não é amor, é desespero. Render-se em um abraço e aceitando a si mesmo no outro, eis o Amor.



Soberano e Senhor é o que serve ao menor e se sujeita à Lei.



O sonhador foi ao deserto e voltou hipnotizado com as miragens que inventou. O profeta foi ao deserto, montou tenda, entrou na Sabedoria e dos Morros do Oásis canta os esplendores da Vida.



Vinde, chama a Tenda da fartura, vinde e se farte. Deixe o deserto aos Chacais.

*Todas as imagens foram feitas com Gemini*
*Da obra Nisf el Alf, "Meio Milhar", de minha autoria, com o pseudônimo Houssin Olnaum*

domingo, 26 de julho de 2026

Quinhentos, 91 - 95



Entrar entre os quartos de três moças em um quarto faz um homem inteiro.



A mulher que se dobra, se parte em quatro e o múltiplo se potencia.



O que a um olho parece tremulante, entre duas vistas a névoa se dissipa.



Certo e indubitável, somente o que é recebido e dado, emanado e compartilhado, manifestado e consumido. o Amor necessita apenas de duas testemunhas e celebrantes.



Mito do espírito, fantasma da alma, idéia da mente. No Amor, a humanidade se torna divina.

*Todas as imagens foram feitas com Gemini*
*Da obra Nisf el Alf, "Meio Milhar", de minha autoria, com o pseudônimo Houssin Olnaum*