segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Quinhentos, 381 - 385


Meu papel vai para o campineiro que, terna e respeitosamente, ara a terra, semeia e cuida da plantação. Um oficio sagrado que requer intimidade amorosa.


Instantaneamente, eu sou o campo, que no estado bruto não nega sua fertilidade, mas pede e espera atenção, cuidado e carinho.


O sentimento interessante é perceber a singularidade da semente enterrada no veio da terra que, com carinho, depura e transforma.


Como seguissem uma sinfonia sem maestro, eu sinto a emoção das nuvens que, como rebanho, vão juntando-se para contribuir nesta obra.


Em tamanha epifania apaixonada, custa-me sentir dor ou perceber algum espinho, mas existe ganância, queimada, seca e erosão.

*Todas as imagens foram feitas com Gemini*
*Da obra Nisf el Alf, "Meio Milhar", de minha autoria, com o pseudônimo Houssin Olnaum*

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