Meu papel vai para o campineiro que, terna e respeitosamente, ara a terra, semeia e cuida da plantação. Um oficio sagrado que requer intimidade amorosa.
Instantaneamente, eu sou o campo, que no estado bruto não nega sua fertilidade, mas pede e espera atenção, cuidado e carinho.
O sentimento interessante é perceber a singularidade da semente enterrada no veio da terra que, com carinho, depura e transforma.
Como seguissem uma sinfonia sem maestro, eu sinto a emoção das nuvens que, como rebanho, vão juntando-se para contribuir nesta obra.
Em tamanha epifania apaixonada, custa-me sentir dor ou perceber algum espinho, mas existe ganância, queimada, seca e erosão.
*Todas as imagens foram feitas com Gemini*
*Da obra Nisf el Alf, "Meio Milhar", de minha autoria, com o pseudônimo Houssin Olnaum*





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