Abril era originalmente o segundo mês do calendário Romano. A origem do nome (Aprilis) é incerto. Da etimologia tradicional vem do latim aperire, "abrir", em uma alusão com a estação quando as árvores e as flores começam a "abrir". Uma vez que muitos dos meses Romanos eram nomeados em honra às divindades e Abril era sagrado a Venus, tem sido sugerido que Abril era originalmente o mês de Aphrilis, originado do nome Grego Aphrodite (Aphros), ou do nome Etrusco Apru.
Festas em Abril:
1º de Abril – Veneralia, em honra a Venus.
A Veneralia era o festival de Venus Verticordia ("transformadora de corações"), a Deusa do Amor e Beleza. A adoração da Deusa Fortuna Virilis ("destino bruto") era também parte desse festival.
Em Roma, as mulheres removiam as jóias da estátua da Deusa, a lavavam e a adornavam com flores e similarmente se banhavam em banhos públicos usando coroas de mirto em suas cabeças. Era um dia para as mulheres procurar por videntes para ajudarem em suas relações com homens.
4 a 10 de Abril– Ludi Megalenses/Megalesia, em honra a Cybele.
O dia em que a estátua de Cybele foi trazida à Roma foi solenizada com uma magnífica procissão, a lectisternia [do latim lectum sternere, "deitada em um sofá"), uma cerimônia propiciatória, consistindo de uma refeição oferecida aos deuses e Deusas, representadas por seus bustos ou estátuas] e jogos e muitas pessoas carregando presentes para a Deusa até o Capitólio. O humor desse festival, como todo o mês no qual ocorre, era cheio de júbilo e banquetes gerais.
12 a 19 de Abril – Ludi Cereales, jogos em honra a Cerealia.
Cerealia era um festival celebrado em honra à Deusa Ceres.
15 de Abril - Fordicia, in honour of Tellus.
A Fordicia era um festival para a Deusa Tellus. Durante a cerimônia, uma vaca prenhe era sacrificada. As vestais guardavam as cinzas do feto de bezerro até isto ser usado para a purificação em Parilia.
21 de Abril - Parilia, em honra a Pales.
O festival agrícola da Parilia tinha como objetivo purificar tanto os rebanhos quanto os pastores. Era celebrado em devoção a Pales, Deus dos Rebanhos.
25 de Abril - Robigalia, em honra a Robigus, com corridas à pé.
Na mitologia romana, Robiga (significando verde ou vida) junto com seu irmão, Robigus, eram os Deuses da Fertilidade dos Romanos.
28 de Abril a 1º de Maio – Ludi Florales (Floralia), jogos em honra a Flora.
A Floralia era um festiival dedicado à Deusa Flora. Simbolizava a renovação do ciclo da vida, marcado com danças, beberagem e flores.[wikipédia, com tradução e edição]
terça-feira, 31 de março de 2009
sábado, 28 de março de 2009
Resolução da ONU
Documento aprovado no Conselho de Direitos Humanos, em Genebra, deplora atos de agressão psicológica, física e ataques contra pessoas por causa de credos incluindo atentados contra locais de culto.
Conselho de Direitos Humanos
Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.
As Nações Unidas adotaram uma resolução, nesta quinta-feira, condenando atos de violência motivados por diferenças religiosas.
O documento, aprovado pelo Conselho de Direitos Humanos, em Genebra, recebeu 23 votos a favor, 13 contra e 11 abstenções.
Símbolos
O conselho condenou, com veemência, casos de agressões psicológicas e físicas, além de violência e ataques contra pessoas por causa de opção religiosa e credos.
A resolução também deplorou atentados contra locais de culto e adoração, monumentos considerados sagrados, símbolos religiosos e personalidades veneradas por vários credos.
O texto expressou a preocupação do Conselho de Direitos Humanos com o que chamou de uma campanha de intensificação e difamação de religiões incluindo a forma como minorias islâmicas teriam sido tratadas após os ataques de 11 de setembro de 2001 contra os Estados Unidos.
Pela resolução, a ONU pede a todos os países que tomem as medidas necessárias para promover tolerância e respeito a todos os credos e religiões.[Radio ONU][link indisponível]
Nota da casa: A resolução da ONU tem sido oculta da opinião pública, sendo divulgado apenas a visão/opinião da Reuters. O que se espera, com essa resolução, é que esses mesmos países e grupos que defenderam seus credos respeitem igualmente esse direito para outros países e grupos quanto às crenças deles. Não é nenhuma novidade que estes mesmos grupos e países que clamam por "justiça e respeito aos direitos" são os que mais infringem tais direitos, especialmente quando o assunto é uma diferença de opinião religiosa ou científica.
Conselho de Direitos Humanos
Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.
As Nações Unidas adotaram uma resolução, nesta quinta-feira, condenando atos de violência motivados por diferenças religiosas.
O documento, aprovado pelo Conselho de Direitos Humanos, em Genebra, recebeu 23 votos a favor, 13 contra e 11 abstenções.
Símbolos
O conselho condenou, com veemência, casos de agressões psicológicas e físicas, além de violência e ataques contra pessoas por causa de opção religiosa e credos.
A resolução também deplorou atentados contra locais de culto e adoração, monumentos considerados sagrados, símbolos religiosos e personalidades veneradas por vários credos.
O texto expressou a preocupação do Conselho de Direitos Humanos com o que chamou de uma campanha de intensificação e difamação de religiões incluindo a forma como minorias islâmicas teriam sido tratadas após os ataques de 11 de setembro de 2001 contra os Estados Unidos.
Pela resolução, a ONU pede a todos os países que tomem as medidas necessárias para promover tolerância e respeito a todos os credos e religiões.[Radio ONU][link indisponível]
Nota da casa: A resolução da ONU tem sido oculta da opinião pública, sendo divulgado apenas a visão/opinião da Reuters. O que se espera, com essa resolução, é que esses mesmos países e grupos que defenderam seus credos respeitem igualmente esse direito para outros países e grupos quanto às crenças deles. Não é nenhuma novidade que estes mesmos grupos e países que clamam por "justiça e respeito aos direitos" são os que mais infringem tais direitos, especialmente quando o assunto é uma diferença de opinião religiosa ou científica.
segunda-feira, 23 de março de 2009
Paganismo retorna à Israel
Como muitos soldados que tomam parte em operações em Gaza, Omer ocasionalmente toma alguns momentos para orar, mas ele não ora ao Senhor de Israel. Omer se considera Pagão e jurou uma aliança a três Deuses antigos.
Durante o combate, ele diz que eles aparecem diante dele, dando-lhe força durante os momentos mais árduos.
Omer ainda está no exército e se recusa ser entrevistado para esta história. Mas assim mesmo ele diz pertencer a uma religião cujo objetivo é reviver a adoração aos Deuses antigos.
Em um fórum de Paganismo online em língua hebraica, os relatos de Omer em sua experiência em Gaza são comuns. Outro usuário lembra como orou para Anat, o Deus da Guerra dos Cananeus, enquanto servia em uma unidade de elite de combate.
Os dois soldados são parte de uma pequena comunidade de Pagãos que tem se desenvolvido em Israel. Influenciados por movimentos nos EUA e Europa, os seguidores acreditam em múltiplos Deuses.
"O Paganismo Moderno está comprometido com uma variedade de religiões e crenças, a maior parte estão baseadas em antigos rituais Pagãos", disse Rinat Korbet, uma pesquisadora da Universidade Bar-Ilan que escreveu sua tese sobre a Comunidade Pagã em Israel baseada na sua presença online.
"As pessoas parecem quere retomar a essência do paganismo ancestral e adaptá-lo ao nosso tempo. Muitos dos seguidores tem altares domiciliares onde eles podem expressar suas crenças na Natureza e nos Deuses. Todas as pessoas que eu entrevistei também tem parte em rituais e cerimônias comunitárias, em ambientes adequados ao espírito do paganismo."
Korbet irá apresentar sua pesquisa na Primeira Conferência Israelense para o Estudo das Espiritualidades Contemporâneas que abre amanhã na Universidade de Haifa. Devido à sensibilidade Judaica a idolatria, que é considerada um pecado, muitos Pagãos Israelitas revelam suas crenças apenas aos que a compartilham. Eles usualmente mantêm encontros religiosos, como os Equinócios, em segredo.
Alguns anos atrás, Kobets teve interesse na Wicca, uma religião Neopagã fundada há 50 anos na Inglaterra. Agora ele mantém o site Wicca Israel Web, uma das comunidades Pagãs mais visitadas e importantes. Ele estima que existam 150 Israelenses Pagãos.
Kobets diz que o Neopaganismo é uma religião pluralista e cada seguidor escolhe seu próprio método de adoração.
"O Judaismo é uma religião, é algo imposto e artificial", diz Samuel, que mantém um fórum Pagão no portal Tapuz da web.
"Eu não me considero um Judeu, mas eu me considero um Israelense", diz ele. "Há um problema com o Judaismo. O Judaismo contradiz o Paganismo. O Judaismo tem um único Deus e se você não crer nEle, você será apedrejado".
Como alguém escolhe qual Deus adorar? "Cada indivíduo escolhe por si mesmo um Panteão. Existem muitas opções", diz Samuel. "Ninguém inventa Deuses novos", diz Kobets. "As Pessoas leem mitologia e tentam contatar com e falar a algum Deus ou Deusa".
Por causa que as maiores fontes da religião Neopagã são Inglaterra e USA, alguns Israelenses oram para Deuses Nórdicos ou Célticos. Outros tentam reviver a adoração dos antigos Deuses Cananeus que foram combatidos pelos profetas bíblicos.
"Como parte do interesse em tradições locais, há um foco nos Deuses Cananeus e tradições que existiram ali", diz Kobets.
"As pessoas estão interessadas nisto, mas do que eu coletei eu não creio que este seja o tema dominante. Eu vi muitas pessoas que crêem em Druidismo Céltico, Xamanismo e religiões Hindus".
Korbet escreveu sua tese na universidade de Bar-Ilan, sob a supervisão de Dr. Dan Bouchnik. Ela analisou websites e fóruns usados por Pagãos e suas filosofias referentes à internet.
"O Paganismo Antigo está majoritariamente na natureza, florestas e vilas", ela diz. "O Paganismo Moderno pode ter seu espaço em locais urbanos e pode ser mais simbólico. Se a adoração foi feita uma vez em locais físicos, lugares sagrados, agora a internet está sendo usada como uma assembleia virtual, espiritual".
"Os Neopagãos não tem problemas quanto o uso da internet, acho que eles preferem praticar seus rituais no mundo real. Conhecimento religioso avançado é algo que eles não divulgam na web e usualmente eles não irão convidar alguém a tomar parte em um ritual exclusivamente online".
Korbet será uma das palestrantes na conferência espiritual. Ruah-Midbar crê que o Paganismo tem um futuro brilhante na cultura Israelense.
"No momento o Paganismo aqui não é uma prática em larga escala, mas eu creio que tem um grande potencial", diz ela. "As religiões Pagãs são as religiões que mais crescem no Ocidente e pode ser bem sucedida aqui também, porque Hebraismo e Sionismo podem se conectar com o Paganismo devido à ênfase na terra e feriados Hebraicos.
O Paganismo está em um próximo, em um inusitado paralelo de muitas práticas comuns, como Ambientalismo ou viajar para o Oriente. Na prática, não é muito diferente".
Fonte: Haaretz [link morto]
sábado, 21 de março de 2009
Norouz - Ano Novo Persa
Hoje a Terra entra no equinócio e Iranianos em todo o mundo, a despeito de suas religiões ou etnias, celebram Norouz de acordo com uma tradição milenar Iraniana.Norouz em Persa significa o alvorecer de um novo dia é considerada a celebração mais importante do ano, é o maior simbolo da cultura e da identidade nacional do Iran, que tem sobrevivido à todas as adversidades e adversários.
Norouz é celebrado não apenas no Iran, mas também em territórios Iranianos, conhecido como o Grande Iran ou Sociedades Persas incluindo Armenia, Afganistão, Iraque, Paquistão, Turquia e outros. A tradição tem sido preservada dentro da cultura Iraniana e é celebrada por muitos que não são Iranianos no Oriente Médio, Criméia e Peninsula Balcânica.
As pessoas da cultura Iraniana, seja Zoroastrista, Juia, Cristã, Muçulmana ou outras crenças tem celebrado o Norouz precisamente no equinócio.
Os objetos essenciais para a mesa do Norouz são bem antigos e significativos, todos começando com "s":
Serkeh (vinagre);
Somaq (arbusto);
Sir (alho);
Samanu (uma pasta doce);
Sib (maçã);
Senjed (tâmara passa);
Sabzeh (brotos);
Sekkeh (moedas);
Sonbol (hiacinto);
A mesa toda energisa e envolve nossos sentidos simboliza tudo que é bom: verdade, saúde, luz, justiça, reflexão, acolhimento, vida, amor, felicidade, produção, prosperidade, virtude, imortalidade, generosidade e natureza.
Fonte: CAIS News
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A celebração nos Templos do Sol
O Equinócio Da Primavera vai ser assinalado, no próximo dia 20, entre as 07.00 e a 07.30 da manhã, frente ao portal de um antigo santuário rupestre, em Chãs, conhecido por Pedra da Cabeleira de Nossa Senhora.
O enorme penedo, orientado no sentido nascente-poente, possui uma gruta em forma de semi-arco, com cerca da 4,5 metros de comprimento e sensivelmente a mesma altura, é iluminada no centro, no momento em que o Sol nasce. Situa-se num dos pontos destacados de um planalto rochoso. Um impressionante afloramento granítico, conhecido por Tambores, com abundantes vestígios pré-históricos, entre os quais avulta o Castro do Curral da Pedra.
A curta distância de dois dos principais núcleos de gravuras paleolíticas do Parque Arqueológico: a Ribeira dos Piscos e Quinta da Barca.
É um local mágico, pleno de história e de misticismo, dos poucos lugares da terra onde a beleza e o esplendor solar se podem repetir à mesma hora e com a mesma imagem contemplativa de há vários milénios pelos povos que habitaram a área. O que se espera venha a ocorrer, se as condições atmosféricas o permitirem, durante os vários minutos em que a cripta do enorme penedo é atravessado pelos raios solares da manhã.
Estes megálitos, são conhecidos por alinhamentos sagrados, remontam ao período megalítico e existem em várias partes do mundo, mas sobretudo na Europa. Sendo o mais famoso o Stonehenge. Muitos destas gigantes estruturas estão em perfeito alinhamento com os corpos celestes, especialmente com os Equinócios e os Solstícios - Perpectuam memórias de verdadeiros calendários astronómicos, que antigas civilizações elegeram como especiais locais de culto – Vários estudiosos, que visitaram os templos megalíticos dos Tambores, em Chãs, conferem-lhes significado e importância e comparam-os a alguns dos mais curiosos monumentos que ainda subsistem.
O monte dos Tambores, a curta distância da aldeia de Chãs, é uma vez mais o cenário mítico para assinalar a entrada das estações do ano. Exceptuando o Inverno, que é o tempo em que o frio se instala e os dias se tornam cinzentos e frios - o local já entrou definitivamente no calendário mediático das principais celebrações evocativas, com o objectivo de saudar a Mãe-Natureza, indo ao encontro das mais antigas tradições e cultos medievos dos vários povos, de cuja passagem por estas áreas e na região, e, por ventura, numa boa parte do nosso país, sim, dos quais, certamente legamos as nossas raízes étnicas e culturais mais profundas.
Em cerimónia simples, mas de expressivo simbolismo, pendor místico e histórico, a saudação à entrada da Primavera - a mais desejada e florida estação do ano - vai ser assinalada, no próximo dia 20, entre as 07.00 e a 07.30 da manhã, frente ao portal do antigo altar sacrificial do santuário rupestre, conhecido por Pedra da Cabeleira de Nossa Senhora, com momentos de música e poesia, bem-dizendo e festejando os dias primaveris e gloriosos que se anunciam.
O enorme penedo, orientado no sentido nascente-poente, possui uma gruta em forma de semi-arco, com cerca da 4,5 metros de comprimento e sensivelmente a mesma altura, que é iluminada pelo seu eixo, no momento em que o Sol nasce. E é, justamente, esse momento, esplendoroso, que poderá ser uma vez mais observado. Graças as duas colaborações fundamentais: à compreensão dos proprietários dos terrenos, onde os dois megálitos se localizam (a Pedra do Solstício e a Pedra do Equinócio), nas pessoas da médica Teresa Marques e do seu marido, Fernando José Baltazar), bem como da inestimável colaboração de António Lourenço, da Junta de Freguesia de Chãs, bem como outras boas vontades: nomeadamente, Silvério Baltazar, Fernando Baltazar e Jacinto Lucas.
Fonte: Templos do Sol [blog alterado/morto]
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quinta-feira, 19 de março de 2009
Celebração de Outono em Itu
A entrada do Outono, assim como a da Primavera, permite um momento de equilíbrio, pois é quando ocorre o fenômeno chamado de equinócio. Nesta época, a noite e o dia têm a mesma duração, portanto é propícia à busca do equilíbrio da mente, corpo e alma, entrando em sintonia com os ciclos da natureza e suas mudanças.
Pensando nesta oportunidade de celebração, a Delphoss traz novamente para Itu o grupo SemeiaDança – especializado em Danças Circulares e da Paz Universal. O evento ocorrerá no dia 21 de março, das 14h às 17h e celebrará a chegada do outono. “Manter a conexão com a natureza nos traz sabedoria. Celebremos o outono com todas as suas qualidades e particularidades!”, convida Valéria Monteiro, coordenadora do evento. “A consciência e sintonia com as estações do ano nos auxiliam perceber como estão as estações em nós, e como podemos afinar nossa resposta a elas; O compartilhar em grupo, de mãos dadas na Roda da Dança, cria o cálice sagrado para que o mais elevado em nós possa florescer, em qualquer estação”, explicam as focalizadoras do SemeiaDança, Vaneri, Arlenice e Mônica. O mesmo grupo SemeiaDança fará um encontro no dia seguinte em São Paulo, com Danças da Paz Universal (danças acompanhadas de cantos, homenageando diferentes tradições espirituais do Planeta.[Itu]A primeira formação que o ser humano adotou no desenvolvimento da vida grupal e social foi a roda. Culturas antigas e culturas ligadas à terra perceberam a especialidade da forma circular para o estar e fazer junto.
Nela passaram a representar os ciclos da natureza: o ritmo das estações, o tempo dos cultivos (semeadura, crescimento, maturação e colheita); o pulsar dos movimentos do sol; da lua; das estrelas e dos planetas no céu; o ritmo da respiração e dos batimentos cardíacos; a vida e a morte.
Adotaram-na em seus rituais de passagem (nascimento, iniciação à maioridade, união matrimonial, morte), em celebrações, ocasiões de reverência, temor, louvor, gratidão e oração à terra e à(s) divindades(s).
O círculo é uma forma geométrica especial, por simbolizar a perfeição e a plenitude que o ser humano busca atingir. Na circunferência há “n” pontos que distam igualmente do ponto central. Todos os pontos – ou todas as pessoas que neles se encontram voltadas para o centro – têm a visão de todos os demais da roda e todos são igualmente importantes na composição final que é o círculo. Este contém o vazio, que ao mesmo tempo em que garante a distância entre as pessoas, é o vazio através do qual elas estão unidas e de onde pode emergir a criação feita por todos.
Apenas compor a circunferência da roda já constitui uma criação, num espaço diferenciado e, possivelmente, sagrado. O círculo representa a aspiração humana a essa paz completa. Estar em unidade, ser um e inteiro consigo e com o criador, estar no divino, em Deus.
Religião e ciência nos falam da separação do homem do seu estado de unidade, seja através da queda do paraíso, seja ao nascer, por ocasião da saída do aconchegante útero materno nutridor e todo poderoso.
O homem trilha sua vida aspirando retornar ao estado de plenitude total. Uns se apoiam na religião para se re-ligar, outros esperam que o parceiro lhes traga este aconchego e suprimento através do amor, do ato sexual, ou de ambos; há os que se utilizam das drogas, outros que ficam em ação e trabalho compulsivo para nunca sentir o estado de falta.
Muitos vivem a combinação de vários recursos para acreditar que são plenos, ou chegar o mais próximo deste estado. Deseja-se estar num tempo/espaço/vivência com a unidade permanente.
Por sua vez as Danças Circulares também brotam dessa aspiração humana de sair da separatividade e da falta e unir Céu ( inspirador, mágico, espiritual, divino) e Terra ( humano, material, terreno) em seu ser, no seu centro, em seu coração, de forma prática e palpável, dançando.
As Danças Circulares resgatam a inspiração do homem primitivo em sentir a energia criadora da vida dentro de si, deixando brotar o movimento, ritmo, som, música, dança, e fazê-lo em círculo, em interação com os outros membros da tribo; ao mesmo tempo dão continuidade a um fio que jamais cessou de existir na história da humanidade: dançar e interagir grupalmente.
Uma forma de resgate, continuidade e criação desse tipo de vivência teve início por volta da década de 60, por via de duas iniciativas em continentes distintos, dando origem, por um lado, ao que se passou a chamar Danças Circulares Sagradas e, por outro, Danças da Paz Universal.[Semeiadança][link morto]
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terça-feira, 17 de março de 2009
Holi - a celebração da primavera
Os indianos comemoraram nesta quarta-feira o festival mais divertido no país, um dia em que a rígida sociedade da Índia se torna um pouco mais relaxada e se pinta de todas as cores ou bebe uma curiosa mistura de leite com maconha.[G1]
Ele inicia nos dez dias antes da lua cheia do mês de Phalgun (Fevereiro-Março), mas é usualmente observado apenas nos últimos três dias, terminando com a lua cheia. Este é o festival da primavera dos Hindus.
Na estação da primavera todas as árvores são decoradas com flores de aroma doce. Todos elas proclamam a glória e a eterna beleza de Deus. Elas inspiram a você com alegria, felicidade e nova vida, o impulsionam para a busca do criador e o habitante interior, que está escondido dentro destas formas.
Festivais como Holi possuem seu próprio valor espiritual. Aparte dos vários entretenimentos, eles desenvolvem fé em Deus se forem propriamente observados. Os elementos religiosos do festival de Holi consite de adorar o Senhor Krishna. Em alguns lugares ele é chamado de Dol Yatra.
A palavra “dol”, literalmente, significa “um balanço”. Uma imagem de Shri Krishna, como um bebê, é colocada num pequeno berço-balanço, decorado com flores, sendo pintado com pós coloridos.
A pura e inocente dança de Krishna com as alegres vaqueirinhas – as Gopis de Vrindavana – é comemorado. Os devotos cantam o Nome de Shri Krishna e cantam canções Holi, contando as danças do pequeno Krishna com as Gopis.
Os elementos sociais durante o Holi são unidos e abraçados tanto pelo grande como pelo pequeno, pelo rico e pelo pobre. Ele reúne os iguais.
O festival nos ensina: “deixe a morte enterrar a morte”. Deve-se esquecer às coisas difíceis do ano e iniciar um novo ano com sentimento de amor, simpatia, cooperação e igualdade para com todos. Devemos tentar sentir esta unificação ou unidade com o Ser também.
Holi, também, significa “sacrifício”. Queime todas as impurezas da mente tais como o egoísmo, vaidade e luxúria, através do fogo da devoção e do conhecimento. Acenda o amor cósmico, misericórdia, generosidade, abnegação, verdade e pureza através do fogo da prática do Yoga. Este é o real espírito de Holi. Erga-se por sobre a lama da estupidez e dos absurdos e mergulhe profundamente no oceano da divindade.[Sociedade Sivananda][link indisponível/
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