quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Campanha pela Descriminalização do Aborto

O dia 28 de setembro marca a luta pela descriminalização do aborto na América Latina e Caribe. A Coordenação Regional da “Campanha do 28 de setembro” lançou um manifesto em defesa do direito ao aborto legal e seguro.“Chega de violações dos nossos direitos” é a chamada escolhida para a campanha deste ano, que está sendo puxada pela coordenação regional, com sede na Nicarágua, e apoiada pela Rede de Saúde das Mulheres Latino-americanas e do Caribe e pela Rede Feminista de Saúde.
No dia 15 de setembro, foi lançado o Manifesto de 2009, denominado "Luzes e sombras". O manifesto faz um apanhado de avanços e retrocessos na garantia dos direitos das mulheres à interrupção voluntária da gravidez na América Latina e no Caribe. Declara também seu apoio aos esforços dos movimentos de mulheres no sentido de consolidar os avanços conquistados recentemente em cada país.
O manifesto afirma que milhões de mulheres continuam sofrendo lesões e traumas por conta da legislação proibitiva, que as coloca na posição de realizar abortos de maneira ilegal e insegura. Muitas outras são ainda criminalizadas e presas.
Luzes e sombras
Milhões de mulheres em todo o mundo continuam a sofrer graves lesões e traumas, e mais de 66.000 morrem a cada ano em abortos inseguros, outras são criminalizadas ou presas. A América Latina e Caribe é o cenário de mudanças importantes no campo dos direitos humanos, com especial atenção aos direitos sexuais e direitos reprodutivos, que estão sendo promovidos principalmente por organizações feministas da região. Compartilhamos os esforços que as mulheres e associações da sociedade civil em cada país realizam visando tornar definitivos os avanços em direitos já reconhecidos. Ao mesmo tempo denunciamos RETROCESSOS em nossa região, consequência da pressão de grupos religiosos fundamentalistas e da complacência da maioria dos governos que se curvam à Igreja Católica e lideranças evangélicas, ignorando os mandatos constitucionais e sua própria cidadania.
Tomando em conta o Chamado à Ação da Campanha 28 de Setembro de 2008, observamos que no último ano: houve iniciativas de reforma legal para mudar as legislações nacionais a fim de incorporar novas razões e novos prazos para permitir abortos não puníves: Argentina. Ao mesmo tempo, estas iniciativas tem sido obstaculizadas, suspensas ou suprimidas, sob o argumento da defesa da vida do nascituro, à qual é dada a supremacia em relação às mulheres.
A mudança nos códigos penais e constituições nacionais tem sido aproveitada pelos setores mais reacionários para proibir o aborto não punível, ou ameaçar com mudanças na legislação para mais restritiva: Nicarágua. Também se pretende estender as proibições à fertilização in vitro, pílulas anticoncepcionais de emergência e "consagrar" a proteção do direito à vida desde a concepção até a morte natural: República Dominicana.
Algumas adolescentes com deficiência, grávidas em razão de estupros, têm sido autorizadas a interromper da gravidez. No entanto, na maioria dos casos, a autorização foi recusada ou adiada, para que se tornasse impraticável. Juízes e juizas têm aprovado a interrupção da gravidez em casos de extrema necessidade, argumentando em favor dos direitos adquiridos pelas mulheres. Em vários casos, outros negaram os pedidos, mas têm enfrentado processos por prevaricação e violação de direitos, até por desconhecimento da legislação em vigor: Argentina.
Médicas e médicos têm demandado o Congresso a legislar positivamente para não se sentir impotentes ou ameaçados quando fazem um aborto não punível. Outros foram perseguidos por se recusar a realizar um aborto terapêutico no caso de extrema necessidade.
Em alguns lugares os tribunais ratificaram o direito de profissionais de saúde que atendem mulheres por complicações abortos inseguros a não notificar obrigatoriamente as autoridades, protegidos pelo sigilo profissional. Outros/as violaram os direitos daquelas que foram ao seu consultório, interrogando e acusando as mulheres como criminosas: Nicarágua.
Protocolos para atendimento ao aborto não punível e padrões de cuidados de emergência para reduzir as complicações de abortos inseguros foram aprovados. Ao mesmo tempo, a redução dos orçamentos de saúde e as muitas deficiências dos sistemas públicos, permite que amplo abuso e discriminação de mulheres atendidas por aborto.
Milhares de mulheres da região têm apoiado campanhas nacionais e continuaram a exigir o direito ao aborto legal, seguro e gratuito, a ampliação de prazos e motivos para a interrupção da gravidez, a não judicialização dos serviços médicos, muitos dos quais fazem interpretações restritivas e põem dificuldades e barreiras não previstas pela legislação.
A maioria dos países da região assinou a Declaração Ministerial da Cidade do México "Prevenir através da educação", um compromisso de implementar políticas e programas de educação sexual. Enquanto isso, os legisladores em vários países centro-americanos assinaram o livro "Sim à Vida", que visa criar uma opinião pública sobre a proteção da vida do nascituro; apesar de ser uma iniciativa dos chamados grupos pró-vida, legisladores de esquerda também o assinaram, como em El Salvador.
Por grande maioria, a Suprema Corte de Justiça do México declarou a constitucionalidade da legislação que permite a interrupção legal da gravidez na Cidade do México desde abril de 2007. Dessa maneira ficaram sem efeito as demandas dos grupos pró-vida.
Comitês de Bioética na região elaboraram argumentos para sustentar a tese da interrupção da gravidez nos serviços públicos. Enquanto em outros países, esses comitês têm servido para promover a posição fundamentalista contra os direitos das mulheres, fazendo com que o setor médico fique paralisado.
A ONU aceitou petições de organizações de mulheres e emitiu resoluções que responsabiliziam os Estados por negar o acesso ao aborto não punível como uma violação dos direitos humanos. Em outros casos, o tempo para responder às alegações expirou sem chegar a uma resolução de alto nível.
Altas instâncias judiciais têm se pronunciado em favor da distribuição da pílula anticonceptiva de emergência, como o Conselho de Estado na Colômbia. No entanto, outras altas autoridades consideraram que o medicamento é abortivo e, portanto, o proibiram: Tribunal Constitucional do Chile, Câmara Civil e Comercial de Córdoba, Argentina.
A Anistia Internacional se manifestou contra a perseguição política das líderes feministas que denunciaram a eliminação do aborto terapêutico na Nicarágua e sobre a proibição do uso da pílula contraceptiva de emergência no Chile, pois afetaria a taxa de abortos clandestinos o número de mortes causadas por abortos.
A aprovação do aborto não punível por prazos e causalidades como no México e na Colômbia permitiu que milhares de mulheres conseguissem ser atendidas no sistema público. Ao mesmo tempo, foi necessário que as organizações feministas se esforçassem arduamente para garantir o acesso das mulheres a esses serviços, devido às múltiplas barreiras que o próprio sistema público coloca.
Audiências Públicas foram palco onde as mulheres feministas da região tiveram a oportunidade de exercer a defesa do direito do aborto, ao aborto em situações extremas, da dignidade e o respeito pelos direitos fundamentais das mulheres, a liberdade de consciência e o respeito o Estado laico: Brasil e México.
Um projeto de Tratado Jurídico (Concordata) entre o Governo e o Vaticano enviado pelo Presidente do Brasil foi aprovada pela Câmara dos Deputados e enviado ao Senado para conceder privilégios à Igreja Católica. Enquanto isso, mais de mil mulheres de Mato Grosso do Sul estão sendo vitimados pela criminalização do aborto, pois a polícia apreendeu os registros médicos, as interrogou e iniciou processo penal de caráter massivo por terem sido tratadas em clínica privada, há vários anos. Essas mulheres têm negociado penas, em troca de serviços gratuitos em creches, para que aprendam a ser mães. O Senado e a Câmara dos Deputados do Uruguai aprovaram projeto de lei de Defesa da Saúde Sexual e Reprodutiva, no entanto, a sessão da Assembléia Geral do Parlamento não levantou o veto imposto pelo Executivo ao projeto, evidenciando a falta de respeito com os aos cidadãos, que rejeitaram o veto presidencial em 63%.
Em países onde o Estado laico é um mandato constitucional, cardeais, bispos e líderes evangélicos continuam a pressão e ameaçam excomungar os líderes políticos que legislam em favor das mulheres: Uruguai e Nicarágua.
Na América Latina, entre 20% e 30% das gestações e de óbitos maternos continuam ocorrendo em mulheres adolescentes, resultado das deficiências da educação sexual nas instituições formais, a sua falta de autonomia para evitar o sexo sem risco e violência sexual: Nicarágua, Bolívia, Venezuela.
Pela primeira vez na sua história, a Anistia Internacional publica uma declaração especial e lança uma campanha internacional que denuncia a proibição total do aborto na Nicarágua, com ênfase sobre a vida e a saúde das mulheres em situação de risco e exigindo proteção para profissionais de medicina que estão sendo criminalizados.
Chamado à Ação
Chega de violações aos nossos direitos
- Para que seja efetiva a separação das decisões de estado de toda a influência religiosa é essencial um Estado Laico.
- Para a eliminação de todas as formas de discriminação, é urgente a respeitar a vigência dos direitos sexuais e direitos reprodutivos de todas as pessoas.
- Devido à irresponsabilidade masculina, causa básica da maioria das gestações não planejadas, os homens devem assumir o compromisso cidadãos quanto à sua sexualidade e reprodução.
· Pelo acesso universal aos serviços de saúde sexual e saúde reprodutiva integral, assim como à mais ampla variedade de métodos contraceptivos seguros.
· Pelo acesso a serviços de saúde de qualidade e ao aborto legal e seguro legal, como condição necessária para reduzir a mortalidade e morbidade materna.
· Pela existência de políticas integrais não assistencialistas para reduzir a mortalidade e morbidade, orientadas pelos direitos humanos.
· Pelo reconhecimento de adolescentes e jovens como sujeitos de direitos, para que tenham oportunidades que lhes permitam tomar decisões livres, responsáveis e informadas.
· Pela garantia do livre exercício da sexualidade, o acesso à educação sexual, informação e acesso à contracepção segura para adolescentes e jovens.
· Pela a erradicação de todas as formas de violência contra as mulheres, contemplando a relação de violência sexual e HIV/Aids e acesso ao aborto voluntário nestas situações.
· Pelo fim às ameaças de líderes religiosos contra funcionários e funcionárias públicas.
· Pela erradicação da obediência religiosa dos legisladores e dos legisladoras, juízes e políticos.
· Pelo direito à informação e aos meios para evitar a gravidez indesejada e acesso à atenção adequada ou tratamento para preveni-los.
· Pela difusão de tecnologias para o aborto seguro para salvar as vidas das mulheres.
· Pelo compromisso dos governos e doadores para que disponham de mais recursos para garantir assistência integral à saúde sexual e reprodutiva, incluindo contracepção e aborto seguro.
· Pela permanente formação médica para o atendimento ao aborto, incluindo enfermeiros, parteiras e outro pessoal de saúde.
· Pela a manutenção do sigilo profissional em relação às mulheres tratadas por complicações do aborto inseguro nos serviços públicos e privados.
· Por uma sociedade que não se cale frente aos abusos contra a liberdade de escolha das mulheres.
· Pelo direito de decidir, pela democracia, liberdade e justiça social e pelos direitos humanos de todas as mulheres.
Fonte: Observatório Gênero
Nota da casa: Está na hora de exercermos nossos direitos e garantirmos um "Habeas Corpus".

Organização druídica reconhecida na Grã-Bretanha

Na velha e enevoada Albion, a Druid Network, ou «Rede Druídica», organização pagã destinada a promover a disseminação e desenvolvimento do neo-druidismo no Reino Unido, recebeu na passada semana a notificação de que foi aceite o seu pedido para ser registada oficialmente como «charity», que neste país tem mais relevância e privilégios do que as organizações não lucrativas. Este foi o prémio de uma longa luta que durava há cinco anos.
A Druid Network torna-se assim na primeira organização druídica e até na primeira organização pagã do Reino Unido a alcançar este estatuto.
A famosa «Pagan Federation», que tem secções em vários países incluindo Portugal - a PFP, Pagan Federation Portugal, maior organização pagã do País - é apenas organização não lucrativa, não gozando assim dos mesmos privilégios a respeito dos impostos.
Com este êxito verdadeiramente histórico e decisivo, a Druid Network terá agora benefícios inéditos no meio pagão de um dos países do mundo onde o Neo-Paganismo existe há mais tempo e está mais disseminado, com tudo o que isso implica em termos de credibilidade e criação de oportunidades para projectar o Druidismo, ou mais concretamente, o Neo-Druidismo na sociedade britânica, e ocidental, da actualidade.
Ao mesmo tempo, o sucedido abre as portas para que outras organizações pagãs consigam o mesmo reconhecimento.
Não mais haverá necessidade, da parte de qualquer grupo neo-druídico britânico, de provar que o Druidismo é uma religião válida; esta credibilidade poderá entretanto estender-se aos outros grupos pagãos.
Fonte: Gladius
Noticiado também no G1

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Hipocrisia ao quadrado

Causou um alvoroço além do esperado a censura ao vídeo da Kate Perry na Vila Sésamo [Sesame Street, no original].
Para o showbusiness, apenas mais um episódio de muitos que seus profissionais causam ou são envolvidos, o mundo do espetáculo não vive sem polêmica ou controvérsia.
A censura causou alvoroço por que aconteceu nos EUA, a "Terra da Liberdade", onde o fundamentalismo e a liberdade de expressão se mesclam de forma explosiva.
Censurou-se o vídeo porque alguns "pais preocupados" acharam o decote da Kate Perry muito exagerado. Certamente os mesmos que criticam a imposição religiosa do uso da burca.
Uma hipocrisia ao quadrado, se levarmos em conta que os americanos criticam a execução de mulheres à pedradas nos países muçulmanos, mas não vê problema algum em manter a pena de morte.
No Brasil, programas infantis são criticados por exporem demais as crianças ao erotismo, protagonizado e estimulado por diversas de suas apresentadoras. Mas bem que o comércio agradece, aplaude e se aproveita desse filão.
Uma hipocrisia ao quadrado, se levarmos em conta que a paranóia da pedofilia foi o resultado triste dessa falta de consciência e responsabilidade da mídia e do comércio.
Apenas adultos idiotas acreditam que a criança é pura, inocente e assexuada. Apenas adultos idiotas acreditam que podem ocultar ou alienar a criança da realidade.

sábado, 25 de setembro de 2010

Protesto Contra a Pedofilia Clerical

ROMA, 25 Set 2010 (AFP) -Um protesto internacional de vítimas de padres pedófilos será realizado em 31 de outubro em frente ao Vaticano, informou este sábado, em Verona (norte da Itália), o porta-voz de uma associação local de vítimas de abusos de religiosos, segundo a imprensa veronesa.
"Será uma manifestação internacional e vamos perante o Vaticano denunciar, mais uma vez, estes fatos (atos de pedofilia) que afetam jovens vítimas e que só começam a ser conhecidos agora", disse Marco Lodo Rizzini, porta-voz da associação de vítimas do Instituto Antonio Provolo para crianças surdas-mudas.
Associações americanas de vítimas de padres pedófilos convocaram também seus integrantes a viajar no dia 31 de outubro para o Vaticano.
Lodo Rizzini se expressou à margem de uma reunião de várias dezenas de pessoas, essencialmente em idade madura, vítimas no passado de sacerdotes pedófilos, que se reuniram este sábado de manhã em Verona para falar de suas experiências e reivindicar a verdade.
Funcionários, sacerdotes e leigos do Instituto Católico Antonio Provolo de Verona são acusados de abusos contra 67 crianças surdas-mudas entre os anos 1950 e 1984.
No fim de maio, a Conferência Episcopal Italiana (CEI) informou que "uma centena" de casos de pedofilia cometidos por sacerdotes foram objeto de "um procedimento canônico nos últimos dez anos na Itália".
Desde a publicação, em novembro de 2009, de um informe sobre as centenas de abusos sexuais contra crianças, praticadas na Irlanda, e encobertos pela hierarquia eclesiástica, o papa Bento XVI enfrenta a maior crise na Igreja Católica dos últimos anos, amplificada pela divulgação de escândalos semelhantes em outros países da Europa e da América.
Fonte: G1
Nota da casa: Mude a Igreja ou saia dela.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Religiosidade reduz risco de depressão

Washington, 22 set (EFE).- Os habitantes dos países mais religiosos da América Latina, como Brasil, Honduras e Panamá, têm menos risco de sofrer depressão, segundo um novo estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
O relatório divulgado hoje assinala, além disso, que as pessoas que vivem em áreas urbanas tem mais probabilidades de sofrer depressão, uma situação que se agrava se nesses centros urbanos existir uma grande desigualdade social.
O estudo, que analisou dados de 93 países obtidos por pesquisas de opinião pública realizadas pelo instituto Gallup no ano de 2007, assinala também que o nível de renda, medido segundo o Produto Interno Bruto per capita, não afeta a possibilidade de depressão.
O relatório patrocinado pelo BID e elaborado pelos economistas da Universidade da República no Uruguai, Natalia Melgar e Máximo Rossi, é o primeiro a realizar uma análise sobre o impacto de fatores como o desempenho econômico na depressão.
Os pesquisadores utilizaram como referência os EUA, pela ampla disponibilidade de dados e pesquisa sobre o tema.
Segundo Natalia e Rossi, os moradores de Etiópia, Coreia do Sul e Bolívia são os que têm mais possibilidades de sofrer depressão, enquanto os da Mauritânia, Albânia e Dinamarca os que têm menos chances.
Os autores descobriram que, entre os 14 países com maior disparidade de renda que experimentaram menores possibilidades de sofrer depressão, pelo menos oito tinham uma alta percentagem de religiosidade: Honduras, Panamá, Níger, Senegal, Jamaica, Uganda, Brasil e Moçambique.
Fonte: G1
Nota da casa: Isso não quer dizer que ateus sejam mais deprimidos. Nem que os "religiosos" desfrutem de uma saúde mental perfeita.

Convenção das Bruxas

Anubis Eventos Apresenta:
Convenção das Bruxas – Halloween 2010 - Dia 30/10/2010 apartir das 22:30

Após dois anos de espera o evento Convenção das Bruxas retorna a cena em 2010! Agora a mais famosa festa do Anubis Eventos será realizada quadrimestralmente, sempre nos meses de Fevereiro, Junho e Outubro. O retorno será no próximo dia 30/10/2010 na casa noturna Green Express, que oferece um amplo espaço “capacidade para 1000 pessoas” e uma excelente localização no centro de São Paulo. Há novidade do evento fica por conta da discotecagem, que terá sempre como convidadas, apenas DJ´s Femininas que vêem se destacando em diversos projetos realizados na atualidade, valorizando assim o trabalho feminino da cena underground.
Shows Especiais com as bandas: Days Are Nights (Darkwave) e Segundo Inverno (Pós Punk)
Na Pista (Agora as mulheres dominam) com melhor do Gothic Rock/ New Age/ Dark Wave/ Eletro/ EBM/Pós Punk/ Anos 80´s e 90´s.
Top 3 das bandas – Depeche Mode/ Pouppée Fabrikk/ Pink Industry/ Switchblade Symphony.
DJ Residente – Christian Anubis.
Guest DJ’s – Mary Sioux (Vanquish Fest) / Kamila Urani (Via Underground) / Claudhia Issa
Os 50 primeiros pagantes ganham um DVD Convenção das Bruxas Gothic Vídeos.
Entrada: R$ 15 ou R$ 10 apresentando o flyer ou enviando nome (completo e nº RG) para o email –
anubiseventos2010@gmail.com .
Local: Green Express – Av. Rio Branco, 90 Centro São Paulo – Próximo ao metrô Anhangabaú e Galeria do Rock.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Candidata alega envolvimento com "bruxaria"

Christine O''Donnell, a nova estrela do movimento ultraconservador americano, Tea Party, teve sua reputação abalada após a divulgação de um vídeo no qual admite já ter participado de cerimônias de bruxaria.
O''Donnell, que na terça-feira passada venceu de surpresa as primárias republicanas para uma cadeira no Senado por Delaware, cancelou neste sábado duas entrevistas que tinha marcadas para amanhã na televisão americana.
Segundo seu porta-voz, a política cancelou sua presença para poder participar de uma reunião em Delaware. O cancelamento de última hora ocorre depois que na sexta-feira, no programa Real Time, o humorista Bill Maher divulgou um vídeo de 12 anos atrás no qual O''Donnell, então analista política republicana, admitia ter se envolvido com bruxaria.
No vídeo, vê-se uma jovem O''Donnell declarar, entre risos, que havia tido uma experiência com a questão. "Nunca estive com um sabá, mas tive uma experiência com bruxaria. Me juntei com pessoas que faziam essas coisas. Não estou inventando".
"Uma das minhas primeiras saídas com uma bruxa foi sobre um altar satânico e eu não sabia. Quero dizer, havia um pouco de sangue e coisas assim... Fomos ao cinema e depois fizemos um piquenique em um altar satânico", acrescenta.
O''Donnell, praticamente uma desconhecida fora dos círculos políticos especializados, ganhou fama na terça-feira ao vencer as primárias republicanas de Delaware sobre o candidato oficial do partido, Mike Castle.
A candidata enfrentará nas eleições legislativas de novembro o democrata Cris Coons pela cadeira que já foi ocupada pelo atual vice-presidente dos Estados Unidos, Joseph Biden.
Republicanos tinham advertido que, se O''Donnell vencesse a primária, não contaria com o apoio do partido.
Fonte: Notícias Terra
Nota da casa: A candidata até parece o ex-presidente Bill Clinton, quando este disse que "apenas" tragou, mas não fumou maconha.

O mito da virgindade feminina

Foi há 10 mil anos que o hímen se tornou importante.
Essa é a conclusão de Peter Stearns, grande especialista em história sexual da Universidade George Mason (EUA).
Seu livro "História da Sexualidade", recém-lançado no Brasil pela editora Contexto, compara a vida típica de tribos nômades que vivem de caça e coleta com a das primeiras sociedades humanas pós-agricultura.
É inevitável, diz, perguntar: por que, de repente, a sexualidade feminina passou a ser vigiada e elas muitas vezes perderam até a chance de escolher seus parceiros?
Era diferente entre quem não plantava. "Grupos caçadores-coletores tinham fascínio pela sexualidade. A bissexualidade era comum."
Houve a mudança porque, com a possibilidade de acumular patrimônio (caçadores não juntam excedente nem terras), filhas viraram moeda de troca entre famílias. Surgiu a herança e o dote.
Com a residência fixa e as famílias agrupadas, ficou fácil, especialmente para pais, supervisionar os outros.
Era importante zelar para que as filhas não engravidassem de gente indesejada -e para que os filhos também não engravidassem qualquer uma, mas sem testes de DNA esse problema era menor.
Ainda que restritivas, civilizações antigas tratavam de sexo com naturalidade. Um mito egípcio dizia que o deus Atum se masturbava na água e acabou ejaculando o Nilo.
Isso prosseguiu com as sociedades clássicas. A Grécia foi muito tolerante com homossexuais. Rapazes eram "tutorados" por homens mais velhos na sexualidade.
"Platão disse ser mais provável que o amor sério surgisse entre homens, pois podia envolver uma mistura de sexo e interessante conversação intelectual", diz Stearns.
Isso mostra que mulheres ainda eram reprimidas -ainda que os romanos valorizassem seu prazer, por exemplo.
Com a ascensão do cristianismo, porém, a maneira de lidar com o sexo endureceu. Na Idade Média, as cidades diminuem - e, em geral, quanto mais urbano um povo, mais liberal sexualmente.
Se religiões clássicas contavam aventuras sexuais dos deuses, Jesus nasceu de uma virgem. O sexo se aproxima do pecado. A homossexualidade cai na clandestinidade.
Com a Idade Média acabando, aos poucos as cidades voltaram a crescer. A industrialização, a partir do século 18, acelerou o processo.
Com o trabalho urbano, herdar terras deixa de ser vital. "Se o pai não podia assegurar herança, havia menos motivos para que os filhos aceitassem plenamente sua autoridade", diz Stearns. O anonimato das cidade grandes também oferece menor controle sobre a vida alheia.
Países da Europa, EUA e Brasil só viraram majoritariamente urbanos no século 20. O sexo acompanhou e dominou a cultura, seja em Hollywood ou nas revistas, e a virgindade perdeu espaço.
A homossexualidade passou a ser vista com mais naturalidade, e países como a Espanha legalizaram o casamento gay recentemente.
Com métodos anticoncepcionais eficientes, o sexo pelo prazer disparou. As mulheres no mercado de trabalho se tornam menos dependentes das ordens paternas.
É um processo que ainda está acontecendo. Ainda hoje, por exemplo, metade do mundo vive em áreas rurais.
"Não sabemos se o mundo todo vai se industrializar. É difícil dizer que o padrão moderno de sexualidade triunfará, apesar de ser tentador dizer que no futuro teremos ainda mais aceitação do sexo pelo prazer", diz Stearns.
Recebido por e-mail do Alex Acioli
Nota da casa: Eu diria que foi mais com a formação da idéia/conceito de "propriedade" que houve tal mudança.

sábado, 18 de setembro de 2010

Mais do mesmo

Mal chegou na Escócia, o sr Ratzinger demonstra aquilo que eu denuncio diversas vezes neste blog.
Na quinta-feira, no seu primeiro pronunciamento no Reino Unido, diante da rainha Elizabeth II em Edimburgo, Bento XVI falou sobre "uma tirania nazista que tenta erradicar Deus da sociedade".
Ele também pediu que a Grã-Bretanha evite "formas agressivas de secularismo".
"Até mesmo durante as nossas vidas, nós conseguimos lembrar como a Grã-Bretanha e seus líderes se levantaram contra a tirania nazista que queria erradicar Deus da sociedade e negava nossa humanidade comum a muitos, especialmente os judeus, que se julgava indignos de viverem", disse Bento XVI.
"Quando formos refletir sobre as lições sombrias do extremismo ateísta do século XX, nunca nos deixemos esquecer de como a exclusão de Deus, religião e virtude da vida pública leva em última instância a uma visão truncada do homem e da sociedade, e portanto uma visão reducionista das pessoas e seus destinos."[G1]
Claro, meus colegas ateus sabem muito bem quais foram os "ateus" que estavam ao lado do nazismo. Eles estão na foto deste texto.
Londres, 17 set (EFE).- O papa Bento XVI pediu hoje em Londres, perante representantes de outras crenças, "liberdade" para que todas as pessoas possam praticar a própria religião e participar de atos públicos de culto "sem perseguições".
Em seu segundo dia de visita à Grã-Bretanha, o papa se reuniu com 200 líderes das principais religiões presentes no país (cristianismo, judaísmo, islamismo, hinduísmo e siquismo), aos quais pediu reciprocidade no diálogo inter-religioso.[G1]
Nem parece que foi ele mesmo que havia dito que só a Igreja Católica era a única verdadeira Igreja e que apenas nela havia salvação.
Desculpem-me, eventuais visitantes e leitores, mas não dá para engolir. Eu não vou deixar de lutar, mesmo sob o pretexto de um "crescimento espiritual". Eu me recuso ficar alienado em um Nirvana. Eu continuo sendo um pagão, bem ordinário.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

A humanidade dispensa sermão

Bom, bem que eu queria tentar largar o osso, mas pelo jeito o sr Ratzinger não vai deixar. Mais uma vez, o pontifice máximo demonstra a intolerância, a arrogância e a prepotência da instituição que ele representa.
Cidade do Vaticano, 13 set (EFE).- O papa Bento XVI voltou a dizer hoje que a Igreja Católica não pode aceitar leis que prevejam novas formas de casal ou família, referindo-se criticamente aos relacionamentos homossexuais.
A declaração foi feita durante seu discurso ao novo embaixador alemão junto à Santa Sé, Walter Jürgen Schmid.
"A Igreja vê com preocupação a crescente tentativa de eliminar o conceito cristão de casamento e família da consciência da sociedade", explicou o papa, que reiterou que "o casamento se manifesta como união duradoura de amor entre um homem e uma mulher, com o objetivo de continuidade da vida humana".
Neste sentido, Bento XVI insistiu que "a Igreja não pode aprovar as iniciativas legislativas que impliquem o reconhecimento de modelos alternativos de vida de casal e de família".
Para o papa, as novas concepções de família "contribuem para enfraquecer os princípios das leis naturais (...) e a confundir os valores na sociedade".
Fonte: G1
O conceito de sociedade, família e casamento são determinados pela cultura da época, pelas pessoas que constrói e vivencia tais conceitos. Em outros textos deste blog, eu deixei claro que a "família" é uma invenção romana. Está na hora da humanidade dar um jeito nesse arcabouço arcaico, obsoleto e ditatorial. Basta de Tirania.

domingo, 12 de setembro de 2010

Indianas celebram o Teej

Katmandu, 12 set (EFE).- O jejum religioso mais conhecido do mundo talvez seja o Ramadã, mas no Nepal as mulheres hindus celebraram no último sábado o "Teej", um festival durante o qual se abstêm de comer e beber e rezam pelo bem-estar de seus maridos.
O desejo de uma duradoura felicidade conjugal motivou como a cada ano as hindus a exibir saris, pulseiras e colares vermelhos e dançar perante os templos do deus Shiva espalhados pelo Nepal, o último reino hindu até que em 2008 foi proclamada a República.
"Estou aqui para rezar por uma longa vida e prosperidade não só para meu marido mas para toda a família", disse à Agência Efe Dev Kumari Gautam.
Ela é uma das dezenas de milhares de fiéis que se aproximaram do grande complexo templário de Pashupatinath, em Katmandu, o mais sagrado no Nepal para esta religião professada aproximadamente por 80% da população do país.
A devota explicou que durante o dia todo não bebe água e apenas come frutos secos depois do fim do dia, quando são realizados os últimos rituais no lar.
Este festival da frugalidade, que dura apenas um dia, é especialmente difícil para elas porque se dedicam a se reunir, dançar e cantar em frente aos templos, além de fazer as correspondentes preces.
Segundo a mitologia hindu, a tradição se inspira no exemplo de Parvati, que jejuou para seduzir Shiva, algo que convenceu este deus do panteão hindu de sua força de espírito.
De fundo está um dos conceitos fundamentais desta religião, o "tapasya", ligado ao ascetismo como guia espiritual, o sofrimento, a vontade e a meditação.
Perante as críticas ao "Teej" por não obrigar também os homens a jejuar, o especialista em sânscrito Tikaram Sharma Poudel lembrou antigas tradições como o "sati" - em virtude do qual se um homem morre sua mulher deve ser incinerada para unir-se assim a seus restos - e sustentou que durante esta jornada na realidade rezam, também, por elas mesmas.
Além disso, destacou que é uma boa oportunidade para que compartilhem um dia juntas.
"Antes, quando os meios de transporte não eram como os de hoje, os pais e os irmãos iam a casa de suas filhas e irmãs para levá-las a seu lar natal. Elas se reuniam e compartilhavam suas dores", disse à Efe Poudel.
"Não, meu marido não está jejuando", constatou à Efe uma devota de Katmandu, Ishwari Ghimire, de 50 anos, que assegurou observar rigorosamente o festival desde que se casou aos 17 anos.
As mulheres jejuam e este é um dia festivo só para elas, mas se supõe que seus maridos devam ser generosos e dar presentes a elas para que passem da forma mais agradável possível o dia.
Durante os últimos anos, as lojas se deram conta do evento e um mês antes do festival já fazem ofertas especiais ou descontos em artigos para a mulher.
Não só as casadas realizam o "Teej": também as solteiras, que esperam que sua oração sirva para encontrar um marido cujas qualidades se aproximem às de Shiva, algo para o qual é fundamental a intervenção divina, já que muitos casamentos no Nepal continuam sendo arranjados.
Fonte: EFE

Ações, não palavras

Um grupo de manifestantes britânicos que afirmam ter sofrido abuso sexual de padres católicos quando crianças exigiu durante reunião neste sábado "ações, não palavras" do papa Bento 16.
Eles afirmam que vão escrever um livro com mensagens e entregá-lo ao pontífice durante a sua visita à Inglaterra e à Escócia, que começa no dia 16 de setembro.
O grupo Sobreviventes de Abuso Sexual do Clero e de Ministros (Macsas, na sigla em inglês) quer aind aque a Igreja abra uma investigação oficial sobre abuso sexual do clero, além de apoio pastoral e financeiro para as vítimas.
A Conferência Episcopal afirmou que a Igreja inglesa e galesa já implementou diversas medidas para proteger crianças.
"Muitos sobreviventes temos que quase viver com medo, vergonha e culpa porque quando eles apresentam denúncias, fazem-nos sentir párias, desleais, agressivos, mercenários, falsos acusadores e tal", afirmou a fundadora do Macsas, Margaret Kennedy, durante a reunião em Londres.
"Não queremos mais palavras do Vaticano, queremos ação."
O grupo afirmou que todos os seus integrantes estão escrevendo relatos sobre as suas experiências e mensagens para o papa.
No entanto, três tentativas de marcar um encontro com o Santo Padre para entregar-lhe o documento foram declinadas.
Kennedy afirmou que integrantes do Macsas vão tentar atravessar a multidão esperada nas ruas durante a visita papal para lhe dar o livro.
Um porta-voz da Conferência Episcopal da Grã-Bretanha afirmou que a Igreja já pôs em prática 70 recomendações para resguardar crianças e adultos vulneráveis.
Fonte: G1
Nota da casa: Eu concordo que ações são mais primordiais do que palavras. Portanto, os Católicos e os Cristãos devem para de discursar e partir para a ação, sem esperar por providências do Vaticano, sem esperar por providências do Governo. Mudem. Mudem por dentro a Igreja, ou mudem-se dela.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Jogos juvenis

Em um texto que eu escrevi para o forum Amber and Jet, eu levantei uma dúvida [traduzido]:
Por que alguns pagãos, bruxos e wiccanos [ou alegados] pensam ser certo serem pagãos/bruxos/wiccanos e permanecerem cristãos, como e por que estas pessoas querem enfiar na minha garganta essa idéia politicamente correta de não criticar a Igreja.
Então eu recebi o comentário do Joseph Carriker, o qual eu reproduzo, traduzido:
Talvez isso seja menos sobre politicamente correto e mais sobre superar isso.
Nós não ficamos em volta pelas atrocidades do passado – a indignação por causa da caça às bruxas e coisas parecidas não é nossa carga. Muitos de nós tem sido feridos por nossas experiências na Igreja, mas nós temos que entender que as pessoas são responsáveis por suas ações e que manter uma instituição como totalmente responsável pela ação dos intolerantes em seu meio não é apenas fútil, mas muda a responsabilidade destas ações para longe dos indivíduos que são culpados.
Muitos de nós cresceu no Cristianismo. Nós crescemos sendo alimentados com esta idéia que tomamos como intrínseca à religião que nós trazemos para o Paganismo: que há um Grande Inimigo conspirando contra nós. Quando éramos cristãos, era Satan. Agora, são os Cristãos.
Pare de fazer esse jogo.
Essas crenças que sustentam esta filosofia requer um inimigo para chamar a atenção de seus seguidores para que eles não olhem para dentro. A forma mais fácil de criar coesão de grupo é identificar e difamar um grupo externo como o Inimigo e manter a atenção das pessoas neles. Uma estratégia juvenil que não é bom tomar parte.
Sim, alguns grupos do Cristianismo (e outras crenças, para ser justo) podem ter decidido que nós somos o Inimigo, mas eu escolhi não participar desse jogo pequeno. Eu tenho coisas melhores a fazer, como trabalhar para nossos Deuses.
Joseph Carriker, Alexandrian 2*
Este blog tem espaço também para autocrítica. Realmente, superar os traumas que nossa criação dentro do Cristianismo nos causou é muito difícil, árduo e complicado.
Quando eu critico a Igreja, eu o faço exatamente visando não a instituição, mas as pessoas que a compõe. Mudando a forma como essas pessoas pensam, muda-se ou aniquila-se a instituição. Mudando ou aniquilando a Igreja, tal como esta está organizada desde Constantino, permitirá ao Cristianismo e aos Cristãos desenvolverem o seu melhor potencial. Mesmo porque ainda não estamos totalmente livres de que ocorra novamente as mesmas condições que deram origem às Cruzadas e à Caça às Bruxas, haja visto o fundamentalismo cristão que surgiu e cresce nos grupos Evangélicos. Então por enquanto eu não vou largar o osso.
PS: Eu pergunto "por que não criticar a Igreja", quando a questão é "por que deveria criticá-la". Não é esse o meu trabalho. Não é essa minha função. O que os Cristãos fazem ou crêem não é assunto meu. Há tempos eu estou cansado de ser o polêmico, o controvertido. Há tempos eu estou cansado de tentar despertar a humanidade. Talvez eu ainda não esteja pronto para dar o passo final para a cura, para a paz interior. Por enquanto é simplesmente cansaço, até de mim mesmo. Cansado de tentar debater, de dialogar, cansado de ser constantemente mal-entendido até no meio Pagão. Cansado de tentar sinalizar aos Pagãos que estamos indo perigosamente na mesma direção que as religiões majoritárias um dia foram, em direção aos recifes do sectarismo, do autoritarismo, do culto à personalidade, dos falsos gurus, das arapucas esotéricas. Portanto termino este texto com reticências...

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Dia do Sexo

Caramba! Foi só ter aproveitado o feriado prolongado que eu deixei passar essa notícia! Bom...cheguei tarde para divulgar, mas não para entrar [no bom sentido] nessa campanha.
Se você se dedica somente a lembrar do Dia das Mães, Dia dos Pais ou Dia das Crianças, está perdendo uma das datas mais divertidas do ano. Para esquentar o calendário comemorativo nacional, neste dia 6 de setembro é celebrado nada menos que o “Dia do Sexo”.
A iniciativa partiu da fabricante de preservativos Olla e existe até uma campanha para oficialização da data desde 2008.
Não é de se surpreender que a moda pegou. Além do óbvio (prazer, é claro!), o sexo faz bem à saúde, rejuvenesce a pele e melhora a autoestima. Uma curiosidade é a data escolhida, bastante sugestiva: 6/9, alusão a uma famosa posição do Kama Sutra.[EBand]
A ideia de separar um dia especial para o sexo não veio apenas do comércio. A Câmara dos Deputados analisa um projeto de lei que estabelece o dia 14 de janeiro como o Dia Nacional do Sexo.
O sexólogo Gérson Lopes não vê o Dia do Sexo com bons olhos. Ele acredita que, em vez de trazer a discussão sobre o tema, a data reforça a ideia comercial do sexo. "Esses dias expõem o sexo de forma individualista e mercadológica", afirma.
Ele acredita que o ideal seria comemorar o Dia da Saúde Sexual e discutir assuntos que contribuam como igualdade de gênero, gravidez fora da hora e doenças sexualmente transmissíveis. "O tema precisa ser levado para debate nas escolas, aí sim poderão ser discutidos os problemas de falta de diálogo, repressões e preconceito".[DeFato]
Nota da casa: Aqui temos textos comemorando o Dia Internacional do Orgasmo além de uma verdadeira apologia da ressacralização do sexo, do desejo e do prazer. Então, Musa, larga tudo e vem logo pra debaixo do lençol. };)

Dia da (in)Dependência

Os brasileiros comemoram no dia 7 de Setembro a festa cívica do Dia da Independência. Segundo nosso mito histórico, foi nessa data que o então Imperador D Pedro I, às margens do rio Ipiranga, em São Paulo, proclamou a independência do Brasil.
Eu me lembro da época em que eu estava no colégio, quando meus professores insinuavam que tal cena nunca existiu. O que houve foi um movimento da oligarquia local, farta de ser controlada pela aristocracia portuguesa, farta de ter que dividir a sangria que ainda se faz no povo brasileiro.
Eu me lembro da sensação de que apenas trocamos os colonizadores, pois a "independência" do Brasil foi possível graças à "ajuda" da Inglaterra, que nos cedeu armas em troca de "facilidades comerciais".
A independência do Brasil foi um ato militar, um golpe de Estado, assim como foi a desastrosa implantação da República e o inevitável desenlace que resultou na Ditadura [a de 45 e a de 60].
O Brasil só descobriu as vias democráticas quando a própria burguesia urbana e rural, que sustentou e apoiou essa política militaresca, começou a se sentir sufocada. A elite do sistema precisava de mais liberdades, especialmente nos campos financeiro e econômico, para aumentar seu ganho, seu lucro. Apostaram na falta de consciência e organização política notória dos brasileiros, apostaram no conservadorismo e no comodismo típicos dos cidadãos. Em troca de alguns direitos constitucionais que a maioria ignora, o sistema seria mantido e o lucro garantido.
Assim nos foi vendida a idéia das eleições representativas, em todos os níveis, com uma pluralidade de candidatos e partidos, que não resolvem nossos problemas crônicos e em nada acrescentam. A propaganda eleitoral não informa nem orienta, é simplesmente propaganda do pior nível.
A candidata do PV, Marina Silva, havia feito um pedido, que soou como uma denúncia tardia, para que o pleito não se transformasse em Vale-Tudo. Tarde demais.
Desde que eu me conheço por gente, desde que engolimos a farsa do sistema eleitoral como a única via de manifestação política pública, a cada eleição, além dos candidatos exóticos, o que eu tenho visto é o mesmo jogo sujo, a mesma politicagem, a mesma dança de dossiês, divulgações espúrias, acusações caluniosas, ameaças, extorsões.
Como brasileiro, como cidadão, como pagão, eu fico preocupado em ver como os principais candidatos paqueram com a Igreja e com os Evangélicos. Mais preocupante ainda é ver alguns candidatos aos cargos legislativos defendendo os mesmos valores do fundamentalismo cristão. A situação está tão ruim que tem aparecido muitos oportunistas e gente sem noção, dentre as candidaturas exóticas e o cidadão não protesta contra esse desrespeito.
Nós ainda buscamos pelos salvadores da pátria nos candidatos, nos omitindo e negligenciando a nossa consciência e participação política, não apenas nos anos eleitorais, mas em todos os anos, o ano inteiro, a cada dia. Enquanto não tivermos tal consciência/participação política e aceitarmos as nossas responsabilidades, o Dia da Independência e o Desfile de Sete de Setembro continuarão sendo simplesmente mais uma data e mais uma comemoração cívica de um mito histórico de um gigante que continua dormindo em berço esplêndido.

sábado, 4 de setembro de 2010

O Deus de Mendes

O sumo sacerdote de Mendes disse à rainha: "Não se pode prestar maior honraria ao carneiro do que a mulher do faraó se apresentar ela própria para a cópula". [...] Arsínoe Beta entrou na tenda do festival, levantou o vestido vermelho da Deusa da Guerra e deixou-se ser coberta pelo grande bode, o lorde Banebdjedet. - Duncan Sprott, A Filha do Crocodilo, pg. 198-197, Editora Record.
Elifas Levi cita, ao falar de Baphomet, do "bode de Mendes". Na Idade Antiga era comum ter animais sagrados que eram considerados a encarnação ou a representação de um Deus ou Deusa. No caso da cidade de Mendes, no Egito Antigo, o Deus era Banebdjedet, um Deus Carneiro similar a Khnum. Sua esposa era a Deusa Hatmehyt, que pode ter sido a divindade nativa de Mendes.
Assim como outros Deuses com chifres, como Atis, Dioniso, Cernunos e Pan, o Deus de Mendes representa a força das necessidades mais básicas, bem como o princípio da fertilidade co-gerador do mundo. E para os povos antigos, assegurar a fertilidade dos campos e dos rebanhos era mais do que um ato sagrado, era uma necessidade de sobrevivência.
Assim, muitos foram na antiguidade as cerimônias, cultos e rituais que procuravam manter essa abundância, através de uniões sagradas, quer entre uma sacerdotisa e o Deus, quer entre seus celebrantes, como acontecia no 1º de maio, na Europa. Nessa época antiga, o prazer, o desejo, o sexo, eram sagrados. Nessa época se celebrava a vida, o amor, a alegria. Nós, que nos consideramos tão mais "civilizados", "cultos" e "esclarecidos" que estes povos, vivemos em uma época em que se celebra a morte, o ódio e o sofrimento.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

A casa da pedofilia

A condenação dos sete acusados de abusos sexuais contra menores da instituição portuguesa Casa Pia de Lisboa, nesta sexta-feira, não representa necessariamente a conclusão do processo judicial, um dos mais demorados e escandalosos da história recente de Portugal.
O processo começou há quase seis anos, chamando grande atenção da mídia, e os advogados de defesa já anunciaram que vão recorrer das condenações.
Ao todo, sete pessoas foram acusadas de pertencer a uma rede de pedofilia que abusava de 32 alunos da Casa Pia de Lisboa, uma instituição educativa do Estado para crianças carentes.
Os abusos teriam começado em meados dos anos 70, mas só vieram à tona no ano 2002.
Ao longo do processo, mais de 800 testemunhas foram ouvidas, entre elas as 32 vítimas, todos ex-alunos da instituição.
Durante o período dos abusos, cerca de 4 mil crianças eram atendidas nas escolas e orfanatos da instituição.
Entre os acusados estavam Carlos Cruz, um famoso apresentador de televisão, Carlos Silvino, ex-motorista e ex-aluno da instituição - que já admitiu sua culpa e depôs contra outros acusados - e Jorge Ritto, ex-diplomata de Portugal.
O ex-diretor da Casa Pia, Manuel Abrantes, o advogado Hugo Marçal, o médico João Ferreira Diniz e Gertrudes Nunes, dona de uma das casas onde ocorreram os abusos, são os outros réus.
Todos afirmam que tiveram suas vidas destruídas pelo processo.
Eles eram acusados de envolvimento em mais de 900 crimes ligados a abuso sexual e peculato.
Progresso lento
As denúncias iniciais e a longa investigação que se seguiu prenderam a atenção do público português.
Mas o subseqüente lento progresso do caso, por causa do número de testemunhas e de recursos apresentados, além de troca de juízes, e a suspensão das acusações contra um deputado do Partido Socialista e um ex-ministro do governo, fizeram com que o público se tornasse cético em relação ao sistema judicial.
"O sistema legal português é muito formal, permitindo um número incrível de testemunhas - mais de 800 - e todo tipo de tentativa de atraso, tornando as coisas fáceis para a defesa", afirma Miguel Matias, advogado de 31 ex-alunos da Casa Pia, agora com idades de entre 16 a 22 anos.
"O público não acredita mais - todo mundo acha que o caso não vai dar em nada."
Ele, no entanto, tem esperanças, depois da decisão de Silvino de se declarar culpado da maioria das acusações e de testemunhar contra os outros acusados - que negam as acusações.
De qualquer forma, Matias vê o fim do caso como uma chance para que seus clientes sigam adiante.
"É muito importante para essas pessoas, quer os réus sejam considerados culpados ou não. Eles precisam do fim (do julgamento) para começar a viver suas vidas, que em alguns casos, estão muito fragilizadas."
Muitas das vítimas planejavam estar no tribunal nesta sexta-feira, entre elas Bernardo Teixeira.
"Eu não estaria em nenhum outro lugar", disse ele à emissora estatal RTP. "Meu maior prazer seria sair da corte com a cabeça erguida e dizer às pessoas: o que eu falei era verdade, eu não estava mentindo."
A pena para o abuso sexual de crianças em Portugal varia de três a 10 anos de prisão, mas há um limite de 25 anos na sentença total que pode ser imposta.
'Maior abertura'
Este não foi o único processo gerado pelas investigações iniciadas em 2002.
Outros sete julgamentos já foram concluídos, alguns em que ex-alunos da própria Casa Pia foram condenados.
Psicólogos infantis que conduziram as entrevistas no início das investigações concluíram que, provavelmente, mais de cem crianças foram vítimas de abusos em algum momento, mas a polícia só conseguiu provas para levar adiante uma minoria dos casos.
A cobertura da mídia, no entanto, aumentou a conscientização sobre o abuso sexual de crianças em Portugal, aumentando a pressão sobre as autoridades para que agissem.
"Aos poucos passou a haver maior abertura para o público, escolas e pais", afirma Susana Maria, presidente da associação criada por psicólogos para promover a prevenção ao abuso sexual infantil.
Mas a psicóloga alerta para o risco de que o caso contra a conhecida instituição dê ao público a falsa sensação de segurança.
"Tememos que haja mitos associados a isso - de que essas coisas não acontecem em famílias 'normais', por exemplo."
Dados da polícia indicam que as denúncias de abusos sexuais contra menores em Portugal aumentaram de 100 por ano, em 2000, para mais de 500, em 2002, dobrando em 2003 para então se estabilizar.
Falhas no sistema
A Casa Pia continua a atender 1.800 orfãos e crianças carentes em Lisboa.
Pedro Namora, advogado e ex-aluno da instituição que ajudou a jornalista Felicia Cabrita a reportar a história no jornal Expresso em 2002, lembra com carinho da dedicação dos professores, mas condena o fracasso dos diretores em salvaguardar o bem estar das crianças que permaneciam na instituição durante os fins de semana.
"Essas eram crianças de famílias muito pobres, vistas como lixo", diz ele. "Os incidentes eram relatados, mas as autoridades lavaram as mãos."
Não fosse pela intensa atenção da mídia, diz ele, este caso talvez também tivesse sido varrido "por debaixo do tapete".
Durante as investigações, veio à tona que duas décadas antes as autoridades haviam descoberto indícios de uma rede de abusos, mas a investigação sobre o caso acabou sendo arquivada.
Fonte: G1
APOSTASIA JÁ!

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Congresso Mundial de Religiões Étnicas

Do dia 26 ao dia 29 do corrente, realizou-se a XIII sessão anual do Congresso Mundial das Religiões Étnicas (W.C.E.R., em Inglês), que passou agora a chamar-se Congresso Europeu das Religiões Étnicas (E.C.E.R.) e que este ano teve por tema «a Ética no Mundo Contemporâneo».
Vários foram os debates que tiveram lugar, que puderam contar com as opiniões de todos os seus membros, incluindo a de um dos principais dinamizadores do Paganismo na Europa.
O evento foi finalizado com um ritual colectivo simples, de acordo com o Rito Romano reconstruído pela organização Gentilitas, em honra de Janus Clusius, de Júpiter, de Mars Pater, de Vesta e, genericamente, todos os Deuses da Europa e da Índia, mas em que cada participante poderia introduzir uma variante correspondente à sua nação.
Fonte: Gladius
O Congresso Mundial das Religiões Étnicas foi estabelecido em junho de 1998 em uma audiência que fez a seguinte declaração:
Nós, os delegados do Congresso Mundial de Religiões Étnicas, sediada em Vilnius, Lituânia, de 20 a 24 de junho de 1998, nos reunimos para expressar nossa solidariedade pelas religiões étnicas, indígenas, nativas e/ou tradicionais da Europa e outras regiões do mundo.
Todas as culturas bem como as religiões nativas devem ser igualmente valorizadas e respeitadas. Cada região e cada povo têm suas tradições locais distintas que articulam o amor deles por suas terras e histórias e cultivam uma lembrança do sagrado da vida e a divindade da natureza. Assim como a natureza sobrevive através de uma grande variedade de espécies, assim deve ser permitido à humanidade desenvolver livremente e sem interferência dentro de uma grande variedade de expressões culturais.
De acordo com nossas antigas tradições étnicas, a Terra e toda a criação devem ser valorizadas e protegidas. Nós, como seres humanos, devemos encontrar um lugar na teia da vida, não fora ou separado da criação.
Nós compartilhamos um acordo em comum de nossa posição no mundo, baseado em nossa experiência comum de opressão e intolerância. Religiões étnicas e/ou Pagãs têm sofrido grande dano e destruição no passado por religiões afirmando que possuíam a única verdade. Nosso desejo sincero é viver em paz e harmonia e lutar pela cooperação com os seguidores de todas as religiões e crenças.
Nós cremos que o alvorecer de uma nova era de liberdade individual e intelectual e troca de idéias e informações globalmente nos dá uma oportunidade de começar de novo a voltar para nossas próprias raízes espirituais para reclamar nossa herança cultural. Nós somos adoradores da Natureza como a maior parte da humanidade tem sido em grande parte da história humana.
Religiões indígenas reais devem nos dar amor e respeito por tudo que vemos e sentimos em volta, aceitar todas as formas de adoração que enfatizem corações sinceros, pensamentos puros e conduta nobre em todo momento de nossa vida, através de tudo que existe.
Que sejamos orgulhosos do renascimento de nossas religiões étnicas. Nosso novo universalismo induz as pessoas a não permanecer fechadas dentro de paredes de ódio e ciúme contra aqueles que não estão dentro de nossas paredes. Que nós quebremos essas paredes e expandamos o horizonte e a visão de toda a humanidade.
Nós estabelecemos o “Congresso Mundial de Religiões Étnicas” para ajudar todos os grupos de religiões étnicas a sobreviver e cooperar uns com os outros. Nosso princípio é “unidade na diversidade”.

O proselitismo de Kadafi

O líder da Líbia Muammar al-Kadhafi aterrou no dia 29 de agosto no aeroporto de Ciampino em Roma. Um ano depois, o líder da Líbia visita novamente Roma para celebrar o segundo aniversário do Tratado de Amizade com Itália. O presidente recebeu em encontros no Centro Cultural Líbio, em Roma, no dias 30 e 31 de agosto, centenas de modelos.
Oficialmente, o evento teve o objetivo de oferecer às jovens a conversão ao Islã e a possibilidade de casamento com muçulmanos. Khadafi defendeu que o islão se deve transformar na "religião de toda a Europa".
Assim como o caudilho da Venezuela, Hugo Chavez, o caudilho da Líbia, Muammar al-Kadhafi, fala o que bem entende, como todos ditadores gostam de falar, sejam estes seculares ou eclesiásticos.
Evidentemente, a Igreja e seus acólitos reagiram, denunciando um plano para islamizar a Europa, defendendo que as pessoas devem ter a liberdade de escolher sua religião.
O que a Igreja e seus acólitos se esquecem e fazem questão de esconder, ocultar, da opinião pública é que a Europa foi anteriormente invadida e doutrinada pelo Cristianismo, reprimindo, oprimindo e proibindo as antigas crenças locais.
Nenhum homem, instituição ou Deus pode obrigar a quem quer que seja crer ou descrer.
Se há alguma religião que deva ser da Europa, esta é a que tem mais vínculos com as raízes e origens dos povos que a habitam. E se as pessoas buscarem suas raízes, suas origens, verão que a crença de seus ancestrais, há tanto tempo proibida, sobreviveu e está ressurgindo. A religião da Europa é o Paganismo.