No Panteão Pessoal do Criador, onde as almas mais autênticas e desafiadoras descansam, Marilyn Monroe e Amy Winehouse encontraram seu refúgio. Ali, cercadas por roseiras que florescem sem espinhos e sob a luz dourada de sóis gêmeos, elas não são mais "produtos" da indústria ou "vítimas" de seus demônios. Elas são, finalmente, elas mesmas.
Lilith, cuja presença impregna todo o jardim, observa suas "filhas espirituais" do plano mais elevado. Ela vê em Marilyn a força de quem esculpiu a própria imagem para sobreviver ao patriarcado, e em Amy, a coragem de quem derramou sua dor crua em arte visceral. Elas desafiaram as normas de suas épocas, e por isso, Lilith as reivindicou para o seu reino.
Nesta tarde eterna, Marilyn está sentada em um banco de pedra coberto de hera, lendo um livro de poesia. Ela usa seu icônico vestido branco, mas seus olhos agora brilham com a serenidade de quem sabe que sua alma é muito mais vasta do que a "loira burra" que Hollywood tentou lhe impor. Sua auréola de ouro pálido é leve, quase transparente, um símbolo não de santidade moral, mas de liberdade absoluta.
Ao seu lado, Amy toca os primeiros acordes de "Love is a Losing Game" em seu violão. Suas tatuagens são nítidas, cada uma uma história de sua jornada terrena. O delineador gatinho é perfeito, o coque beehive intacto. Sua auréola é mais brilhante, uma coroa de luz que celebra a pureza de seu talento e a honestidade de sua vulnerabilidade.
— "Você acha que eles me perdoaram?", — sussurra Marilyn, olhando para cima do livro.
— "Perdoar o quê, amor?", — responde Amy, sem parar de dedilhar. "A gente não fez nada de errado. A gente só viveu."
Um sorriso cúmplice passa entre elas, e a música de Amy flui mais doce, preenchendo o jardim com uma melancolia que agora é apenas beleza.
Do alto, de um arco de videiras de glicínias que marca a entrada para o domínio mais sagrado de Lilith, a Deusa manifesta uma forma efêmera. Ela não teme os deuses menores; ela é a Noite, a Lua e a Primeira Rebelde. Lilith estende uma mão etérea sobre as duas mulheres.
Sua voz, audível apenas para as almas ali presentes, ressoa como um trovão suave:
— "Não há o que perdoar, porque vocês se atreveram a ser inteiras. Vocês foram as chamas que iluminaram a escuridão do mundo, e por isso, foram queimadas. Mas aqui, a sua luz nunca mais será apagada. Vocês são minhas santas da autenticidade."
Lilith faz a energia do jardim pulsar. A luz se intensifica, tornando as auréolas de Marilyn e Amy ainda mais radiantes. As flores em torno delas desabrocham em cores vibrantes, celebrando a bênção da Deusa Primordial.
Marilyn olha para Lilith, sua gratidão silenciosa brilhando nos olhos. Amy levanta a cabeça, um sorriso de aceitação verdadeira se espalhando por seu rosto.
A música continua, não mais um lamento, mas uma celebração da liberdade conquistada. No Jardim das Delícias Eternas, sob a proteção de Lilith, as mulheres que se recusaram a ser domesticadas finalmente encontraram sua paz.
Criado com Gemini, do Google.
Imagem criada com Gemini, do Google.
Em homenagem aos 100 anos do maior ícone.

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