segunda-feira, 13 de abril de 2026

Uma homenagem míope

Conversa com o Gemini:

Você disse
https://www.cartacapital.com.br/cartaexpressa/camara-de-campinas-sp-vota-a-concessao-de-homenagem-a-padre-kelmon/

Qual o sentido dessa homenagem? Zero. O "padre" foi uma farsa desde seu aparecimento.

Escreva um texto crítico em tom de denúncia.

O Gemini disse
A concessão de homenagens por órgãos legislativos deveria, em tese, servir para reconhecer serviços prestados à comunidade, trajetórias de impacto social ou contribuições culturais e éticas indiscutíveis. No entanto, a decisão da Câmara Municipal de Campinas de votar uma homenagem a Kelmon Souza — popularmente conhecido como "Padre Kelmon" — representa um esvaziamento perigoso da função pública e um acinte à seriedade das instituições.

O sentido dessa homenagem é, de fato, inexistente sob qualquer ótica de mérito real. O que se testemunha é a utilização de uma casa de leis como palco para a manutenção de um circo político que já deveria ter sido encerrado. Denunciamos aqui três pontos fundamentais que tornam essa honraria uma farsa institucional:

1. A Instrumentalização da Fé
Kelmon surgiu no cenário nacional sob o manto de uma autoridade religiosa que foi prontamente desmentida por diversas instituições cristãs. A Igreja Ortodoxa do Brasil, em nota oficial, esclareceu que ele nunca foi sacerdote de suas fileiras. Homenagear alguém que utilizou símbolos sagrados de forma oportunista para fins eleitorais é validar a mentira e desrespeitar as tradições religiosas legítimas.

2. O Papel de "Linha de Apoio" na Política
A trajetória de Kelmon não é marcada por projetos sociais ou defesa de direitos, mas sim por uma atuação como "escada" política em debates presidenciais, servindo apenas para atacar oponentes e blindar aliados. Conceder um título oficial a uma figura cujo único "feito" foi atuar como satélite político é rebaixar o valor das honrarias que a cidade de Campinas outorga.

3. O Desperdício do Tempo Legislativo
Enquanto a cidade enfrenta desafios urgentes em áreas como saúde, educação e infraestrutura, vereadores gastam capital político e tempo de sessão para pautar mimos ideológicos a figuras folclóricas. É uma inversão de prioridades que beira o escárnio com o eleitor campineiro.

Homenagear a farsa é, por extensão, tornar a própria homenagem farsesca. A Câmara de Campinas, ao insistir nesse caminho, não apenas ignora o histórico de manipulação de Kelmon, mas também sinaliza que, para parte de seus parlamentares, o espetáculo ideológico vale mais do que a integridade e o compromisso com a verdade histórica. É preciso denunciar a política que se alimenta do engodo e exigir que as honrarias públicas voltem a pertencer a quem, de fato, constrói algo pela sociedade.

Criado com Gemini, do Google.

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