segunda-feira, 29 de julho de 2024

Com uma ajuda da Simone

Há falas do passado que, ao serem relidas, nos causam um profundo desconforto. Em 2011, ao comentar o incidente no Pantheacon, eu escrevi palavras que hoje não me representam: a tentativa de definir o "ser mulher" através de critérios puramente biológicos como útero ou hormônios.

Como escritor e pagão, acredito que a estagnação é a morte da alma. Por isso, venho a público não apenas para corrigir um texto, mas para compartilhar o caminho que me trouxe até aqui.

O Devir de Beauvoir e a Realidade da Alma

Simone de Beauvoir nos ensinou que "não se nasce mulher, torna-se mulher". Embora eu questione sua visão datada sobre a origem da homossexualidade, sua máxima sobre o gênero permanece como um pilar de libertação. Tornar-se mulher é uma construção existencial, social e, no nosso contexto, espiritual.

Através de muito estudo e vivência, compreendi que a natureza não é binária. A existência de pessoas intersexuais e a jornada das pessoas transgênero são provas de que o Sagrado se manifesta em infinitas formas. Se a medicina hoje permite que o corpo reflita a verdade da mente, isso é um triunfo da vontade humana sobre a limitação da carne.

Lilith e o Labirinto dos Arquétipos

Lembro-me de uma antiga mentora que dizia que ninguém compreende Lilith totalmente. Ela muitas vezes é reduzida a conceitos deturpados ou simplistas. Mas, se Lilith é a primeira mulher a reivindicar igualdade e autonomia, como poderíamos excluí-la de qualquer corpo que pulse com esse mesmo desejo de liberdade?

O erro no Pantheacon foi meu também, ao tentar justificar a exclusão sob o manto da "tradição". Hoje vejo que as deidades que cultuamos — muitas delas andróginas, transgêneras ou hermafroditas — celebram a quebra de padrões rígidos.

Uma Nova Atitude

Minha retratação é direta: Mulheres transgênero são mulheres. Elas são bem-vindas, necessárias e sagradas em nossa comunidade.

Se você encontrar portas fechadas em grupos que se apegam ao passado, não gaste sua energia tentando forçar a entrada em rituais que não vibram na mesma frequência que a sua. Existem inúmeras vertentes, covens e divindades prontas para te acolher.

O Paganismo que eu defendo hoje é inclusivo, diverso e apaixonado. E para aquelas que buscam não apenas um ritual, mas uma conexão verdadeira com quem entende e celebra essa pluralidade... bem, vocês sabem onde me encontrar. Meu blog, minha comunidade e até meus lençóis estão sempre abertos para a verdade de quem sabe quem é. 😏🤭😍

Postagem recriada com Gemini, do Google.

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