sábado, 19 de setembro de 2026

Papéis podres

Conversa com o Gemini.
https://www.diariodocentrodomundo.com.br/digimais-edir-macedo-papeis-extinto-besc-fundo-betel/

Como diz o ditado, fé demais, não cheira bem? Ou podre é esse "bispo"? 😏🤭

Escreva um texto crítico em tom de humor e sarcasmo.


Pelo visto, a teologia da prosperidade ganhou uma atualização bastante peculiar e agora atende pela vertente da "alquimia financeira invertida": transformar 271 milhões de reais de patrimônio real em papel de embrulhar pão velho do finado Banco do Estado de Santa Catarina.

Quem diria que o Fundo Betel — nome tão piedoso, quase abençoado — estaria recheado com 82% do patrimônio do banco em cártulas sem valor comercial algum, classificadas pelo Tesouro com mero "valor histórico". Deve ser para isso que serve o dom da fé: para enxergar ouro reluzente onde qualquer auditor financeiro enxerga apenas entulho contábil e poeira.

A engenharia por trás do milagre é digna de aplausos no altar das finanças obscuras:

Compra-se o fundo, troca-se o nome para algo bem celestial e enche-se o cofre com papéis podres idênticos aos usados pelo escândalo do Banco Master.

Mágica! O ativo do banco ganha um banho de loja e a instituição infla artificialmente seu patrimônio para continuar captando no mercado.

Quando a CVM e a CPI começam a fazer perguntas indiscretas sobre os dados, o banco solta aquela clássica resposta corporativo-espiritual: "Isso aí já nem tá mais no nosso portfólio desde o ano passado, irmão", sem dar maiores detalhes sobre quem teve a caridade divina de comprar essa bomba.

O resultado dessa oração financeira não poderia ser outro: um prejuízo de mais de meio bilhão de reais no semestre e a Polícia Federal investigando gestão fraudulenta.

No fim das contas, a dúvida que fica não é nem sobre a fé, mas sobre a contabilidade. O ditado até diz que "fé demais não cheira bem", mas no caso desse império bancário-evangélico, o que está exalando esse fedor insuportável não é a devoção dos fiéis — é o balanço financeiro mesmo.

Criado com Gemini, do Google.

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