Quase caindo na tentação de abjurar a inteligência e de condenar todo o gênero humano, eu lembro que o amor é um exemplo prático, não determinado nem condicionado.
Ainda que, por necessidades temporárias e artificiais, nós sejamos tão brutos e insensíveis, sentimos em nosso cerne o sentimento da urgente mudança de hábitos.
De sustento, passo a fruto desse mundo e vejo assim a natureza humana: fazendo parte intrínseca de uma natureza mais abrangente e, ao mesmo tempo, agindo com uma imatura individualidade.
Agora sinto, em espasmos, a vergonha de um pai moribundo e a preocupação de um rapaz esforçado. Em ambos, orgulho e dever têm um curioso relacionamento.
Um filho não pode ser um investimento em que se espera retorno futuro nem pode ser adulado, pois vão ser dois a esmolar.
*Todas as imagens foram feitas com Gemini*
*Da obra Nisf el Alf, "Meio Milhar", de minha autoria, com o pseudônimo Houssin Olnaum*





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