Conversa com o Gemini.
https://www.diariodocentrodomundo.com.br/video-nikolas-baba-ovo-de-bukele-e-ataca-direitos-humanos/
😳 Peraê...ele não é da torcida que pediu por "direitos humanos" para o Bolsonaro? Confuso? Essa é a direita (extrema ou alternativa - não faz diferença) brasileira.
Escreva um texto crítico em tom de humor e sarcasmo.
Ah, a física quântica da extrema-direita brasileira! Um ecossistema ideológico tão fascinante que faria qualquer físico teórico rasgar o diploma de desespero. É a teoria da superposição dos Direitos Humanos: um conceito que é simultaneamente "coisa de vagabundo que defende bandido" e "um direito sagrado, inalienável e universal que precisa ser garantido urgência máxima para o meu político de estimação".
A cena é quase poética. Em Juiz de Fora, lá está o nobre deputado, microfone em riste, babando ovo para o modelo de El Salvador e repetindo com o peito estufado aquele bordão mofado dos anos 1990: "Direitos humanos têm que ser para humanos direitos!". Aplausos da plateia, música dramática de fundo, ONGs malignas sendo destruídas com palavras de ordem. Afinal, a receita do sucesso é simples: construa mega-presídios, mande a ampla defesa passear e declare que a Declaração Universal dos Direitos Humanos é um panfleto esquerdista desenhado por juristas em crise de meia-idade.
Mas peraí... corta a cena.
Vamos voltar algumas páginas na cronologia do nosso glorioso folhetim político.
Quando o ex-presidente (aquele mesmo, o do "chega de mimimi") começou a ver o cerco da Justiça se fechar, ou quando os "patriotas" que resolveram fazer um acampamento com direito a vandalismo no dia 8 de janeiro foram parar na prisão, qual foi o primeiro grito de socorro que ecoou nos grupos de WhatsApp?
Exatamente: "SOCORRO, DIREITOS HUMANOS!"
De repente, a água do presídio virou pauta de urgência nacional. A quentinha fria virou violação de garantias fundamentais. O tapete de E.V.A. onde os detidos sentavam virou tortura psicológica digna da Convenção de Genebra. Deputados da mesma bancada da "mão dura" apareceram no sistema penitenciário chorando, fazendo live e exigindo a presença de Comissões de Direitos Humanos, OAB e observadores internacionais. O bordão "direitos humanos para humanos direitos" evaporou num passe de mágica, dando lugar a "mas cadê a dignidade da pessoa humana?!".
A coerência da extrema-direita brasileira funciona na base do filtro de Instagram ideológico:
Se o detido está de tornozeleira porque tentou dar um golpe de Estado: é um "preso político" recebendo tratamento desumano e necessitando do amparo imediato da Anistia Internacional.
Se o detido é um cidadão comum enquadrado numa abordagem arbitrária em El Salvador ou na periferia do Brasil: "bem-feito, quem mandou não ser um humano direito?".
No fundo, para essa turma, a régua moral é incrivelmente maleável. O Bukele é o herói supremo quando tranca milhares de pessoas sem julgamento; mas o juiz brasileiro é um "tirano ditador" se manda cumprir um mandado de prisão com base no Código Penal.
É um espetáculo de contorcionismo lógico tão impressionante que devia virar modalidade olímpica. No final das contas, a mensagem da nossa direita "alternativa" é cristalina: Direitos humanos são um câncer abjeto... a não ser que o paciente seja eu.
Criado com Gemini, do Google.
Nenhum comentário:
Postar um comentário