terça-feira, 30 de setembro de 2014

Os rituais espartanos

Dizemos em nossos rituais:

“Ouvi as palavras da Grande Mãe. Em meus altares os jovens da Lacedemônia em Esparta ofereciam o devido sacrifício”.

Após um breve busca no oráculo virtual [Google] eu encontrei quais templos, quais Deusas e quais rituais existiam em Esparta:

Ártemis Ortia

O Santuário de Ártemis Ortia era um dos mais importantes em Esparta. A dedicação dos espartanos ao seu culto é evidente nas 100.000 pequenas dedicações encontradas em volta do relicário. A deusa era uma híbrida entre a olimpiana Ártemis e Ortia, uma divindade local. Os ritos de Ártemis Ortia eram centrados nos ritos da passagem para a idade adulta e fertilidade. Era no santuário dela que os jovens garotos espartanos passavam por iniciações rituais duras. Mascarados, eles deviam roubar queijo do altar da deusa. Também eram ritualmente açoitados para se purificarem. Uma sacerdotisa supervisionava os golpes segurando uma estátua da deusa. Se os golpes não fossem fortes o suficiente, acreditava-se que a estátua ficava mais pesada. O sangue derramado pelo açoitamento servia como substituto para o sacrifício humano banido por Licurgo, possivelmente para garantir a fertilidade do local. Outros rituais também tinham esse propósito. Garotinhas eram sacrificadas para Ártemis Ortia durante a primavera, trazendo roupas ou arados como oferta. As danças rituais também eram feitas como parte desses ritos agriculturais.

Atena Chalkioikos

Atena ocupava uma posição especial na sociedade espartana como guardiã da cidade. Ela era conhecida como Atena Chalkioikos, ou Atena da Casa de Bronze, por causa de seu templo banhado a bronze na acrópolis espartana. Ela também era associada com o poder militar de Esparta, e uma cabra era sacrificada para ela antes dos exércitos irem para a batalha.

Fonte: Ehow

Como a maioria dos povos antigos, a religião tinha uma função importante em Esparta:

A religião ocupou em Esparta um lugar mais importante do que em outras cidades. O grande número de templos e santuários é disso revelador: quarenta e três templos dedicados a divindades, vinte e dois templos de heróis, uma quinzena de estátuas de deuses e quatro altares. A esta lista é necessário juntar os numerosos monumentos funerários, dado que em Esparta os mortos eram enterrados no interior das muralhas, sendo que alguns destes monumentos funcionaram como locais de culto, Divindade, As divindades femininas desempenharam em Esparta um papel bastante importante: dos cinquenta templos mencionados por Pausânias, trinta e quatro estão dedicados a deusas. A deusa Atena era a mais adorada de todas. O deus Apolo tinha poucos templos, mas a sua importância era crucial: desempenhava um papel em todas as festas espartanas e o monumento mais importante na Lacónia era o trono de Apolo em Amyclai, Outro traço distintivo era o culto aos heróis da guerra de Troia. Segundo Anaxágoras, Aquiles era aqui adorado como um deus e Esparta tinha dois santuários dedicados a ele, Outras personagens de Troia honradas por Esparta foram Agamemnon, Cassandra, Clitemnestra, Menelau e Helena, Esparta prestava também culto a Castor e Pólux. A tradição afirmava mesmo que teriam nascido na cidade. A dualidade das personagens faz lembrar a existência de dois reis em Esparta. Vários milagres foram-lhes atribuídos, sobretudo relacionados com a defesa dos exércitos espartanos (representações dos gémeos em ânforas eram levadas para o campo de batalha ao lado dos reis).

Por último, Héracles era, em Esparta, uma espécie de "herói nacional". Segundo a tradição, o herói teria ajudado Tíndaro a reconquistar o seu trono. O tema dos ""Doze Trabalhos" foi largamente explorado pela iconografia espartana.

Sacrifícios e sinais divinos, Como consequência do exposto, os sacerdotes desempenhavam um papel importante em Esparta. Os dois reis tinham eles próprios um estatuto de sacerdotes: estavam encarregues de realizar os sacrifícios públicos, que eram bastante valorizados, sobretudo em tempos de guerra. Antes da partida de uma expedição militar, efetuava-se um sacrifício a Zeus; no momento em que se passavam as fronteiras realizava-se a Zeus e Atena e antes da batalha a Ares Enyalios.

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