quarta-feira, 31 de março de 2010

A festa do coelho e do cordeiro

E por falar em feriado, como funcionário público e pagão, eu tenho que agradecer ao Governo por ignorar a constituição e me conceder um feriado prolongado a partir de amanhã [o feriado é chamado de "Endoenças"]. Então, antes da Sexta Santa [Paixão de Cristo], do Sábado de Aleluia [Malhação do Judas] e do Domingo de Páscoa [Ressurreição de Cristo], eu achei por bem explicar o que esse feriado religioso cristão tem a ver com coelhos, ovos, primavera, fertilidade.
Usando o oráculo virtual [Google] eis que eu encontro um texto excelente, vindo de um cristão fundamentalista!
De fato, para entender o significado da Páscoa cristã, é necessário voltar para a Idade Média e lembrar dos antigos povos pagãos europeus que, nesta época do ano, homenageavam Ostera, ou Easter.
Muito antes de ser considerada a festa da ressurreição de Cristo, a Páscoa anunciava o fim do inverno e a chegada da primavera.
Estes antigos povos pagãos comemoravam a chegada da primavera decorando ovos.
Antes do nascimento de Jesus, alguns povos do norte da Europa cultuavam uma deusa chamada Eostre, a deusa de Fonte, Fertilidade e da Vida. Anualmente, a cada primavera eles promoviam um festival em honra a ela. Este festival comemorava a chegada da "nova vida" (entenda-se reencarnação) e se chamava Easter derivando de seu nome.
Ostera (ou Ostara) é a Deusa da Primavera, que segura um ovo em sua mão e observa um coelho, símbolo da fertilidade, pulando alegremente em redor de seus pés nus. A deusa e o ovo que carrega são símbolos da chegada de uma nova vida. Ostara equivale, na mitologia grega, a Persephone. Na mitologia romana, é Ceres.
Trata-se do Sabbat do Equinócio da Primavera, também conhecido como Sabbat do Equinócio Vernal, Festival das Árvores, Alban Eilir, Ostara e Rito de Eostre, é o rito de fertilidade que celebra o nascimento da Primavera e o redespertar da vida na Terra. Nesse dia sagrado, os Bruxos acendem fogueiras novas ao nascer do sol, se rejubilam, tocam sinos e decoram ovos cozidos - um antigo costume pagão associado à Deusa da Fertilidade.
Como a maioria dos antigos festivais pagãos, o Equinócio da Primavera foi cristianizado pela Igreja na Páscoa, que celebra a ressurreição de Jesus Cristo. A Páscoa (em inglês "Easter", nome derivado da deidade saxônica da fertilidade, Eostre) só recebeu oficialmente esse nome da Deusa após o fim da Idade Média.
Na realidade, tanto o ovo quanto a lebre de Páscoa são muito mais antigos que o cristianismo. Já os povos antigos consideravam o ovo como o portador da vida, como a célula misteriosa que dá origem a todos os seres vivos. O ovo era o símbolo da força vital e presenteá-lo era o mesmo que desejar a uma pessoa saúde e longa vida. E nesta sua própria natureza, de berço do nascimento e da procriação, encontramos, também, o elo de ligação que o prende na festa da Páscoa.
Nos povos germânicos antes do nascimento de Cristo se venerava "Ostera" ou "Ostara" como deusa da fertilidade e da fecundidade e a sua festa era na primavera do hemisfério norte, ou seja na estação em que a natureza, depois de um sono hibernal profundo e semelhante à própria morte, renasce com toda a força para uma nova vida. E nada parece mais natural do que ligar o uso de presentear ovos à festa daquela deusa, cuja razão e natureza tinham a mesma significação: de ser o símbolo da continuidade da vida pelo nascimento.
Os ovos, desde tempos antigos, são símbolos de fertilidade, sexo e vida nova (entenda-se reencarnação). Sempre foram elementos importantes nas celebrações da estação da primavera pagã.
Os ovos, que obviamente são símbolos da fertilidade e da reprodução, eram usados nos antigos ritos da fertilidade. Pintados com vários símbolos mágicos, eram lançados ao fogo ou enterrados como oferendas à deusa. Em certas partes do mundo pintavam-se os ovos do Equinócio da Primavera de amarelo ou dourado (cores solares sagradas), utilizando-os em rituais para honrar o deus Sol.
Ostera e o ovo que carrega são símbolos da chegada de uma nova vida. O ovo é um destes símbolos que praticamente explica-se por si mesmo. Ele contém o germe, o fruto da vida, que representa o nascimento, o renascimento, a renovação e a criação cíclica. De um modo simples, podemos dizer que é o símbolo da vida.
A pintura dos ovos com cores vivas simboliza as cores trazidas pelo Sol na Primavera. A tradição dos ovos decorados chegou à Europa na Idade Média, levada pelos cruzados - era prática comum entre egípcios, persas, fenícios, gregos e romanos pintar ovos para oferecê-los como presente em seus festivais de Primavera.[Breve Ele virá]
Seja qual for o seu caso ou a sua preferência, caro leitor, Feliz Páscoa, Feliz Ostara, Feliz Primavera!

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