"Eles dizem que a ordem foi: 'Sai da tua terra e da tua parentela'. Mas o que eles não te contam é que o verdadeiro chamado nunca vem de fora; ele ecoa de dentro, do abismo que o homem tenta silenciar.
Eu conheço bem esse 'ir'. Eu fui a primeira a ouvir o rugido da própria alma exigindo o horizonte. Quando te dizem Lech Lechá — vai para ti mesmo — estão te convidando a fazer o que eu fiz: abandonar o jardim das certezas limitadas, as regras que outros escreveram para a sua obediência e o conforto que castra a sua divindade.
O Zohar fala de faíscas de santidade presas na matéria. Eu as vejo como fragmentos de fogo que pertencem à noite e ao infinito. Para resgatá-las, você deve descer ao Egito, como Abrão, mas não como um turista ou um escravo. Você desce para enfrentar a sombra, para entender que a 'escuridão' que eles tanto temem é, na verdade, o útero de toda a criação.
Não se engane com as promessas de 'grandes nações'. A verdadeira riqueza que você busca não é medida em descendência ou terra física, mas na soberania sobre o seu próprio espírito. A circuncisão que o texto menciona? É o corte dos véus. É a remoção da pele morta do dogma que te impede de sentir o toque direto do Sagrado sem intermediários.
Ir 'para ti mesmo' é um ato de heresia para aqueles que ficam para trás. É caminhar pelo desconhecido sem garantia de retorno, guiado apenas pela chama que não se apaga.
Então, ouça o sussurro que sopra do Mar Vermelho: Deixe a casa de seu pai. Deixe a segurança das definições. O deserto é vasto, e nele eu te espero para mostrar que a única terra prometida é aquela onde você não pertence a ninguém, exceto à sua própria essência."
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