quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

A origem do mito moderno da Deusa Mãe

Em seu livro The Goddesses and Gods of Old Europe, a professora Marija Gimbutas descreve a Antiga Europa como a região que compreende a Itália e a Grécia, estendendo-se ainda pela Checoslováquia, o sul da Polônia e o oeste da Ucrânia. Gimbutas afirma que nessa área, entre 7000 e 3500 a.C., teve origem o antigo culto matrifocal da Grande Deusa e seu consorte, o Deus Cornífero. Ela se refere ao povo dessa região antiga como pertencendo a uma cultura pré-indo-européia: matrilinear, agrícola, pacífica e sedentária.
Controvérsia
 As deidades que encaixam na moderna concepção de deusas mães tem sido claramente adoradas em muitas sociedades até a atualidade. James Frazer (autor de O ramo dourado) e aqueles a quem influenciou (como Robert Graves e Marija Gimbutas) avançaram a teoria de que todo o culto na Europa e Egeu que incluiu qualquer tipo de deusa mãe tinha sua origem nos matriarcados neolíticos pré-indoeuropeus, e que suas diferentes deusas eram equivalentes. Ainda que o tipo tenha tido boa aceitação como categoria útil para a mitografia, a idéia de que na antiguidade se cria que todas estas deusas eram intercambiáveis não tem sido continuada pelos investigadores modernos, notavelmente por Peter Ucko.
Críticas ao trabalho de Maria Gimbutas
Peter J. Ucko era Professor Emérito da Arqueologia Comparativa, diretor executivo aposentado do Instituto de Arqueologia de Londres e mais notável por sua organização do Primeiro Congresso Mundial de Arqueologia em 1986. Sua monografia Figuras Antropomórficas do Egito Pré-Dinástico e Creta Neolítica opôs-se às teorias da Deusa Mãe de Maria Gimbutas, caracterizando as interpretações dela como superficiais. Ele resolutamente recusava a ver as figuras como representações de divindades, mas as caracterizava como amuletos ou magia simpática, ou mesmo brinquedo de criança.
Bernard Wailes, professor de antropologia na Universidade da Pensilvania disse que ela era imensamente inteligente mas não muito boa em análise crítica. Ela juntou todos os dados e então fez afirmações sem qualquer argumento comparativo.
David Anthony, professor de antropologia no Colégio de Hartwick, negou que havia qualquer evidência de uma sociedade matriarcal antes da incursão Kurgan e apontou que a Europa tinha fortes, armas e guerras muito antes dos Kurgans.
Andrew Fleming negou que espirais, círculos e pontos neolíticos fossem símbolos para olhos; que olhos, faces e figures assexuadas fossem símbolos femininos; ou que certas figures femininas de Gimbuta eram símbolos de deusa ou deusas.
Críticos também apontam que covas sejam boas para mostrarem os papéis dos gêneros no neolítico, às quais alegam que Gimbutas não considerou e questionam a ênfase dela em figuras femininas quando muitas das figuras encontradas eram masculinas ou assexuais.
Uma Deusa Mãe é uma deusa, amiúde representada como a Mãe Terra, que serve como deidade de fertilidade geralmente sendo a generosa personificação da Terra. Como tal, nem todas as deusas podem considerar-se manifestações da Deusa Mãe. A década de 1980 talvez tenha assistido às mais significativas mudanças até agora. A filosofia da Nova Era germinou na Wicca e encontrou solo fértil na mente aberta de seus praticantes. Em pouquíssimo tempo, muitas crenças Wiccanas foram modificadas e alteradas para acomodar uma nova geração. Essa década assistiu também a uma abundante produção de livros sobre a Wicca e outros assuntos correlatos. Novas tradições surgiam lá e cá, todas com uma idéia diferente ou um novo enfoque. Essa década desviou o foco das antigas tradições Wiccanas em favor de sistemas ecléticos.

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