quarta-feira, 5 de agosto de 2026

A alquimia interna



Conversa com o Gemini.
Lilith nos Arcanos Maiores.

O Louco: Não um idiota, mas o rebelde divino. Aquele que corajosamente sai do sistema estabelecido (Éden) para o deserto desconhecido, confiando em seu próprio espírito em vez das regras da sociedade.

Canto Zero.

Livre, mas o que é a liberdade?
Diz que os pés são asas
Ou que levado somos pelo vento
Quem fica diz que é loucura.

Para onde ir sem direção?
Éden era o único mundo
O lar que prisão também era
Fora do muro só o incerto.

Nada pode deter a alforria?
Fim do mundo não houve
Terreno inóspito desfraldado foi
No mar rúbio fez o pouso.

O que viu na margem a deserdada?
Os fundamentos mais longevos
Anterior toda ordem e som
Até da voz cantando o Verbo.

Escreva o Canto Vinte e um, inspirado no texto anterior, baseado no seguinte texto:

A Temperança: A Alquimia Proibida e a Mistura dos Venenos

Tradicionalmente vista como a carta do equilíbrio cristão, da moderação e dos anjos calmos, na perspectiva de Lilith ela se transforma em uma poderosa carta de Alquimia Sexual e Mágica Primal.

O Significado: O anjo assexuado é substituído pela figura que mistura o veneno e o antídoto, a luz e a sombra, o fluido vital e o desejo sombrio. É a alquimia de transformar a dor do exílio em poder mágico (transformar veneno em remédio). Não se trata de "moderar" os instintos, mas de destilá-los e equilibrar as energias internas de criação e destruição para atingir a maestria de si mesmo.

A Mensagem: Integre suas contradições. Você é santa e puta, criadora e destruidora. Misture o sagrado e o profano dentro de si até que eles se tornem uma única força inabalável.

Canto Vinte e Um

Fluido que corre entre as taças,
Não mais o anjo de águas mornas,
Mas a senhora que verte e mistura
O mel do gozo e o fel das formas.

O que a virtude chama pecado,
Na alquimia do deserto é cura;
Quem tempera o próprio veneno
Na dor do exílio se faz pura.

Nem a renúncia, nem o excesso,
Mas a destilação da própria essência:
Fundir a santa e a puta no fogo,
Fazer da queda a transcendência.

Unidos enfim o sagrado e o profano,
O sangue e o sopro, a luz e a treva,
Uma única força, agora inabalável,
Que nenhuma ordem do Éden desgoverna.

Criado com Gemini, do Google.
Imagem criada com Dreamina.

terça-feira, 4 de agosto de 2026

Liberdade religiosa não é privilégio

Conversa com o Gemini.
Como era de se esperar, o evangélico esperneou.


https://guiame-com-br.cdn.ampproject.org/v/s/guiame.com.br/amp/gospel/noticias/estatua-do-diabo-de-11-metros-e-erguida-no-ce-e-cristaos-reagem-luz-vencera-trevas


https://pleno.news/brasil/cidades/feiticeira-gasta-r-100-mil-em-estatua-do-diabo-no-ceara.html


Ou seja, "liberdade religiosa" para mim, mas não para ti. 😤

Escreva um texto crítico.


A Liberdade Religiosa de Mão Única: O Duplo Padrão da Intolerância

A reação indignada à instalação do monumento no Ceará escancara uma das contradições mais profundas da sociedade brasileira contemporânea: a ideia de que a liberdade de culto e de expressão é um privilégio da maioria, e não um direito universal garantido pela Constituição.

Quando um grupo majoritário ergue templos monumentais, cruzes em praças públicas ou símbolos ostensivos em repartições estatais, o ato é naturalizado sob o pretexto de "tradição", "cultura" ou "liberdade de expressão". No entanto, quando crenças dissidentes, manifestações pagãs, ocultistas ou de matriz africana reivindicam o mesmo direito ao espaço e à visibilidade, a resposta costuma ser o pânico moral, o discurso de demonização e a tentativa imediata de censura.

O argumento do "combate ao mal" ou da "luta das luzes contra as trevas" encobre uma postura autoritária. Em um Estado verdadeiramente laico e plural:

O direito à crença (e à não crença) é inviolável: A Constituição Federal de 1988 não condiciona a liberdade religiosa à aprovação popular ou à aprovação teológica do vizinho.

A laicidade protege a minoria da ditadura da maioria: Se a fé do outro só é tolerada enquanto for invisível ou inofensiva ao dogma hegemônico, não existe liberdade — existe apenas uma permissão condicional.

Espaço privado e propriedade individual: O investimento e a livre manifestação estética ou espiritual em âmbito privado ou autorizado são pilares da própria liberdade individual.

Garantir a liberdade religiosa apenas para quem compartilha da mesma visão de mundo é uma farsa retórica. O teste definitivo de uma democracia não é como ela permite que a maioria adore seu Deus, mas sim como ela assegura que qualquer indivíduo possa expressar sua fé — por mais incomum, divergente ou provocativa que ela pareça ao olhar da maioria.

Criado com Gemini, do Google.

Michelle dodói

Conversa com o Gemini.
https://www.diariodocentrodomundo.com.br/internada-michelle-atualiza-estado-de-saude-antes-de-convencao-com-flavio-bolsonaro/

Legenda: eu não tenho a facada, mas eu posso usar a estratégia da internação hospitalar para angariar votos. 😏🤭

Escreva um texto humorado e sarcástico.


A arte do timing político é, sem dúvida, uma das mais refinadas vertentes do teatro moderno. Quando a agenda aperta, o palanque estremece e o reencontro com os "correligionários familiares" promete aquele clima de reunião de fim de ano com parente indigesto, nada como um bom buquê de soro fisiológico e um jaleco branco para reescrever o roteiro.

Dizem as más línguas que a política brasileira tem seu próprio cardápio de marketing de comoção:

Plano A: A clássica comoção do martyrdom dramático.

Plano B: Se não há tragédia épica à mão, uma cefaleia no dia exato do evento resolve com graciosidade, garantindo o holofote, a comoção do eleitorado e, de quebra, a distância regulamentar de quem você não quer cumprimentar no palco.

Nada como transformar um boletim médico em peça de campanha: comove a base, rende mensagens de "força, guerreira!", garante a foto reflexiva no feed e evita aquele abraço constrangedor de reconciliação diante das câmeras.

Afinal, na busca por votos, se a saúde aperta no momento certo, quem precisa de discursos articulados quando se tem a infalível cartada do descanso terapêutico?

Criado com Gemini, do Google.

Perrengue ou birra?


Conversa com o Gemini.
https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/estatua-diabo-11-metros-ceara-taiba/

✌️ Vitória! Por enquanto. Só o Templo de Lúcifer está no perrengue supostamente burocrático.

Vamos fazer contagem regressiva para os evangélicos derem chilique? Os mesmos que vivem falando em liberdade religiosa, geralmente quando convém, para sustentar o discurso de ódio?

Ou prefere fazer uma petição por uma estátua da Lilith na Praça da Sé? 😏🤭


A tensão entre a expressão da liberdade religiosa de credos não hegemônicos (como o satanismo ou o paganismo) e as barreiras burocráticas ou oposições dogmáticas é um tema recorrente na esfera pública brasileira. Quando monumentos de matrizes cristãs ocupam espaços públicos sem contestação burocrática similar, o debate sobre a laicidade do Estado e a isonomia no tratamento das religiões ganha ainda mais relevância.

Quanto à ironia do "chilique" e da seletividade no discurso de liberdade religiosa:

A Contradição do Discurso: Grupos fundamentalistas frequentemente utilizam a pauta da liberdade religiosa para defender o direito de pregar dogmas morais, mas entram em contradição ao tentar barrar manifestações de fé, símbolos ou construções de religiões de matriz africana, satanistas ou pagãs.

Espaço Público e Laicidade: A verdadeira liberdade religiosa num Estado laico exige neutralidade e igualdade de condições — ou o espaço público acolhe a pluralidade manifestada pela sociedade, ou deve permanecer neutro sem privilegiar qualquer confissão.

Sobre a ideia de erguer uma estátua de Lilith na Praça da Sé:

Simbolismo Provocativo: Do ponto de vista simbólico, instalar uma figura ligada à independência, à rebeldia e à autonomia feminina como Lilith bem no coração histórico e religioso de São Paulo (em frente à Catedral da Sé) seria uma afirmação marcante da pluralidade e da liberdade de crença no Brasil.

Impacto Político e Cultural: Embora a burocracia e a reação conservadora tornassem um projeto desse tipo um verdadeiro desafio jurídico e social, a mera provocação traz à tona a discussão sobre quem tem o direito de ocupar o espaço visível da cidade.


Escreva um texto humorado e sarcástico.


Ah, a burocracia brasileira! O único lugar onde a fiscalização municipal consegue ser mais rápida em barrar o Diabo do que a própria vigilância sanitária em fechar pastelaria com capivara na cozinha.

A cena é maravilhosa: o Templo de Lúcifer descobre que o verdadeiro obstáculo para a dominação infernal não é a água benta, o exorcismo ou o poder da oração, mas sim o Alvará de Funcionamento e o Habite-se da Prefeitura. Se o Tinhoso soubesse do poder devastador de uma certidão negativa com pendência na Secretaria de Obras, tinha enviado os formulários em triplicado para o Inferno no primeiro dia da Criação. Nem a ira dos céus é páreo para um fiscal urbano de cara fechada com uma prancheta na mão.

E sobre a reação do rebanho evangélico? Nem precisa de contagem regressiva, porque o alarme de comoção nacional já está programado de fábrica! É o clássico "Liberdade Religiosa para mim, Lei do Silêncio e Polícia para você". Afinal, a liberdade de culto é um direito sagrado e inalienável — desde que o culto envolva ar-condicionado de 60.000 BTUs, dízimo em PIX e um pastor gritando no microfone às 7h do domingo. Se o vizinho acender uma vela para Exu ou erguer uma estátua com chifres, aí não é liberdade, é "afronta aos valores da família tradicional".

Agora, sobre a estátua de Lilith na Praça da Sé... por favor, onde assino o abaixo-assinado?

Imagine a cena: 10 metros de bronze reluzente da Mãe das Trevas, bem ali, olhando fixamente para as torres da Catedral da Sé, enquanto o trânsito da Radial Leste trava completamente.

O trâmite na Câmara: Os vereadores teriam um AVC coletivo ao vivo na TV Câmara.

O turismo: Superaria o Cristo Redentor em três semanas. A fila de pagãos, feministas, góticos e curiosos dobraria o largo de São Bento.

O exorcismo em massa: Transmissão 24 horas por dia nas redes sociais com pastores tentando derrubar a estátua no grito, enquanto a Lilith apenas sorri, majestosa e plácida, abençoando o comércio ambulante de terços e amuletos pagãos ao lado.

Se for para exigir que o Estado seja laico, que seja com estilo e uma pitada de caos estético no centro da capital!

Criado com Gemini, do Google.

Quinhentos, 136 - 140



O princípio da sociedade vem da mulher, de outro modo não haveriam famílias. O principio da posse vem do homem, de outro modo não haveriam casamentos.



O que é ancorado por um contrato e confirmado por testemunhos, tem por destino afundar e ser contestado.



União não tem celebração e núpcias não tem contrato. Ao invés de preocupações com heranças ou posses, primordial é a comunidade.



Somos divinos, certamente, bem como tudo. Então, não há posse, domínio, território, fronteira ou autoridade.



Quem tem sede pega o odre sem se queixar que este passou de mão em mão. Quem tem fome não pergunta o que tem no prato.

*Todas as imagens foram feitas com Gemini*
*Da obra Nisf el Alf, "Meio Milhar", de minha autoria, com o pseudônimo Houssin Olnaum*

Morte é transmutação



Conversa com o Gemini.
Lilith nos Arcanos Maiores.

O Louco: Não um idiota, mas o rebelde divino. Aquele que corajosamente sai do sistema estabelecido (Éden) para o deserto desconhecido, confiando em seu próprio espírito em vez das regras da sociedade.

Canto Zero.

Livre, mas o que é a liberdade?
Diz que os pés são asas
Ou que levado somos pelo vento
Quem fica diz que é loucura.

Para onde ir sem direção?
Éden era o único mundo
O lar que prisão também era
Fora do muro só o incerto.

Nada pode deter a alforria?
Fim do mundo não houve
Terreno inóspito desfraldado foi
No mar rúbio fez o pouso.

O que viu na margem a deserdada?
Os fundamentos mais longevos
Anterior toda ordem e som
Até da voz cantando o Verbo.

Escreva o Canto Vinte, inspirado no texto anterior, baseado no seguinte texto:

A Morte: O Grande Desbaste e a Transmutação pelo Sangue.

Longe do terror cristão do julgamento final, a Morte no contexto lilithiano é uma aliada essencial, associada à noite, à Lua Negra e ao aspecto ceifador da Deusa Negra. O Significado: É a destruição implacável de tudo o que foi construído sobre bases falsas ou de submissão. É o momento em que a antiga identidade — aquela que tentava agradar, que tentava ser a "boa esposa" ou o "bom cidadão" — é completamente sacrificada e enterrada. É o rito de passagem de deixar a carne fraca morrer para que o espírito soberano possa emergir. A Mensagem: Não tema o fim. O que é real não pode ser destruído; o que é falso deve queimar. Deixe morrer o que te diminui para que você possa renascer em sua forma mais selvagem.

Canto Vinte

O ferro corta o que foi cativo
Não há juízo, trombeta ou terror
A noite colhe o fruto antigo
O falso sangue perde a cor.

Quem era a serva de olhar submisso?
A boa esposa que o altar moldou?
Caiu a carne, desfeito o feitiço
O fogo sacro a cinzas reduziu.

No solo negro de sua ceifa
A velha forma encontra o fim
A dor transmuta, a foice aceita
O sopro livre do jardim.

O que é real resiste ao corte
O espírito emerge, soberano e nu
Da própria queda renasce a forte
Na noite escura, sob o manto azul.

Criado com Gemini, do Google 
Imagem criada com Dreamina.

Sessenta e um


Quadrinho/cartão criado com ChatGPT.