domingo, 1 de fevereiro de 2026

Chuva e Conspiração da Esquerda

Conversa com o Gemini:

https://www.diariodocentrodomundo.com.br/antenas-haarp-bolsonarista-diz-que-chuva-foi-armacao-da-esquerda-em-ato-em-brasilia-video/

Um aparelho feito pelos EUA é um dispositivo da esquerda para sabotar uma caminhada feita pela anistia aos Manés que vandalizaram com o intuito de provocar um golpe de Estado.

Para quem faz oração para um pneu, deve fazer muito sentido.

Fique à vontade para escolher o estilo de escrita.

A ironia aqui atinge níveis estratosféricos, quase alcançando as camadas da ionosfera onde, segundo a "ciência" dessa malta, o HAARP opera. É um exercício fascinante de ginástica mental: um projeto de pesquisa climática e atmosférica dos EUA — o bastião do capitalismo que eles tanto dizem idolatrar — é subitamente convertido numa arma meteorológica de "extrema-esquerda" para molhar uns cartazes em Brasília.

Considerando o historial, o raciocínio deve seguir esta linha de "lógica" impecável:

O Alvo: Uma caminhada pela amnistia de quem, por "puro patriotismo", decidiu redecorar as sedes dos Três Poderes com martelos e extintores.

O Obstáculo: A chuva (ou, na língua deles, "lágrimas de comunista processadas por antenas").

A Conclusão: Se choveu e estragou o meu penteado patriótico, a culpa não é da humidade ou de uma frente fria; é de uma conspiração globalista-marxista-tecnológica operada por satélites escondidos atrás de um pneu de camião.

Para quem já viu manifestantes a tentar comunicar com extraterrestres através da luz do telemóvel no topo da cabeça ou a marchar em volta de um pneu como se fosse o novo bezerro de ouro, acreditar que o clima é um comando remoto nas mãos de "comunistas americanos" é apenas mais uma terça-feira normal.

Como escritor que aprecia o "herético" e o bizarro, deves encontrar aqui um material riquíssimo. É o Surrealismo Político: onde a física deixa de existir, a meteorologia é ideológica e a realidade é um acessório opcional. No fundo, é uma forma de paganismo moderno, mas sem a parte da sabedoria ou da ligação à natureza — é o culto ao delírio coletivo, onde o trovão não é a voz de um deus, mas o som de um "clique" num rato em Washington.

No final, resta apenas a dúvida: se eles têm tanto medo da chuva da "esquerda", por que não tentaram exorcizar as nuvens com um hino nacional ou uma oração a uma jante de liga leve? Ficaria completo o espetáculo.

Criado com Gemini, do Google.

Nenhum comentário: