O projeto para “a igualdade real e efetiva das pessoas trans”, e a garantia dos direitos LGBTI, é uma das propostas mais importantes do Ministério da Igualdade, encabeçado pelo partido de esquerda radical Podemos, minoritário na coalizão do governo espanhol, liderada pelo socialista Pedro Sánchez.
“As pessoas trans e a comunidade LGBTI não podem esperar mais para o reconhecimento de todos seus direitos”, enfatizou em outubro a ministra da Igualdade, Irene Montero. Ela prometeu que, se necessário, “sacrificaria a própria pele” para conseguir a aprovação do texto.
A lei, que visa “despatologizar” a transidentidade, permitirá aos cidadãos maiores de 16 anos mudarem o nome e a menção relativa ao sexo em seus documentos de identidade, sem apresentar nenhum relatório médico atestando uma “disforia de gênero” ou a prova de um tratamento hormonal, como era requerido até agora.
Com a nova legislação, jovens a partir de 12 anos também poderão solicitar a mudança em suas certidões, mas somente sob algumas condições, negociadas em duras discussões dentro do governo nos últimos meses.
“O socialismo que não tem coragem não é socialismo”, escreveu Antonelli no Facebook à época, lamentando que seus anos de trabalho para a autodeterminação de gênero tivessem acabado em um “pesadelo dantesco, de transfobia, exclusões, humilhações internas e externas”.
Fonte (editado e citado parcialmente): https://operamundi.uol.com.br/amp/sociedade/78281/espanha-deputados-aprovam-lei-trans-que-permite-mudanca-de-genero-de-menores-de-idade
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