Conversa com o Gemini:
Você disse
https://www.cartacapital.com.br/justica/fachin-suspende-julgamento-de-normas-que-impedem-psicologos-de-induzir-crencas-religiosas/
Era para ser uma boa ideia. Mas sempre tem quem quer emperrar.
Nós comentamos e eu levantei a questão sobre as famigerada lá terapias de conversão ("cura gay").
Escreva uma análise crítica.
O Gemini disse
A suspensão do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre as normas que impedem psicólogos de induzir convicções religiosas no exercício profissional toca em um ponto nevrálgico da laicidade do Estado e da ética científica.
Aqui está uma análise crítica sobre os riscos e as implicações dessa disputa:
1. A Ética Profissional vs. A Liberdade de Crença
O cerne da questão não é a proibição da fé individual do profissional, mas sim a delimitação do espaço terapêutico. A Psicologia, enquanto ciência reconhecida, fundamenta-se em evidências e na autonomia do paciente. Quando um conselho profissional (como o CFP) estabelece normas contra a indução religiosa, ele está a proteger o utente de uma posição de vulnerabilidade. O consultório não é um púlpito; a relação de poder entre terapeuta e paciente pode transformar uma "sugestão espiritual" em uma forma de coação psicológica.
2. O Espectro das "Terapias de Conversão"
Embora o processo em questão trate da indução de crenças de forma mais ampla, a porta que ele abre para a validação das chamadas "terapias de conversão" é alarmante.
Dano Psicológico: Instituições internacionais de saúde já determinaram que tentativas de alterar a orientação sexual ou identidade de género não têm base científica e resultam em taxas elevadas de depressão, ansiedade e ideação suicida.
Retrocesso Institucional: Se o Judiciário retirar dos conselhos de classe a autonomia para punir tais práticas, esvazia-se a função reguladora dessas instituições, permitindo que dogmas substituam protocolos clínicos.
3. A Instrumentalização do Judiciário
A suspensão por parte do Ministro Fachin, em resposta a pedidos de setores conservadores, reflete uma tensão constante: a tentativa de grupos religiosos de expandir a "liberdade de expressão" para dentro de domínios estritamente técnicos e científicos. A crítica aqui reside no perigo de se criar um precedente onde qualquer norma ética profissional possa ser contestada sob o argumento de "liberdade religiosa", o que poderia afetar não apenas a psicologia, mas também a medicina e o direito.
4. Impacto nas Minorias e na Diversidade
Para quem defende uma espiritualidade pluralista e os direitos civis, este impasse é um sinal de alerta. A utilização da religião como ferramenta de "cura" ou "correção" de comportamentos é, historicamente, um instrumento de exclusão. Ao permitir que a religião permeie a prática clínica de forma impositiva, o Estado falha em proteger cidadãos que buscam ajuda técnica e acabam por encontrar o mesmo preconceito do qual tentam fugir.
Conclusão
A "boa ideia" de manter a psicologia como um campo laico e científico está sob ataque. A análise deste cenário sugere que a eventual queda destas normas não seria uma vitória para a liberdade religiosa, mas sim uma derrota para os direitos humanos e para a segurança dos pacientes. A prática terapêutica deve continuar a ser um porto seguro para a autodeterminação, e não um braço extensivo de doutrinação de qualquer natureza.
Criado com Gemini, do Google.
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