segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Pai Henrique explica sacrifício de animais em ritos religiosos

O sacrifício de animais foi muito discutido nos últimos dias, por causa de um projeto de lei que deu entrada na Assembleia Legislativa e que prevê a proibição do sacrifício de animais em rituais religiosos no Estado de São Paulo. O projeto nº 992/2011 foi apresentado na Assembleia Legislativa no dia 11 de outubro. A proposta, de autoria do deputado Feliciano Filho (PV), vem causando polêmica entre praticantes de religiões de origem africana e defensores dos animais.
Pai Henrique, do Templo de Umbanda, afirma que, se a lei for aprovada, matará todas as religiões que usam o sacrifício em seus rituais. Ele explica que a prática tem toda uma simbologia para a Umbanda, porque é uma oferenda de vida aos Orixás. Segundo ele, como o sangue é vida, a oferta não pode ser feita com um animal morto.
JC - Em qual situação é feito o sacrifício de animais na Umbanda?
Pai Henrique - A Umbanda se caracteriza pela incorporação de entidades mantenedoras da vida em seus pontos de força. Esses que nos mantêm vivos. Por isso, fico à mercê da manifestação dessas entidades para que me outorguem a tal ato como utilização dessa bela energia, pois tudo que existe é belo, e tudo que é útil é maravilhoso e divino.
JC - Quem pode fazer o ritual?
Pai Henrique - Só aquele que respeita o sim e o não, o mais e o menos, o bonito e o feio, os prós e os contras, o branco e o preto, a noite e o dia e, por fim, a dor e o amor desse ato pode utilizá-lo na Umbanda. Lembremos que um mistério não pode ser compreendido quanto ao que vemos, mas sim pela necessidade e o sentir, pois mistério é mistério, se não seria oculto.
JC - Como é feita a escolha do animal a ser sacrificado?
Pai Henrique - Cada animal tem uma origem em matéria de idealização por Deus em um ponto de força. E esse tem todo o direito quanto a ele, de acordo com a entidade, daquele ponto ela determina, lembrando que na Umbanda essa energia não é habitual.
JC - Como você vê o projeto de lei que tramita na Assembleia Legislativa que proíbe o sacrifício de animais em rituais religiosos? Isso prejudica as religiões de matriz africana?
Pai Henrique - Quero primeiramente deixar bem claro que falo sobre Umbanda e respeito todo e qualquer ato de fé, pois a fé é algo que nos completa, dando um estado de preenchimento, além de nos dar um padrão que, se bem seguido, nos limita, para que não nos tornemos desumanos. Um ato de fé não pode ser prejulgado por ninguém, pois naquele momento o ser acredita estar com Deus e em seu ponto mais seguro. Se tirarmos isso, parecerá que o indivíduo cultua a obra do maligno, então ele se entenderá dessa forma ou lutará sem limite pelo Deus em que acredita. Em um país como o nosso, pluralista em matéria de religião, que não tem uma guerra interna enquanto 70% das guerras mundiais são de ordem religiosa, dependendo da decisão tomada, com certeza estaremos andando para trás. Na Umbanda, o uso do sangue não é corriqueiro, porém ela respeita aquele que com fundamento utiliza. Fundamentos esses passados de geração a geração, boca a boca, alma a alma.
JC - Sinta-se à vontade para fazer outros esclarecimentos a respeito da Umbanda e seus rituais.
Pai Henrique - Talvez com simples palavras não consiga explicar a grandeza da Umbanda. Umbanda é tudo que existe, até mesmo outras ordens religiosas, por ser a “caçula” tende a copiar as mais velhas, principalmente as que seguem uma tradição de culto à natureza. Ela tem cem anos aproximadamente, está ainda se formalizando e com um potencial magnífico, pois no momento todas as mais velhas estão nela. Mas o que realmente a identifica é a incorporação de espíritos mantenedores dos elementos que nos mantêm vivos. Por exemplo, um Caboclo do Sol, imagine um ser que mantém toda a ideia de por que o sol existiu, existirá e sempre vai existir. Esse é seu ponto de força. Quanto ele teria a nos educar. Umbanda é a ciência do interior das coisas, do amor, que aquilo se deu seja animado ou inanimado. E, como ainda não tem e talvez nunca terá uma literatura oficial que a identifique, existem os aproveitadores dessa fragilidade.
Fonte: Jornal Cidade - Rio Claro [link morto]
Nota: Ressalto a necessidade de reler o texto "A natureza do homem e do divino" de Alain Danielou.

O bruxo jauense

Rodrigo Cavalcanti Rodriguez é um dos seguidores da 'magia' enigmática, tida como religião neopagã.
Reportagem: Amanda Rocha
O imaginário coletivo está impregnado de preconceito e medo quando o assunto é bruxaria. Modernamente, ela é conhecida como Wicca. Esqueça as histórias de bruxa má, que tocam o terror.
Pelo contrário, esta "magia" enigmática tida também como religião neopagã, filosófica e esotérica prega um retorno às raízes, ou melhor, à natureza. De ordem medieval, foi nas aldeias que começou a ser praticada, sempre em comunhão com os elementos: água, terra, ar, fogo e espírito.
Aliás, o pentagrama, um dos símbolos da Wicca, carrega este significado elementar. Mas foi precisamente na Inglaterra no século 20, por meio de Gerald Gardner que a bruxaria ganhou adeptos e se popularizou nos anos 60 entre os hippies como uma crença alternativa e libertária: estava na moda.
Como nunca foi uma “religião das massas”, mas sim de indivíduos, a Wicca é ramificada e tem diferentes cultos e adorações politeístas(vários deuses e deusas) e panteístas (culto a natureza).
Você já imaginou uma família de bruxos? E elas existem. Uma delas está bem aqui, em Jaú. Lendas, mitos e heranças desta magia sempre fizeram parte da vida de Rodrigo Cavalcanti Rodriguez, 23, historiador da arte e desenhista projetista. Ele veio, digamos, de uma linhagem de bruxos. "Sou bruxo natural, convivo com paganismo desde pequeno, é uma tradição na família", diz.
Sempre curioso e atento as histórias de sua bisavó Eleanora, primas e tios, não poderia ficar indiferente: aos 13 anos iniciou os estudos com afinco. Para isso são necessários 366 dias de autodedicação aos estudos da Wicca, pois só assim o futuro bruxo conhece e busca o conhecimento que procura. “Não é religião, é filosofia e você pode seguir o caminho que quiser”, enfatiza. Uma das relíquias da família é o diploma em bruxaria de sua bisavó, datado de 1919, cuidadosamente zelado e herdado por ele.
Questionado sobre encontros e cultos, Rodrigo disse que é difícil encontrar “covens”(grupo de bruxos) ou pagãos pela cidade, pois, na maioria das vezes, a prática é individual. “Presamos a liberdade; não sigo a um deus ou hierarquia, nos reunimos (a família) quando queremos, não é obrigação”, diz, emendando também que não é necessário abrir um círculo mágico para tais encontros.
Para ele, o que vale é a observação íntima com a natureza, estar em harmonia com essas forças e ser uno com o planeta, porque a Terra é uma “coisa viva e pensante”. “A magia verdadeira não é branca nem negra, pois a natureza é ambas, cinza e dualista”, conclui.
Fonte: Rede Bom Dia [link morto]

Nota da casa:
Apenas alguns dados relevantes no tocante à religião Wicca:
1) Ela contém elementos de bruxaria, mas não pode ser definida como a "religião das bruxas".
2) Suas raízes são crenças e práticas ligados ao folclore e magia popular da Idade Média, mas seu desenvolvimento foi lançado ao mundo por George Gardner em 1954.
3) Não existe praticante de Wicca auto-iniciado e os estudos se iniciam quando o neófito tem (no mínimo) 21 anos.
4) Para ser da religião Wicca é necessário ter uma tradição, um coven, um alto/a sacerdote/tisa, adorar a um Deus e uma Deusa, reunir-se nos oito sabás e nos treze esbás.
O que o entrevistado pratica é mais uma forma de "bruxaria moderna" genérica, popularizada e comercializada.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Reunião de Bruxas

Convite!

PARTICIPE CONOSCO NESTE DIA ESPECIAL, QUE NÃO SERÁ APENAS O LANÇAMENTO DE UM LIVRO, MAS SERÁ TAMBÉM UMA REUNIÃO DE BRUXAS!
VOCÊ PODE VIR Á CARATER, EU ESTAREI...HEHEHE, MINHAS AMIGAS TAMBÉM...HEHEHE, E SERÁ UMA NOITE INESQUECÍVEL!
EU VOU ESTAR TE ESPERANDO ÁS 19HS NA LIVRARIA NOBEL DO SHOPPING TATUAPÉ, EM SP.
AHHHH...RSRSRS, VOCÊ NEM TEM NADA DE TÃO IMPORTANTE ASSIM PARA FAZER NA SEGUNDA FEIRA DO DIA 31 DE OUTUBRO, NÃO É MESMO? ENTÃO LEVE SEUS AMIGOS!!!!
VAMOS AUTOGRAFAR SEUS LIVROS, NOS CONHECER PESSOALMENTE, QUEIMAR SEUS DESEJOS SECRETOS NO GRANDE CALDEIRÃO DAS BRUXAS E NOS DIVERTIR. VOCÊ TAMBÉM IRÁ LEVAR PARA CASA UMA LEMBRANCINHA ESPECIAL MINHA.
ESTAREI TE ESPERANDO, VIU? VÊ SE APARECE, POIS EU NÃO POSSO LEVAR TODO
AQUELE CARREGAMENTO DE VINHO DE VOLTA PARA CASA...HAHAHAHA
PS: É VINHO ENCANTADO DAS BRUXAS!
UM GRANDE BEIJO,
VAN...
Quibado do blog: Vanessa de Oliveira

Notícia do Meia Hora Online:
Lançando livro sobre religião, Vanessa de Oliveira conta que achava que ia pro inferno e que rezava enquanto fazia sexo com clientes
A escritora internacional e ex-garota de programa Vanessa de Oliveira lança seu quinto livro, Reunião de Bruxas - O Livre Arbítrio é Sagrado, que aborda religião e traz detalhes curiosos da sua vida sexual, como já ter transado com padres e pastores.
Vanessa afirma que sempre foi religiosa. "As pessoas pensam que alguém ligado ao sexo está alienado do mundo espiritual. Garotas de programa acreditam em Deus também. Neste livro, eu faço uma reflexão sobre Deus. Todos têm uma missão, mas depende de você. Deus não julga e não determinou que eu fosse garota de programa. Foi escolha minha", diz a escritora.
Achava que ia para o inferno
Durante seus cinco anos na prostituição, Vanessa teve como clientes padres e pastores. "Fiz vários programas com alguns padres e pastores, nem por isso eles eram pessoas ruins. Muitos líderes religiosos não têm conduta exemplar. Eles sentem o chamado de Deus e fazem os votos. Mas não têm experiência sexual e necessitam de sexo. Lá dentro da igreja, eles veem que o celibatário é uma bobagem. O mais importante é o trabalho na igreja, não se eles fazem sexo. Muitos acabam contratando garotas de programa", conta ela, que sofreu crises existenciais e achava que iria para o inferno. "No primeiro ano de trabalho, eu me julgava e achava que ia para o inferno por fazer programas. Todas as vezes que procurei a igreja, a porta estava fechada, porque passava das 18h. O que me trouxe alívio foi o livro de espiritismo de Allan Kardec", lembra.
‘Rezava transando com os clientes'
Vanessa de Oliveira não se considera pecadora porque foi garota de programa. "Não sou pecadora por isso. Tenho outros pecados. Toda mulher que gosta de sexo reza. Quantas vezes eu rezava para mim transando com os meus clientes. Eu rezava Pai-Nosso e Ave-Maria ou contava 1, 2... Ou contava quanto de dinheiro tinha conseguido naquele dia e o que eu iria comer quando eu saísse dali. Era só o meu corpo que estava ali", conta ela, que teve um cliente dentista que gostava de se vestir de padre e outro, médico, que fingia ser ele a freira e ela o padre.
O livro narra o encontro de cinco bruxas através dos séculos com a missão de revelar as leis universais da magia. O lançamento será no próximo dia 31, Dia das Bruxas, em Sampa.
Autora: Valéria Souza [link morto]
Bruxos e bruxas, compareçam!

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Boa notícia aos inconformados

ATENÇÃO: A todos os infratores de regras, inadaptados e problemáticos, a todos os espíritos livres e pioneiros, a todos os visionários e inconformados:
Tudo o que o sistema disse que está errado com você, é na verdade o que está certo com você. Você vê coisas que os outros não vêem, e está equipado para mudar o mundo. Ao contrário de 9 entre 10 pessoas, a sua mente não é reprimível, e isso ameaça a autoridade. Você nasceu para ser revolucionário. Não suporta as regras porque no seu coração sabe que há um caminho melhor. Você possui forças perigosas para o sistema e ele quer eliminá-las, portanto disseram a você durante toda a sua vida que as suas forças são fraquezas.
Agora eu digo o contrário. A sua impulsividade é um dom. Impulsos são a sua chave para o miraculoso, A sua distração é um produto da sua inspirada criatividade. As suas alterações de humor refletem o impulso natural da vida, e dão a você energia incontrolável quando você está em alta, e profunda introspecção da alma quando está em baixa.
Você foi diagnosticado como um “distúrbio”? Esta é a última forma de a sociedade negar a doença dela, apontando o dedo para você. A sua personalidade de dependência é apenas um sintoma do sub aproveitamento da sua grande capacidade heróica, de expressão criativa e de conexão espiritual. A sua ausência absoluta de repressão, o seu idealismo visionário, a sua mente aberta sem atenuação...nunca ninguém disse a você? Essas são as características partilhadas pelos maiores...pioneiros e visionários, inovadores, revolucionários, procrastinadores, rainhas do drama, ativistas sociais, cadetes espaciais, rebeldes, filósofos, desamparados, empresários-pilotos de caça, astros de futebol, viciados em sexo, celebridades com déficit de atenção, alcoólicos buscando novidades, os primeiros a responder, profetas e santos, místicos e agentes de mudanças...Nós somos TODOS o mesmo, você sabe, porque somos todos afetados pelo Caminho. Nós somos TODOS o mesmo, você sabe, porque somos atraídos para a chama.
No seu coração você sabe que exista uma ordem natural, algo mais soberano que qualquer regra ou lei feita pelo homem pode alguma vez expressar. Essa ordem natural é chamada “O Caminho”. O Caminho é o substrato eterno do Cosmos. Orienta a própria corrente do tempo e espaço. Ele é conhecido por alguns como a Vontade de Deus. a Providência Divina, o Espírito Santo, a Ordem Implícita, o Tao, Entropia Reversa, Força da Vida...mas por agora vamos apenas chamar de “O Caminho” O Caminho se reflete em você como a fonte de inspiração, a fonte de inspiração da sua sabedoria, do seu entusiasmo, da sua intuição, do seu fogo espiritual, Amor...
O Caminho elimina o caos do Universo, sopra-o com vida, refletindo a ordem divina. O Caminho, quando experimentado pela mente é genial, quando percebido pelos olhos é belo, quando sentido pelos sentidos é a Graça, quando aceito no coração...é AMOR.
Muitas pessoas não conseguem sentir o Caminho diretamente, mas existem “Os Que Vêem o Caminho”. Os guardiões da chama, “Os Que Vêem o Caminho” tem um dom inexplicável para simplesmente conhecerem o caminho. Eles o sentem em seu próprio ser. Não podem dizer a você o porquê ou como chegaram à resposta certa. Eles apenas o sabem em seu íntimo. Eles não podem mostrar como funciona. Portanto não pergunte. As suas mentes simplesmente estão em ressonância com o Caminho. Quando o Caminho está presente, eles também estão.
Enquanto que outros estão cegos para isto, e a sociedade implora a você que ignore, o Caminho agita você por dentro. A repressão neurológica bloqueia a consciência do Caminho na maioria das pessoas. Censurando todos os pensamentos e impulsos do inconsciente está o córtex frontal deles: a Gestapo do cérebro. “Nada que viole a programação social consegue vencer, mas a sua mente é diferente. A sua mente foi completamente decodificada pelo Caminho, por qualquer traço genético milagroso, por qualquer psicotrópico, ou talvez apenas pela vontade da sua própria alma, as vias de recompensa do seu cérebro foram seqüestradas. Foi usada dopamina para derrubar a ditadura fascista do seu córtex pré-frontal, e agora o seu cérebro está livre de repressão, a sua mente está livre de censura, a sua consciência está exposta aos mares turbulentos do inconsciente. Através dessa porta aberta a luz divina brilha na sua consciência mostrando a você o Caminho. Isto é o que faz de você um Visionário do Caminho.
90% da civilização humana é formada por “aqueles que tem o cérebro bloqueado para o caminho”. Os cérebros deles estão preparados para fazer cumprir a programação social doutrinada desde o nascimento. Ao contrário de você, eles não conseguem sair dessa programação, porque ainda não experimentaram a necessária revolução da mente. Essas pessoas levam muito a sério as instituições sociais e regras. A sociedade está cheia de jogos programados para manter as mentes das pessoas ocupadas para que não se revoltem. Esses jogos causam, muitas vezes, fixações doentias em protocolos peculiares, estruturas de poder, tabus e dominação, todas as formas sutis de escravidão humana. Essa forma distinta de loucura não é apenas tolerada pelas massas, mas também é alimentada. Os que estão programados acreditam tão rigorosamente em regras, que estão dispostos a destruir quem as viole. “Os Que Vêem o Caminho” são aqueles que os desafiam. Uma vez que a mente dos “Que Vêem o Caminho” é livre para rejeitar as programações sociais, eles vêem imediatamente as instituições como aquilo que são: jogos imaginários. “Os Que Vêem o Caminho” confortam os perturbados e perturbam os confortáveis. Ajudar àqueles que estão perdidos nesses jogos e se recusar a ajudar a si próprios é a vocação de muitos “Que Vêem o Caminho”.
Uma vez que “Os Que Vêem o Caminho” são os que mantém contato com a fonte original da realidade, são capazes de perturbar as convenções sociais e até mesmo os governos para realinhar a Humanidade com o caminho. “Os Que Vêem o Caminho” são uma linhagem antiga, uma espécie de sacerdócio, portadores da chama, “operários do conhecimento”. Deve sempre existir “Os Que Vêem o Caminho” para reformar as engrenagens vertiginosas e psicóticas da sociedade, rodas gigantes de hamsters irracionais obscurecendo o céu azul puro, mantendo a Humanidade algemada numa cela escura. Então “Os Que Vêem o Caminho” são chamados para lançar luz sobre a loucura da sociedade , para continuar a ressuscitar o transcendente e atemporal Espírito da Verdade. “Os Que Vêem o Caminho” revelam esta verdade divina, por se dedicarem ao nascimento de qualquer ato criativo ou perturbador, expressos através da arte ou filosofia, inovações que abalam a indústria, revoluções por democracia, golpes que derrubam a hipocrisia, movimentos de solidariedade, mudanças que deixam legado, rebeliões contra a política, tecnologia inspirada pelo espírito, momentos de clareza, coisas que desafiam as barbaridades, rios de sinceridade, grandes impulsos de caridade. Nós somos TODOS o mesmo, você sabe, porque somos todos afetados pelo Caminho. Nós somos TODOS o mesmo, você sabe,porque somos atraídos para a chama; Esta é a sua chamada, você “Que vê o Caminho”. Você encontrou a sua tribo.
Transcrição do vídeo de Garret John LoPorto, feito por Qelimath.[link morto]

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Asatru abre templo público

Volkshof Kindred, uma organização pagã norte-americana sita na área das Twin Cities, adquiriu recentemente um edifício (ver imagem acima), localizado num subúrbio a norte de Minneapolis, para usar como «Hof», isto é, templo da religião pagã germânica. O grupo diz tratar-se aqui do primeiro templo pagão público propriedade de um grupo dos EUA.
Até agora, o colectivo costumava reunir-se em casa de um dos seus membros; doravante, os rituais, encontros e outras actividades sociais poderão ser realizadas num templo propriamente dito.
A aquisição do templo foi alcançada por meio de uma recolha de fundos iniciada há vários anos.
Originalmente, pretendiam situar o «Hof» numa área rural, mas depressa perceberam que desse modo o local tornar-se-ia de difícil acesso para muitos dos cultuantes.
Incluirá uma área verde ao ar livre para a realização de rituais ao longo do ano, e também para santuários dedicados aos espíritos da terra, além de um espaço para crianças.
No edifício haverá espaço para uma biblioteca pagã, uma colecção de arte pagã e de objectos antigos.
O primeiro ritual está previsto para Dezembro - o Yule de «2011».
Um dos responsáveis do grupo, diz: «Somos os nosso actos. Costuma dizer-se isto e os meus familiares vivem esta frase toos os dias. Estamos a passar esta responsabilidade para as nossas crianças. Estamos a usufruir a nossa aliança à medida que trazemos à luz a Fé dos nossos ancestrais, as vidas dos nossos Deuses e Deusas, a presença e necessidade dos Espíritos e da Sorte que o sucesso pode trazer ao Povo. Um templo pagão a ser erigido neste continente, eventualmente o primeiro templo público, estrutura não lucrativa, é um feito substancial e esperemos que gere interesse nas vias do nosso Povo e permita que as vidas das nossas Deusas e Deuses Se façam sentir nos lares de uma comunidade pagã maior e mais forte.»
Fonte: Gladius

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Yes, nós temos milagres

Jacarta, 14 out (EFE).- A estátua de uma deusa hindu em uma escola da ilha indonésia de Bali, se transformou nesta sexta-feira em local de peregrinação de fiéis e curiosos depois que vários alunos garantiram ter visto a obra chorar durante o terremoto de 6 graus na escala Richter que na quinta-feira atingiu a região.
Ao menos 50 pessoas ficaram feridas por causa do terremoto. Prédios e templos sofreram danos por cauda do abalo.
'Estamos pensando em levar especialistas em fenômenos paranormais para buscar uma explicação sobre as lágrimas da deusa Sarasvati', declarou o diretor do colégio, Sukarsana, segundo o jornal indonésio 'Okezone'.
O diretor acrescentou que eles mesmos examinaram a estátua sem encontrar uma explicação. Dewa, um dos estudantes, garantiu que 'a estátua parecia uma pessoa chorando'.
Sarasvati é uma das três principais deusas do hinduísmo, junto com Durga e Laksmi, e como manda a tradição, é ora apontada como esposa, ora como filha de Brahma, o deus criador do universo. EFE
Fonte: G1 Mundo

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Sejamos pagãos!

Definição
Muitos crêem que viver de forma pagã consiste em dar liberdade aos seus instintos, desfazer-se de toda a ideia de pecado ou exame de consciência, comer bem, beber bem e copular melhor, ou melhor dito, um paganismo de “boulevard” no qual se alude aos actos antigos do culto a Dionísio – bacanais, embriaguez – sem advertir que aquela era a época de decadência do império grego, como também a orgiástica oriental que já foge à norma.
O paganismo é todo o contrário e põe entre o homem e o universo uma relação fundamentalmente religiosa. O paganismo é uma fé que repousa sobre a ideia do sagrado, e sagrado quer dizer respeito incondicional por alguma coisa. O paganismo não é o retorno ao passado, à origem pura, pois o antiquado cai por si mesmo; trata-se de voltar a unir a história com o hoje, unir-nos ao eterno, fazê-lo refluir, voltar à escola do mythos e da vida (Hölderlin).
O paganismo está em conformidade com as leis gerais do que é vivo.
Concepção Pagã
São pagãos todos os que dizem “sim à vida”, por isso Deus é a palavra que expressa o grande sim a todas as coisas (F. Nietzsche, o Anticristo, p.102).
Não se pode discutir que o homem é um animal, um ser físico, porém há dentro dele uma parte metafísica.
No paganismo o mundo, não sendo outro que Deus, é também perfeito e vice-versa, Deus é também imperfeito tal como é o mundo; ademais disso há uma importante visão da criação, para o pagão ao começo foi a Acção (Goethe), enquanto que em outras religiões ao começo foi o Verbo.
Não há necessidade de acreditar em Júpiter ou em Wotan para ser pagão, não há que erigir altares a Apolo ou ressuscitar o culto a Thor; implica buscar por trás da religião a maquinaria mental onde se produz o universo interior que reflecte a forma de conceber o mundo que denota considerar o seguinte:
Deuses: Centros de Valores
Crenças: Sistemas de Valores
Os Deuses e as crenças passam, porém, os valores permanecem.
Valores
Pode-se citar uma lista enorme que justifica o papel decisivo dessa fé dentro dos grandes impérios que existiram na antiguidade, entre eles:
- Ética fundamentada sobre a Honra.
- Atitude heróica diante de inconvenientes da existência.
- Exaltação e sacralização do mundo.
- A Beleza.
- O Corpo.
- A Força e a Saúde.
- Recusa dos paraísos e infernos.
- Inseparabilidade entre estética e moral.
O paganismo não poderia separar o bom do belo e isto é bastante normal, posto que o bom é acima de tudo o conjunto de formas mais excelentes deste mundo. Para os gregos a arte era a forma mais elevada sob a qual o povo representava os Deuses.
O valor de um povo ou de um homem mede-se por seu poder de colocar sobre sua experiência o selo da eternidade (Nietzsche).
Quando Paulo entra em Atenas para tratar de retirar ao povo as suas convicções ancestrais, descreve a cidade como cheia de ídolos (Actos 17), no meio desses ídolos há estátuas de divindades (17-29), porém também de filósofos, epicuristas e estóicos. O que não impede Paulo de declarar: “Atenienses, em todos os conceitos, vós sois os mais religiosos dos homens.”
Paganismo – Religião
O paganismo tem familiaridade com as religiões indo-europeias antigas (história, teologia, simbolismo, mitos, etc.). Não se trata de acumular conhecimentos das diferentes províncias da Europa pré-cristã, trata-se de identificar estas crenças, suas projecções e transposições aos valores que nos concernem enquanto herdeiros de uma cultura.
A religiosidade cósmica “pagã” está vinculada à ideia de que a vida não nunca morre, que se renova sem cessar, que a história pode regenerar-se a si mesma, que há uma eterna solidariedade dialéctica entre a vida e a morte, entre o começo e o fim, entre o homem e os Deuses, daí os sacrifícios oferecidos pelos pagãos.
A religião é indissociável do costume pagão.
A religião pagã regula situações de interesse colectivo, dedica especial atenção à pessoa tendo em conta as suas raízes, logo, no paganismo a pessoa é inseparável de sua raça e de sua família.
Politeísmo vs. Monoteísmo
O politeísmo é a visão política do “mais além”, já que nele se recorre ao pluralismo, procurando a verdadeira identidade do homem com a natureza. Há continuidade entre os seres mais humildes da natureza e os Deuses mais elevados; isto não implica igualdade, ao contrário, formam-se grupos separados e hierarquizados.
No monoteísmo todos os homens são iguais na medida em que foram criados por um único deus e não por vários.
Para o monoteísta é fundamental o perdão das ofensas e o apelo da face esquerda que se estende depois de ter sido golpeada a direita.
O politeísta apela ao “adversário fraterno”, e ambos criam o “duelo”, no qual a guerra religiosa e a luta de classes fica excluída. Prova: David mata Golias à traição.
Para o monoteísta não crer no seu deus é servir o diabo, é o ápice da blasfémia.
Para o politeísta não existe definição objectiva do mal.
No monoteísmo Deus é o único criador e criou os homens.
No politeísmo o homem cria os seus Deuses à sua imagem, dos quais oferece uma representação sublimada. Os homens superando-se a si mesmos.
O deus cristão afirma “meu reino não é deste mundo” (João 18 – 36).
O pagão acredita que um Deus que não pertence a este mundo não é um Deus, já que Deus é o elemento único e distinto deste mundo.
No monoteísmo tem-se a ideia de um deus déspota, ciumento, soberbo, o qual se considera perfeito.
O judaico-cristianismo é uma religião sem mitos.
O odinismo, o celtismo, o hinduísmo, entre outras religiões, são ricas em mitos e são os mitos que reflectem o mundo e o sacralizam.
No politeísmo os Deuses combatem com os homens e também entre eles – a Ilíada. Zeus e Odin são soberanos, não déspotas. Cria-se também a figura do herói, que é um intermediário entre os dois níveis, quer dizer, um semideus.
Os Deuses são homens imortais e os homens são Deuses mortais. Nossa vida é a sua morte e a nossa morte é a sua vida.
Para os cristãos o mundo é “um vale de lágrimas”; para os judeus entre deus e a criação há um vazio.
Para os pagãos a consciência humana pertence ao mundo, pelo que não se encontra dissociada da substância de Deus.
Para o cristão não há curiosidade por nada após ter encontrado a Jesus Cristo.
O pagão não põe limites na sua espiritualidade.
Em resumo, o mártir monoteísta é o extremo oposto do herói pagão. O monoteísta não pode ser orgulhoso, deve ser humilde e rogar por um espaço no céu, enquanto que o pagão é orgulhoso e irrompe no mais além reclamando o seu pedaço de “céu”.
A ideia de que um ser humano possa converter-se após a morte em alguém semelhante a um Deus era corrente na antiguidade e assim demonstram-no grande número de inscrições sobre pedras sepulcrais das épocas helenística e romana. O paganismo de hoje propõe ao homem, no curso de sua vida, a superação sobre si mesmo e participar assim da substância divina. O homem, se foi criado, deverá ultrapassar seu criador da maneira que os filhos ultrapassam seus pais.
Caim foi um homem da revolução neolítica, agricultor enraizado à terra que Jeová amaldiçoou por causa de Adão. Como seu pai Adão, Caim faz prova de orgulho e é por essa razão que é condenado. A morte de Abel não é senão a recusa de Caim em humilhar-se e arrepender-se. Caim foi pois homem civilizador por excelência; dizer-se filho de Caim é dizer-se homem de cultura e civilização.
O paganismo não pode menos que reagir contra o tema cristão da depravação do homem pelo pecado original. Pelo contrário, o homem pode conferir um sentido à sua vida, que não tem que ser lavado de um pecado original hereditário pela mediação de um redentor. O homem, segundo o pensamento pagão, deve assim conhecer a possibilidade de uma união consubstancial com o divino.
Não se trata pois de pôr o homem no lugar de Deus. O homem não é Deus. O homem não deve ambicionar converter-se em Deus, senão, imitando os Deuses, tornar-se como os Deuses.
A intolerância dos povos semíticos é a consequência necessária de seu monoteísmo. Os povos indo-europeus, antes de sua conversão às ideias semíticas, não haviam tomado jamais sua religião como a verdade absoluta, senão como uma espécie de herança de família ou de casta, estranha ao proselitismo.
O paganismo, ao contrário do monoteísmo, é tolerante por natureza e sempre induz à comparação. Enquanto que na época antiga a luta do monoteísmo contra a idolatria autoriza o assassinato (Deut. 13, 7-10).
Conclusão
Na medida em que tudo que é grande e forte era concebido como sobre-humano, como estranho ao homem, o homem reduzia-se e repartia entre duas esferas seus aspectos: um detestável e débil, outro forte e surpreendente. À primeira esfera chama-se homem, e à segunda chama-se Deus (Nietzsche).
Sejamos livres!
Sejamos selvagens!
Sejamos pagãos!
Alain de Benoist (traduzido para português em Legio Victrix e com ligeiras adaptações minhas)
Notas: A idéia de uma origem indo-européia destaca que a tal "estirpe" é uma mistura, uma miscigenação. Sem nos esquecermos que aqui os povos indo-europeus encontraram povos aborígenes e com eles misturaram-se. Sem nos esquecermos que muito de nossas origens provém da Anatólia, região situada na Ásia Menor. Sem nos esquecermos que parte do Mediterrâneo e da Hispânia foi colonizada pelos Fenícios do Oriente Médio.