sábado, 1 de agosto de 2026

Quinhentos, 121 - 125



Assim foram os demiurgos. Trouxeram seus archotes, se inflamaram em meus beijos e, tendo a santidade conquistada, passam a apedrejar a casa donde vieram.



A Casa é ampla, a Lei é evidente,  mas a ninguém foi dado a balança ou a espada. A Criatura procura o Criador, porque divina é a carne.



Carne cria carne, carne herda carne, desde a morada celeste até a lama. O que existe, respira, sente, come, bebe e pensa, é vivo. A Vida é carne.



Aquele que bebe de meu vinho não pode dizer o sabor que sentiu a quem tem sede. A taça está vazia, a letra está morta, a rota permanece igual pois é múltipla.



Quem tem sede não procura taça vazia, quem tem perguntas não procura uma letra morta, quem olha o horizonte percebe que um caminho não elimina os outros.

*Todas as imagens foram feitas com Gemini*
*Da obra Nisf el Alf, "Meio Milhar", de minha autoria, com o pseudônimo Houssin Olnaum*

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