sábado, 8 de agosto de 2026

Segunda Estação: Subconsciência

Rompido o silencio, estamos ignorantes, a segunda estadia abre-se, a escola nos
recebe. Começa a ascensão, o retorno à consciência, recobra-se a razão. Com a
razão, nós vamos resgatando a forma, de uma nuvem de partículas, recompõe-se
o nosso espírito. Muito estudo e muito preparo, constante, massivo, ininterrupto.
Pode-se agora sonhar, com a vida que deixamos e com a que iremos ter. Nós
fazemos planos, projetos, é o momento da inocência e ingenuidade. Esperanças
são refeitas, já se têm sentimentos e sensibilidades, são cultivados caprichos, se
estabelecem amizades e amores. Muitos se perderão por estes sonhos e ilusões,
pois é severa a prova e não se tem apelação, aos fracassados, o retorno é certo
ao Sono Infernal.
Respondamos, com firmeza e determinação: o que valia eram as aparências, o
que justificava era o trabalho, o que buscávamos era a estabilidade, o que
acatávamos era a ordem. Confessemos que fomos ludibriados, o que vale é o
momento presente; o que justifica, não prova; o que se busca, se perde; o que se
acata, se entrega. Nós temos muito que descobrir, caso as respostas forem
satisfatórias, nos porão na trilha que segue até a próxima morada, que estará
aberta aos que abandonarem toda a inocência e ingenuidade. Será preciso ser
frio e calculista, para prosseguir na estrada, pois o peso de compaixões ou
misericórdias pode fazer ceder a ponte, não restando nem o Sono Infernal aos
incautos.

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