Por sonhos que temos, nós somos enganados e, para não ficarmos sós, tentamos trazer outros ao mesmo sonho. Não é isto o que encontramos quando amamos?
Por generalizações, místicamente esclarecidas pelos sentidos, fazemos uma fórmula, transformando magicamente a acepção em realidade. Não nos emprestamos esta mesma certeza quando estamos apaixonados?
Dos medos primitivos, tiramos as visagens de um mundo externo, interno e espiritual. Disto nasceram os mitos e os deuses. Mas não tiramos da poesia a mesma intuição que nos faz projetar a divindade que existe dentro de nós?
Tantos oferecem o Paraíso, bem como a verdade da palavra do Deus Criador. Alguns, divorciam este mundo do outro. Mas suas palavras e devoções não são idênticas ao amante embriagado?
Nunca tivemos um equilíbrio ou temperança, nos atiramos aos extremos, do ascetismo até a orgia, da maturidade ao fanatismo. Não existe mais graça quando dois amantes se combinam no balanço de uma gangorra?
*Todas as imagens foram feitas com Gemini*
*Da obra Nisf el Alf, "Meio Milhar", de minha autoria, com o pseudônimo Houssin Olnaum*





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