quarta-feira, 23 de novembro de 2022

A guerra pelo Natal

Coisas normais de um mundo humano. Dois pensamentos (três?) ocupam a mente das pessoas: a Copa e o Natal. Se cabe um adendo comercial, para alguns existe a ansiedade com a Black Friday, ou Black Fritay 🤭. Esse evento comercial foi criado (por lojistas) para esvaziar o estoque de produtos encalhados e renovar com produtos visando as festas de fim de ano.

A Copa começou repleta de polêmica, recheada de corrupção e de infrações aos direitos humanos.
But... falando em direitos humanos, nos EUA, a dita Terra da Liberdade, não há espaço para a comunidade LGBT e não há espaço para as religiões alternativas.

Notícia apontada no Wild Hunt:

TUSCUMBIA, Alabama – A preocupação de alguns residentes da cidade de Tuscambia sobre uma licença emitida para a Hesperia Mystic Shoppe para o evento Festival of Yule resultou na cidade de Tuscambia inicialmente adicionando um segmento de comentário público uma hora antes de sua sessão de trabalho agendada na segunda-feira tarde.

Quando a notícia da reunião começou a se espalhar e o potencial de confronto aumentou, a Câmara Municipal corrigiu sua programação inicial afirmando que o comentário público sobre o Festival de Yule seria apenas um pequeno segmento de sua reunião regular.

O Festival de Yule deste ano está programado para acontecer no sábado, 3 de dezembro, em Tuscumbia, na Main Street, e acontecerá das 13h às 21h (CST). É anunciado como um evento familiar com entretenimento, comida e fornecedores com mercadorias produzidas localmente.

Gilchrist disse que estava "chocada com a oposição ao evento" e não tinha ideia de que havia uma preocupação crescente por parte de um número aparentemente pequeno de pessoas até que um cliente procurou Gilchrist na empresa de seu marido para informá-la sobre o que estava sendo dito no Facebook.

Fonte: https://wildhunt.org/2022/11/pagan-community-notes-week-of-november-21-2022.html

E a conclusão inevitável:

Em seguida, o conselho passou para uma discussão sobre o próximo Festival de Yule. Eles primeiro permitiram que Gilchrist oferecesse alguns detalhes sobre a origem de Yule e Krampus e o propósito do evento.

Gilchrist disse: “A energia na sala quando entrei pela primeira vez estava permeada de ódio. A maioria dos apoiadores estava no salão, e 90% dos que realmente estavam na sala eram pessoas que se opunham ao festival.”

Todos os que falaram se identificaram como cristãos, e quase todos se opuseram ao evento, citando o quanto era anticristão, não refletiam os valores de sua comunidade e os perigos de permitir que qualquer tipo de prática ou ideologia fosse expressa que não refletiam suas próprias fés cristãs.

O facto de ser função da Câmara Municipal tratar dos negócios da Cidade e não ditar práticas religiosas pareceu passar despercebido à maioria dos que sentiram a necessidade de se pronunciar contra o evento.

Embora nenhum dos comentários impeça a realização do evento ou demonstre qualquer causa para a rescisão da permissão, eles destacam o nível de intolerância e ignorância que aparentemente é desenfreado em certas partes da comunidade de Tuscumbia.

Gilchrist enfatizou: “Eu realmente quero que as pessoas saibam que não é a cidade e que há um sólido apoio dos funcionários de Tuscumbia para o evento. E as igrejas que se manifestaram, têm sido agressores por muito tempo. Chamando-a de sua cidade quando é a cidade de todos.”

Gilchrist sente que, embora isso aparentemente tenha começado apenas como um desentendimento sobre um evento, ele se expandiu para se tornar muito mais, e ela nunca sonhou que se encontraria no epicentro de tal situação. Aqueles que se opõem ao festival declararam que pretendem protestar contra o evento e ameaçaram boicotar qualquer uma das pequenas empresas que apóiam o evento.

Fonte: https://wildhunt.org/2022/11/tuscumbia-festival-of-yule-opposed-by-christians.html

terça-feira, 22 de novembro de 2022

Uma pergunta às Forças Armadas

Autor: Ricardo Noblat.

E se ao invés de bolsonaristas, os acampados em portas de quartéis fossem militantes do PT, do MST e de movimentos sociais a pedirem um golpe sob a alegação de que houve fraude na reeleição de Jair Bolsonaro? Os militares os acolheriam dizendo que o direito ao protesto é assegurado pela Constituição?

Áreas em torno de quartéis são consideradas de segurança nacional. Em meio a centenas de pessoas sempre pode haver um terrorista prestes a atirar uma bomba ou atentar contra a vida de um soldado ou de um oficial de alta patente. Como prevenir-se de tal risco a não ser proibindo aglomerações nas proximidades?

A resposta à pergunta que os comandantes militares fingem ignorar: eles não permitiriam que militantes de esquerda acampassem em portas de quartéis para pedir um golpe ou simplesmente aplaudi-los. Permitem que os bolsonaristas o façam porque são coniventes com eles e com o candidato deles.

Na última terça-feira (15), a juíza federal Jaiza Fraxe determinou que o governo do Amazonas e a União dispersassem o ato que ocorre em frente ao Comando Militar da Amazônia. Caso não o fizessem, haveria multa de R$ 1 milhão, e pelas horas seguintes de atraso, R$ 100 mil por cada hora. A ordem não foi obedecida.

A juíza atendeu a um pedido do Ministério Público Federal que classificou o ato de “antidemocrático” que causa barulho ensurdecedor “prejudicando a saúde de pessoas com deficiências, idosos e crianças que moram na região, e interrompe o direito de ir e vir”. Em outros Estados, pedidos semelhantes não foram feitos.

Os manifestantes, que estão em frente ao Comando Militar da Amazônia desde o dia 2 de novembro, declararam não aceitar o resultado das urnas e defendem um golpe por meio de intervenção militar — uma afronta à Constituição em vigor desde 1988 e à democracia. Crime, portanto, previsto em lei.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que há 25 pontos de bloqueios e de interdições em quatro Estados: Minas Gerais, Mato Grosso, Paraná e Rondônia. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, mandou no dia 10 que a Polícia Federal e a PRF desobstruam as vias públicas.

Segundo o coordenador geral de comunicação institucional da PRF, Cristiano Vasconcelos da Silva, os bloqueios e interdições atuais apresentam características mais violentas. Ele disse à CNN:

“Antes víamos manifestações, agora são atos criminosos, atos terroristas nas nossas rodovias federais, com queima de pneus, disparo de arma de fogo nos caminhões, tentativa de dinamite, explosão e queima de pontes para impedir o tráfego”.

“Tem caminhoneiros sendo agredidos, com suas cargas sendo jogadas na rodovia, estão jogando óleo nas rodovias federais. Não tem uma pauta específica, eles fazem os bloqueios e quem é contra aquilo sofre agressões”.

Fonte: https://www.metropoles.com/blog-do-noblat/ricardo-noblat/a-pergunta-que-os-comandantes-militares-se-negam-a-responder?amp

Campanha: que esses traidores da pátria sejam julgados e condenados na forma do Código Militar: fuzilamento.

O enigma de Nimue

Os personagens principais dos ciclos arturianos são bem conhecidos, outros, nem tanto. Muitos são mitos baseados em mitos e, como eu disse em algum lugar, não se pode fazer expeculações.
Quem leu (ou viu o filme) sobre a saga do rei Artur (provavelmente) ficou curioso como eu quando Artur recebe Excalibur da Dama do Lago.
Mais misterioso, nós temos também a Ilha de Avalon, de onde Nimue, sua irmã Igraine e sobrinha Morgana. Nada é muito certo e exato, a fonte que temos é chamado de Matéria da Bretanha, fortemente baseada no Historia Regum Britanniae, por Geoffrey Monmounth (escrito por volta de 1136).
Excalibur é um ítem mítico cuja origem é desconhecida, mas é citada na cultura popular, como animes.
A lenda original não explica muito sobre Nimue e a forma como Marion Zimmer Bradley a retrata é uma interpretação pessoal, tanto que é chamada de Viviane.
Qual a relação e interação desta e das demais enigmáticas "sacerdotisas de Avalon" com Merlim (também, um personagem mítico que costuma ser usado e citado na cultura popular).
Outro enigma é que ela é a mãe de Lancelot (segundo as lendas) e que foi morta por Balim por causa que ela matou seu irmão Balam.
Se Nimue era uma sacerdotisa de Avalon, nada é dito sobre que tipo de sacerdócio era este, nem os Deuses celebrados nos altares.
O ciclo arturiano é um reflexo da época. Como nos dias de hoje, livros são um espelho e um registro de como as pessoas nesta configuração espaço-tempo percebem a si mesmas, a sociedade e a sua relação com a natureza, os homens e os Deuses.
A saga conta de como Artur lutou contra Anglos e Saxões. A Bretanha havia sido conquistada pelos Romanos e tornou-se província entre 43 a 410 DC.
Entretanto eu acho mais interessante vermos a história real (comprovada e registrada) da rainha Boadica.
A seguir, nos próximos capítulos.

segunda-feira, 21 de novembro de 2022

A natureza sagrada das árvores

Árvores sempre foram reconhecidas como a melhor dádiva da natureza à raça humana. Elas fornecem alimento, abrigo, ferramentas, remédios, barcos, fogo, armas, vestimenta, sombra no verão, calor no inverno e beleza o ano todo. Elas eram abordadas com reverência e circunspecção pelos povos antigos, pois eram obviamente entidades vivas gigantescas, imbuídas de espírito. Honrando o espírito da árvore, eles desenvolveram cerimônias que deviam ser observadas antes de se cortar uma árvore. O culto à árvore era comum e não apenas entre os druidas. Algumas árvores específicas se tornaram divindades oraculares, cuja voz podia ser interpretada por uma sacerdotisa ou um sábio que morava perto da árvore.
Na Alquimia, a árvore da vida foi representada como uma mulher nua, coroada com galhos brotando de sua cabeça, plena de frutos e uma ave fênix nos galhos, o sol à direita, a lua à esquerda e nas mãos objetos que podem ser raízes ou bastões de poder. A carta do tarô 'o mundo' parece ser uma versão tardia da árvore-mãe, também chamada de árvore da vida.
A árvore da vida dos mitos nórdicos era um freixo chamado Yggdrasil, que significa Cavalo Terrível ou o Cavalo de Ygg (o Ogre), porque Odin cavalgou nele para a morte. Como eixo do mundo, suas raízes sustentavam a terra, seu tronco passava pelo centro do mundo, seus galhos se estendiam sobre o céu, enfeitados com estrelas. Das suas três raízes gigantescas, uma se dirige para a fonte subterrânea da terra (Urd), onde as Nornas vivem em sua caverna e perpetuamente decidem o destino dos seres humanos. Outra raiz alcança a fonte de Mimir no país dos gigantes gelados, fonte da sabedoria. A terceira raiz vai a Niflheim, o submundo presidido pela deusa Hel. Para entrar no submundo e aprender seus segredos femininos, como a magia das runas, Odin ficou pendurado na árvore por nove noites, sacrificando sua divindade. Uma poderosa serpente rói continuamente na árvore. Quando ela tiver sucesso, será o fim dos tempos, pois toda a estrutura e todos os mundos que ela sustenta ruirão.
Muitos mitos falam da árvore da vida, ou árvore do mundo, envolvida com a criação do universo, com a origem da humanidade e com as dádivas divinas do alimento e habilidades civilizatórias. Os maias a chamam de primeira árvore do mundo, ou Verde Árvore da Abundância, e seguiam seus rituais para assegurar que, no final da vida, pudessem descansar no paraíso, à sombra da primeira árvore.
Martírios, como elemento essencial nos mitos da maioria dos grandes deuses, eram associados com alguma versão da árvore. Odin ficou pendurado em Yggdrasil para submeter-se à morte e ressurreição, antes de poder atingir sua completa divinização. Krishna morreu numa árvore. Attis também. Osiris foi envolvido em uma árvore. Jesus foi pregado na árvore-cruz. Considerada como a mãe nutridora, o sangue nela derramado tinha por função manter a força da vida da árvore, de quem toda a vida dependia.
Na Pérsia e na Índia, a árvore da vida era representada com cinco galhos segurando os elementos da criação: água, terra, ar, fogo e éter. No vale do Indus, uma Deusa da Árvore era cultuada por volta do segundo milênio antes do tempo comum, onde a árvore era considerada a fonte de todos os mantras, i.é., da criação. Esta árvore deu o dom da linguagem à humanidade, tendo uma letra ou mantra diferente escrito em cada uma de suas folhas.
Para os indo-europeus, a visão do paraíso incluía a árvore sagrada com uma fonte em suas raízes, do mesmo modo que a macieira da ilha de Avalon, do Jardim das Hespérides ou do Jardim do Éden. A macieira é a árvore que tem a mais forte relação com o outro mundo e as maçãs estão sempre presentes nas cestas e cornucópias da deusa, por serem doadoras de vida.
São abundantes os mitos de deusas ou mulheres divinas se transformando em árvores, como Dafne, Mirra, Dione. Também foi a mãe/árvore que realizava todos os desejos de Cinderela. A árvore dos desejos era a Deusa Ishtar da Babilônia, a figueira cósmica conhecida como a mãe primeva, no lugar central da terra.
Entre os celtas, a árvore expunha continuamente o ensinamento druida da infinitude da vida e da finitude da morte. Uma árvore de folhas parece morta no inverno, mas somente por um tempo finito, enquanto uma conífera representa a capacidade de imposição da vida. As árvores eram sagradas para os celtas. A árvore sagrada era enraizada concretamente em um território do clã, a árvore genealógica em seu sentido literal, representando a riqueza do clã e sua ligação com as divindades da terra e do céu. Esta árvore da vida entre céu e terra formava um micro-cosmos, que provia as pessoas com o sentimento de união e proteção e, como consequência, era natural que as cerimônias de entronização do rei eram realizadas sob esta árvore. Sua destruição significava a destruição do clã.
Um conjunto de árvores sagradas, como uma floresta ou uma clareira circundada por árvores, era tido como santuário, que não necessitava de um ícone da divindade. O outro mundo, como espelho do mundo real, possuía também suas árvores especiais, cujos maravilhosos frutos eram guardados por gigantes ou outros monstros. A luta dos heróis com estes guardiães, ou o roubo dos frutos, constitui temas favoritos de lendas. Às vezes, contudo, os seres do outro mundo partilhavam livremente estes frutos com os seres humanos. Em geral são belas mulheres que atraem os heróis para o outro mundo, mas às vezes também homens, como p.ex. o gigantesco Trefuilngid, que apareceu em Tara (província central da Irlanda) com um ramo na mão, no qual havia nozes, maçãs e bolotas de carvalho. Das frutinhas que deixou para trás, desenvolveram-se as cinco árvores sagradas da Irlanda, que correspondem às cinco províncias, uma em cada direção e uma no centro.
O significado da avelã como alimento e provisão de inverno pode ser avaliada pelo número de vezes em que é mencionado na mitologia e nas lendas. Um reinado justo de um rei aprovado pela deusa tinha como resultado uma abundância de avelãs, como aconteceu com Mac Cuil, um dos ‘filhos da avelã’ e um dos três reis dos Tuatha De Danann, esposo de Banba, uma das três representantes do casamento sagrado da Irlanda.
Os Warao (wa=canoa; arao=povo; warao=povo da canoa), que vivem no delta do Orinoco na Venezuela, acreditam que a floresta é uma tribo de arbustos, palmeiras e árvores animadas. Alguns se originaram de velhos deuses, outros se matamorfosearam e ainda outros sempre foram o ‘povo árvore’. A árvore vermelha cachicamo, usada para fazer canoas, é considerada a Mãe da Floresta, conhecida como Dauarani. Ela é a guardiã da floresta que, em tempos antigos, proibia a matança de grandes mamíferos e o corte não autorizado de palmeiras e árvores.

Fonte: https://universo-da-luz.webnode.com.br/products/a-natureza-sagrada-das-arvores/

domingo, 20 de novembro de 2022

Glastonbury e Avalon

Eu adquiri e estou lendo As Brumas de Avalon, de Marion Zimmer Bradley, edição contendo os quatro volumes da obra e obtive material para este texto.
Ali se fala do Espinheiro Sagrado que, supostamente, brotou do cajado de José de Arimatéia. Glastonbury é citado como o lugar dessa árvore sagrada e também onde, supostamente, ficava Camelot, o que nos remete ao ciclo arturiano, parte dos romances de cavalaria e das sagas escritas na Idade Média. 
Existem lendas que dizem que três Marias (relacionadas com os mitos de Cristo) fugiram para algum lugar na França trazendo com elas o cálice que tinha o sangue de Cristo e essa é a base dos mitos do Graal. Dan Brown escreveu uma série de livros sobre o Santo Graal, ou, aliterando, Sang Real, ou seja, o sangue de Cristo, praticamente uma heresia, que fala da possível linhagem de Cristo a partir de Maria Madalena.
Marion insinua que Cristo foi educado na "religião da sabedoria", tendo estudado no templo que ficava no Tor de Glastonbury. A minha hipótese é que Cristo aprendeu sobre o Caminho Antigo por parte de sua descendência materna.
Especular com mitos que nós remetem a outros mitos cabem muitas conjecturas, mas nenhum fato.
Aguardem cenas dos próximos capítulos.

Brasil é a nau dos insensatos

Essa é a terceira semana da ressaca eleitoral e o chamado terceiro turno só está começando.

Platão, no Livro 6, República, fez a alegoria do navio, parece ter profetizado a realidade brasileira. Entre o século 15 e 16 a "nau dos insensatos" foi tema na Arte. Levando em consideração o espetáculo do absurdo fornecido pelos atos antidemocráticos, o Brasil é a nau dos insensatos.

Moisés Mendes cantou a bola da vez, os Manés que, insensatamente, pedem intervenção e ditadura militar estão sendo abandonados pelo seu "capitão". As empresas que estavam financiando essa traição à pátria, agora que estão com as contas bloqueadas, tentam dissimular e convencer que nada tiveram com isso.

Foi constrangedor (para os conservadores e reacionários) a fuga de Renata Zambelli para os EUA no primeiro dia pós-eleitoral.
Foi decepcionante (para a Imprensa e o Jornalismo) a reação hipócrita de Eliane Cantanhêde diante das críticas que recebeu pelo seu comentário inadequado (e machista) direcionado à Janja.
Foi hilário ver a Jovem Pan (pejorativamente chamada de Jovem Klan) fazer o que foi chamado de expurgo dos bolsonaristas de seu quadro de colaboradores.

Vivendo em uma realidade paralela, as pessoas que protestam contra o resultado das eleições e pedem intervenção militar agora atingem até quem era aliado. Um indivíduo civil que tem mentalidade militar é o resultado cultivado pelos conservadores e reacionários. Essa massa de manobra os ajuda a atingir os objetivos, mas está descontrolada e nós sabemos o que isso pode produzir.

Para o Brasil ter um rumo, nós temos que desembarcar (lançar ao mar) os insensatos. Identificar, processar e prender os fascistas (incluindo quem incentiva, apoia e financia) é fundamental. A mentalidade de extrema direita deve ser completamente anulada. Só assim teremos a chance de um futuro.

Futebol e política

Autora: Natalí Macedo.

Dizem os mais velhos que futebol e política não se misturam, mas nem eu, nem a própria História acreditamos nessa balela.
Desde a década de 30 os governos vêm usando o futebol como vitrine política – já que o potencial do esporte mais popular do mundo não seria tão facilmente desperdiçado. Isso acontece principalmente em governos ditatoriais, como forma de controle social.

Não é à toa que, em 2021, Bolsonaro esteve se reunindo com o então presidente da CBF, Rogério Caboclo. Não é à toa que buscou o apoio de Neymar – e conseguiu, graças ao fato de o jogador dever mais impostos do que eu devo respostas no WhatsApp.

Desde Médici, política e futebol andam lado a lado.

No tri, em 1970, a delegação estava recheada de parlamentares. Já a Copa do México, primeira exibida na televisão brasileira, foi mais uma vez vitrine, usada para mostrar o efeito da modernização tecnológica que o governo trouxera ao país.
Não há muito espaço para discussão, porque a história testemunhou: política e futebol se misturam, sim, e muito.
É precisamente por isso que Bolsonaro tentou melhorar sua imagem no país aliando-se a um jogador antes festejado. Em vez de melhorar sua imagem, no entanto, estragou a do rapaz. Claro que ele continua rico, mas perdeu prestígio e contratos.

Perdeu fãs, admiradores, torcedores.

Quem se sente à vontade para usar uma camisa verde e amarela depois de tantos memes, mesmo sabendo que a bandeira é de todas?

Sinto muito, mas a minha será branca. Se eu comprar.

Quem torce pra um sonegador bolsonarista que, além de flertar mal pra caramba, não sabe votar?

Com essa seleção empestiada de patriotas, a vontade é torcer pela Argentina. Torcer pra Neymar fingir três quedas e levar cartão vermelho. Pra ter outro Davi Luiz chorando na TV. Torcer, quem sabe, pra um 8 a 1 dessa vez.

A vitória que a gente queria chegou – e não veio do patriotismo, nossa vitória foi vermelha como nossos corações.
E o que eles chamam de patriotismo, infelizmente, agora nos ofende.

Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/da-pra-torcer-pela-selecao-do-neymar-com-essa-camiseta-dos-patriotas-por-nathali/
Nota: eu não torço pela seleção brasileira desde 1986. Não tem como torcer por um time composto por mercenários. Eu fico pasmo com a capacidade do brasileiro de deixar tudo de lado por causa de futebol. Mas falando em camiseta e seleção brasileira, tem um fabricante, o Teamsix, que oferece a camiseta com a frase "nossa bandeira jamais será vermelha". Na mesma loja você pode escolher o seu modelito de apoio ao fascista genocida. Ali eu perguntei por que não, os donos deram uma resposta rasa. Eu refiz a pergunta, mas não publicaram. Indivíduo civil com mentalidade militar é o ápice da alienação.