"Quando você ama realmente alguém, ser fiel não é um sacrificio, é um prazer"
Uma frase meiga e romântica, mas no amor não há regras.
Amor não tem limite, forma, idade. Supõe-se que "ser fiel" é condição inerente, mas o conceito de que no amor deve haver fidelidade é uma imposição social.
Entende-se amar como algo restrito, exclusividade, como se apenas fosse "real" se for um monopolio, privilégio.
Vamos ver como fica a definição em outros termos.
"Um homem ama realmente quando se relaciona com uma mulher"
Um homem ama realmente, seja uma mulher, seja um homem, ou ambos. Uma mulher amaria realmente da mesma forma, um home, uma mulher ou ambos.
Tem-se filhos, não faz sentido dizer que um pai, uma mãe ama realmente apenas o filho ou a filha, nem faz sentido dizer que o filho/ a filha ama realmente apenas o pai ou a mãe.
Dizer que se ama realmente quando se é fiel é o mesmo que ir em um buffet cheio de diversas comidas e servir-se apenas de arroz-e-feijão. Ou usar apenas bicicleta quando se tem tantas opções de transporte.
Nós observamos admirados a beleza de um jardim e não nos damos conta que a beleza deste jardim é diretamente proporcional ao número de abelhas que polinizam as flores. Diversas abelhas. Polinizando diversas flores.
Nós acreditamos nessa mentira que amar=fidelidade, que amar=monogamia/monotonia. Todos são livres e tem o direito de amar quem quiser, quantos quiser. Que sejam maduros e haja consentimento.
Dizer que apenas se ama realmente quando se é fiel, é diminuir o coração, é empobrecer o amor, é tornar o relacionamento um cárcere.
