I. Sobre a Falsa Honra: Saibam que a honra de um homem não reside no controle que ele exerce sobre o corpo de uma mulher, mas na capacidade de se curvar diante da liberdade dela. O crime que vocês chamam de "honra" é, na verdade, a confissão da sua própria fraqueza. Quem mata o que diz amar, nunca amou; apenas tentou possuir um santuário que nunca lhe pertenceu.
II. A Mulher não é Território, é Templo: Parem de olhar para a anatomia feminina como um mapa de conquista ou um objeto de consumo plástico. A mulher não é uma extensão da sua vontade, nem um polígono moldável aos seus caprichos. Ela é uma manifestação da Deusa — um ser de carne, peso, vontade e mistério. O homem que agride uma mulher golpeia a própria raiz da vida.
III. A Força que não Protege é Covardia: A verdadeira masculinidade não se prova no grito ou no punho fechado, mas na mão que cuida e no olhar que reverencia. Protegermos a mulher não é tratá-la como incapaz, mas honrar a vida que ela sustenta. Se a sua força serve apenas para oprimir a "consistência gelatinosa e flexível" da vida, então a sua força é lixo.
IV. O Prazer sem Consentimento é Sacrilégio: O "machão" busca o triunfo; o iniciado busca a comunhão. No quarto, na rua ou no pensamento, qualquer ato sem o "Sim" da Deusa é um ato contra a própria natureza. O desejo sagrado exige a autonomia dela. Se ela não é livre para partir, o seu amor é uma prisão, e o carcereiro é o ser mais solitário da criação.
V. O Convite à Heresia do Cuidado: Abandonem os dogmas da repressão que lhes ensinaram que "ser homem" é ser bruto. Aprendam a delicadeza de observar a pele, a beleza da imperfeição e a sacralidade do toque que pede licença. Reverenciar a mulher não diminui o homem; o torna divino.
Que o sangue do feminicídio pare de manchar a terra, para que o suor do prazer e o orvalho do cuidado possam finalmente nutri-la.
Criado com Gemini, do Google.
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