segunda-feira, 15 de abril de 2024

A orgia do padre

Um padre polonês, identificado como Tomasz Z, foi condenado a 18 meses de prisão por crimes sexuais e envolvimento com drogas. Ele foi acusado após um incidente durante uma orgia, na qual um garoto de programa desmaiou devido ao uso excessivo de pílulas para disfunção erétil.

A orgia ocorreu entre os dias 30 e 31 de agosto de 2023 em um prédio pertencente à paróquia da Santíssima Virgem Maria dos Anjos, em Dabrowa Gornicza. Após o desmaio do profissional do sexo, os frequentadores impediram a entrada dos paramédicos, exigindo a intervenção da polícia para prestar socorro.

Durante o julgamento, Tomasz Z contestou o número de padres presentes na reunião e afirmou que “vale a pena ler qual é a definição de orgia”. Ele foi condenado por crimes sexuais, fornecimento de drogas e por não prestar assistência ao garoto de programa desmaiado.

O caso gerou um grande escândalo envolvendo as dioceses de Sosnowiec e Dabrowa Gornicza. Embora não estivesse entre os acusados, o bispo Grzegorz Kaszak, que administrava a unidade de Sosnowiec, renunciou ao cargo. Kaszak abriu uma investigação que concluiu pela demissão de Tomasz Z de todas as funções clerigais.

Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/padre-polones-organiza-orgia-e-e-condenado-a-18-meses-de-prisao/

Nota: o padre não foi preso por causa da orgia. Mas por ter dado uma dose excessiva de medicamentos e por ter impedido o socorro do profissional do sexo. Quem me dera que todas as igrejas fossem assim 🤭😏.

Os corpos endossexo

Autor: Amiel Modesto Vieira.

Desde meados dos anos 2010 o movimento intersexo tem atuado em terras brasileiras. Um dos vários desafios que temos enfrentado para nos fazermos reconhecidos, e conhecidos, é retirar a ideia da sociedade brasileira de que somos hermafroditas.

Essa ideia remonta aos tempos gregos e à sua mitologia que fazia parte da sociedade daquela época. De forma bem resumida, uma ninfa apaixonada por hermafrodito fundiu seu corpo com o dele, e daí a ideia que carregamos até os dias de hoje, de que o intersexo é um corpo com dois sexos dentro dele.

A intersexualidade, mais do que isso na realidade, contempla vários estados de uma condição biológica que até onde se tem conhecimento são mais de 40. Isso quer dizer que resumir estes estados a um corpo com dois sexos seria reduzir demais suas manifestações.

Assim, pode-se dizer que retirar do senso comum esse resumo e mito é uma tarefa hercúlea. Ao mesmo tempo, pessoas no movimento acham que deveríamos facilitar a comunicação com o público e falar menos “biologiquês”, ou “mediquês”. Confesso que esse é um dos mais importantes dos nossos desafios.

Ao mesmo tempo, por nossa condição estar ligada aos hormônios e às características sexuais do corpo humano, creio que desatrelar nossa biologia do mitológico é urgente. Ainda mais se lembrarmos que, por causa disso, no passado já despertamos a curiosidade e o desejo sexual pelo exótico. Porém, precisamos reiterar que não somos itens de exibição, mas sim parte da evolução humana, e não uma aberração ou anomalia.

A sociedade em que vivemos deseja regular tudo, ela normatiza nossa vida e nossa sexualidade. O rosa e o azul são parte da regulação que parece acontecer só por fora. Utilizamos o prefixo “endo” para ressaltar que esta regulação se apresenta até nas taxas hormonais ou nos nossos cromossomos.

Para melhor entendimento, é preciso saber que na endonormatividade (Nowakoski; Sumerau; Lampe, 2020) há um número padrão para as taxas hormonais estarem no lugar, e que os nossos cromossomos só podem ser xx ou xy. Assim, outras formas de se comportarem, tais como xyy, xxy ou x0 estariam fora desse padrão. Desta maneira, essa regulação se importaria não somente com o externo do nosso corpo, mas também com o que está dentro.

Essas padronizações estão ligadas às características sexuais do corpo humano. Nos corpos endossexo (Carpenter et al, 2022) , ou seja, não-intersexo, estas características são observadas pelos médicos, como por exemplo os genitais, que devem estar no tamanho correto, e se suas taxas hormonais e cromossomos nos exames aparecerem como o esperado. E no que diz respeito à sexualidade, espera-se que no futuro cumpram a heterossexualidade, que estejam preparados para casar e se reproduzir.

A endonorma, ao ver corpos que apresentam diferentes estados intersexo, trata logo de utilizar o “apagador cirurgiador”. Este corpo alterado para ser tal qual o endossexo nunca deixará de ser intersexo, pois apesar de se mudar a forma original, os corpos que tentaram mudá-lo nunca o verão como endossexo, mas sim como o corpo intersexo que chegou.

Apesar de buscar fazer com que o leitor entenda o mundo do qual falo, que a seu ver pode parecer estranho e longe da imaginação, ele está todos os dias ao seu lado: no metrô, no ônibus, no trem, no elevador, no vizinho do apartamento, ou ainda na casa do outro lado. Talvez passemos desapercebidos ou até despertemos uma certa estranheza a seus olhos, e por mais que a endonorma queira nos eliminar, somos muitos, e MUITO resistentes.

Fonte: https://revistaforum.com.br/opiniao/2024/3/27/por-que-falamos-endonormatividade-por-amiel-modesto-vieira-156391.html

domingo, 14 de abril de 2024

Under my skin

Com sua costumeira burrice, Caturo, aquele português pagão esquisito, publicou uma imagem que diz muito sobre a confusão mental dele.


Eu não tenho certeza se foi proposital, ou se o Caturo é tão obstinado assim.
No expositor vê-se o estereótipo do que Caturo acredita ser o padrão do europeu.
Nota-se que as figuras são (ou parecem ser) Barbie e Ken, bonecos artificiais, feitos de plástico.
Isso está bem longe da realidade, como a história, a antropologia, a arqueologia e a sociologia relatam.
Observando o expositor, uma mãe e duas crianças, supostamente muçulmanas. Outro estereótipo (racista, preconceituoso) que só faz sentido na mente doente do Caturo.

Então ele publicou outra imagem que é um corolário do estereótipo concebido pelo Caturo.


Todas as mulheres retratadas aqui tem uma cútis rosada. Não há uma única morena. Isso é absurdamente errado, principalmente quando falamos do sul da Europa.
Muitos nativos da Espanha, Portugal e Itália estão fora desse delírio ideológico romântico do Caturo sobre os "verdadeiros europeus".
Pensando nisso, eu fui atrás de outra imagem postada pelo Caturo.


O próprio Caturo admite que existem portugueses mais morenos. Mas por inúmeras postagens, esses portugueses seriam menos lusitanos.
Mas ele diz que não é uma questão de pele.
A quem quer enganar? 😏🤭



sábado, 13 de abril de 2024

Alerta ao Brasil

O Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) apresentou à Organização das Nações Unidas (ONU) preocupações acerca do crescimento de grupos neonazistas no Brasil ao longo dos últimos anos. Um relatório preliminar, entregue no último sábado (6), reuniu dados presentes em diferentes levantamentos. O documento classifica o cenário atual como "alarmante".

A pesquisa da antropóloga Adriana Dias, falecida no ano passado é apontada como uma das referências. Ela constatou que as células de grupos neonazistas cresceram 270,6% no Brasil no período entre janeiro de 2019 e maio de 2021, se espalhando por todas as regiões do país. Esse fenômeno teria sido impulsionado pela disseminação dos discursos de ódio e de narrativas extremistas. Sem punição, eles se propagam com mais facilidade. Segundo a pesquisa, no início de 2022, haviam mais de 530 núcleos extremistas no país. Seus participantes compartilham o ódio contra feministas, judeus, negros e população LGBTQIAP+.

Outro levantamento citado é o da agência Fiquem Sabendo. O documento aponta que de janeiro de 2019 a novembro de 2020 foram abertos 159 inquéritos pela Polícia Federal por apologia ao nazismo. Esse número, referente a um período inferior a dois anos, supera o total de 143 investigações abertas ao longo de 15 anos, entre 2003 e 2018.

O documento do CNDH destaca ainda que, no ano de 2021, foram recebidas e processadas 14.476 denúncias anônimas pela Central Nacional de Crimes Cibernéticos, canal mantido pela organização não governamental SaferNet com o apoio do Ministério Público Federal (MPF). Também há menção ao levantamento do Observatório Judaico sobre eventos antissemitas e correlatos ocorridos no país entre 2019 e 2022.

Além dos dados, foram citados alguns casos concretos em que foram apreendidos artefatos ligados ao nazismo como fardas, armas e bandeiras, além de artigos e peças decorativas com imagens e símbolos como rosto de Hitler e a suástica. O CNDH também chama atenção para o crescimento dos ataques em escolas, lembrando que em diferentes ocorrências o agressor fazia uso de simbologia neonazista. É citado, por exemplo, o episódio ocorrido em dezembro de 2022, quando um estudante de 16 anos matou quatro pessoas em escolas em Aracruz (ES). Ele vestia farda militar acompanhada de uma braçadeira com um símbolo nazista.

Criado pela Lei Federal 12.986/2014, o CNDH deve promover e defender os direitos humanos no país através de ações preventivas, protetivas e reparadoras. Embora seja vinculado ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, atua com autonomia.

Dos 22 conselheiros, 11 são representantes da sociedade civil, eleitos em encontro nacional convocado por edital público. Os outros 11 são representantes do poder público, que são indicados pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, pelo Ministério das Relações Exteriores, pela Polícia Federal, pelo MPF, pelo Conselho Nacional de Justiça, pela Defensoria Pública da União, pela Câmara dos Deputados, pelo Senado Federal, dentre outros.

A expectativa do CNDH é de que o relatório contribua para as discussões do 55ª Reunião do Conselho de Direitos Humanos da ONU, que deverá ocorrer em Genebra, na Suíça, entre o final de junho e o início de julho. Na ocasião, uma nova edição do relatório sobre os esforços mundiais para o combate à glorificação do nazismo e do neonazismo será apresentado pela indiana Ashwini K.P., relatora especial sobre as formas contemporâneas de racismo, discriminação racial, xenofobia e intolerâncias conexas.

O documento traz informações específicas de diferentes países. Na edição apresentada durante a 53ª Reunião Ordinária do Conselho de Direitos Humanos da ONU ocorrida no ano passado, o Brasil é citado pelo seu quadro preocupante envolvendo o aumento da violência contra as mulheres, a discriminação contra afrodescendentes e as ameaças à população indígena.

O Conselho de Direitos Humanos da ONU é composto por 47 Estados-membros, eleitos na Assembleia Geral das Nações Unidas para mandatos de três anos. Anualmente, são realizadas três reuniões, nos quais são discutidos diversos temas. Embora suas resoluções não sejam de cumprimento obrigatório, elas contribuem para pressionar os países por medidas.

O CNDH informa que vem mantendo diálogo institucional com a relatora especial Ashwini K.P. e trabalha produzir um relatório final. Com o intuito de avançar nos dados sobre o crescimento do neonazismo no país, a partir desta quarta-feira (10), uma comitiva de conselheiros estará em Santa Catarina. Eles estarão acompanhados ainda de parlamentares, de lideranças da sociedade civil e de integrantes da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, que é vinculada ao Ministério do Direitos Humanos e da Cidadania.

Durante a passagem por Santa Catarina, a comitiva do CNDH irá visitar as cidades de Florianópolis e Blumenau. O estado do sul do país é um dos que mais gera preocupações. Somente no município de Blumenau, foram mapeadas 63 células neonazistas na pesquisa de Adriana Dias.

A agenda da comitiva da CNDH inclui reuniões com autoridade públicas municipais e estaduais, com representantes institucionais e com especialistas que pesquisam o tema. Uma das questões a ser discutida será a aplicação de um Questionário de Evidências, para identificar elementos envolvendo a propagação da ideologia nazista.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2024-04/conselho-leva-onu-alerta-sobre-avanco-do-neonazismo-no-brasil

Nota: completa-se, ano que vem, 80 anos do fim da Segunda Guerra Mundial. Tanto no Brasil, quanto nós EUA e Europa, o nazismo e o fascismo tem reaparecido. Muitos grupos se aproveitam do rancor do cidadão médio comum, aponta algum "bode expiatório" e capitaliza isso, de forma política, social ou financeiramente.

Jesus pede medida protetiva

Autor: Ricardo Neggo Tom.

Um pedido de socorro chega dos céus e nós, que estamos acostumados a invocar por uma intervenção divina em nossas vidas, agora nos deparamos com um clamor reverso e angustiado. Jesus, o salvador da humanidade, entrou com uma medida protetiva contra a parte do segmento evangélico que está destruindo a sua vida e a boa imagem que ele construiu entre os seres humanos. Cansado de se ver associado a gente da pior espécie, que usa o seu nome para justificar suas más ações e legitimar um projeto de poder que é muito mais diabólico do que santo, o filho do homem - e também da mulher, porque não existe filho sem mãe – decidiu abrir o coração para o povo brasileiro e revelar as agruras que vem sofrendo há anos, desde que lobos em pele de cordeiro começaram a se apresentar como seus ungidos e seguidores.

Considerando que nem na cruz ele sentiu tanta dor, Jesus conta que só ele e ele sabem o que tem se passado durante todo esse tempo. Constituindo a si mesmo como advogado, ele ingressou com o pedido de proteção contra Silas Malafaia e Michelle Bolsonaro que, segundo ele, lideram a perseguição contra ele e têm feito a cabeça de milhares de pessoas para assediá-lo. Quanto ao assédio moral, Cristo alega que a conduta dos acusados caracteriza comportamento abusivo, frequente e intencional, que se dá por meio de gestos agressivos, línguas estranhas, jejuns e orações contrárias às suas recomendações, que ferem a sua integridade física, espiritual e psíquica, pondo em risco a sua função de salvador da humanidade e o ambiente social ao qual ele teria a missão de controlar.

Jesus Cristo explica que há anos vem recebendo instruções confusas e imprecisas quanto ao trabalho que precisa desempenhar, o que pode induzi-lo a cometer erros e injustiças. Como exemplo, ele cita o pedido de Michelle Bolsonaro para que ele destrua a esquerda que, segundo palavras do próprio Jesus, apesar das falhas, é o lado que mais tem se preocupado com os mais pobres, aqueles que ele sempre soube que faz parte da sua função proteger e amparar. “Essa mulher é uma cobra! Eu não aguento mais ela querendo me dar ordens como se fosse minha chefe”, desabafa o Messias. Ele também alega que está cansado de receber pedidos de trabalhos supostamente urgentes e sem necessidade por parte de pessoas que ele nem sabe quem são, o que lhe acarreta uma sobrecarga de tarefas no dia a dia. “Querem que eu resolva tudo o que eles fazem de errado. Eu já estou cansado disso. Há muito tempo eu já havia pedido socorro através do meu querido sambista Almir Guineto, e ele compôs a música “Saco cheio”. Era uma mensagem divina, mas eles não entenderam. ”, revela o filho de Maria.

Críticas e brincadeiras de mal gosto feitas em público também foram citadas por Jesus em seu pedido à justiça. Sobre essas acusações, ele lembra das ocasiões em que o pastor Marco Feliciano pediu a senha do cartão de crédito a um fiel, e de quando Malafaia conclamou um jejum em seu nome contra a Covid em plena pandemia, e as mortes aumentaram. “Eu me senti ultrajado, humilhado, reduzido a um bolsonarista sem cérebro. Como puderam me ridicularizar dessa forma diante do mundo? Muitos deixaram de acreditar em mim por causa disso. Tem gente que não quer nem ouvir falar no meu nome, achando que era eu mesmo quem queria pegar o dinheiro daquele pobre homem ou quem deixou de socorrer milhares de pessoas que morreram na pandemia. Isso não pode ficar impune. ” Ele também cita a história contada por Damares Alves, de que ele teria subido num pé de goiabeira para espiá-la. “Essa senhora é uma víbora! Vive me pedindo coisas absurdas e me colocando em situação vexatória. Outro dia ela queria que os evangélicos governassem o Brasil, e pediu para que eu me passasse por presidente da república e levasse a culpa pelas besteiras que eles iriam fazer ”

A respeito das torturas sofridas, Jesus diz que é pressionado dia e noite por vozes que ficam clamando o seu nome e lhe pedindo para fazer o mal contra pessoas inocentes. Ele conta que, certo dia, se deparou com uma multidão ajoelhado em volta de um pneu rezando o pai-nosso e pedindo intervenção militar em seu nome, o que lhe despertou uma enorme vontade de enviar um raio sobre aquela gente como castigo, mas pensou que perderia a razão se o fizesse e preferiu apelar para a lei em busca de justiça. Sobre as alegações de sequestro e cárcere privado, ele explica que durante séculos foi mantido nessa condição pela Igreja Católica, enquanto pessoas eram jogadas vivas na fogueira da Santa Inquisição, sob a égide da sua vontade para elas. Ele se defende e diz que jamais teria ordenado tamanha crueldade e perversão humana. “Isso é coisa de bandido! Eu nunca apoiei isso. ”, diz ele indignado.

Ele se indigna ainda mais quando fala dos traficantes evangélicos e dos milicianos cristãos que dizem ser seus seguidores, e que estão ocupando territórios em comunidades periféricas em seu nome. “Não sei porque essa gente me persegue tanto assim. Eu só fiz o bem para a humanidade. Agora, até criminosos dizem que eu sou cúmplice deles. Será que essa gente quer me ver morto novamente? ”, emociona-se o filho adotivo de José. Segundo Jesus, parte da igreja evangélica, a qual ele chama de “raça de víboras”, é que hoje o mantém sob sequestro e cárcere privado, tentando impedir que ele se comunique com todos e prove ao mundo que Deus não tem dono e nem escolhidos especiais. “Eles expulsam pessoas de outras religiões em meu nome, condenam os diferentes ao inferno, inventam que eu abomino pessoas que não me seguem, pedem dinheiro em meu nome. Eu nunca faria isso. Eu também pretendo processá-los por injúria, calúnia e difamação, e pedir uma indenização bilionária como ressarcimento da minha imagem. ”, desabafa mais uma vez o amigo de Maria Madalena. Acrescentando que o dinheiro da indenização seria revertido para ajudar aos necessitados. “Isso seria o maior castigo para eles que odeiam os mais pobres. ”, vibrou.

Jesus também está movendo diversos processos contra pessoas que fazem insinuações levianas quanto a sua origem e descendência. “Ficam falando que eu sou “filho de Davi”, sendo que ele matou um soldado para despojar da sua mulher. Outros falam que o meu pai é o “deus de Israel”, sendo que eu sou persona non grata naquele lugar. Tem evangélico que diz que a minha mãe era uma mulher qualquer e que apenas foi usada por meu pai para me dar à luz. E a minha reputação, como fica? Outros fingem que gostam de mim e ficam me chamando de “rei dos reis” para me bajular. Mas eu conheço o coração dessa gente. Eles podem enganar a vocês, a mim não. ” Cristo espera que a justiça acate logo o seu pedido de proteção contra as pessoas que só se aproximam dele para pedir favores absurdos e perturbar a sua paz. Ele também nega que tenha criado igrejas e que seja o líder do cristianismo no mundo. “Eu nunca fundei cristianismo nenhum. Isso foi uma mentira que Constantino inventou a meu respeito. Olha quanta gente o cristianismo já excluiu, invalidou, torturou e matou ao longo da história. Acha que eu tenho alguma coisa a ver com isso? Eu nunca mandei matar ninguém! ”, rebate o príncipe da paz.

Por fim, Cristo faz mais um desabafo emocionado, exige respeito com a sua história de vida e reitera que quer distância dos detratores do seu nome. “Parem de mentir a meu respeito! Eu nunca fui branco, nem loiro de olhos azuis. Eu nunca fui rei. Eu nunca estive ao lado dos poderosos. Eu nunca dei poder e nem autoridade a ninguém. Eu não matei Joana D’arc. Eu não conheço a Michelle. Eu não sou o deus do Malafaia. Eu não sou o dono da Universal! Eu não botei o Mendonça no STF. Eu nunca estive com a Flordeliz. Eu nunca andei com o Robinho. Eu não sou 100% Neymar. Eu não torço para time nenhum. Eu não votei no Bolsonaro. Eu não apoio intervenção militar. Eu não sou o senhor dos Exércitos. Eu não gosto de armas. Eu não sou golpista. Eu não sou capitalista. Eu não quero governar o Brasil. Eu não marcho com hipócritas. Eu não ouço música gospel brasileira. Eu não gosto de sertanejo universitário. Eu não sou um pneu. Eu não sou um E.T. Eu não recebo o dinheiro do seu dízimo. E eu não vou voltar! Parem de mentir sobre mim! Isso é pecado! ”, finalizou o palestino.

Fonte: https://www.brasil247.com/blog/jesus-cristo-pede-medida-protetiva-contra-michelle-bolsonaro-silas-malafaia-e-outros-falsos-cristaos

sexta-feira, 12 de abril de 2024

Vetado nas embaixadas

Os legisladores americanos avançaram, nesta quinta-feira (21), em direção à proibição de hastear a bandeira do orgulho nas representações diplomáticas do país, uma vitória para os conservadores no contexto de uma longa batalha cultural travada no exterior.

A medida faz parte de uma série de disposições secundárias escondidas em um pacote de 1,2 trilhão de dólares (5,97 trilhões de reais) elaborado pelos congressistas nas primeiras horas desta quinta.

Espera-se que tanto a Câmara dos Representantes, liderada pelos republicanos, quanto o Senado, liderado pelos democratas, aprovem o plano para manter o governo funcionando antes do prazo final da meia-noite de sexta-feira, quando três quartos do governo ficarão sem fundos.

O pacote estabelece que nenhum financiamento pode ser utilizado para "hastear ou exibir em uma instalação do Departamento de Estado dos Estados Unidos" qualquer outra bandeira que não seja a nacional ou relacionada ao apoio a prisioneiros de guerra, soldados desaparecidos em combate, reféns e americanos injustamente encarcerados.

A previsão é que o presidente Joe Biden assine o projeto de lei de financiamento de 1.012 páginas, apesar de seu governo ter abraçado os direitos LGBTQIA+ e provavelmente ter reservas sobre essa questão.

Em uma mudança radical em relação ao seu antecessor, o chefe da diplomacia Antony Blinken não apenas permitiu, mas incentivou as missões americanas a hastear a bandeira arco-íris em junho, o Mês do Orgulho, celebrando o movimento de defesa da comunidade LGBTQIA+.

Sob a gestão do ex-presidente Donald Trump, o antecessor de Blinken, Mike Pompeo, um cristão evangélico, ordenou que apenas a bandeira dos Estados Unidos fosse hasteada nos mastros das embaixadas.

Em 2016, a embaixada em Seul tentou contornar a diretriz colocando uma faixa com o arco-íris em sua fachada, não no mastro, uma opção que parece continuar sendo permitida no novo pacote de financiamento.

Mas a embaixada removeu essa faixa, assim como outra do Black Lives Matter colocada após o assassinato do afro-americano George Floyd por um policial na cidade de Minneapolis.

Sob a administração do ex-presidente Barack Obama, em 2015, a Casa Branca foi iluminada com as cores do arco-íris para celebrar a histórica decisão da Suprema Corte que legalizou o casamento entre pessoas do mesmo sexo em todo o país.

Fonte: https://www.folhape.com.br/noticia/amp/324657/congresso-dos-eua-pode-proibir-bandeira-do-orgulho-em-embaixadas/

Nota: os EUA, que adora ditar regras de como deve ser uma democracia, está cometendo um crime contra os direitos humanos.

quinta-feira, 11 de abril de 2024

Vigilância contra a homofobia

O Brasil tem, a partir desta sexta-feira (5), um Comitê de Monitoramento da Estratégia Nacional de Enfrentamento à Violência contra Pessoas LGBTQIA+, sigla para se referir a pessoas lésbicas, gays, bissexuais, travestis, mulheres e homens transexuais, não binárias e demais dissidências sexuais e de gênero.

O novo comitê terá como missão combater violências motivadas pela orientação sexual e identidade de gênero das vítimas.

O Dossiê de Mortes e Violências contra LGBTI+ no Brasil, elaborado pelo Observatório de Mortes e Violências contra LGBTI+ no Brasil denuncia que, em 2022, ocorreram 273 mortes LGBT de forma violenta no país, sendo 228 assassinatos, sobretudo de pessoas trans e gays, além de 30 suicídios e 15 outras causas. O levantamento aponta que o Brasil assassinou um LGBT a cada 32 horas, em 2022.

A homofobia é crime, após julgamento do Supremo Tribunal Federal, em 2019, tal como o racismo. A pena pode variar entre 1 e 5 anos, dependendo do ato homofóbico, além de multa.

O comitê

A portaria publicada pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) no Diário Oficial da União, prevê que a atuação do Comitê de Monitoramento da Estratégia Nacional de Enfrentamento à Violência contra Pessoas LGBTQIA+ terá duração prevista de dois anos, podendo ser prorrogada.

Neste período, o grupo deverá acompanhar, monitorar e apoiar a articulação e implementação de políticas públicas para combater as violações de direitos desse segmento social. Na prática, o comitê deverá colaborar tecnicamente em programas, planos, projetos e ações que tenham o propósito de proteger e promover a defesa dos direitos das pessoas LGBTQIA+ em situação de vulnerabilidade ou risco social.

Além disso, a representação deve monitorar dados de violência com desenvolvimento de metodologia para compilação desses indicadores para que sirvam de base em processos de tomada de decisão.

A estratégia deve, ainda, construir a Rede de Enfrentamento à Violência contra Pessoas LGBTQIA+, composta por entidades públicas e não governamentais.

No fim de cada ano, o comitê deverá elaborar relatório final com a análise detalhada do progresso, de desafios enfrentados e recomendações para aprimoramento desta estratégia.

O Comitê será composto por três representantes da Secretaria Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, um integrante do Conselho Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+; e dois representantes da sociedade civil. Além deles, poderão comparecer nas reuniões do colegiado como convidados e, portanto, sem direito a voto, os representantes de outros órgãos e entidades públicas ou privadas, empresas, especialistas, pesquisadores e membros da comunidade LGBTQIA+, como forma de fortalecer a participação social.

Casas de Acolhimento

Nesta sexta-feira, o MDHC ainda instituiu outro comitê de monitoramento do Programa Nacional de Fortalecimento das Casas de Acolhimento LGBTQIA+, por meio de portaria.

Chamado de Comitê Acolher+, esta iniciativa tem o objetivo de fortalecer e implementar casas de acolhimento provisório para pessoas LGBTQIA+ em situação de violência, abandono familiar ou na possibilidade de rompimento desses vínculos, em razão da identidade de gênero, orientação sexual e/ou características sexuais. O público-alvo são pessoas do segmento LGBTQIA+ entre 18 e 65 anos.

As casas de acolhimento a médio e longo prazo pretendem ser ambientes acolhedores e seguros, com estrutura de residência compartilhada a médio e longo prazo, com a oferta alimentação e higiene nestes abrigos.

Fonte: https://www.brasil247.com/brasil/governo-cria-comite-para-monitorar-politicas-contra-violencias-a-pessoas-lgbtqia