quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Festival Burning Man

Foi dada a largada do Burning Man 2011. Mais de 50 mil pessoas vão invadir o deserto de Nevada, nos Estados Unidos, para curtir o super festival da contracultura mundial que tem início nesta semana. E a edição 2011 promete, já que, em 25 anos de história, esta foi a primeira vez em que todos os ingressos se esgotaram.
Todo ano uma cidade totalmente ecológica nasce nas areias do deserto Black Rock. E, sem regras, a festa rola 24 horas por dia, sob os princípios do viver em comunidade, da arte, da autoexpressão, autoconfiança, responsabilidade cívica e participação.
O tema da comemoração dos 25 anos do festival é 'Ritos de Passagem', sob o conceito de que quando temos que lidar com situações novas em nossas vidas, nos momentos de crise, somos obrigados a enfrentar nossas inseguranças mais íntimas, ter fé e vontade para continuar, o que de uma forma ou de outra, nos faz crescer, amadurecer. E assim eles convidam todos os participantes a criar novos ritos de passagem. O ponto culminante do festival é o ritual da queima do 'Homem', uma estátua de madeira de 15 metros, o marco zero da comunidade.
O Burning Man transcende a música, é uma experiência de cultura, arte e expressão que vai além dos shows em si. É uma celebração da contracultura, do alternativo, do amor, do viver em harmonia. O festival começou na última segunda (29) e vai até o dia 5 de setembro.
Autora: Mariana Caldas
Fonte: MTV

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Natib Qadish

Na minha página no orkut, Karagan Griffith divulgou uma entrevista com um grupo de neopagãos judeus que intitulam sua crença como Natib Qadish.
Usando o oráculo vurtual [Google] obtive algumas descrições:
Natib Qadish é uma religião neopagã baseada na antiga religião de Canaan. Seus seguidores são chamados de Qadishuma, singular, Qadish. A palavra "Qadisha" vem da raiz semítica (Q-D-Š) que significa "sagrado" e Wadi Qadisha é o Vale Sagrado nos dias atuais no Líbano.
Pequenos grupos neopagãs semíticos, como o Qadash Kinahnu ("Santuário Cananeu") e Natib Qadish ("Caminho Sagrado") surgiram em 1990. Eles são devotos aos Deuses de Canaan como El (Ilu) e Baal e Deusas como Athirat e Anat. Em 1997, Lilinah Biti-Anat formou o grupo virtual Levant Pagan e criou um website chamado "Qadash Kinahnu". Em 2003, foi usado pela primeira vez o termo Natib Qadish, e a revista PanGaia publicou o primeiro artigo sobre Natib Qadish em 2006. Em 2009, Tess Dawson publicou seu livro "Whisper of Stone: Natib Qadish, Modern Canaanite Religion", o primeiro livro sobre a religião neopagã cananéica.
Estes grupos celebram diversas datas religiosas baseadas no calendário sagrado de Canaan, e alguns usam a hamsa como seu símbolo.
Se você, caro dileto e eventual leitor, souber ler inglês, leia a matéria integral no wikipédia.
O termo "neopaganismo semítico" ou "jewitchery" [neologismo jewish+witch] pode parecer estranho, considerando que os Judeus são monoteístas. "Semítico" também é um termo complicado, pois vem de Sem, o personagem mítico descrito no que chamamos de Velho Testamento e no original, a Torah. O mesmo termo usado pela Ciência para nomear uma das diversas etnias que viveram e vivem no Oriente Médio, bem como seus descendentes. Mas não se animem, Cristãos, os fatos estão bem longe de confirmar a bíblia como fonte confiável, autêntica ou verossímel.
Usando o oráculo virtual [Google] define-se como "neopaganiosmo semítico":
Neopaganismo Semítico (também neopaganismo canaanita, neopaganismo hebraico, neopaganismo judaico, judeu-paganismo) é a revivência, na maior parte localizada nos EUA, de tradições religiosas que vieram das antigas religiões de Canaan. Na prática, existem pequenos números de movimentos neopagãos que reviem a religião da Idade do Ferro de Canaan.
A religião politeísta majoritária praticada em Canaan, e esppecialmente nos reinos de Israel e Judá durante os séculos 10 ao 7 AC, fica evidente pelos escritos dos profetas bíblicos. A noção de um politeísmo histórico israelita ou judaico tem sido popularizado em 1960 por Raphael Patai no [livro-NT] "The Hebrew Goddess", enfocando nos cultos das Deusas como o culto de Asherah no Templo de Salomão.
Matéria completa no wikipédia.
Mas o que isto significa, ou deveria significar para os brasileiros e a huamnidade? Que devemos procurar nossas raízes, nossas origens, conhecer nossos ancestrais e ADORAR AOS MESMOS DEUSES QUE ADORAVAM.

sábado, 3 de setembro de 2011

Faça amor, não pornô

Por um mundo com sexo sacana e prazeroso, mas sem fingimento, submissão ou violência.
Revista TPM - Autoria de Adriana Alves.
É bem provável que esta reportagem desagrade algumas mulheres. Aqui, você vai ler sobre sexo anal, gozo na cara, ânsia ao ser forçada a enfiar o pinto inteiro na boca e tudo o que há no cardápio oferecido em filmes pornô fartamente disponíveis na internet. E tudo assim, às claras mesmo. Se você também está cansada de se decepcionar com os filmes de sacanagem e de engolir o que não gosta, pode abraçar uma causa que começa a ganhar espaço: Make Love Not Porn (faça amor, não faça pornô). Criada pela inglesa Cindy Gallop, uma das razões que a fez pensar na campanha se justifica por experiência própria. Aos 51 anos, Cindy começou a perceber nos homens com quem se relaciona – na faixa dos 20, 30 anos – um padrão sexual muito semelhante ao exibido nos filmes pornô. "Vi que a escola desses moços eram filmes e cheguei a uma questão maior do que preferências sexuais", disse à reportagem da Tpm. E olha que Cindy não é o tipo de moça certinha. Ela mesma curte (bastante) filmes de sacanagem; o problema está em transformar esse tipo de filme em cartilha sexual.
Depois de anos trabalhando no mercado publicitário, Cindy se define como "business game-changing" (algo como "especialista em transformações corporativas revolucionárias"). Seu trabalho é ajudar empresas a mudar radicalmente de postura. Em seu dia a dia, está um desejo por mudança de comportamento, cultura e padrões. Cindy mergulhou, assim, numa empreitada contra a pornografia machista e de baixa qualidade que domina o mundo, de olho também na educação sexual de crianças e jovens.
Cartilha pornô
O que Cindy constatou na cama bate com as pesquisas mundiais: um estudo realizado pela empresa YouGov (agência de pesquisa com grande representação na Europa e nos EUA) com adolescentes britânicos entre 14 e 17 anos apurou que 27% dos 1.400 entrevistados acessavam conteúdo pornográfico toda semana. A deputada inglesa Claire Perry, a favor desse movimento, afirmou em um debate: "Um terço das crianças inglesas com 10 anos já viu pornografia na internet". Ou seja, muito antes da primeira vez – e não raro antes do primeiro beijo – as crianças já estão estudando a cartilha pornô no computador de casa. E aí o que pode acontecer? Quando se tornam adultos, passam a acreditar que toda mulher é louca por sexo anal e gosta de levar palmadinhas de pinto na cara. "Sim, algumas mulheres gostam de ser xingadas durante o sexo. Outras curtem enfiar o pênis inteiro na boca ou levar gozo na cara. Mas não são todas!", exclama Cindy. Como na grande maioria dos filmes pornográficos esse tipo de comportamento forja um êxtase feminino, a lição de casa acaba deturpada, assim como toda visão do que é transar e dar prazer a uma mulher.
Algumas pessoas, geralmente nascidas antes de 1980, podem achar tudo isso um exagero. Mas a verdade é que aquela dificuldade para conseguir uma revista de sacanagem, uma foto sensual ou assistir a um filme proibido para menores acabou. Hoje basta escrever a palavra "pornô" no Google para navegar pelo vasto território do sexo, em que violência, submissão feminina e foco no prazer do homem são as constantes. A atriz pornô carioca Yasmin Vianna, 26 anos, é destaque em alguns filmes como Nas garras da tigresa (produtora SexXxy, 2010) e Um metro e meio de bunda – volume 16 (produtora Explicita, 2011). Ela trabalha nessa área há oito anos e conta que nunca participou de uma cena em que o prazer da mulher estivesse em primeiro plano. "A ideia é que passemos a sensação de que estamos ali só para satisfazer o homem", descreve. Yasmin ficou muito interessada na campanha Make Love Not Porn: "Poderia ser bem bacana mesmo, né? Umas cenas mais românticas, intensas... Até os homens iriam gostar", pondera. Ela diz, ainda, não conhecer mulheres que gemem de prazer ao receber um jato de gozo na cara – como acontece em dez entre dez filmes pornô.
Sem clima
E que mulher já não se viu colocada no papel de uma atriz pornô sem o clima necessário para isso? "Uma vez fui tomar um café com um paquera, mas não rolou clima para ficarmos e decidimos ir embora. Entramos no carro e no tempo de virar para pôr o cinto de segurança ele tinha botado o pau inteiro para fora e disse, sem constrangimento: 'Chupa'. Foi agressivo. Me senti num filme pornô desses sem roteiro", contou a designer Marcela, 23 anos. A produtora Camila, 28, conta que acabou vomitando ao ter a cabeça empurrada pelo parceiro para que o pinto dele entrasse inteiro na boca. "Qual o propósito disso? Parece que eles querem fazer a gente passar mal e parecer que o pau é grande", disse. Com a chef de cozinha Adriana, 34, aconteceu o seguinte: na primeira vez que saiu com o sujeito, ele insistiu em fazer sexo anal antes mesmo de rolar um clima para isso. Ela conta: "Tentei desviar o assunto e aquilo foi ficando chato. Aí, para descontrair, comecei a chupar o pau dele. Pra quê? Logo ele queria que eu batesse o dito na minha cara e queria gozar na minha boca. O problema é que não foi natural, era meio impositivo", lembra. Exatamente como nos filmes pornô.
Cindy garante que não está travando uma cruzada careta contra a indústria pornográfica, mas sim batendo na tecla de que é possível dar outro olhar para esses filmes e aumentar a qualidade do que é feito. "Existem pessoas brigando por esse espaço, mas, como em toda indústria consolidada, é muito difícil quebrar paradigmas", afirma. A diretora sueca Erika Lust é uma das vozes nesse movimento por uma pornografia mais humana. Radicada em Barcelona, ela vem fazendo pornografia de qualidade desde 2004, quando lançou o curta-metragem The Good Girls. "Eu evito mostrar aquele estereótipo da mulher de cinema pornô: a mulher fácil, que vende seu corpo por dinheiro, a vadia, a teenager, a tigresa, a enfermeira... e o que mais estamos acostumadas a ver no cinema pornô tradicional. Também evito fantasias masculinas clichês. O que faço é aproximar o cinema adulto da minha perspectiva feminina e feminista", disse, em entrevista à Tpm. Em seus filmes, a diretora explora o toque da pele e os sons reais do sexo. "Minha intenção é que a pessoa se imagine ali", explica. Com relação ao movimento Make Love Not Porn, Erika brada: "Acho uma grande iniciativa. Admiro Cindy Gallop e todas as suas ideias inovadoras".
Um dos objetivos da campanha de Cindy é trazer o assunto à tona. Até porque nem sempre as mulheres, principalmente as mais jovens, percebem como a pornografia está inserida na vida delas. Seja no relacionamento com o namorado, na vida sexual, na maneira como se comportam socialmente, nas coisas que leem, nos filmes e nos programas a que assistem. "É preciso falar de sexo, é preciso discutir a pornografia e a necessidade de educação sexual real", defende, mais uma vez. Aqui está, Cindy, não apenas o nosso espaço, mas também o nosso apoio.
Poderosa Cindy
Afinal, quem é a mulher que veio a público falar de suas experiências sexuais para criar uma campanha por um sexo mais gostoso e honesto? Cindy Gallop é uma mistura de chineses com ingleses, mas cresceu em Brunei, na Ásia. Trabalhou no marketing de grandes agências como J Walter Thompson, em Londres. Nessa área, ganhou diversos prêmios, como o Advertising Woman of the Year, em Nova York. Em 2005, largou a agência que ajudou a criar e onde era presidente para virar consultora. Além do site e da campanha Make Love Not Porn (http://www.makelovenotporn.com/), Cindy criou o If We Ran The World (ifwerantheworld.com), que visa transformar pensamentos em ações. Com seu forte sotaque inglês, seu cabelo poderosamente loiro e curto, essa mulher de 51 anos resolveu cutucar o planeta com vara curta. "Acredito que podemos ser a mudança que queremos para o mundo", afirma, parafraseando Gandhi. A meta de Cindy com o Make Love Not Porn é conseguir investidores para crescer e ela garante que estamos bem perto de ver a explosão dessa campanha e a transformação da teoria em prática.
Matéria completa: Revista TPM

Sem omissão contra a intolerância religiosa

No passado, muitas pessoas de diversas religiões foram perseguidas, torturadas e mortas, devido à intolerância religiosa. Atualmente, não vivemos mais na era das fogueiras. Mas isso não torna a intolerância menos cruel. No mundo inteiro, muitos wiccanos e pagãos sofrem preconceito e discriminação em casa, nas escolas, no trabalho etc. No Brasil, devido à pluralidade de etnias e culturas presentes, não sofremos tanta perseguição como a que ocorre em outros países, mas ela existe, mesmo que de forma velada.
Devemos nos lembrar que o nazismo também começou de forma branda, com um inocente orgulho nacionalista, mas, depois, vieram os ideais puristas, o fundamentalismo, a separação de todos os que eram "diferentes" e, finalmente, o extermínio dos mesmos. A humanidade não irá tolerar novos genocídios. Mas o preço da liberdade é a eterna vigilância. Muitas pessoas não tomam qualquer atitude quando testemunham um ato de injustiça se não forem atingidas diretamente. Entretanto, a omissão nos torna cúmplices, tão culpados quanto os criminosos.
Na religião Wicca, acreditamos que uma das maiores ilusões do mundo é a separação, pois tudo está ligado: o planeta, o meio ambiente, todos os seres vivos e nós humanos – somos todos filhos da Grande Mãe e parte de um ciclo maior, e o que atinge a um atinge a todos. Assim como a Deusa possui diversos nomes e se manifesta de diversas formas na natureza, para a religião Wicca, a diversidade é sagrada. Portanto, os wiccanos têm o dever de respeitar todas as crenças e de combater a intolerância religiosa.
Atualmente, vivemos um momento muito especial na história da religião Wicca, pois inúmeros sacerdotes e bruxos de diversos covens e tradições wiccanas aderiram à causa da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR). Muitos estiveram presentes nas últimas caminhadas e, mais ainda, estão se mobilizando para comparecer à IV Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa, no dia 18 de setembro de 2011, na Praia de Copacabana - Rio de Janeiro.
O mundo todo estará de olho em nós, e esta é uma oportunidade ímpar para marcarmos nossa presença junto à sociedade brasileira, ao lado dos diversos segmentos religiosos que dela fazem parte.
Juntos somos mais fortes, e caminhando a gente se entende!
Diogo Ribeiro é sacerdote wiccano, representante da União Wicca do Brasil e membro da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa
Fonte: Jornal Extra [Religião e Fé]
Nota da casa: Não obstante, os wiccanos ainda omitem que também são filhos e filhas do Deus Cornífero.

domingo, 28 de agosto de 2011

Amor invisível e Panteísmo

Eros e libido. É a força vital que impulsiona. Eros e Libido nunca se casam, no modelo patriarcal. Estão irmanados como força vital.
Quem quiser ir à fonte e navegar nesse mundo de conexões, sinta-se convidado.  Ele pode ser um trampolim, que projeta, a cada um que siga a  luz de sua razão, imaginação e alma presentes em nosso inconsciente.
Panteísmos e o amor poli
Panteísmo é uma crença que identifica o universo (em grego: pan,tudo) com o Deus (AMOR) (em grego: theos). O que será feito no início desse trabalho é fazer uma analogia entre, o sentido, SOMOS TODOS UM, com o amor poli panteísta. Em todas as religiões o eixo é o amor. Observe o que o wikipédia caracteriza como sendo a religião: (do latim: religare, significando religação com o divino) é um conjunto de crenças sobre as causas, natureza e finalidade da vida e do universo. Observe o sentido 'Ser UM em todos e todos em UM, tem um sentido original e fundante, de tudo e de todos, desde que foi descoberto e inventado pelos humanos. O amor original e originante do amor foi usurpado e destituído de sentido pela cultura patriarcal e assim ele perdeu o seu sentido ilimitado e sem fronteiras. Percebe-se nele todos os indícios do amor poli. E esse vídeo-filme acena e aponta a possibilidade de viver e ter dois amores. O visível e o invisível.
Amor poli, religião e Panteísmos

Assim se pode inferir nessas preliminares que amor poli, panteismos e religião têm o mesmo sentido. Aspira-se a união do particular, as pessoas, entre si em sinergia, sonha-se com a conexão total das pessoas com o cosmo. Todos estamos conectados, é um fato, admita-se ou não. Muitos agem como o avestruz diante do caçador: enfiam a cabeça nas tradições. Estamos  sendo alertados o tempo todo, pelas tempestades que acenam luzes no fim do túnel desse mundo decadente, do amor patriarcal, ciumento, possessivo e que é gerado de violência contra a mulheres no interior dos lares tidos como núcleo do mundo moderno.
Amor: visível e invisível
É possível ver o amor andando pelas ruas e lares? Alguém já viu a felicidade desfilando pelas ruas e locais de trabalho? Alguém consegue descobrir por onde anda o desejo, a imaginação, a paixão? Na verdade o que se visualiza são pessoas felizes, amando, imaginando, apaixonadas, desejando e sendo gente com as gentes.
É urgente se fazer esse casamento entre o amor invisível, imaginado, e o amor visível, real e presente. Um amor visível não sobrevive sem o outro. Razão morreria sem a sensibilidade. Amor sem paixão nao vive nem floresce. Por isso que amor é cuidado, zelo, atenção, percepção do entorno.
Fonte: Poliamor e Sexualidade em Tocantins [com edição da casa]

Leylet en Nuktah

No Egipto, comemora-se [em 17 de junho-NB] o festival da Noite da Lágrima ou Leylet en-Nuktah em homenagem a Isis e Osiris.
Uma comemoração que tem sido preservada pelos árabes.
É um dia muito especial no calendário tradicional egípcio.
De acordo com o calendário Copta, realiza-se anualmente no dia 17 de Junho.
Comemora o primeiro dia do aumento do caudal do Rio Nilo antes da inundação do delta e do vale do Nilo.
O Nilo é o garante da vida no Egipto, e perdura há milénios, sem ele, não existiria Egipto.
A inundação do vale do Nilo permite que sejam depositados fertilizante naturais no seu solo, os quais irão dar lugar a produções fartas.
Daí que esta comemoração seja um momento muito especial para os egípcios desde sempre.
Normalmente, e embora exista um dia fixo para o aumento do caudal do Rio Nilo, as alterações significativas ocorrem alguns dias depois. Efectivamente, o aumento do nível do rio ocorre muito perto do solstício de Verão.
A deusa Ísis é uma das principais divindades da mitologia egípcia, no entanto o seu culto transcende as fronteiras do Egipto, tendo-se estendido ao universo greco-romano.
O seu culto remonta a 3.000 A.C..
Simboliza o princípio feminino.
É a filha primogénita do deus da Terra, Geb, e da divindade que rege o Cosmos, Nut.
O seu irmão Osíris, torna-se seu marido, e geram Hórus, o deus do céu, inebriado de energia solar.
O outro irmão, Seth, responsável pelos desertos, transforma-se no principal inimigo do casal.
Seth profundamente invejoso da sorte de Osíris - que tinha como missão governar a Terra, mais concretamente o Egipto, teve a oportunidade de transmitir aos homens conhecimentos preciosos sobre agricultura, e os animais.
De acordo com a mitologia egípcia, Osíris é traído por Seth; é morto e esquartejado.
Seth é associado à essência do mal.
Ísis, desesperada, consegue reunir todos os membros do marido, com excepção do orgão genital masculino, o qual foi substítuido por um órgão de ouro.
Isís ressuscita Osíris graças aos seus dotes mágicos e ao seu poder de curar.
Neste interim concebem Hórus, que vingará o Pai matando Seth.
Ísis é a zeladora; sejam escravos ou nobres, pecadores ou santos, governantes ou governados, homens ou mulheres, a todos protege com o mesmo empenho e a mesma solicitude, apanágio da sua natureza profundamente maternal e fértil.
Durante muito tempo foi venerada como a representação maior da essência maternal e da esposa perfeita, além de velar pela natureza; actua em todas as dimensões da Existência.
Era vista como um símbolo do que há de mais singelo, dos que morrem e daqueles que nascem. Uma mitologia tardia atribui às cheias do Rio Nilo, que ocorriam uma vez por ano, as lágrimas derramadas por Ísis pela perda de seu amado.
Ano após ano a morte e a ressurreição de Osíris foram e ainda são relembradas em diversos rituais.
E é assim que nesta tradição da Noite da Lágrima, se revive o enlace de Geb e Nut, ou seja, da Terra e do Céu, e o surgimento da sua descendência, Ísis e Osíris, e ainda a de seus irmãos, totalizando nove deuses, a famosa Enéada, com início na Divindade criadora originária.
Juntos, Ísis e Osíris, simbolizam a realeza do Egipto.
Isís representava o trono, no qual despontava o poder real do marido.
O seu culto tem revestido grande importância e tem sido constante ao longo dos tempos.
Um facto interessante é o de, no Império Romano, ter obtido muitos discípulos.
Actualmente a arqueologia comprova este facto, e é possível encontrar vestígios de templos e monumentos piramidais por toda a cidade de Roma.
Na Grécia, atingiu espaços sagrados como em Delos, Delfos e Elêusis, e particularmente em Atenas.
Os seus discípulos espalharam-se também pelos territórios gauleses, Espanha, Arábia Saudita, Portugal, Irlanda e na Grã-Bretanha.
Fonte: Sigillum

Ritos de Fertilidade

Desde a pré-história que o Touro é um animal símbolo de Fertilidade, Força, Coragem e Renovação. Considerado sagrado, sacrificado e imolado em várias culturas e por todo mundo.
As touradas são o perpetuar desses ritos ancestrais que vêm do megalítico.
Apresenta-se na arte rupestre, nos ritos sagrados, na mitologia.
É o caso do Touro de Creta:
O Touro de Creta foi, na mitologia grega, uma fera que viveu na ilha de Creta e que foi capturada por Hércules num dos seus famosos trabalhos.
É ainda associado ao Minotauro e ao rapto de Europa.
O touro só foi derrotado por Hércules, a mando de Euristeu; ficou conhecido como o sétimo dos seus trabalhos.
Hércules desembarcou em Creta, agarrou o touro pelos cornos e levou para a Argólida, onde o entregou a Euristeu.
Eristeu quis entregá-lo a Hera, mas a deusa, como não queria aceitar presentes vindos de Hércules, pôs a fera novamente em liberdade.
Teseu, mais tarde, acabou por capturá-lo nas planícies de Maratona.
Fonte: Sigillum