O maior templo da Roma antiga foi reaberto ao público nesta quinta-feira após mais de 20 anos em obras. O anúncio ocorre em meio a uma tempestade política sobre a manutenção dos tesouros artísticos italianos, após o colapso da Casa dos Gladiadores em Pompeia.
O Templo de Vênus e Roma, construído durante o governo do imperador Adriano no século II (de 121 a 135), se situa no coração do Fórum Romano, perto do Coliseu. Do imenso edifício original com duas entradas restam dezenas de colunas e partes de duas absides com tetos ornamentados.
O templo era visível para os visitantes do Fórum, mas o acesso estava interditado por causa das obras. Até os anos 1980, carros podiam até mesmo estacionar em frente as suas colunas.
"Restauramos para Roma um dos mais importantes símbolos de poder e grandeza do Império Romano", declarou à AFP Claudia Del Monte, arquiteta encarregada da restauração durante a reinauguração do templo.
O trabalho de restauração foi centralizado, principalmente, na pavimentação do templo de Roma, nas melhorias nos vãos de sustentação do teto, enegrecidos pela poluição e limpeza de um esgoto próximo ao local.
Erguida nas ruínas da Domus Aurea - a casa do imperador Nero -, este templo comporta duas partes unidas: o templo de Vênus, deusa do amor e ancestral mística dos romanos e o templo de Roma Aeterna, deusa da cidade.
Mesmo fechado ao público, o templo vem sendo utilizado, desde o Papa João Paulo II, para cerimônias da Sexta-Feira Santa.
Del Monte explicou que certos aspectos da restauração não teriam sido necessários se o local tivesse sido mais bem conservado.
"Os italianos devem estar conscientes de seu patrimônio e parar de maltratá-lo", disse.
Fonte: Noticias Terra
Nota da casa: Primeiro descubramos as nossas reais origens para depois enterrar o verdadeiro entulho, a Igreja.
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
domingo, 7 de novembro de 2010
Feliz Diwali
Nova Delhi, 5 nov (Prensa Latina).
Milhões de pessoas na Índia receberam hoje ao ano novo indiano em suas moradias engalanadas com luzes multicolores, e com o estrondo ensordecedor de fogos artificiais e petardos, enquanto familiares e vizinhos desejavam-se mutuamente um "Happy Diwali".
Conhecida também como o festival das luzes, a data tem um forte ônus simbólico para os índios, pelo geral bastante supersticiosos, pois marca a vitória do bem sobre o mau, e a iluminação da escuridão espiritual.
Segundo a lenda que prevalece no norte do país, depois que o rei deus Ramo derrotou ao demônio Ravana, os habitantes da cidade de Adyodhya acenderam lustres de azeite para guiar em seu regresso a casa.
No sul, o maligno toma o nome de Karakasura e seu némesis é Krishna, outra deidad do panteón indiano, enquanto para outros a celebração está sócia ao fim da colheita, prévio à chegada do inverno.
A festividade tem lugar no decimoquinto dia do mês de Karttika, que no calendário gregoriano equivale ao período que se estende entre o 21 de outubro e o 18 de novembro.
Se venera em particular a Lakshmi, a deusa da riqueza e da prosperidade, e a Ganesha, o deus com cabeça de elefante que segundo os indianos abre os caminhos da boa sorte.
Na Índia moderna, Diwali representa ademais um momento de relajación e de grande efervescencia comercial porque os comerciantes aproveitam-se da tradição de estrear roupas e trocar presentes.
O ouro, já seja em jóia ou em moedas, é muito demandado, pelo que esse metal precioso atinge preços exorbitantes durante a festividade.
Segundo reportes da imprensa local, para este ano a grama chegou a cotar-se a quase 45 dólares.
As grandes correntes de lojas e os vendedores ao detalhe também fazem seu agosto, e tentam seduzir aos clientes com grandes rebajas, porque segundo a tradição, durante Diwali devem ser adquirido utensílios novos para o lar.
Fonte: Prensa Latina [link morto]
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, participou da festa de celebração hindu das luzes, a Diwali, e dançou com os estudantes de uma escola de Mumbai.
Obama e sua mulher estavam assistindo a uma apresentação das crianças em uma escola do sul da cidade.
A primeira a levantar foi a primeira-dama então se levantou para dançar com as crianças e convenceu seu marido fazer o mesmo.
O presidente recebeu orientações da dança. As crianças aproveitaram para tirar fotos e pedir autógrafos do casal.
Fonte: SRZD
Conhecida também como o festival das luzes, a data tem um forte ônus simbólico para os índios, pelo geral bastante supersticiosos, pois marca a vitória do bem sobre o mau, e a iluminação da escuridão espiritual.
Segundo a lenda que prevalece no norte do país, depois que o rei deus Ramo derrotou ao demônio Ravana, os habitantes da cidade de Adyodhya acenderam lustres de azeite para guiar em seu regresso a casa.
No sul, o maligno toma o nome de Karakasura e seu némesis é Krishna, outra deidad do panteón indiano, enquanto para outros a celebração está sócia ao fim da colheita, prévio à chegada do inverno.
A festividade tem lugar no decimoquinto dia do mês de Karttika, que no calendário gregoriano equivale ao período que se estende entre o 21 de outubro e o 18 de novembro.
Se venera em particular a Lakshmi, a deusa da riqueza e da prosperidade, e a Ganesha, o deus com cabeça de elefante que segundo os indianos abre os caminhos da boa sorte.
Na Índia moderna, Diwali representa ademais um momento de relajación e de grande efervescencia comercial porque os comerciantes aproveitam-se da tradição de estrear roupas e trocar presentes.
O ouro, já seja em jóia ou em moedas, é muito demandado, pelo que esse metal precioso atinge preços exorbitantes durante a festividade.
Segundo reportes da imprensa local, para este ano a grama chegou a cotar-se a quase 45 dólares.
As grandes correntes de lojas e os vendedores ao detalhe também fazem seu agosto, e tentam seduzir aos clientes com grandes rebajas, porque segundo a tradição, durante Diwali devem ser adquirido utensílios novos para o lar.
Fonte: Prensa Latina [link morto]
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, participou da festa de celebração hindu das luzes, a Diwali, e dançou com os estudantes de uma escola de Mumbai.
Obama e sua mulher estavam assistindo a uma apresentação das crianças em uma escola do sul da cidade.
A primeira a levantar foi a primeira-dama então se levantou para dançar com as crianças e convenceu seu marido fazer o mesmo.
O presidente recebeu orientações da dança. As crianças aproveitaram para tirar fotos e pedir autógrafos do casal.
Fonte: SRZD
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quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Letões pagãos nos EUA
Desenvolve-se a olhos vistos o Neo-Paganismo letão em terras norte-americanas, nomeadamente nos EUA e no Canadá.
Livre da opressão soviética, a Igreja Luterana da Letónia fortaleceu-se na diáspora letã na América do Norte, inclusivamente porque serviu como laço de ligação entre os letões estabelecidos nessa parte do globo.
Mas mais cresce ainda, comparativamente, o culto aos antigos Deuses da herança báltica letã, de raiz indo-europeia. Trata-se de uma religião construída a partir de antigas práticas, designada como Dievturiba (que significa «Manter Deus»).
A Dievturiba foi criada com base apenas nas Dainas lituanas, que são cerca de um milhão de canções/poemas de quatro linhas que dão a conhecer a vida antiga e as tradições antigas. As Dainas contém, segundo os devotos, muitas verdades ocultas e muitos ensinamentos sobre os Deuses e a vida, mas não se exige que sejam tomadas literalmente.
Tal como outros movimentos pagãos no Báltico, a Dievturiba foi estabelecida após a primeira independência da Letónia, nos anos vinte do século XX. Após a segunda independência, ou seja, depois da queda da União Soviética, houve um revivalismo do culto, que, de resto, se mantivera clandestinamente ao longo do totalitarismo comunista militantemente ateu.
Actualmente, os crentes da Dievturiba na Letónia são muito activos na realização de encontros, debates e até palestras escolares sobre vários temas da religião.
Os membros mais activos da congregação encontram-se fora da capital - Riga - nomeadamente nas regiões de Jelgava, Ventspils e Valmiera.
Também a Letónia, e os outros países bálticos, têm o seu «Halloween» - a sua festividade pagã mais importante parece ser a Velu Laiks, ou «tempo dos espíritos», situado mais ou menos na altura do fim do Outono e início do Inverno: trata-se da época do ano em que os espíritos andam pela terra, propícia para resolver enigmas, e conduz ao renascimento da luz, que mais tarde marcará o fim de um longo Inverno. É também uma época de festejos e comezainas para celebrar a colheita e os espíritos que abençoaram o Povo ao longo do ano. Na Lituânia e na Estónia, pelo contrário, o Primeiro de Novembro não tem lugar para alegrias, apenas para velar os mortos.
Fonte: Gladius
Livre da opressão soviética, a Igreja Luterana da Letónia fortaleceu-se na diáspora letã na América do Norte, inclusivamente porque serviu como laço de ligação entre os letões estabelecidos nessa parte do globo.
Mas mais cresce ainda, comparativamente, o culto aos antigos Deuses da herança báltica letã, de raiz indo-europeia. Trata-se de uma religião construída a partir de antigas práticas, designada como Dievturiba (que significa «Manter Deus»).
A Dievturiba foi criada com base apenas nas Dainas lituanas, que são cerca de um milhão de canções/poemas de quatro linhas que dão a conhecer a vida antiga e as tradições antigas. As Dainas contém, segundo os devotos, muitas verdades ocultas e muitos ensinamentos sobre os Deuses e a vida, mas não se exige que sejam tomadas literalmente.
Tal como outros movimentos pagãos no Báltico, a Dievturiba foi estabelecida após a primeira independência da Letónia, nos anos vinte do século XX. Após a segunda independência, ou seja, depois da queda da União Soviética, houve um revivalismo do culto, que, de resto, se mantivera clandestinamente ao longo do totalitarismo comunista militantemente ateu.
Actualmente, os crentes da Dievturiba na Letónia são muito activos na realização de encontros, debates e até palestras escolares sobre vários temas da religião.
Os membros mais activos da congregação encontram-se fora da capital - Riga - nomeadamente nas regiões de Jelgava, Ventspils e Valmiera.
Também a Letónia, e os outros países bálticos, têm o seu «Halloween» - a sua festividade pagã mais importante parece ser a Velu Laiks, ou «tempo dos espíritos», situado mais ou menos na altura do fim do Outono e início do Inverno: trata-se da época do ano em que os espíritos andam pela terra, propícia para resolver enigmas, e conduz ao renascimento da luz, que mais tarde marcará o fim de um longo Inverno. É também uma época de festejos e comezainas para celebrar a colheita e os espíritos que abençoaram o Povo ao longo do ano. Na Lituânia e na Estónia, pelo contrário, o Primeiro de Novembro não tem lugar para alegrias, apenas para velar os mortos.
Fonte: Gladius
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terça-feira, 2 de novembro de 2010
A hipocrisia assustadora
Tanto Cristãos quanto Muçulmanos têm, nos últimos dias, clamado pela "liberdade de crença". Os Muçulmanos mostraram recentemente o nível de "tolerância religiosa". E como dia 31 foi halloween, os Cristão também mostraram que esse discurso em defesa da "liberdade religiosa" é mais uma máscara.
As conferências episcopais inglesa e irlandesa querem travar a moda do Halloween entre as famílias cristãs, aconselhando as crianças a mascarar-se de santos em vez dos habituais monstros e bruxas. Um apelo a que se juntou a Igreja espanhola. Por cá, embora a noite das bruxas ainda não seja uma tradição muito forte, as organizações religiosas vêem com bons olhos esta recomendação.
"Não tenho a certeza de que o Halloween possa ser substituído, mas acho importante que se fale da véspera de Todos os Santos", refere José Vítor Adragão, membro do Congresso Internacional da Nova Evangelização. Também o padre Pablo Lima, do Departamento Nacional da Pastoral Juvenil, considera que "a tradição do Halloween ainda é muito pequena em Portugal" e que, apesar de "não haver uma substituição do dia de Todos os Santos, é importante alertar para estes costumes que já estão a crescer".
A pensar nos mais novos, um grupo da Igreja inglesa lançou uma espécie de guia com actividades para a noite de 31 de Outubro. O Night of Light (Noite da Luz) é uma iniciativa que segundo a página da Internet quer "reclamar o Halloween [véspera de Todos os Santos, em português] para a Igreja". Assim, nessa noite, as famílias cristãs são convidadas a vestir uma peça de roupa branca e a colocar uma vela na janela.
Actividades que José Vítor Adragão e Pablo Lima defendem, embora considerem que as duas festas podem conviver. "É possível que as crianças façam a festa de Halloween sem que isso exclua uma explicação da festa e da solenidade de Todos os Santos", entende o padre da Pastoral Juvenil. Até porque "não é o caminho do confronto que se deve seguir mas o da sadia convivência entre as duas festas", refere. Do mesmo modo, José Vítor Adragão defende que se deve "explicar o que é o Todos os Santos, mas não se pode substituir uma festa pela outra".
No entanto, não esconde o mal-estar perante a postura das escolas religiosas que festejam o Dia das Bruxas. "Custa-me um bocado ver os colégios católicos dar tanta importância ao Halloween, que não é uma tradição nossa", confessa. A solução está nas famílias cristãs, que devem explicar as duas festas e não esquecer a dimensão religiosa do dia de Todos os Santos, acrescenta o membro da Comunidade Emanuel.
A outra opção é convencer as crianças a mascarar-se de santos em vez de esqueletos ou bruxas. E para que ninguém se queixe de que não tem ideias, a Conferência Episcopal inglesa e a espanhola dão uma ajudinha. Os mais novos podem vestir-se de São Jorge, São Francisco, Santa Lúcia ou Santa Maria Madalena.
Tudo isto porque a Igreja defende que a origem do Halloween é principalmente católica, já que desde o século IV que se consagrava um dia para festejar Todos os Mártires. E três séculos mais tarde a festa em honra do Todos os Santos passou a ser celebrada a 1 de Novembro sendo precedida por uma vigília na noite de 31 de Outubro. Em inglês, esta vigília era chamada de All Hallow's Eve (Véspera de Todos os Santos). Mas esta noite também é celebrada na tradição pagã. A festa celta Sambain tinha por objectivo prestar culto aos mortos, celebrava-se de 5 a 7 de Novembro e era uma das festas mais importantes, pois acreditava-se que nesta data os espíritos voltavam para visitar os seus lares e guiar os familiares até ao Além. O culto acabou por se misturar com a tradição cristã.
Fonte: Diário de Notícias [link morto]
Nota da casa: A tradição está longe de ser católica, como este blog denunciou no texto "Proibido festejar".
As conferências episcopais inglesa e irlandesa querem travar a moda do Halloween entre as famílias cristãs, aconselhando as crianças a mascarar-se de santos em vez dos habituais monstros e bruxas. Um apelo a que se juntou a Igreja espanhola. Por cá, embora a noite das bruxas ainda não seja uma tradição muito forte, as organizações religiosas vêem com bons olhos esta recomendação.
"Não tenho a certeza de que o Halloween possa ser substituído, mas acho importante que se fale da véspera de Todos os Santos", refere José Vítor Adragão, membro do Congresso Internacional da Nova Evangelização. Também o padre Pablo Lima, do Departamento Nacional da Pastoral Juvenil, considera que "a tradição do Halloween ainda é muito pequena em Portugal" e que, apesar de "não haver uma substituição do dia de Todos os Santos, é importante alertar para estes costumes que já estão a crescer".
A pensar nos mais novos, um grupo da Igreja inglesa lançou uma espécie de guia com actividades para a noite de 31 de Outubro. O Night of Light (Noite da Luz) é uma iniciativa que segundo a página da Internet quer "reclamar o Halloween [véspera de Todos os Santos, em português] para a Igreja". Assim, nessa noite, as famílias cristãs são convidadas a vestir uma peça de roupa branca e a colocar uma vela na janela.
Actividades que José Vítor Adragão e Pablo Lima defendem, embora considerem que as duas festas podem conviver. "É possível que as crianças façam a festa de Halloween sem que isso exclua uma explicação da festa e da solenidade de Todos os Santos", entende o padre da Pastoral Juvenil. Até porque "não é o caminho do confronto que se deve seguir mas o da sadia convivência entre as duas festas", refere. Do mesmo modo, José Vítor Adragão defende que se deve "explicar o que é o Todos os Santos, mas não se pode substituir uma festa pela outra".
No entanto, não esconde o mal-estar perante a postura das escolas religiosas que festejam o Dia das Bruxas. "Custa-me um bocado ver os colégios católicos dar tanta importância ao Halloween, que não é uma tradição nossa", confessa. A solução está nas famílias cristãs, que devem explicar as duas festas e não esquecer a dimensão religiosa do dia de Todos os Santos, acrescenta o membro da Comunidade Emanuel.
A outra opção é convencer as crianças a mascarar-se de santos em vez de esqueletos ou bruxas. E para que ninguém se queixe de que não tem ideias, a Conferência Episcopal inglesa e a espanhola dão uma ajudinha. Os mais novos podem vestir-se de São Jorge, São Francisco, Santa Lúcia ou Santa Maria Madalena.
Tudo isto porque a Igreja defende que a origem do Halloween é principalmente católica, já que desde o século IV que se consagrava um dia para festejar Todos os Mártires. E três séculos mais tarde a festa em honra do Todos os Santos passou a ser celebrada a 1 de Novembro sendo precedida por uma vigília na noite de 31 de Outubro. Em inglês, esta vigília era chamada de All Hallow's Eve (Véspera de Todos os Santos). Mas esta noite também é celebrada na tradição pagã. A festa celta Sambain tinha por objectivo prestar culto aos mortos, celebrava-se de 5 a 7 de Novembro e era uma das festas mais importantes, pois acreditava-se que nesta data os espíritos voltavam para visitar os seus lares e guiar os familiares até ao Além. O culto acabou por se misturar com a tradição cristã.
Fonte: Diário de Notícias [link morto]
Nota da casa: A tradição está longe de ser católica, como este blog denunciou no texto "Proibido festejar".
Druidas comemoram "halloween" original
Enquanto milhares de pessoas em vários países usam abóboras e esqueletos para comemorar o Halloween, druidas da Floresta Charmwood, inspirados por religiões ancestrais, celebram a festa pagã de Samhain.
Vestidos a caráter, eles bebem hidromel, dizem se comunicar com espíritos e celebram os mortos, além do fim de mais um ano.
Para druidas, são também um instinto pagão do mundo natural e a chegada da escuridão que inspiram as festas de Halloween no hemisfério norte.
"A maioria pode não saber, mas eles estão se conectando com algo natural no Halloween, que lhes traz satisfação e ajuda na transição ao período mais escuro do ano", afirmou Michelle Axe à BBC.
A cerimônia druídica é conduzida por três bruxas, que jogam pedrinhas no caldeirão para se livrar de tristezas.
A religião foi parcialmente reiventada para os tempos modernos, com rituais que atraem cada vez mais gente.
Decisões recentes de autoridades britânicas podem elevar o druidismo a religião reconhecida oficialmente no país.
Fonte: G1
Nota da casa: O "formato" da cerimônia ou da celebração do Dia de Finados é irrelevante. No mundo inteiro há ao menos um dia para se lembrar dos que se foram, lembrar dos antepassados e honrá-los em silenciosa reverência. Feliz Sanhaim para todos nós.
Vestidos a caráter, eles bebem hidromel, dizem se comunicar com espíritos e celebram os mortos, além do fim de mais um ano.
Para druidas, são também um instinto pagão do mundo natural e a chegada da escuridão que inspiram as festas de Halloween no hemisfério norte.
"A maioria pode não saber, mas eles estão se conectando com algo natural no Halloween, que lhes traz satisfação e ajuda na transição ao período mais escuro do ano", afirmou Michelle Axe à BBC.
A cerimônia druídica é conduzida por três bruxas, que jogam pedrinhas no caldeirão para se livrar de tristezas.
A religião foi parcialmente reiventada para os tempos modernos, com rituais que atraem cada vez mais gente.
Decisões recentes de autoridades britânicas podem elevar o druidismo a religião reconhecida oficialmente no país.
Fonte: G1
Nota da casa: O "formato" da cerimônia ou da celebração do Dia de Finados é irrelevante. No mundo inteiro há ao menos um dia para se lembrar dos que se foram, lembrar dos antepassados e honrá-los em silenciosa reverência. Feliz Sanhaim para todos nós.
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segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Sociedade e condicionamento
Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos.
Não contaram pra nós que amor não é acionado, nem chega com hora marcada.
Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade.
Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável.
Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada “dois em um”: duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava.
Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável.
Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos.
Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto.
Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade.
Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas.
Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente. Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito paixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém.
Autora: Marta Medeiros
Fonte: Rede de Relações Livres
Nota da casa: Mais do que nunca, vale a recomendação da Musa Nana Odara: Vamos gozar na cara dos caretas.
Não contaram pra nós que amor não é acionado, nem chega com hora marcada.
Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade.
Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável.
Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada “dois em um”: duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava.
Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável.
Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos.
Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto.
Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade.
Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas.
Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente. Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito paixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém.
Autora: Marta Medeiros
Fonte: Rede de Relações Livres
Nota da casa: Mais do que nunca, vale a recomendação da Musa Nana Odara: Vamos gozar na cara dos caretas.
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
A decadência da educação
Notícias recentes deixaram atônito o brasileiro, ao ver jovens, em uma instituição universitária "promovendo" uma "brincadeira": o "rodeio das gordas".
Alguns alunos da Universidade Estadual Paulista (Unesp) decidiram criar uma “nova categoria” de competição nos jogos universitários deste ano, o InterUnesp. A “categoria” foi denominada de “Rodeio das Gordas”. Alguns rapazes começavam a bater papo com garotas, como se tivessem iniciando uma paquera. De repente uma delas era agarrada, até conseguir se livrar do seu agressor. Enquanto alguém cronometrava o tempo que o agressor conseguia segurar sua vítima, outras alunos caçoavam dela, fazendo com que agressão física também fosse uma agressão moral.
O fato, absurdo, aconteceu em um evento que deveria promover a confraternização entre os estudantes de 20 campi da Unesp, espalhados pelo interior de São Paulo. Os agressores são alunos de uma das mais disputadas universidades públicas do País. A maioria pertence a famílias de classe A e B e frequentou os considerados melhores colégios antes de ingressar na universidade.
O fato não é isolado. No dia-a-dia das salas de aulas, milhares de alunos reproduzem valores de uma sociedade que não valoriza a diversidade e a diferença. É evidente que a educação para a diversidade também é função da sociedade e da família, mas deveria ser privilegiada na escola.
A Organização das Nações Unidas (ONU) considera quatro as principais funções da escola. Que o aluno “aprenda a conhecer”, “aprenda a fazer”, “aprenda a ser” e “aprenda a conviver”. Esta última função, se cumprida, faria a escola desenvolver capacidades cognitivas que levassem o aluno a respeitar e valorizar a diversidade, a proteger o meio ambiente, a atuar pelo fim da miséria e pela consolidação da democracia, entre outras ações.
No entanto, nossas escolas, principalmente no ensino médio, não cumprem nem esta, nem as demais funções citadas. Os currículos escolares estão demasiadamente orientados para os vestibulares. A maior parte de quem acessa o ensino superior público só sabe acertar questões. Decorar o que é um ditongo, saber os afluentes das duas margens do Rio São Francisco, fazer analise sintática das orações, distinguir as diferenças entre um triângulo isósceles, escaleno ou equilátero, lembrar o último ganhador do Nobel da Paz ou definir as estalactites e estalagmites não garante que uma pessoa seja bom pesquisador, bom administrador, bom servidor público, bom pensador ou bom cidadão.
O que ainda fazemos é uma educação “bancária”, que deposita conhecimento nos alunos. A diferença entre algumas escolas privadas e a maior parte do ensino publico é que as particulares depositam justamente o conhecimento que pede o vestibular. No mais, as duas são muito ruins e o que fazem em seus espaços não pode ser chamado de educação. Acontece que quem tem as condições familiares, sociais e financeiras participa de um vestibular como de um rodeio, onde eles têm muito mais condições de segurar suas vagas.
Como resultado temos ações como as destes jovens que acham natural estigmatizar padrões de beleza e atentar contra a moral e contra a integridade física de outras jovens. E, se tudo der errado é só pedir desculpa, dizer que foi só mais uma brincadeira e apagar os relatos de suas redes sociais, como se isto pudesse apagar a violência na memória das vítimas.
Vale lembrar que estes alunos agressores foram selecionados para a Unesp em nome da meritocracia. Pois eu afirmo, a meritocracia defendida pela maioria de nossas universidades não passa de um engodo para justificar as vagas e as carreiras na universidade pública. Se fosse mesmo por mérito que cada aluno conquistasse seu lugar nessas instituições, as lista de aprovados seriam bem diferentes. E não contariam com os alunos que organizaram e com os que foram coniventes com este "rodeio".[Último Segundo][link morto]
O brasileiro, tão anestesiado pelas sucessões de escândalos e descalabros que só acontecem na República das Bananas, deve imaginar: "Ah, são jovens, isso é normal, acontece de vez em quando". Não é normal não. Nem acontece de vez em quando. Tivemos a Uniban e a Geisy Arruda. Tivemos a USP e a homofobia explícita. Sem falar em inúmeras notícias todos os anos relatando os trotes violentos, como o que resultou na morte de Edson Tsung.
Esse é o resultado de nossa falta de consciência política. Esse é o resultado de elegermos mal nossos governantes. Esse é o resultado de uma classe política mais interessada em se perpetuar no poder, em amealhar a res pública, do que em administrar o bem público. Esse é o resultado que se reflete no sucateamento da saúde, na ineficiência do transporte público e, por fim, na decadência da educação.
Acorda, Brasil!
Alguns alunos da Universidade Estadual Paulista (Unesp) decidiram criar uma “nova categoria” de competição nos jogos universitários deste ano, o InterUnesp. A “categoria” foi denominada de “Rodeio das Gordas”. Alguns rapazes começavam a bater papo com garotas, como se tivessem iniciando uma paquera. De repente uma delas era agarrada, até conseguir se livrar do seu agressor. Enquanto alguém cronometrava o tempo que o agressor conseguia segurar sua vítima, outras alunos caçoavam dela, fazendo com que agressão física também fosse uma agressão moral.
O fato, absurdo, aconteceu em um evento que deveria promover a confraternização entre os estudantes de 20 campi da Unesp, espalhados pelo interior de São Paulo. Os agressores são alunos de uma das mais disputadas universidades públicas do País. A maioria pertence a famílias de classe A e B e frequentou os considerados melhores colégios antes de ingressar na universidade.
O fato não é isolado. No dia-a-dia das salas de aulas, milhares de alunos reproduzem valores de uma sociedade que não valoriza a diversidade e a diferença. É evidente que a educação para a diversidade também é função da sociedade e da família, mas deveria ser privilegiada na escola.
A Organização das Nações Unidas (ONU) considera quatro as principais funções da escola. Que o aluno “aprenda a conhecer”, “aprenda a fazer”, “aprenda a ser” e “aprenda a conviver”. Esta última função, se cumprida, faria a escola desenvolver capacidades cognitivas que levassem o aluno a respeitar e valorizar a diversidade, a proteger o meio ambiente, a atuar pelo fim da miséria e pela consolidação da democracia, entre outras ações.
No entanto, nossas escolas, principalmente no ensino médio, não cumprem nem esta, nem as demais funções citadas. Os currículos escolares estão demasiadamente orientados para os vestibulares. A maior parte de quem acessa o ensino superior público só sabe acertar questões. Decorar o que é um ditongo, saber os afluentes das duas margens do Rio São Francisco, fazer analise sintática das orações, distinguir as diferenças entre um triângulo isósceles, escaleno ou equilátero, lembrar o último ganhador do Nobel da Paz ou definir as estalactites e estalagmites não garante que uma pessoa seja bom pesquisador, bom administrador, bom servidor público, bom pensador ou bom cidadão.
O que ainda fazemos é uma educação “bancária”, que deposita conhecimento nos alunos. A diferença entre algumas escolas privadas e a maior parte do ensino publico é que as particulares depositam justamente o conhecimento que pede o vestibular. No mais, as duas são muito ruins e o que fazem em seus espaços não pode ser chamado de educação. Acontece que quem tem as condições familiares, sociais e financeiras participa de um vestibular como de um rodeio, onde eles têm muito mais condições de segurar suas vagas.
Como resultado temos ações como as destes jovens que acham natural estigmatizar padrões de beleza e atentar contra a moral e contra a integridade física de outras jovens. E, se tudo der errado é só pedir desculpa, dizer que foi só mais uma brincadeira e apagar os relatos de suas redes sociais, como se isto pudesse apagar a violência na memória das vítimas.
Vale lembrar que estes alunos agressores foram selecionados para a Unesp em nome da meritocracia. Pois eu afirmo, a meritocracia defendida pela maioria de nossas universidades não passa de um engodo para justificar as vagas e as carreiras na universidade pública. Se fosse mesmo por mérito que cada aluno conquistasse seu lugar nessas instituições, as lista de aprovados seriam bem diferentes. E não contariam com os alunos que organizaram e com os que foram coniventes com este "rodeio".[Último Segundo][link morto]
O brasileiro, tão anestesiado pelas sucessões de escândalos e descalabros que só acontecem na República das Bananas, deve imaginar: "Ah, são jovens, isso é normal, acontece de vez em quando". Não é normal não. Nem acontece de vez em quando. Tivemos a Uniban e a Geisy Arruda. Tivemos a USP e a homofobia explícita. Sem falar em inúmeras notícias todos os anos relatando os trotes violentos, como o que resultou na morte de Edson Tsung.
Esse é o resultado de nossa falta de consciência política. Esse é o resultado de elegermos mal nossos governantes. Esse é o resultado de uma classe política mais interessada em se perpetuar no poder, em amealhar a res pública, do que em administrar o bem público. Esse é o resultado que se reflete no sucateamento da saúde, na ineficiência do transporte público e, por fim, na decadência da educação.
Acorda, Brasil!
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