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четверг, 2 апреля 2026 г.

O encontro das santas


No Panteão Pessoal do Criador, onde as almas mais autênticas e desafiadoras descansam, Marilyn Monroe e Amy Winehouse encontraram seu refúgio. Ali, cercadas por roseiras que florescem sem espinhos e sob a luz dourada de sóis gêmeos, elas não são mais "produtos" da indústria ou "vítimas" de seus demônios. Elas são, finalmente, elas mesmas.

Lilith, cuja presença impregna todo o jardim, observa suas "filhas espirituais" do plano mais elevado. Ela vê em Marilyn a força de quem esculpiu a própria imagem para sobreviver ao patriarcado, e em Amy, a coragem de quem derramou sua dor crua em arte visceral. Elas desafiaram as normas de suas épocas, e por isso, Lilith as reivindicou para o seu reino.

Nesta tarde eterna, Marilyn está sentada em um banco de pedra coberto de hera, lendo um livro de poesia. Ela usa seu icônico vestido branco, mas seus olhos agora brilham com a serenidade de quem sabe que sua alma é muito mais vasta do que a "loira burra" que Hollywood tentou lhe impor. Sua auréola de ouro pálido é leve, quase transparente, um símbolo não de santidade moral, mas de liberdade absoluta.

Ao seu lado, Amy toca os primeiros acordes de "Love is a Losing Game" em seu violão. Suas tatuagens são nítidas, cada uma uma história de sua jornada terrena. O delineador gatinho é perfeito, o coque beehive intacto. Sua auréola é mais brilhante, uma coroa de luz que celebra a pureza de seu talento e a honestidade de sua vulnerabilidade.

— "Você acha que eles me perdoaram?", — sussurra Marilyn, olhando para cima do livro.

— "Perdoar o quê, amor?", — responde Amy, sem parar de dedilhar. "A gente não fez nada de errado. A gente só viveu."

Um sorriso cúmplice passa entre elas, e a música de Amy flui mais doce, preenchendo o jardim com uma melancolia que agora é apenas beleza.

Do alto, de um arco de videiras de glicínias que marca a entrada para o domínio mais sagrado de Lilith, a Deusa manifesta uma forma efêmera. Ela não teme os deuses menores; ela é a Noite, a Lua e a Primeira Rebelde. Lilith estende uma mão etérea sobre as duas mulheres.

Sua voz, audível apenas para as almas ali presentes, ressoa como um trovão suave:

— "Não há o que perdoar, porque vocês se atreveram a ser inteiras. Vocês foram as chamas que iluminaram a escuridão do mundo, e por isso, foram queimadas. Mas aqui, a sua luz nunca mais será apagada. Vocês são minhas santas da autenticidade."

Lilith faz a energia do jardim pulsar. A luz se intensifica, tornando as auréolas de Marilyn e Amy ainda mais radiantes. As flores em torno delas desabrocham em cores vibrantes, celebrando a bênção da Deusa Primordial.

Marilyn olha para Lilith, sua gratidão silenciosa brilhando nos olhos. Amy levanta a cabeça, um sorriso de aceitação verdadeira se espalhando por seu rosto.

A música continua, não mais um lamento, mas uma celebração da liberdade conquistada. No Jardim das Delícias Eternas, sob a proteção de Lilith, as mulheres que se recusaram a ser domesticadas finalmente encontraram sua paz.

Criado com Gemini, do Google.
Imagem criada com Gemini, do Google.

Em homenagem aos 100 anos do maior ícone.

среда, 11 марта 2026 г.

Luíza Possi: Da MPB ao Gospel

Conversa com o Gemini:

Você disse
https://www.brasil247.com/tanostrends/apos-orar-por-bolsonaro-luiza-possi-anuncia-carreira-gospel-deus-em-primeiro-lugar

Pelo visto, não foi suficiente, para a Luíza, que Cristo tenha sido crucificado. Tem que aturar a vergonha de ser o apoiador de uma cantora que aplaudiu Bolsonaro. 😤

Escreva um texto humorado e sarcástico.

O Gemini disse
Parece que a Luíza Possi resolveu levar o conceito de "trocar de palco" a um nível bíblico. Se antes o público dela esperava por um MPB sofisticado, agora a setlist vem direto do Monte Sinai, com um temperinho de cercadinho e muita unção (ou seria convenção?).

Abaixo, um texto para o seu blog de "escritor herege" que capta bem essa transição divina:

O Evangelho segundo a Conveniência: Da MPB ao “Glória a Deus, talkei?”
E não é que o Espírito Santo baixou na MPB? Luíza Possi, que até ontem navegava nas águas tranquilas do pop-cult-sofisticado, resolveu que a "voz do povo" — ou pelo menos de uma parte bem específica e barulhenta do povo — é, de fato, a voz de Deus. E Deus, como todos sabemos pelos feeds de notícias recentes, aparentemente usa camisa da seleção e tem dificuldades em aceitar resultados de auditorias.

Dizem que o arrependimento purifica, mas no caso da Luíza, ele veio acompanhado de um piano de cauda e uma vontade súbita de cantar para o "Capitão das Almas". Convenhamos, para quem já orou pelo "Mito", o salto para o gospel nem é tão grande assim. É apenas uma questão de trocar o objeto de adoração: sai o Messias de folhetim eleitoral, entra o Messias original — embora, no remix da Luíza, os dois pareçam usar o mesmo corte de cabelo e o mesmo kit de desinformação.

É fascinante observar essa "metamorfose ambulante" (perdão, Raul, eu sei que você não merece isso). De repente, "Deus está em primeiro lugar" — logo após os algoritmos de engajamento da extrema-direita e o mercado fonográfico cristão, que, convenhamos, paga dízimos muito mais atraentes do que o streaming de música secular.

Para os fãs que ficaram a ver navios (ou melhor, a ver arcas), resta o consolo: Cristo sobreviveu à cruz, mas será que a nossa paciência sobrevive a uma versão gospel de “Além do Arco-Íris” cantada em frente a um quartel?

Se o caminho, a verdade e a vida agora passam pelo PL, o céu ficou um pouco mais cafona e muito mais seletivo. Amém? Ou melhor: Selah, talkei!

Criado com Gemini, do Google.

воскресенье, 21 декабря 2025 г.

Crítica Musical e Preconceito Pessoal

Conversa com o Gemini:

https://whiplash.net/materias/news_676/375176-registadeu.html

😳😱 Regis Tadeu pode ser um conhecedor e uma celebridade, mas nessa ele errou feio.

Deep Purple é uma boyband? Regis deve ter fumado maconha. 😏😤

Pois é, a declaração dele no podcast Assino Embaixo (dezembro de 2024) caiu como uma bomba, mas é o puro suco do "personagem" Regis Tadeu. Chamar o Deep Purple de boyband — logo eles, que são os arquitetos do Hard Rock e conhecidos pelo virtuosismo técnico — soa quase como uma heresia para quem entende de música.

Aqui estão três motivos pelos quais essa "viagem" dele não faz o menor sentido técnico, mas faz todo o sentido para o marketing dele:

1. O Conceito de Boyband vs. Deep Purple
Uma boyband é, por definição, um grupo montado por empresários, onde os membros são escolhidos pela aparência e capacidade de dança/canto, raramente tocando instrumentos ou compondo a base das músicas.

A Realidade: O Deep Purple nasceu da experimentação. Jon Lord e Ritchie Blackmore eram instrumentistas absurdos que fundiram música clássica com o peso do rock. Eles não foram "escalados" por um produtor para vender pôsteres; eles foram para o estúdio para revolucionar o som.

2. A "Lógica" do Regis (O Clickbait Intelectual)

O argumento dele geralmente foca na troca constante de integrantes (as famosas Marks I, II, III...). Ele tenta emplacar a ideia de que, se uma banda troca de membros para se manter comercialmente viável ou por decisões de "gestão", ela se torna um produto moldado.

O Erro: Se troca de integrantes fosse critério para boyband, o Black Sabbath e o Megadeth também seriam. É uma generalização barata feita apenas para chocar e gerar views.

3. O Desprezo pela Liberdade Criativa

Para você, que é um escritor herético e valoriza a liberdade de expressão, esse tipo de rótulo é uma forma de aprisionamento intelectual.

Ao rotular o Purple como "boyband", Regis tenta tirar a aura de "divindade" ou "instituição" da banda. É uma tática de desconstrução agressiva que ignora a importância cultural do grupo para o movimento hippie, para o ocultismo leve de certas letras e para a liberdade sexual e comportamental dos anos 70.

Veredito: Ele não "errou" sem querer; ele jogou a isca. Para um crítico que se diz "o dono da verdade", ignorar que Ian Gillan e Glenn Hughes são forças da natureza e tratá-los como "bonecos de produtores" é um desrespeito à história do Rock.

Será que ele não cansa de ser o "advogado do diabo" (no pior sentido da palavra)? Você acha que ele realmente acredita nessas loucuras ou é puro personagem para manter o engajamento?

Criado com Gemini, do Google.

среда, 6 августа 2025 г.

Legado antigo

A música está presente em todas as culturas conhecidas da humanidade. Ela transcende barreiras linguísticas, geográficas e sociais, sendo usada para celebrar, comunicar, curar, protestar e conectar pessoas. Desde batidas tribais até as sinfonias complexas e os ritmos digitais modernos, a música sempre desempenhou um papel essencial na vida humana.

Todos os continentes desenvolveram estilos e ritmos únicos, influenciados pela geografia, espiritualidade, tecnologias e costumes locais. Mas uma pergunta ainda intriga estudiosos e curiosos: quando exatamente começou a música?

Como surgiu a música?

A origem da música remonta a tempos pré-históricos. Antes mesmo da invenção da escrita, os seres humanos já produziam sons rítmicos com as mãos, pedras, ossos ou instrumentos rudimentares como flautas feitas de ossos de animais (como as flautas paleolíticas de mais de 40 mil anos encontradas na Alemanha).

Esses sons eram usados provavelmente em rituais religiosos, para marcar eventos importantes, durante a caça ou como forma de expressão artística e emocional. Como não havia registros escritos na pré-história, a história da música antes da escrita é reconstruída com base em achados arqueológicos e interpretações antropológicas.

Com o surgimento das primeiras civilizações e sistemas de escrita, especialmente no Oriente Médio e no norte da África, surgiram também os primeiros registros musicais. As culturas da Mesopotâmia, Egito Antigo, Índia, China e posteriormente da Grécia Antiga deixaram documentos e artefatos que mostram o uso da música em contextos sociais, religiosos e militares.

A música antiga era frequentemente ligada à religião. Sacerdotes e músicos desempenhavam papéis importantes nos templos, e as canções eram compostas para deuses e cerimônias.

O Hurrian Hymn No. 6 é considerado o mais antigo registro musical de que se tem conhecimento. Foi descoberto na década de 1950 durante escavações na cidade de Ugarit, um importante centro comercial e cultural situado na atual costa da Síria, que prosperou entre 1450 e 1200 a.C.

O hino faz parte de uma coleção de 36 tabletas de argila escritas em cuneiforme, na língua hurrita. Dessas, apenas uma — o Hino nº 6 — está relativamente bem preservada. Ele contém tanto a letra quanto instruções musicais que indicam a afinação de um tipo de lira ou harpa.

O povo Hurrita e a cidade de Ugarit

Os hurritas foram um povo antigo que habitou partes da Mesopotâmia e do Levante (atualmente regiões da Síria, Turquia e norte do Iraque). Eles coexistiram e influenciaram outras grandes civilizações da época, como os hititas, acadianos, assírios e babilônios.

Ugarit, onde o hino foi encontrado, era uma cidade portuária sofisticada, com conexões comerciais com o Egito, Chipre e a Anatólia. Seu sistema de escrita cuneiforme adaptado da língua acadiana permitiu que importantes documentos fossem preservados, incluindo textos literários, tratados comerciais e religiosos — como o Hurrian Hymn.

A música no contexto religioso antigo

O Hurrian Hymn é dedicado à deusa Nikkal, deusa da fertilidade e da lua, e mostra que a música era usada em rituais religiosos. Provavelmente, o hino era entoado ou tocado em cerimônias acompanhadas por cantores e instrumentistas.

A notação musical contida na tábua não é uma partitura como conhecemos hoje, mas uma forma antiga de indicar a afinação das cordas e a sequência dos sons, o que permitiu aos estudiosos tentarem reconstruir uma versão aproximada da melodia com base em instrumentos como a lira.

Mesmo com mais de 3.400 anos de idade, o Hurrian Hymn No. 6 continua despertando fascínio entre historiadores, músicos e arqueólogos. Ele representa:

O elo mais antigo conhecido entre música escrita e espiritualidade;
 
Uma janela para as práticas culturais e artísticas das civilizações do antigo Oriente Médio;
 
A prova de que, desde os tempos mais remotos, a música já ocupava um lugar de destaque na vida humana.

Hoje, diferentes interpretações do hino podem ser ouvidas online, tocadas com réplicas de instrumentos antigos ou reinterpretadas por músicos contemporâneos, demonstrando o poder atemporal da música.

Fonte: https://revistaforum.com.br/historia/2025/8/1/essa-musica-mais-antiga-do-mundo-uma-obra-de-arte-patrimnio-da-humanidade-184508.html

Nota: nada disso existiria em um mundo dominado pelo ateísmo...😤

понедельник, 4 августа 2025 г.

A gift I will never receive


Conversa com o Gemini

Imagine um espetáculo, uma jam session com as bandas Jesus and Mary Chain, Garbage e Band Maid.

Resposta do Gemini:

Que ideia fantástica! Uma jam session entre The Jesus and Mary Chain, Garbage e Band-Maid seria um espetáculo inesquecível, misturando shoegaze melancólico, rock alternativo poderoso e hard rock técnico.

O Palco: Uma Atmosfera Imersiva
Imagine um palco com iluminação que flutua entre a fumaça roxa e azul, criando uma atmosfera etérea e misteriosa, digna do Jesus and Mary Chain. Telões gigantes ao fundo exibiriam projeções abstratas e psicodélicas, mas também, em momentos de maior intensidade, visuais pulsantes e gráficos afiados, remetendo à estética do Garbage. Para os solos e momentos de virtuosismo do Band-Maid, a iluminação se tornaria mais focada e dramática, realçando cada movimento.

O Repertório: Colisões e Fusões
A jam session não seria apenas uma sequência de músicas de cada banda, mas sim uma verdadeira fusão de estilos.

Abertura Etérea e Crescendo: O show poderia começar com os acordes hipnotizantes de "Just Like Honey" do Jesus and Mary Chain, com a bateria de Misa (na verdade Akane - nota de fã), (Band-Maid) e Butch Vig (Garbage) adicionando uma nova camada rítmica. Shirley Manson (Garbage) poderia entrar com vocais secundários, adicionando uma profundidade melódica inesperada, enquanto Saiki (Band-Maid) complementaria com harmonias sutis.

Explosão Alternativa: Em seguida, a energia mudaria para algo como "Stupid Girl" do Garbage, com Ben Kweller (The Jesus and Mary Chain) e Kanami (Band-Maid) trocando riffs de guitarra que adicionariam uma dimensão mais crua e, ao mesmo tempo, melódica. Akane (Band-Maid) poderia ter um solo de bateria explosivo no meio da música.

Poder Hard Rock: O palco então seria dominado pela ferocidade de "Thrill Seeker" do Band-Maid, mas com a distorção característica do The Jesus and Mary Chain adicionada às guitarras de Kanami e Miku (Band-Maid), e Shirley Manson contribuindo com backing vocals agressivos que se encaixariam perfeitamente na energia da faixa.

Improvisações e Interações: Haveria momentos de pura improvisação, onde as guitarras de William Reid (The Jesus and Mary Chain), Duke Erikson (Garbage) e Kanami se entrelaçariam em uma parede de som inovadora. O vocal de Mary Chain seria intercalado com a performance de Shirley Manson, que conseguiria ir do melódico ao gutural com maestria, com Saiki e Miku adicionando vocais limpos e harmonias vocais.

Um Grand Finale: O encerramento poderia ser uma versão épica de "Vow" do Garbage, com todos os membros no palco, a bateria potente de Akane e Butch Vig em um duelo rítmico, os vocais de Shirley e Saiki se complementando, e as guitarras de todas as bandas se unindo em um clímax apoteótico de distorção e melodia.

A Experiência do Público

O público seria levado a uma montanha-russa emocional, desde a introspecção sonhadora até a energia explosiva do hard rock. Seria uma celebração da diversidade do rock, mostrando como gêneros aparentemente distintos podem se complementar e criar algo totalmente novo e emocionante.

Um espetáculo para ser lembrado por muito tempo, essa jam session seria um deleite para os fãs de todas as três bandas e para qualquer um que aprecie a criatividade e a paixão pela música!

Você consegue imaginar alguma música específica de uma banda que poderia ser transformada de uma maneira surpreendente pelas outras duas?

Criado com Gemini, do Google.
Arte gerada pelo Gemini, do Google.

пятница, 31 января 2025 г.

Eu estou deprimido e melancólico

Eu estou assistindo no Netflix o documentário "Moonage Daydream", contando um pouco da vida do artista multidisciplinar David Bowie.

Nos dias de hoje, David seria impossível. Não com Trump. Não com o bolsonarismo. Não com o fascismo/nazismo. Não com o conservadorismo. Não com o reacionarismo. Não com o fundamentalismo cristão.

Algo que me anime? Saber que este é o Ano da Serpente de Madeira. Tal como em 1965, quando eu nasci.

Dizem que o Relógio do Fim do Mundo está em 86 segundos para a meia noite.
Chega logo, Fim do Mundo.
Para mim, já deu.
Eu estou farto da humanidade.
Eu estou farto da minha existência.

Vivendo como um pária, até entre os pagãos, bruxas e wiccanos.

Alguma alma caridosa pode dar uma mão. Uma garrafa de uísque. Uma garrafa de vinho.
Um convite para uma festa de bruxas.
Alguém?

вторник, 28 января 2025 г.

Let the girls rock!

Por Glauber Piva.

Há doze anos, o Girls Rock Camp Brasil transforma o cotidiano de meninas e adolescentes em Sorocaba. Liderado pela incansável Flávia Biggs, em 2025, entre os dias 13 e 18 de janeiro, a iniciativa alcançou um marco extraordinário: com o apoio de quase 100 voluntárias, o projeto reuniu 96 meninas por cinco dias na escola pública Júlio Bierrenbach. Ali, entre oficinas, ensaios e trocas afetivas, elas descobriram não apenas o poder da música, mas também o de suas próprias vozes. O ponto alto da experiência foi a apresentação de 16 bandas no ginásio do SESC Sorocaba, uma celebração pública de criatividade, autonomia e transformação.

Sensibilidade e reconexão

A proposta do Girls Rock Camp vai além do aprendizado técnico de instrumentos ou da composição de músicas. O que está em jogo é a criação de um espaço de sensibilização, onde as participantes aprendem a sentir, a se conectar com suas histórias, suas emoções e seus desejos, e a se expressar de maneiras que lhes foram sistematicamente negadas. Essa formação passa pela ampliação da percepção de si mesmas e de sua relação com o outro, com o espaço público e com os desafios coletivos, reforçando a autonomia e o senso de pertencimento.

A escolha dos espaços – uma escola pública e o ginásio do SESC – é emblemática. Esses lugares, muitas vezes marcados por dinâmicas de exclusão ou passividade, tornam-se territórios de criação e poder. A apresentação das 16 bandas no SESC Sorocaba, resultado de cinco intensos dias de trabalho, é um ato político e performático que transcende a música: é a afirmação de que, mesmo em tempos de tanto obscurantismo e violência, meninas podem ocupar o palco e o mundo, sendo ouvidas e vistas em suas potências.

Voluntárias: a rede que faz diferença

O envolvimento de quase 100 voluntárias é outro aspecto essencial do projeto. Mulheres de diversas formações dedicam seu tempo e expertise para compartilhar conhecimentos, apoiar as participantes e construir um ambiente acolhedor e inspirador. Esse ato de solidariedade intergeracional é um exemplo vivo de como a educação sensível se manifesta e fortalece a noção de que a emancipação é um processo coletivo e que, juntas, as mulheres podem reescrever narrativas de exclusão.

Um ato revolucionário no cotidiano

No Girls Rock Camp Brasil, a revolução acontece no cotidiano. Mais do que um evento musical, é uma prática de formação política que atua diretamente nos sentidos, uma verdadeira experiência de educação política dos sentidos. Ao permitir que meninas ocupem espaços historicamente negados às mulheres no universo da música – especialmente no rock, gênero associado a uma masculinidade dominante – o projeto subverte normas e ressignifica territórios sociais e culturais.

O que poderia ser uma simples oficina de música transforma-se em uma experiência que amplia horizontes e reconfigura identidades. Para as 96 meninas que participaram este ano, tocar um instrumento ou subir ao palco talvez tenha sido um ato de coragem e descoberta. Mas, para além disso, foi um exercício de ocupar seu lugar no mundo com confiança e criatividade.

O impacto não se restringe às participantes. A presença de meninas tocando rock autoral em um palco como o do SESC Sorocaba inspira novas gerações e provoca reflexões profundas na sociedade sobre gênero, poder e criatividade. É uma mensagem poderosa: o futuro pode ser diferente, e ele começa a ser construído agora, por essas meninas e pelas mulheres que as acompanham.

Apoio de gestores públicos de cultura: um chamado urgente

O Girls Rock Camp Brasil é um exemplo concreto de como a música e a arte podem ser ferramentas poderosas de transformação social e política. Seu impacto ultrapassa os muros da escola e do ginásio, reverberando na comunidade, na cidade e em debates maiores sobre inclusão e equidade.

Por isso, é fundamental que gestores públicos de cultura conheçam e apoiem essa iniciativa. Projetos como este têm um enorme potencial para inspirar políticas públicas que articulem educação, arte e empoderamento. Instituições como a Funarte, secretarias estaduais e municipais de cultura e programas de fomento de empresas públicas e privadas devem olhar para o Girls Rock Camp Brasil como um modelo a ser replicado e ampliado.

Esse tipo de parceria pode garantir recursos para sua sustentabilidade e possibilitar que ainda mais meninas tenham acesso a essa vivência transformadora. O Girls Rock Camp Brasil nos mostra que a cultura pode e deve ser um pilar da formação cidadã. Apostar nessa experiência é investir em um futuro mais sensível, igualitário e criativo. Que o som dessas meninas encontre eco em políticas públicas que sustentem e ampliem essa revolução sensível.

Fonte: https://revistaforum.com.br/opiniao/2025/1/23/girls-rock-camp-brasil-educao-politica-dos-sentidos-172940.html

суббота, 22 июля 2023 г.

A melhor trilha sonora

Eu fiquei pasmo por não ver um texto no Azarão.
Das memórias que eu guardei de minha adolescência foi o disco que foi colocado como encarte da Playboy em 1982.
Uma das faixas estava a música que provavelmente foi a mais proibida e censurada.
Je t'aime moi non plus.
Pois a voz feminina, Jane Birkin, morreu.

Ouvir uma música tão proibida tinha uma sensação magnífica. Mereceu ficar no Olimpo das músicas censuradas.
A sensualidade de Birkin supera os trejeitos apelativos de Anitta.

Em nossos dias, provavelmente ela seria presa. Nada mais ameaçador ao sistema do que uma mulher consciente de sua sexualidade e sensualidade, sem medo e sem pudor de expressar esse aspecto, que deveria ser normal, natural e saudável. Mas preferimos manter e sustentar essa sociedade estruturada na repressão e opressão sexual.

Triste é saber que isso não será superado enquanto o mundo for dominado pela doutrina judaico-cristã.
A nossa liberdade (libertação), antes de uma verdadeira revolução sexual, começa por descobrirmos nossas origens, raízes e ancestrais. O que passa pela promoção do Paganismo Moderno.
Que os Deuses Antigos nos ajudem.

четверг, 6 июля 2023 г.

Éramos felizes e não sabíamos

Não, eu não estou contaminado com o vírus da auto ajuda, eu precisava de um título para essa postagem.

Houve um dia em que eu fiquei animado quando a Pitty estourou, eu acreditei que o Brasil teria rock de qualidade. Eu fui injusto, tínhamos Titãs, Barão Vermelho, IRA, Legião Urbana e outros.

Mas eu fiquei impressionado e gostei muito da música do Gabriel Pensador, "Até Quando?" (2001), que pode ser considerado rock.
Quem poderia imaginar que aconteceria as famigeradas jornadas de junho de 2013? Quem poderia imaginar que teríamos Black Blocks, os Patos Amarelos e os Bolsominions?
Nem Nostradamus viu.

A galera do conservadorismo de direita e fundamentalista cristão (redundância?), agora que o Bolsonaro ficou inelegível, comemora porque haverá espaço para a "direita civilizada". Isso existe? 🤔
Enfim, os órfãos da Ditadura Militar (fascismo/nazismo) ainda estão por aí, muitos vão continuar impunes e disseminando fake news. Com indignação seletiva, falam em liberdade de expressão e não tiveram inteligência suficiente (se é que têm) para usar a música "Proteção", do Plebe Rude, outra banda que me deixou animado, mas sumiu.
Quem faz rock hoje no Brasil?
Eu não sei. Nós estamos sendo bombardeados com música de gosto duvidoso, pagode, sertanejo e o funk baixaria. Eu estou saturado de sertanejo com dor de corno e periguete sem talento que vende música pelo excesso de sensualidade. O pagode nem poderia ser considerado um estilo musical. 😤
Por enquanto, rock, só em outros países.
EU QUERO ROCK 😭

четверг, 4 мая 2023 г.

Torcendo para virar moda

Centenas de adeptos de religiões afro como umbanda, candomblé e ifá, se reuniram no Norte Shopping, no Rio de Janeiro, para cantar músicas de sua fé. Os eventos de combinados em locais públicos são chamados de flashmobs, e os encontros evangélicos do tipo têm se tornado frequentes no Brasil, o que motivou o grupo de religiões afro a se reunirem nesse domingo (30).

O cantor, compositor e escritor André Gabeh foi um dos organizadores do flashmob religioso. Ele contou que se inspirou nos virais cristãos para chamar seus companheiros de religião. “Vi os evangélicos ocupando os espaços, cantando os hinos deles, então falei: ‘legal, se alguns podem, todo mundo pode’. E resolvi fazer também”, disse.

Gabeh então usou as redes sociais, como Facebook e Telegram, para a mobilização. Três dias antes do evento, a Justiça determinou a suspensão do segundo aplicativo por não colaborar em investigações sobre crimes de ódio, mas isso não atrapalhou os planos do religioso: “Ficamos desesperados, mas deu tudo certo”, afirmou.

Ainda segundo o organizador, não houve nenhum princípio de problemas, os seguranças foram “gentilíssimos” com todos. O comediante Yuri Marçal, que ajudou na divulgação, também esteve no evento.

Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/video-adeptos-de-religioes-afro-seguem-exemplo-de-evangelicos-e-cantam-em-shopping/
Nota: eu estou torcendo para que isso vire moda. Imagina! Milhares de pessoas entoando cânticos aos Deuses Antigos? Milhares de pessoas entoando a Carga da Deusa?🤩

среда, 28 апреля 2021 г.

John Barleycorn

Haviam três homens que saíram do oeste
Sua fortuna para tentar
E estes três homens fizeram um voto solene
John Barleycorn deveria morrer
Eles araram, eles semearam, eles o atormentaram
Torrões jogados em sua cabeça
E estes três homens fizeram um voto solene
John Barleycorn estava morto

Então eles deixam ele mentir por muito tempo
Até a chuva do céu caiu
Então o pequeno Sir John levantou a cabeça
E logo surpreendeu todos eles
Eles o deixaram em pé até o meio do verão
Até que ele parecia pálido e pálido
E o pequeno Sir John, ele cresceu uma longa barba
E assim se tornou um homem

Eles contrataram homens com as foices tão afiadas
Para cortá-lo no joelho
Eles o enrolaram e o amarraram pela cintura
E serviu-lhe mais barbaramente
Eles contrataram homens com os forcados afiados
Quem o picou ao coração
E o carregador ele serviu a ele pior do que isso
Pois ele o ligou ao carrinho

Eles giraram-no em volta do campo
Até que eles chegaram a um celeiro
E lá eles fizeram um corte solene
Do pobre John Barleycorn
Eles contrataram homens com as varas de caranguejo
Para cortar a pele do osso
E o moleiro ele serviu-o pior do que isso
Pois ele o moeu entre duas pedras

Aqui está o pequeno Sir John em uma tigela marrom
E conhaque em um copo
E o pequeno Sir John na tigela marrom
Provado o homem mais forte, finalmente
E o caçador ele não pode caçar a raposa
Nem tão alto sopre seu chifre
E o funileiro ele não pode consertar chaleiras ou potes
Sem um pouco de Barleycorn.

Música da banda Traffic.

Traduzido com o Google Tradutor.