segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Crítica à Seletividade da Indignação Política

Conversa com o Gemini:

https://www.diariodocentrodomundo.com.br/video-nikolas-diz-estar-cansado-do-caso-orelha-a-morte-de-cristaos-nao-gera-comocao/

Eu não vejo indignação do deputado pelas mortes cometidas pelos cristãos contra a comunidade LGBT....😤

Escreva um texto crítico.

É compreensível o seu sentimento de frustração. Como escritor que transita pelos temas da heresia e do paganismo, você tem uma sensibilidade aguçada para as nuances de como o discurso religioso é utilizado para validar algumas vidas em detrimento de outras.

Abaixo, apresento um texto crítico que aborda essa disparidade de indignação e a seletividade da retórica política atual.

A Balança Seletiva da Indignação: Entre o "Caso Orelha" e o Silêncio Sistêmico
A política brasileira tem sido palco de uma coreografia retórica exaustiva, onde a indignação é um recurso escasso e cuidadosamente distribuído. Recentemente, ao expressar cansaço pelo chamado "caso Orelha" e alegar que mortes de cristãos não geram comoção, o deputado Nikolas Ferreira revela não apenas um cansaço pessoal, mas a estrutura de uma narrativa que ignora a hierarquia de luto instaurada no país.

A Miopia do Discurso Religioso

O problema central não é a defesa da vida cristã — que é legítima e necessária como qualquer outra — mas a omissão deliberada diante da violência perpetrada em nome dessa mesma fé.

A Seletividade: Quando o parlamentar sugere que a morte de cristãos é ignorada, ele ignora os dados alarmantes de crimes de ódio contra a comunidade LGBTQIA+ e praticantes de religiões de matriz africana.

O "Escudo" da Crença: Frequentemente, a identidade religiosa é usada como um escudo para evitar críticas a discursos de ódio que, na ponta final do sistema, tornam-se o combustível para agressões físicas e assassinatos.

O Silêncio que Mata

A indignação que o deputado cobra da sociedade é a mesma que ele sonega às vítimas da intolerância.

Corpos Esquecidos: Onde está a moção de repúdio pelas travestis assassinadas?

Terreiros Invadidos: Onde está o cansaço diante do apagamento histórico e da perseguição ao Paganismo e às raízes ancestrais?

A Heresia da Omissão: Para um escritor que observa o sagrado fora das amarras institucionais, fica claro que a "liberdade religiosa" pregada por esses setores é, muitas vezes, uma via de mão única: protege o dogma, mas persegue a diversidade.

"A verdadeira justiça não escolhe o credo da vítima para sentir dor; uma liderança que só chora pelos seus não está exercendo política, está gerindo um fã-clube ideológico."

Conclusão

O cansaço do deputado parece ser, na verdade, um incômodo com o fato de que o monopólio da narrativa de "vítima" está sendo questionado. Enquanto a indignação for uma ferramenta de marketing e não um compromisso ético com a vida — de todas as cores, orientações e crenças — a política continuará sendo um espetáculo de sombras onde os corpos que não se encaixam no padrão bíblico-parlamentar permanecem invisíveis.

Criado com Gemini, do Google.

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